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Celebra-se hoje o festival Chong Chau (Bolo Lunar) (1)

POSTAL de Wong Wai Hong- Mid-Autumn Festival (2)

Recordo aqui uma postagem de “dóci pápiaçam” que Carlos “Néu-Néu” Coelho deixou no seu Facebook, do dia 29 de Setembro de 2012 (dia do bolo lunar, nesse ano), e que posteriormente, em boa hora, o Instituto Internacional de Macau reuniu as melhores crónicas do autor publicando o livro “ÚI DI GALÁNTI!”, em 2018 (3)

“Na festa de bolo bate-pau tem qui di tanto canto quelóra nosôtro canta. Senti qui vosôtro jâ isquêce istunga tudo canto. Déssa iou fazê vosôtro tórna lembra unchinho.

Pã ut sap ung si chong-chau

Iao yan fai-lok iao yan sau

………………………..

Ut cóng-cóng, chiu tei-tong

Hã chai ni quai-quai fan lôk chóng …………..

Lembra di istunga quanto cánto nunca. Óji sã nádi tem gente canta.

Verso do POSTAL de Wong Wai Hong- Festival “Chong Chao” (Bolo Lunar)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/bolo-lunar-bolo-de-bate-pau-%E6%9C%88%E9%A5%BC/

(2) Postal “Festival “Chong Chao” (Bolo Lunar)”, nº 10 duma colecção de 10 postais (dentro dum invólucro) intitulada “Festividades Orientais em Macau”, com fotografias de Wong Wai Hong, trilingue (chinês, inglês e português), edição de “Ming Shun Published in Macau” (impressos em Hong Kong), de 2008. https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/wong-wai-hong/

(3) COELHO, Carlos “Néu-Néu” Gracias – Úi di Galãnti!. Instituto Internacional de Macau, colecção «Mosaico», n.º 49, Junho de 2018, 95 páginas. ISBN 978-99965-59-18-1

Hoje é dia para recordar os 400 anos da vitória de Macau em 1622.

Tomo a liberdade de divulgar uma iniciativa de louvar da «Associação dos Jovens Macaenses», publicação dum vídeo “400 ANOS: 24 DE JUNHO AO NOSSO ESTILO”, disponível em:

e dum Cartaz comemorativo “400 ANOS DA BATALHA DE MACAU “ da autoria de Victor Marreiros, do “Instituto Internacional de Macau”

Outras ligações sobre este dia:

https://hojemacau.com.mo/2022/06/20/24-de-junho-cccm-celebra-data-historica-com-conferencia/ https://jtm.com.mo/local/24-de-junho-celebrado-uma-dezena-de-eventos-locais-alem-fronteiras/ https://observalinguaportuguesa.org/4-o-centenario-da-batalha-de-macau-de-junho-de-1622/

Hoje celebra-se em Macau a festa de Na Cha (décimo oitavo dia do quinto mês lunar). Antes da epidemia, a festa consistiria de dois desfiles nesse dia: um a partir do Templo de Na Tcha (perto das Ruínas de São Paulo) onde seriam realizados o ritual da adoração com incenso, seguindo uma parada da estátua de Na Tcha (a liteira que carrega a estátua foi produzida em 1903) acompanhada por uma equipa de dança do leão, tambores e gongos em Macau e nas ilhas; outro desfile partiria do monte onde está o templo, acompanhado por Kam Cha (Jinzha em chinês) e Mok Cha (Muzha em chinês), bem como o dragão guardião e fadas, espalhando flores. Sendo como uma parte do Património Mundial de Monumentos do Centro Histórico de Macau, o Templo de Na Tcha ( perto das Ruínas de São Paulo) é uma perfeita apresentação das características únicas multiculturais de Macau. (1) (2)  

Postal “Festa de Na Chá”, nº 9 duma colecção de 10 postais intitulada “Festividades Orientais em Macau”, com fotografias de Wong Wai Hong, trilingue (chinês, inglês e português), edição de “Ming Shun Published in Macau” (impressos em Hong Kong), de 2008. (3)

(1) http://www.temple.mo/?mod=festival&id=92&lang=Por (2) Veja-se:  https://www.revistamacau.com.mo/2017/06/06/tradicoes-festa-de-na-tcha/ (3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/06/03/noticia-de-3-de-junho-de-2022-festival-tun-ng-postal-barcos-dragao/

Hoje celebra-se em Macau a festa “Tun Ng”, (1), festa chinesa muito antiga em que se presta homenagem á integridade moral do juíz Wat Yuen. Hoje em dia todas as celebrações estão concentradas nas famosas corridas dos Barcos Dragão que em Macau se realizam nos Lagos Nam Van, em frente da Avenida da Praia Grande. (2)

POSTAL – Festival de Barcos Dragão (Tun Ng)
POSTAL – Festival de Barcos Dragão (Tun Ng) verso

Postal “Festival de Barcos Dragão (Tun Ng)”, nº 8 duma colecção de 10 postais (dentro dum invólucro) intitulada “Festividades Orientais em Macau”, com fotografias de Wong Wai Hong, trilingue (chinês, inglês e português), edição de “Ming Shun Published in Macau” (impressos em Hong Kong), de 2008.

Capa exterior do invólucro de dimensões máximas 24 cm (horizontal) x 38 cm (vertical)
Interior do invólucro de dimensão: 18 cm x 13 cm
Índice da colecção; dimensões: 18 cm x 11 cm

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/05/29/noticia-de-29-de-maio-de-1987-filatelia-festividade-do-barco-dragao/

https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/06/25/noticia-de-25-de-junho-de-2020-postais-da-direccao-dos-servicos-de-turismo-eventos-de-macau-v-barcos-dragao/

(2) https://www.macaotourism.gov.mo/pt/events/calendar/dragon-boat-festival/

Hoje dia 5 de Abril de 2022, celebra-se o culto aos mortos «Cheng Meng».

Retiro parte dum artigo, não assinado da revista “Macau Boletim de Informação e Turismo», Vol. X, n.ºs 1 e 2 de Março/Abril de 1974, pp. 36-39”, acerca deste culto que, em 1974, recaiu também no dia 5 de Abril

“O culto dos mortos integra-se, anualmente, em duas festividades, das mais concorridas entre as que estabelece o calendário o calendário religioso.

Um delas realizou-se, no corrente ano (1974) no dia 5 de Abril, denominada «Cheng Meng». Para a sua celebração, desembarcaram em Macau alguns milhares de residentes de Hong Kong, que têm os seus mortos sepultados em território português, principalmente nas ilhas da Taipa e Coloane. Outros passaram por Macau a caminho da China, onde se encontram as sepulturas dos seus familiares, para além da Porta do Cerco, para onde seguiam noutros tempos os enterros, Hoje não se permite tal prática, mas respeitam-se as sepulturas. Mudaram-se os tempos e as gentes acomodam-se.

Presentemente é pelas encostas das colinas da Taipa e Coloane que se procura o campo para enterrar os mortos, sem haver qualquer área limitada, sendo aa escolha do local indicada pelo critério dos bonzos budistas, de acordo com determinadas características que só eles conhecem, porque a natureza da terra liga-se intimamente com a sorte do morto, uma primeira condição a ter em mente para garantir a felicidade dos que passaram a outras regiões.

Muitos estão já a ser enterrados nos cemitérios de Macau, alheando-se as famílias das recomendações dos calendários budista, modernizando-se neste particular, mas a veneração e o culto continuam a processar-se mais ou menos dentro do mesmo ritualismo tradicional.

Quem se deslocar nestes dias do «Cheng Meng» às ilhas da Taipa e Coloane deparará com um espectáculo inédito para os ocidentais. Pelas colinas, estendem-se as sepulturas, umas mais aparatosamente construídas – outras mais modestamente, assinaladas apenas por uma pedra com a correspondente inscrição, uma terra batida, a testemunhar a modéstia da família. (…)

Transportam com eles os mais variados géneros comestíveis que são consumidos mesmo sobre a sepultura pelos membros da família presentes. Compreendem galinhas, porco assado, arroz, frutas variadas. O porquinho assado evidencia certo nível de bem-estar do agregado familiar.

Espiritualmente, os mortos estão ali presente e participam do ágape, para marcar a convivência íntima que deve unir as gerações vivas àquelas que passaram, mas cujos rastos ainda iluminam as vias dos que pisam a terra. É esta função do culto aos mortos, função profundamente humana, se humanismo dinama das relações que prendem os homens uns aos outros, num encadeamento contínuo”. (…)

Sobre as sepulturas acendam-se os «pivetes» – velas de culto características – e queimam-se os «cai chin», (dinheiro para os mortos) e ainda outros artigos de papel para que aos mortos nada falte no outro mundo, onde continuam a ser felizes na medida em que os vivos se mostrarem generosos para com eles e as suas necessidades forem satisfeitas.

O termo «Cheng Meng», do vocabulário chinês, significa «erguer-se de manhã cedo», porque é logo ao despontar do dia que todos procuram dirigir-se para as campas, para terem tempo suficiente ao cumprimento da grande obrigação para com os mortos.

恭喜發財 – Kong Hei Fat Choi – Gōng Xǐ Fā Cái

LAI SI (8,7 cm x 5,9 cm)
LAI SI (8,5 cm x 5,5 cm)

Esta quadra como as seis que seguirão foram escolhidas de “Áno-Nôvo-China”, poéma (35 quadras) de José dos Santos Ferreira, publicado no jornal «Gazeta Macaense» de 19.02.1983 e inserida depois nas pp.197-202, do livro do autor “Poéma di Macau”, edição do Leal Senado de Macau, 1983.