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Cartão convite do Secretário-Adjunto para os Assuntos Sociais e Orçamento, para a apresentação do relatório de avaliação do Sistema de Saúde de Macau elaborado pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa no dia 22 de Outubro de 1997, no 18.º andar do Edifício World Trade Center, seguido de almoço.

Cartão convite: 15,2 cm x 10,1 cm

O Secretário-adjunto para os Assuntos Sociais e Orçamento entre 1996-1999 do governo de Vasco Rocha Vieira era José Augusto Perestrelo de Alarcão Troni.

Envelope: 16 cm x 11,3 cm

“Todos anos se repete, constituindo uma das mais curiosas tradições da cidade. No dia 13 de Junho os representantes do Leal Senado cumprem um velho ritual iniciado em 1783: o pagamento do soldo a Santo António na Igreja com o mesmo nome.

É que o padroeiro de Lisboa (e de Pádua) presta serviço militar em Macau desde 1725, ano em que foi alistado com a patente de soldado. Seis décadas mais tarde, em 1783, foi promovido a capitão. O pagamento do soldo remonta a essa época e era então de 240 taiés, o equivalente ao soldo de um capitão do exército português.

O pagamento sofreria prolongadas interrupções, desde o início do século XIX até meados do século XX. Anteriormente, o pagamento do soldo só havia sido interrompido por três anos, contra a vontade dos fiéis. No presente século, o soldo é pago sem interrupção desde os anos 50. Até à década de 70 a entrega do soldo à igreja era feito com todo o lustro dos grandes momentos. Não faltavam as autoridades da guarnição local e uma pequena força do exército a prestar as honras de ordenança ao Santo no adro da Igreja. Os sinos tocavam a repique quando o pároco recebia os representantes da edilidade.(2)

Actualmente o soldo pago pelo Leal Senado cifra-se em 45 mil patacas. Metade do contributo anual do Leal Senado reverte para o «pão dos pobres» (3) e o restante para gastos paroquiais. Em 1975 as forças militares portuguesas retiravam de Macau. Mas o Capitão da Cidade continuou no activo (1) (4)

(1) Leal Senado, Uma Experiência Municipal (1989-1997), p. 69.

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/06/18/festa-do-taumaturgo-portugues-santo-antonio-de-lisboa-em-18-de-junho-de-1955-capitao-da-cidade-de-macau/

(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/09/13/noticia-de-13-de-setembro-de-1903-1953-pao-dos-pobres-de-santo-antonio-em-macau/

(4) Esta tradição foi mantida até 1999 (ano da transferência da soberania de Macau para a R.P. da China).

Decorreram nos dias 5 e 6 de Junho de 1999, no Largo do Carmo, na Taipa, a festa da Lusofonia organizada pela Câmara Municipal das Ilhas e integrada nas Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.

Programa da festa (trilingue: português, chinês e inglês); dimensão: 20,5 cm x 42 cm; dobrável em 4: 20,5 cm x 10,5 cm

Programa da “Sessão Solene que Assinala a Transferência da Soberania do Território de Macau” realizada no Palácio de S. Bento (Lisboa) no dia 14 de Dezembro de 1999, promovida pela Assembleia da República  (Portugal).

Capa (29,8 cm x 21 cm x 0,5 cm)

Editor: Assembleia da República / Garepi

Iniciativa: Gabinete de Relações Públicas e Internacionais

Capa + Contracapa
Lombada (0,5 cm)

Folha interior da capa – Planta de Macau da autoria de Pedro Barreto de Resende , reproduzido no Livro de António Bocarro, de 1635 denominado “Plantas de todas as Fortalezas, Cidades e Povoações doestado da Índia Oriental”.

Capa – Baía da Praia Grande, Macau.
Escola Chinesa, Séc. XIX – Autor desconhecido
.
Macau – Ruínas da Igreja de S. Paulo.
Escola Chinesa Séc. XX (2.ª metade)

Macau – Ruínas da Igreja de S. Paulo.
Desenho de Lui Shou-Kwan (1919-1975), aguarela 74 cm x 53,5 cm

Além do programa da cerimónia, contém as intervenções dos representantes dos partidos representados na Assembleia, do primeiro-ministro, Engenheiro António Guterres, do Presidente da Assembleia, Dr. António de Almeida Santos e do Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio.

Lembrança, um estojo oferecido pela Polícia Judiciária de Macau, na comemoração do seu dia, em 19 de Agosto de 2000. (1)

Estojo de 9,2 cm x 9 cm x 2,5 cm (altura) de cor vermelha com impressão de letras a amarelo

司法警察局

POLÍCIA JUDICIÁRIA

司警曰紀念

DIA DA P.J.

19-08-2000

No seu interior (8,5 cm x 8,5 cm), um porta-chaves e um pin com o monograma da Policia Judiciária.

Porta chaves rectangular (3.7 cm x 3,2 cm),  argola de 2 cm de diâmetro

司法警察局

POLÍCIA JUDICIÁRIA

VERSO

司警曰紀念

DIA DA P.J.

19-08-2000

Pin – quadrado (1, 5 cm x 1,5 cm)

司法警察局

POLÍCIA JUDICIÁRIA

(1) Decreto-Lei n.º 28/99/M de 5 de Julho – A Polícia Judiciária, no dia 19 de Agosto, comemora o aniversário da sua criação em Macau, ficando esta data consagrada como o «Dia da Polícia Judiciária»

司法警察局 mandarim pīnyīn: sī fǎ jǐng chá jú; cantonense jyutping: si1 faat3 ging2 caat3 guk6

司警曰紀念 mandarim pīnyīn: sī jǐng yuē jì niàn; cantonense jyutping: si1 ging2 jyut6 gei2

Recordação de 1999 – uma caixa almofadada, de cor vermelha/acastanhada, rectangular na tampa (9,5 cm x 7,7 cm) e de 5,5 cm de altura. No seu interior, um globo de vidro com as letras MACAU 澳門 (assinalado no globo com um ponto) assente num cubo de vidro também com as letras MACAU 澳門.                    

BASE – CUBO – 3,5cm x 3,5 cm x 3,5 cm

TOPO – GLOBO: 4,5 cm de diâmetro   

João Pires Cutileiro, escultor (também ceramista) mais conhecido pelas suas esculturas em mármore, nascido em Lisboa em 1937, faleceu nessa mesma cidade no dia 5 de Janeiro deste ano.

Viveu e trabalhou em Évora desde 1985, tendo duas das suas obras expostas ao público em Macau: uma no jardim do Centro Cultural de Macau, inaugurado a 19 de Março de 1999, de um grupo escultórico esculpido em mármore cinzento de Estremoz com um barco de pedra e cavaleiros preparados para a guerra, inspirados nos guerreiros de terracota de Xian e a outra, mais escondida do público, “corpo feminino-mulher deitada” de 28 de Novembro de 1989, colocada no átrio principal de entrada aquando da inauguração do 1-ª edifício do conjunto dos três edifícios que constituía o Centro Hospitalar Conde de S. Januário.

Átrio principal da entrada do Centro Hospitalar Conde de S. Januário (C.H.C.S.J.) edifício do Bloco Clínica Obstétrica e Pediatra (para a esquerda da foto) e da Clínica Médico – Cirúrgica (para a direita da foto). Ao fundo, no centro, a escultura de João Cuteleiro.

Apresento três postais de uma colecção de seis (15 cm x 10 cm) que os Serviços de Saúde de Macau editou a propósito dos 120 anos da inauguração do «Hospital Militar de Sam Januário”, inaugurado a 6 de Janeiro de 1874.

Perspectiva do átrio principal do C.H.C.S.J.
Escultura de João Cutileiro – 1989; Átrio principal do C.H.C.S.J
Escultura de João Cutileiro (pormenor) – 1989; Átrio principal do C.H.C.S.J.

Recorda-se que a escultura não foi bem vista pela comunidade chinesa, apesar da ideia da mulher nua ter sido baseada na tradição dos tempos dos imperadores em que as mulheres dos mandarins não podiam ser observadas pelos curandeiros/médicos. Assim quando estavam doentes, as aias ou criadas levavam uma boneca /pequena escultura e apresentavam-na aos médicos, apontando o local da dor/maleita. Se precisassem ser observadas o médico somente podiam palpar o pulso para fazer o diagnóstico.

A escultura controversa foi, por isso, posteriormente transferida para o átrio do terceiro edifício deste Centro Hospitalar – a entrada para a Escola Técnica dos Serviços de Saúde e do seu anfiteatro (junto à placa da inauguração dessa Escola no dia 3 de Dezembro de 1992), onde suponho que lá esteja ainda hoje.

Numa postagem anterior (1) apresentei uma mochila como lembrança da minha participação como elemento da comitiva macaense aos jogos “7th FESPIC Bangkok 99”, realizado na Tailândia, ente 10 e 16 de Janeiro de 1999.

Desse mesmo encontro desportivo como lembrança, fiquei ainda com uma camisola desportiva do tamanho “M” (camisola de algodão, com colarinho, de mangas curtas, em forma de T.) oferecida pela organização aos atletas, dirigentes e técnicos da “Associação Recreativa e Desportiva dos Deficientes de Macau” que representou Macau sob a bandeira do Leal Senado, nesse evento desportivo.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/04/14/lembranca-mochila-do-fespic-bangkok-99/

Três painéis de azulejos existentes no átrio interior do Leal Senado (fotografias pessoais de 2017)

1789

15-07-1789 – É eleito Bispo de Macau, D. Fr. Marcelino José da Silva. Franciscano da Ordem de Terceira, e frade conventual de S. Bento de Aviz, doutor pela Universidade de Coimbra. (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 1, 2015, p. 320)

16-07-1789 – Faleceu em casa do seu Marechal de Campo, Simão de Araújo Rosa, o Governador Francisco Xavier de Mendonça Corte Real. Fica no cargo interinamente, Lázaro da Silva Ferreira até 1790.

1888

25-09-1888- O Processo n.º 344 – Série R da Administração Civil (A.H.M.) contém a representação dirigida ao Governo de Sua Magestade, pelo Leal Senado da Câmara de Macau, como protesto pela sua dissolução pelo Governador Firmino José da Costa.

1999

O “Leal Senado” deixou de existir e as suas funções municipais e administrativas passaram provisoriamente para a “Câmara Municipal de Macau Provisória“. Mas, no dia 31 de Dezembro de 2001, este organismo provisório foi também abolido, dando lugar ao “Instituto dos Assuntos Cívicos e Municipais” (IACM).

Uma lembrança da passagem/transferência de Macau para Região Administrativa Especial de Macau (R.A.E.M) em 22 de Dezembro de 1999, pequeno relógio/despertador, de forma quadrada (exterior 6,8 cm x 6,8 cm x 2 cm).

Material metalizado, amarelado (brilho próprio de metal), tampa superior com fecho em mola na parte anterior.

Aberto, ecran/mostrador de 5,5 cm horizontal x 5 cm vertical. Na parte interna da “tampa” uma etiqueta colada: T2279G”

Brasão de armas da RAEM – com substituição do dístico superior 中華人民共和國  澳門特別行政區” por 澳門1999年回歸紀念 (1)

Na parte de trás, sem indicação de fabrico, quase certo “made in China” com o número de código N04GE937

(1) 澳門1999年回歸紀念 mandarim pīnyīn: ào mén 1999 nián huí guī jì niàn ; cantonense jyutping: ou3 mun4 1999 nin4 wui4 gwai1 gei2 nim6 – Macau 1999 recordação do retorno.