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Continuação da apresentação dos 12 postais (1) emitidos por ” 澳門特別行政區政府旅遊局 / Direcção dos Serviços de Turismo / Macau Government Tourist Office”, intitulados

“O SABOR E AROMA DE MACAU”.

Hoje, talvez o “prato” macaense mais conhecido:

POSTAIS O Sabor e Aroma - MINCHIMINCHI (Sautéed Minced Pork)

A “história” do MINTCHI (macaização da palavra inglesa «Mince-meat» – carne picada), segundo Maria Margarida Gomes (2):
Importado de Hong Kong, este prato de carne de porco ou de vaca picada, estrugido com cebola e temperado com sutate (condimento líquido para amaciar, salgar e avivar o sabor, fabricado com feijão Soy), constitui o alimento principal das refeições das crianças macaenses – «Arôz di Minchi»)

POSTAIS O Sabor e Aroma - MINCHI verso

(1) Ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/instituto-de-formacao-turistica/
(2) GOMES, Maria Margarida – A Cozinha Macaense. Imprensa Nacional de Macau, 1984, 24 p.

 

Continuação da apresentação dos 12 postais (1)  emitidos por ” 澳門特別行政區政府旅遊局 / Direcção dos Serviços de Turismo / Macau Government Tourist Office”, intitulado:

 “O SABOR E AROMA DE MACAU”.

Continuo com as sopas. Hoje,

Sabor e Aroma Macau Sopa Bacalhau

SOPA DE BACALHAU À MACAENSE (Macanese Godfish Soup)

Sabor e Aroma Macau Sopa Bacalhau Verso

(1) Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/04/09/postais-de-gastrono-mia-macaense-o-sabor-e-aroma-de-macau-i/

Uma carteira com 12 postais, emitida em Outubro de 2002, por:

澳門特別行政區政府旅遊局
Direcção dos Serviços de Turismo
Macau Government Tourist Office

Sabor e Aroma Macau CARTEIRA I

intitulada “O SABOR E AROMA DE MACAU”, com receitas da culinária macaense do Instituto de Formação Turística (IFT) e impressa na Tipografia Seng Si Lda. (3000 ex.)

No interior da carteira:

Sabor e Aroma Macau CARTEIRA II

Cada um dos postais apresenta uma foto do “prato” e no verso a receita, em português.

Para iniciar a apresentação das iguarias macaenses, começo com uma sopa:

Sabor e Aroma Macau Sopa LacassáSOPA LACASSÁ (Shrimp & Rice Vermicelli Soup)

Sabor e Aroma Macau Sopa Lacassá Verso

No ar imóvel a pedra começa.
Sou-lhe fiel pelo seu aroma.
Vim de longe para tocar o fogo
da sua geometria sem fronteiras.
Pedra ferida. pedra acariciada.
Pedra profunda. Subindo alto.

Eugénio de Andrade (1) (2)

Templo de Á Má DSTMTemplo de A-Má – Barco Pintado na Rocha  (Postal da Direcção dos Serviços de Turismo de Macau. Lito: Imprensa Nacional de Macau, sem data impressa)

Pequeno Caderno do Oriente Eugénio Andrade(1) Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas, (1923 – 2005), esteve em Macau, em Outubro de 1990, tendo escrito 12 pequenos poemas, apontamentos e textos em prosa poética, publicados em “Pequeno Caderno do Oriente”. A obra foi ilustrada pelo arquiteto e artista plástico Carlos Marreiros e publicada na Revista de Cultura de Macau em Novembro de 1993. Posteriormente, a obra foi traduzida em inglês por Rui Cascais e em chinês por Yao Jingming (3), sendo editada em 2002 por iniciativa do Instituto Camões, Instituto Cultural da RAEM e Instituto Português do Oriente.
(2) ANDRADE, Eugénio de –  Pequeno Caderno do Criente. (Notebook of the Orient: 東方札記),  des. e il. Carlos Marreiros; trad. Rui Cascais, Yao Jingming. Macau: Instituto Camões, Instituto Cultural da RAEM, Instituto Português do Oriente, 2002, 106 p. ; 30 cm.
(3) Yao Jingming traduziu para chinês outras obras de Eugénio de Andrade nomeadamente:
Uma Antologia de Eugénio de Andrade.  Poetry & People, Guangzhou, 2004.
O Outro Nome da Terra. Cultural Institute of Macau & Flower Mountain Literature Press, Macau/ Shijiazhuang, 1994.
Com as Palavras Amo. Instituto Cultural de Macau, 1990.
NOTA: aconselho a leitura de “Despedida e Desprendimento no pequeno caderno do oriente de Eugénio de Andrade” de António José B. Menezes Jr em
http://www.revistas.usp.br/desassossego/article/view/47392

Notícia no Boletim da  Agência Geral do Ultramar, de Abril de 1952, a recente inauguração da emissora «Vila Verde» (1).

“Após longo período experimental, foi finalmente, inaugurada em Macau a Emissora Vila Verde, que tem o designativo de CR9XL e é propriedade do Chefe da Repartição dos Serviços Económicos, Sr. Dr. Pedro José Lobo.
            Na cerimónia de inauguração falaram o director dos Correios Telégrafos e Telefones , Sr. António de Magalhães Coutinho, que encareceu o valor deste novo melhoramento para a Província, embora de carácter particular, e o proprietário da emissora, que agradeceu às entidades que lhe proporcionaram as facilidades para a sua instalação e funcionamento, bem como a todas as pessoas que se têm interessado pelo seu desenvolvimento.
            O programa de inauguração, que durou mais de três horas, foi quase totalmente preenchido por composições musicais da autoria do Sr. Dr. Pedro José Lobo e executadas pela sua orquestra privativa. A senhorinha Conchita Borges cantou a «Saudação Angélica» e a soprano chinesa Dora Chi o tango «Shining Eyes», a valsa «Pearl River Charms» e o intermezzo «Butterfly», composições estas também da autoria do proprietário da emissora.
            A nova estação, cujo estúdio e casa de transmissão se encontram equipados e montados com o material mais moderno, goza por este motivo, de grande popularidade entre os apreciadores de música do género.
            Funciona na frequência de 1.037 quilociclos e no comprimento de onda de 289 metros”

O apogeu da emissora «Vila Verde»  foi nos anos 50 e 60 (século XX), conseguindo ultrapassar o Rádio Clube de Macau surgido em 1941 (e que daria lugar em 1962 à Emissora de Radiofusão de Macau)  em termos de audiências e música. Após a morte de Pedro José Lobo, em 1965, a emissora «Vila Verde» começou a declinar, tendo suspendido a sua actividade em 1994. Depois de ser adquirida pela Sociedade de Turismo e Diversões de Macau, a Rádio Vila Verde retomou as suas emissões em cantonense em 2002. (2)

(1) Datas diversas nos diversos documentos consultados (desde 1948 a 1952). A Dra. Beatriz Basto da Silva indica 1951 (Cronologia da História de Macau, 5.º Volume). Alberto Alecrim (Macau n.º 5, 1987)  indica 6 de Março de 1952.
Em 1952 surge a Rádio Vila Verde, propriedade de Pedro José Lobo, com estúdios num edifício privado, emitia sob as designações CR9XL e CR9XM, em cantonense e português. Suspendeu a sua actividade em 1994, tendo retomado as suas emissões em 2002.”
http://macao.communications.museum/por/exhibition/secondfloor/moreinfo/2_9_3_RadioMacau.html
(2) http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunica%C3%A7%C3%B5es_em_Macau