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Lótus! Flores da noite, flor´s sagradas
De folhas verdes, longas, espalmadas,
Flor´s brancas e rosadas, flor´s de lago,
Que a lua beija e despe n´um afago.

À tona de água, pelas noites cálidas,
Lembrais-me virgens, sonhadoras, pálidas.
Noivas à espera do seu bem-amado . . .
Envoltas no veu branco de noivado.

Cobrindo os lagos quietos, azulados,
O´ flor´s de lótus de botões rosados,
Lembrais-me . . . seios castos, virginais,
Pombas brancas fugidas dos pombais.

Corpos leves de nymphas, a fluctuar
Sobre a alfombra das fôlhas verde-mar;
Princezinhas do Oriente, transformadas
Em pétalas de lótus, desmaiadas.

Foto pessoal do Jardim da Dra. Laurinda Marques Esparteiro, Taipa – 2015.

Flor´s de nácar de folhas côr de jade,
Inimigas do sol, da claridade,
Companheiras das águas que ao luar
Vos quedais todas brancas a scismar . . .

Dizei-me, ó princezinhas de algum dia,
Porque extranho pudôr ou phantasia,
Só quando a noite desce mysteriosa,
Abris as pet´las brancas-côr de rosa?

Flor´s que adornaes os templos, os altares,
Irmãs gémeas dos lindos nenúfares.
Graciosas princezinhas, encantadas
Em flor´s de lótus doces, perfumadas,

Se houvesse um deus, um feiticeiro, um santo,
Que para sempre vos quebrasse o encanto,
Os lagos silenciosos e parados
Morreriam de dor, inanimados!

Foto pessoal do Jardim da Dra. Laurinda Marques Esparteiro, Taipa – 2015.

Os cysnes exultavam de vaidade,
Mas choraria a lua de saudade
E os poetas não cantavam, nunca mais,
A poesia das noites orientais!

Maria Anna Acciaioli Tamagnini (1)

(1) TAMAGNINI, Maria Anna Acciaioli – Lin-Tchi-Fá, Flor de Lotus, Poesias de Extremo Oriente, 1925
Ver anteriores referências a esta poetisa em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/maria-anna-acciaioli-tamagnini/page/2/

Bloco de notas em papel, com folhas descartáveis, destinado a apontamentos ou informações com linhas num dos lado. Está incompleta – só com 14 folhas (29,5 cm x 21 cm) com o logotipo do antigo Hotel New Century. (1)
O bloco de notas é de 1995 aquando da realização nesse hotel do “Workshop  1995 – Family Medicine Education in Asia Pacific – Clinical Teaching  da “Wonca Asia Pacific Working Party” e organizado em Macau,  pela Associação dos Médicos de Clínica Geral de Macau.

Lateralmente os logotipos dos vários espaços existentes neste antigo hotel.
Café Lounge; Silver Court; Scenic Veranda; Prince Galaxie; New Century Ballroom; Caesar Terrace; Solar Island e Matsuzaki
(1) Hotel “New Century / 新世纪酒店” hotel de 5 estrelas, estava / está localizado na Taipa, então na década de 90 do século XX, na Estrada Almirante Marques Esparteiro – Taipa, hoje com alteração do endereço: Av. Padre Tomas Pereira, N.º 889, Taipa, Macau. Com as complicações da gestão do hotel, a luta pelo poder pelo controle do casino “Greek Mythology” que aí estava linstalado, mudou o nome para “Beijing Imperial Palace Hotel / Beijing Wangfu Hotel”,” em 2012, e posteriormente encerrou as portas em Dezembro de 2015, para remodelação. Creio que terá sido reaberto (sem o casino) pois assim se apresenta nos “sítios” electrónicos dos hotéis em Macau.

New Century Hotel – 5-star Overview
The Hotel represents an exclusive international 5-star entertainment & leisure complex on the island of Taipa, Macau, overlooking the magnificent view of Pearl River.
Accommodation:
554 guest rooms, inclusive of 8 executive suites, 2 deluxe suites and 1 presidential suite.
Room Facilities:
Air-conditioning, IDD telephone, TV, Music and radio, Pay-movie, Mini bar, Internet Modem Line Connection
Restaurants & Bar:
Caesar Terrace, Scenic Veranda Coffee Shop, New Century Chinese Restaurant, Waterfall Garden Tea House
Recreational & Sports Facilities:
Fitness Center is well equipped with Gym facilities, Swimming Pool(Under Renovation) and New Century Sauna provide a full range of massages.
Other Facilities & Services:
Child Care Centre, Convenience Store, Hair Salon.5-star”

http://www.macauhotel.org/new_century_hotel
(1) Ver referências anteriores deste Hotel:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-new-century

O lançamento da emissão filatélica /1.º dia de circulação do “10º Aniversário do Centro Histórico de Macau como Património Mundial” (1) dos Correios de Macau, teve lugar no dia 15 de Julho de 2015. (2)

Sobrescrito (26 cm x 16,2 cm) com impressão alusiva à emissão com selo de 12.00 patacas com o n.º 264671, obliterado com o carimbo comemorativo do primeiro dia de circulação.

Para a emissão, composta por um conjunto de quatro selos e um bloco filatélico, foram seleccionadas imagens do Sam Kai Vui Kun (Templo de Kuan Tai), Igreja da Sé (Sé Catedral), Santa Casa da Misericórdia, Casa de Lou Kau e Largo do Senado. Aos edifícios do património arquitectónico de estilo chinês e ocidental que coexistem em Macau – um templo chinês e uma igreja cristã, uma instituição de caridade e a residência de um comerciante chinês – foram associadas figuras chinesas e portuguesas, representativas de tradições e de festividades locais. A miscigenação das culturas chinesa e ocidental, aliada à harmonia da paisagem, tornam a comunidade de Macau um exemplo de tolerância e de coexistência pacífica de diferentes religiões, culturas e costumes.

Folha (19 cm x 15,5 cm) constituída por 16 selos (quatro selos de cada valor em bloco) n.º 264671

(1) O Centro Histórico de Macau foi inscrito na “Lista do Património Mundial” da UNESCO em 15 de Julho de 2005, constituindo o 31.º sítio designado como Património Mundial da China.
(2) No acto da compra dessa emissão filatélica, nesse dia e nos locais específicos de venda, os compradores receberam também um conjunto de quatro modelos tridimensionais em papel de sítios do Património Mundial de Macau, oferecidos pelo IC.
O conjunto de quatro modelos tridimensionais em papel de sítios do Património Mundial de Macau representativos inclui: a Igreja e Seminário de S. José, o Teatro Dom Pedro V, a Casa do Mandarim e o Templo de A Má – sobre uma base quadrada que corporiza as características sino-ocidentais e a harmonia arquitectónica de Macau.
https://www.gov.mo/pt/noticias/118746/
Despacho do Chefe do Executivo n.º 139/2015
Usando da faculdade conferida pelo artigo 50.º da Lei Básica da Região Administrativa Especial de Macau e nos termos do n.º 2 do artigo 19.º do Decreto-Lei n.º 88/99/M, de 29 de Novembro, o Chefe do Executivo manda:
1. Considerando o proposto pela Direcção dos Serviços de Correios, é emitida e posta em circulação, a partir do dia 15 de Julho de 2015, cumulativamente com as que estão em vigor, uma emissão extraordinária de selos designada «10.º Aniversário do Centro Histórico de Macau como Património Mundial», nas taxas e quantidades seguintes:
$ 2,00  300 000
$ 3,00  300 000
$ 4,50  300 000
$ 5,50  300 000
Bloco com selo de $ 12,00     300 000
2. Os selos são impressos em 75 000 folhas miniatura, das quais 18 750 serão mantidas completas para fins filatélicos.
29 de Maio de 2015.
O Chefe do Executivo, Chui Sai On.
https://bo.io.gov.mo/bo/i/2015/23/despce.asp?mobile=1

Saco comercial de papel, tipo envelope, de 28 cm x 16 cm de dimensões, da Loja do Museu do Palácio / “Palace Museum Shop”, fundo vermelho com letras douradas. Adquirido em 2015.

Outro lado

A Loja pertence ao Museu de Arte de Macau, situada no 1.º piso.

A espaldas ressoava
A ressaca
Do assédio:
Exausta
Na muralha
Errática
Do império

José Augusto Seabra (1)

POSTALSecção das Antigas Muralhas de Defesa
Foto de Kenneth Lei

Postal da colecção “Macau Património Mundial” da Associação dos Embaixadores do Património de Macau, editado por ”Create Macao Co. Limited”. Comprado em Abril de 2015 na Casa do Mandarim.
(1) SEABRA, José Augusto – Poemas do Nome de Deus. Instituto Cultural de Macau, 1990.

CALENDÁRIO 2015 ICMCalendário de bolso do ano de 2015, emitido pelo Instituto Cultural do Governo da R. A. E. de Macau (www.icm.gov.mo) (dimensões: 9cm x 6,5 cm)

CALENDÁRIO 2015 ICM verso

SACO COMERCIAL CASA DO MANDARIM (1)Saco de papel (o chamado “papelão” – papel mais grosso e resistente) branco, de 35 cm x 25 cm (base de 25 cm x 15,5 cm) com o logótipo da Casa  do Mandarim, em ambos os lados de maior dimensão.

SACO COMERCIAL CASA DO MANDARIM (3)鄭家大屋
Casa do Mandarim
Mandarin´s House.

Proveniência: Loja da Casa do Mandarim (2015)
SACO COMERCIAL CASA DO MANDARIM (2)De entre todos os complexos residenciais de Macau, a Casa do Mandarim é a propriedade residencial de maior escala. A Casa do Mandarim tem as características de uma residência tradicional típica da região de Cantão, tendo igualmente incorporado influências arquitectónicas de outras culturas, tal como pode ser observado em alguns dos edifícios que a compõem, que fazem desta casa um bom exemplo da fusão entre as culturas chinesa e ocidental. A Casa do Mandarim representa igualmente valores elevados nas áreas dos estudos humanísticos e da história. Zheng Guanying  , um filósofo e personalidade afamada dos finais da Dinastia Qing, concluiu a sua obra-prima, intitulada Shengshi Weiyan (Advertências em Tempos de Prosperidade) nesta casa.
http://www.wh.mo/mandarinhouse/pt/introduction/
SACO COMERCIAL CASA DO MANDARIM (4)Num dos lados laterais, indicação de:  INSTITUTO CULTURAL do Governo da R. A. E. de Macau.
Mais informações em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/casa-do-mandarim/
鄭家大屋mandarim pinyin: zhèng jiā dà wū; cantonense jyutping:  zeng6 gaa1 daai6 nguk1

Inauguração na Colina da Guia (Estrada do Engenheiro Trigo mais conhecido como «circuito das 33 curvas») de um Pavilhão oferecido pela Comunidade Chinesa ao Governador Albano Rodrigues de Oliveira, no dia 20 de Março de 1949.
Pavilhão Albano de OLiveira - Inauguração 1949Na foto superior, no canto direito inferior, vê-se a placa rectangular colocada nesse dia, 20 de Março de 1949 com os nomes dos responsáveis (em português e chinês) pela execução da obra.

Pavilhão Albano de OLiveira - 2015 - IProjecto Tai Han Va
Fiscal: Leong Hong
Construtor: Siu Cau
Macau 20 de Março de 1949

Infelizmente a placa (foto tirada em Maio de 2015) encontra-se degradada, já não se lendo bem os nomes.
Outros pormenores do mesmo pavilhão (fotos de Maio de 2015)
Pavilhão Albano de OLiveira - 2015 - IIPavilhão Albano de OLiveira - 2015 - IIIPAVILHÃO EM HOMENAGEM DE SUA EXA. O GOVERNADOR DE MACAU COMANDANTE ALBANO RODRIGUES DE OLIV( )IRA
Pavilhão Albano de OLiveira - 2015 - IVPavilhão Albano de OLiveira - 2015 - V

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pavilhão Albano de OLiveira - 2015 - VIPavilhão Albano de OLiveira - 2015 - VIIPavilhão Albano de OLiveira - 2015 - VIIIAquando da inauguração, do pavilhão avistava-se o arvoredo e cidade; hoje só prédios.

Pavilhão Albano de OLiveira - 2015 - IX

Pavilhão Albano de OLiveira - 2015 - X

HOZE LEMBRÁ FAZÊ ANOS – 26-12-2015
 
VELA DOS 4 ANO IChai-chai nenotavaiconta
fazê anos, hoze lembrá
quatri anni já tem.
Dia filiz, dia di  festa
soprá vela, lôgo cantá.
 
Estunga blogue
divera já  crecê.
Papiá vêm, papiá vai
dia-dia já postá unga màs.
Iou nádi isquecê.

VELA DOS 4 ANO IISã  muto post,
Iou tudo ta vai notá.
Pegá livro, fólia, image,
pôe ôclo grôsso-grôsso
Pã fazê todos lembrá.
 
Muto quebrá cabéça
tim tim pa tim tim já ixplicá.
Destunga laia neno torná crescê
muto tanto más bom.
Otrung´a ano começá.

31 de Julho de 1918 —A Repartição dos Serviços de Saúde reclama contra a utilização, pelo público, da água da Fonte da Solidão” (1)

Fonte da Solidão década de 50FONTE DA SOLIDÃO – década de 50 – já nessa altura a fonte estava seca

O abastecimento regular da água potável à cidade de Macau foi sempre, no passado, um problema  de difícil resolução especialmente nos anos de maior seca, sendo a cidade muito pobre em águas potáveis e os veios que forneciam o caudal necessário para os poços, estavam quase todos ao nível do mar. (2)
Nessa data, a canalização existente para a cidade era de água salgada implementada pela primeira rede em 1912  (3)

Fonte da Solidão 2015 - IA fonte actualmente, 2015

Desde cedo,  a fonte de solidão está referenciada como de “água cristalina e boa”.
“Verificou-se em 1882, em grande parte, este importante melhoramento higiénico, devido à determinação do governo da província e à execução pronta e inteligente do actual director das obras públicas. Assim, uma poça lamacenta, que tinha por baixo a dois metros e meio uma veia de água, e de que se tirava em mais de um quarto de hora uma dada 283 porção de um líquido turvo, transformou-se numa fonte que fornece hoje em dois minutos a mesma quantidade de água cristalina e boa. Foi também aproveitada na estrada de Cacilhas outra nascente de água, que havia sido explorada no tempo do governo do conselheiro Coelho do Amaral e depois abandonada, a qual fica do lado oposto àquele em que brota a primeira fonte e a denominada da Flora que também foi melhorada.” (4)

Toponímia Estrada de CacilhasCom os trabalhos de aterro do Porto Exterior iniciados em 1921 (a Estrada da Solidão, hoje Estrada de Cacilhas era banhada pelo mar) e terminados em 1926, as águas que brotavam da Fonte da Solidão foram-se extinguindo (5) e depois com o traçado e as obras para o circuito da Grande Prémio de Macau iniciados em 1954, a fonte foi em parte enterrada e hoje, a parte superior da fonte está parcialmente escondida (permanentemente) pelas “barreiras de pneus” colocadas no circuito.

Fonte da Solidão 2015 - IIAs «barreiras», a fonte e o paiol antigo («de cima»)

Na verdade ,com a “construção” do paiol (princípios de 50) denominado «de baixo» (junto à Estrada, para diferenciar do Paiol «de cima» que estava num piso superior à fonte), descobriu-se outro veio no seu interior, de água límpida e bebível e que, nos anos de maior chuvas, corria abundantemente para fora sendo local de paragem de muita gente que com os garrafões iam aí buscar a água para beberem (décadas de 50 a 70).
Como a Estrada de Cacilhas até à década de 60 não tinha água canalizada, desde o meu nascimento até à minha saída de Macau, cresci bebendo  a água do Paiol.

Paiol de CimaO Paiol «de Cima»,  com a escada de acesso (infelizmente mal conservada) e a rampa feita muito mais tarde para acesso da carga e descarga de armas, munições e explosivos (por força de lei, as empresas que lidavam com  explosivos empregues em trabalhos particulares eram obrigadas a terem esse material depositados no Paiol). À direita, a Fonte da Solidão.
Paiol de baixoO Paiol «de baixo», actualmente em utilização, com o posto de vigia em cima do pequeno muro /forte de protecção da entrada (construído na década de 60)

(1) Arquivo Histórico de Macau, F.A.C. P. n.º 42 — S-A in SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol.4, 1997.
(2) 1883 — “É Macau excepcionalmente pobre em águas, sobretudo em águas potáveis, porque os numerosos poços que abastecem a população vão procurar uma veia quase ao nível do mar formada por águas de infiltração sempre mais ou menos salobras, carregadas de matérias orgânicas, e portanto impróprias para beber, vindo assim a pouca pureza da água juntar mais um elemento de insalubridade a tantas outras que são inevitáveis nas grandes aglomerações de indivíduos.” (4)
“O fornecimento de água às populações era feito através de inúmeros poços públicos e privados, cisternas e depósitos nas casas para recolha da água das chuvas, fontes e, em especial, durante a estiagem, por meio de barcaças portadoras de água proveniente da ilha da Lapa mas a falta de higiene nesses poços e cisternas  e as veias que fornecia llevava muitas vezes á perigosidade para a saúde pública(MACHADO, Álvaro de Melo – Coisas de Macau, 1913.

Fonte da Solidão 2015 - III

Os poços, numa cidade como Macau, onde o problema da água se põe, sempre com grande acuidade, eram um dos índices de estatuto social dos seus habitantes. A fonte que servia Macau era a Bica do Nilau ou Lilau, situada na colina da Barra (S. Lourenço) onde também havia, no século passado, um grande poço público fronteiro à Igreja (que Chinnery registou num belo desenho). Extramuros havia boas nascentes, na Flora, outra na Guia (Fonte da Solidão). Mais tarde foi construído um chafariz na Rua do Campo, próximo dum antigo veio de água, de que só alguns velhos documentos falam e que veio a desaparecer. (AMARO, Ana Maria — Das Cabanas de Palha às Torres de Betão, 1998, pág. 85.)
1908 — A partir do processo n.º 29 da Secretaria Geral do Governo da Província de Macau, de 1 de Outubro de 1908, relativo à análise das águas de Macau e Ilha da Taipa, elabora-se o seguinte quadro das fontes, poços particulares, poços públicos e de exploração, então existentes. Dada a dificuldade pela falta de nascentes, de abertura de fontes e poços, é provável que esta lista datada de 1908, coincidisse ou quase com os existentes nos finais do século XIX. Os valores quantificados quanto ao número de fontes e poços da presente lista de 1908, ficam muito aquém dos apontados no extracto anterior, só para as freguesias de Santo António, Sé e S. Lourenço, relativo ao ano de 1905; tal poderá ser talvez explicado pelo facto de, quase todas as casas possuírem “poço” embora quase todos, não sendo de nascente, se limitassem à simples recolha da água das chuvas e por isso mesmo, a sua designação mais precisa deveria ser a de cisternas. Fontes: Fonte da Avenida Vasco da Gama, Fonte da Inveja, Fonte da Flora Fonte das duas caras — chafariz da Flora, Fonte do Lilau, Fonte da Solidão e Fonte da Guia” (4)
Fonte da Solidão 2015 - IV(3) “1912 — (VII-30) — Termina o prazo de entrega das propostas para fornecimento e instalação de máquinas elevatórias de água, e canalização desde a praia da Vila Leitão aos reservatórios da Guia. A água era salgada e servia para rega das estradas e combate a incêndios. Foi a primeira rede de águas de Macau” (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. 4, 1997)
Como política de higienização urbana, foi considerado na altura como solução radical a limpeza da cidade a partir duma rede de água salgada prevista desde 1909, mas só concretizada depois de 1912; diga-se que foram notáveis os efeitos desta solução na desratização urbana e no combate à peste.” (4)
(4) AFONSO, José da Conceição – Macau, contributos para a história do abastecimento de água potável. Administração, 75, vol XX, 2007, 1.º, 281-199.
http://www.safp.gov.mo/safppt/download/WCM_004505
(5) “Logo de começo ainda antes de elaborar o anteprojecto de Obras do Porto Exterior, foi, planeado por esta Direcção uma captação vulgar de aguas pluviais, na Colina Este da Guia, que na parte considerada podia produzir cêrca de 20.000 m3 por ano para o porto e bem assim o aproveitamento da Fonte da Solidão que tem sido praticamente desaproveitada, ficando a agua com bastante carga para ser distribuída em elevação e podendo a obra ser feita a expensas do Conselho de Administração das Obras dos Portos; mas com a resolução atraz dita, cabia esse trabalho á Direcção de Obras Publicas e esta intendeu por melhor estender ali o sistema que estava empregando na face Oeste da Guia, isto é de provocar maior infiltração por meio de canais horizontais permeáveis, e quanto ás aguas da Fonte de Solidão decidiu canalizá-las para a cidade pelo túnel que foi aberto; tendo então sido prometido que o volume de 20.000 m3 seria fornecido pelo grande manancial que fôra descoberto em camada profunda do subsolo na baixa de Monghá; mas vê-se agora que as esperanças neste manancial não eram tão bem fundadas pelo menos quanto ao processo de captação propriamente dito e o abastecimento de agua ao terreno do porto ficou assim de alguma forma prejudicado.” LACERDA, Hugo C. de –  Obras dos Portos de Macau/Memorias e Principais documentos desde 1924.
Outras referências anteriores  ao abastecimento de águas em Macau.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/06/12/noticia-de-12-de-junho-de-1915/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/s-a-a-m/
NOTA : Todas as fotografias coloridas, do arquivo pessoal, de Maio de 2015.