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Em Outubro, de 19 a 25 de 1996, Macau foi palco, uma vez mais, de um Encontro das Comunidades Macaenses espalhadas pelo mundo, durante o qual foi possível o reencontro de velhas amizades e o estreitamento de laços familiares, para além da oportunidade para um conhecimento da nova realidade física e social de que se revestia o Território. (1) Mais de um milhar de pessoas participou neste encontro, número consideravelmente superior ao do I Encontro, realizado em 1993. O II Encontro das Comunidades Macaenses partiu de uma iniciativa do governo do Território, que contou com apoio da Fundação Oriente, STDM, Leal Senado, Instituto Cultural de Macau, Serviços de Turismo e das Casas de Macau espalhadas pelo mundo.

Membros da Assembleia Municipal (1993-1997) com os macaenses residentes no Canadá

(1) Fotos e texto extraído de «Leal Senado, uma Experiência Municipal (1989-1997)», Leal Senado, 1997, p.72

CAPA em português

Revista “DESPORTO 96”, editada pelo Instituto dos Desportos de Macau (IDM), publicação caracterizadora da actividade desportiva ocorrida ao longo do ano de 1996, em Macau, realçando os principais acontecimentos desportivos internos e internacionais em que o Território esteve envolvido.

CONTRACAPA , em chinês

Revista (29, 5 cm x 21 cm x 1cm; com 70 páginas em português e 70 páginas em chinês) distribuída em 1997, oferta do IDM, com os cumprimentos do presidente, Manuel Silvério que tomou posse neste cargo em Setembro de 1996 (anteriormente já desempenhava as funções de vice-presidente). A nova sede do IDM foi construída no complexo do Forum de Macau, o lançamento da primeira pedra ocorreu em fins de Outubro de 1996 e em meados de 1997 ficaria concluída.

1.ª página

Na Capa, destaco uma das modalidades desportivas mais representativas dos macaenses, o Hóquei em Campo, aqui representada pelo autor, guarda-redes duma das equipas (Hóquei Clube de Macau) que participaram em 1996 no campeonato interno (campo do Tap Seac).

“Em termos desportivos, em 1966 foi um ano excelente par o xadrez em Macau. Assim, em Agosto, realizou-se no território o Campeonato Asiático de Xadrez Sub-20, em masculinos e femininos, prova oficial do calendário da Federação Internacional de Xadrez (FIDE), organizada pelo Grupo de Xadrez de Macau. Na prova masculina participaram 30 jovens xadrezistas em representação de 23 países, enquanto na prova feminina participaram 16 jovens em representação de 12 países.

Yip Chi Fung Brenda , uma das representantes de Macau

Em masculinos, o Território foi representado por Ernesto Ma, Philip Chang e Peter Ho, do núcleo de Xadrez do Colégio Yuet Wah, enquanto Annie Jane Salvador, Joan Paola Salvador, Win Yan Winnie Lee, Yip Chi Fung Brenda, do Colégio de Santa Rosa de Lima, representaram Macau no escalão feminino.” (1)

Eliaza Hanum Ibrahim da Malásia , vs Nguyen Thi Thanh Na do Vietname
O vencedor da competição masculina ladeado pelos segundo e terceiro classificados
As representantes femininas

(1) «Desporto 96», Instituto dos Desportos de Macau, 1997, pp. 53-55

PROGRAMA – 21 cm x 14,5 cm

Realizaram-se em Macau nos dias 10 e 11 de Dezembro de 1996, o “I Congresso Luso-Chinês de Clínica Geral e de Medicina Interna de Macau” / 1st. Portuguese-Chinese Congress of General Practice and Internal Medicina in Macau”, no auditório do Centro Hospitalar Conde de S. Januário. Foi uma realização científica conjunta organizada em Portugal por uma comissão organizadora: Prof. Dr. Armando Porto, Dr. Barros Veloso, Prof. Dr. José Guilherme Jordão e Dr. Pedro Moura Reis, e localmente por uma comissão científica chefiada pelo então Sub-Director dos Serviços de Saúde de Macau. Dr. Rogério Santos, com elementos da área dos Cuidados Primários e do Serviço de Medicina Interna do Centro Hospitalar Conde de S. Januário).

PROGRAMA – capa e contracapa

Apresento o programa (21 cm x 14,5 cm) com 40 páginas, contendo uma introdução, pp. 1-3 (personalidades da comissão de honra; comissão organizadora; comissão científica); o programa calendário do congresso, p. 5; o programa científico pp. 7-11; os resumos dos trabalhos apresentados pp.13-38 e nomes dos palestrantes p. 39.

PROGRAMA – p. 1
PROGRAMA – pp. 2-3

                                                             

PROGRAMA – p. 5
PROGRAMA – p. 39

                            

Extraído de «BGM», IX- 42 de 21 de Setembro de 1863, p. 172

A Rua da Barca começa na Estrada de Adolfo Loureiro junto da Rua de Francisco Xavier Pereira e termina na Rua de João de Araújo, em frente da Rua da Pedra.

Luís Gonzaga Gomes escreveu em 18-05-1942 (1) o seguinte:   “Mas qual será a origem toponímica desta extravagante nomenclatura em sítio onde não existem vestígios de ponte (Travessa da Ponte Nova) ou de barcas (Rua da Barca). A necessidade de conquistar o terreno por meio de expropriações e de aterros, para construção de novas e espaçosas vias, e o consequente aformoseamento da cidade fizeram desparecer o que havia de mais pitoresco em certos lugares tipicamente chineses cuja existência é, no entanto, ainda recordada nos nomes por que são designadas certas ruas. Ora, uma das áreas consideradas das mais perigosas para a saúde da população da cidade era a que ficava em volta do Templo de Lin K´ai. (蓮溪廟). (2) É ela conhecida pelo nome de Sân- K´iu  (新桥) que significa – Ponte Nova – e um das ruas que serve esta zona é denominada Tôu- Sun-Kái, (渡船街) isto é, a Rua dos Tôu, ou das Barcas.

Se pudéssemos voltar algumas dezenas de anos atrás, isto é, antes da drenagem e do aterro desta zona, teríamos visto na realidade uma ponte de pedra, colocada entre as actuais ruas de João de Araújo e da Pedra. Esta última, chamava-se assim porque era ali que vivia um grupo de operários chineses dos mais pobres, cujo mister consistia no trabalho de lapidação de blocos de granito, utilizados em obras de cantaria ou na de pavimentação de lajeados. Quanto à ponte, foi esta primitivamente construída com bambus, mas como este material se deteriorava, obrigando a constantes reparações, substituíram-na mais tarde, por uma de pedra, custeada a expensas dos moradores do referido bairro. A ponte era imprescindível porque sem ela não lhes seria possível ir até ao Templo de Lin- K´âi venerar as divindades da sua devoção, visto o local onde se encontravam edificada tal casa de culto estar separada da outra margem por um riachozinho. (Regato de lótus)

Esta derivação do braço do delta que banha o Porto Interior, entrava na zona de Sân- k´iu nas alturas do edifício onde funcionou o Cinema U-Lók (娛樂) e, serpeando até ao templo onde formava um largo charco, seguia depois em direcção à antiga aldeia de Mong Há, através das ruas da Barca e da Ressurreição, para ir ligar – se outra vez ao delta, depois de ter regado com as suas barrentas águas a entrada do convento budista de P´ôu Tchâi-Sim-Un (普濟禪院) .(3)

Como a ponte não bastasse para o grande movimento das pessoas que por ela diariamente transitavam, muitos moradores deste bairro, para entrar na cidade, tinham de fazer a travessia do riacho em tán-ká (tancá) que nesse tempo costumavam varar em grande número nas duas margens. Ora, nessa época as estâncias de madeira e os estaleiros chineses estavam também instalados nesse local e, como ainda não existiam barcos a vapor, foi esse o período da sua maior prosperidade. Por isso, inúmeros tôu da navegação costeira entravam constantemente nesses estaleiros a fim de sofrerem as beneficiações de que careciam para o prosseguimento das suas viagens. Os chineses passaram então a chamar Tôu-Sun-Kái à rua que servia esses estabelecimentos e este nome passou para o português na sua tradução da Rua da Barca.” (1)

(1) GOMES, Luís Gonzaga – Curiosidades de Macau Antigo. ICM, 1996, ISBN-972-35-0220-8, pp. 41/42

(2) Templo Lin Kai  (蓮溪廟), na Travessa da Corda n.ºs 25-31 está  situado ao lado do Cinema Alegria do Bairro San Kio. Antigamente, havia um riacho chamado Lin Kai (Regato Lótus) que passava por Bairro San Kio. O templo foi fundado à margem direita do riacho, sendo denominado Templo Lin Kai. Este templo foi construído em 1830 e, mais tarde, os habitantes locais reuniram fundos para reconstruí-lo e ampliá-lo, o que aconteceu entre 1875-1908. Desde então o templo tem sido conhecido por “Templo Novo de Lin Kai” e é dedicado a 15 Deuses e deusas. Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/templo-de-lin-kai/

(3) Templo de Pou Chai Sim Un (普濟禪院), também conhecido por “Templo de Kun Iam Tong”, na Avenida Coronel Mesquita. Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/03/26/postais-macau-artistico-vi/

Continuação das postagens anteriores referentes ao Grande Prémio Mundial de Voleibol Feminino em Macau” (1), realizado no Forum de Macau de 13 a 15 de Setembro de 1996 e organizado pelo Instituto dos Desportos de Macau e Associação Amadora de Voleibol de Macau.

Equipas participantes nesta ronda , em Macau:

Nesta ronda, a 3.ª – Grupo F, – foi ganha pela China (6 pontos) seguidas pelas equipas do Brasil (5 pontos), Rússia (4 pontos) e Coreia do Sul (3 pontos)

A Fase Final foi realizada em Shanghai, na China, entre os dias 27 e 29 de Setembro. O Brasil conquistou o seu segundo título por somar mais pontos na fase final (6 pontos); a seguir, Cuba (5 pontos), Rússia (4 pontos) e China (3 pontos)  

(1) Ver anteriores postagens: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/09/12/noticia-de-12-de-setembro-de-1996-convite-exposicao-fotografica-do-grande-premio-mundial-de-voleibol-feminino-em-macau-i/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/09/15/noticias-de-13-a-15-de-setembro-de-1996-grande-premio-mundial-de-voleibol-femninino-em-macau-ii/

Organizado pelo Instituto dos Desportos de Macau e Associação Amadora de Voleibol de Macau, realizou-se o “Grande Prémio Mundial de Voleibol Feminino em Macau”(1) no Forum de Macau.

A cerimónia protocolar de abertura foi no dia 13 de Setembro, pelas 17.30 horas, iniciando-se com a tradicional dança do dragão pela Associação Desportiva “Ló Leong” e depois um “bailado” pelo grupo coreográfico do “Macau Children Arts Troupe”.

Nesta ronda por Macau (as outras com datas diferentes entre 30-08-96 a 29-09-96, realizaram-se em Beijing-China; Sendai-Japão; Hong Kong; Jakarta-Indonesia; Shanghai-China; Osaka-Japãp; Taipei-Taiwan; Honolulu-Hawai) participaram as selecções do Brasil, China, Coreia do Sul e Rússia.

Foi distribuído um programa com 54 páginas com todas as informações e programas dos jogos deste evento (30 cm x 21 cm)

(1) Ver anterior postagem em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/09/12/noticia-de-12-de-setembro-de-1996-convite-exposicao-fotografica-do-grande-premio-mundial-de-voleibol-feminino-em-macau-i/

CONVITE

Convite (20 cm x 10 cm) da Comissão Organizadora (Instituto dos Desportos de Macau e Associação Amadora de Voleibol de Macau) do “Grande Prémio Mundial de Voleibol Feminino em Macau” para estar presente na inauguração da exposição fotográfica sob o tema “O Grande Prémio Mundial de Voleibol Feminino em Macau”, no dia 12 de Setembro de 1996, pelas 17H45, no Largo do Leal Senado, na qual estiveram presentes as jogadoras das quatro equipas participantes nesta ronda (3.ª – Grupo F em Macau): Brasil, China, Coreia do Sul e Rússia.

AUTOCOLANTE

Foram também distribuídos um autocolante (15 cm x 10 cm) com o logotipo desta 3.ª edição do Grande Prémio Mundial de Voleibol Feminino.

O Grande Prémio decorreu nos dias 13 a 15 de Setembro de 1996, no Forum de Macau.

BOLETIM

No dia anterior, 11 de Setembro, foi divulgado o boletim “Daily Bulletin”, Vol. 1 , (folhas agrafadas; 29,5 cm x 21 cm) com as informações sobre o calendário dos jogos e indicações pormenorizadas das selecções participantes bem como das jogadoras.

Nesse terreno firme – a colina da Guia – argamassado com o suor de tantos valentes guerreiros e, por isso, mais consistentes, calcado com as rodas pesadas que deslocavam as grossas peças de artilharia, ajoelham anualmente novas fardas e novos cidadãos, envolvidos no sentimento patriótico e de devota homenagem da alma portuguesa, no dia 5 de Agosto, aos pés da Senhora das Neves. Vestida de seu gracioso manto azul, tapetado de estrelas doiradas, a todos recebe com o mesmo carinho de outrora, quando os marinheiros, singrando os mares para trazerem novas do reino distante, iam à sua capelinha cumprir os votos feitos em horas de tormenta e de aflição.

Foto de 1955

Cenário rico de natureza, mas também cenário abundante de recordações históricas e de terna devoção patriótica. Muitos calcorrearam os caminhos que conduziam ao cima da Guia; mas cremos que foi a Fé dos que subiram essas encostas em peregrinação que manteve desfraldada a bandeira lusa a flutuar ao vento mesmo ao lado da capelinha branca da Senhora.

No dia 5, logo pela manhãzinha, o sino velhinho, religiosamente conservado na pequena torre, fez ouvir a sua voz pela encosta e pela cidade, a despertar a população e a relembrar a data que mais uma vez se repetia.” (1)

Foto de 2005

A capela apresenta uma fachada simples, com um frontão triangular assente sobre pilastras pintadas de amarelo sobre um fundo branco. A nave mede 16 por 4,7 m e as suas grossas paredes suportam a abóbada interior. As paredes da capela estão ainda reforçadas por contrafortes ao longo do perímetro do edifício. Os frescos que hoje se vêm nas paredes e que estavam escondidos pelo caiado, foram recuperados em 1996. A sacristia situa-se do lado esquerdo e existe um pequeno coro-alto por cima da zona de entrada. O telhado está coberto com telhas cerâmicas tradicionais vermelhas. (2)

(1) Sem indicação de autor, MBI, III-41 de 15 de Agosto de 1955, pp. 8-10.

(2) http://www.wh.mo/pt/site/detail/25

Ver anteriores referências à Capela da Guia/Capela de Nossa Senhora das Neves, em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/01/10/1898-os-postais-do-jornal-unico-iv-pharol-da-guia/

Para comemorar o XX Aniversário da Assembleia Legislativa (1), os “Correios de Macau” puseram em circulação, a partir de 15 de Outubro de 1996, selos postais e um bloco filatélico alusivos à emissão extraordinária (2)

XX ANIVERSÁRIO ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
立法會二十週年 (3)

Apresento o envelope (16, 2 cm x 14, 4 cm) com um selo (carimbo) com a franquia de 2,8 patacas.
(1) 11-07-1976 – Têm lugar as primeiras eleições para a Assembleia Legislativa de Macau. O escrutínio é ganho pela Associação para a Defesa dos Interesses de Macau (ADIM) liderada por Carlos Assumpção, conservadora que obtém 4 lugares, tendo os restantes dois lugares sido repartidos entre o Centro Democrático de Macau (CDM) e o Grupo de Estudos para o desenvolvimento económico e Comunitário (GEDEC). Contudo, a representatividade destes deputados é mínima, pois, num universo de 175 000 pessoas de idade de votar, só 3 647, ou seja, 2% da população está recenseada. Carlos Assumpção virá a ser eleito pelos seus pares como Presidente da Assembleia Legislativa, lugar que exercerá até à morte o levar em Abril de 1992 Carlos Assumpção  virá a ser eleito pelos seus pares como Presidente da Assembleia Legislativa, lugar que exercerá até à morte o levar em Abril de 1992.
09-08-1976 – Sessão solene de abertura da primeira legislatura da Assembleia Legislativa de Macau. O Governador Garcia Leandro reitera a importância de obter a autonomia financeira do Território. Por outro lado Ho Yin Presidente provisório da Assembleia Legislativa, apresenta como prioridades o fomento da «coexistência pacífica», o melhoramento das condições sociais, o desenvolvimento económico do Território e exorta o Governo de Macau a cooperar com a Assembleia para resolverem muitos dos problemas que afectam o Território,
10-08-1976 – O advogado Carlos d´Assumpção, dirigente da Associação para a Defesa dos Interesses de Macau (ADIM) a ala conservadora da comunidade macaense , é leito Presidente da Assembleia Legislativa de Macau
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 5, 1998
(2) Portaria n.º 255/96/M: BO N.º: 42/1996, publicado em 14-10-1996, p.2370 – Emite e põe em circulação selos postais alusivos à emissão extraordinária «XX Aniversário da Assembleia Legislativa».
(3) 立法會二十週年 mandarim pīnyīn: lì fǎ huì èr shí  zhōu nián; cantonense jyutping: laap6 faat3 wui2 ji6 sap6  zau1 nin4