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No dia 13 de Novembro de 1996, o “Correios e Telecomunicações de Macau” (1) lançou mais uma emissão extraordinária filatélica sob o tema:

“BRINQUEDOS TRADICIONAIS CHINESES – 中國傳統玩具

com um  sobrescrito (16,2  cm x 11,5 cm), quatro selos (nos valores de 0.50; 1.00;  3.00 e 4.50 patacas) e obliteração (carimbo) de 1º dia de circulação.
Os desenhos são de Victor Marreiros.
Portaria n.º 264/96/M – Emite e põe em circulação selos postais alusivos à emissão extraordinária «Brinquedos tradicionais chineses».
中國傳統玩具mandarim pīnyīn: zhōng guó chuán tǒng wán jù; cantonense jyutping: zung1 gwok3 cyun4 tung2 waan4 geoi6

No dia 18 de Setembro de 1996, o “Correios e Telecomunicações de Macau” (1) lançou uma emissão extraordinária filatélica sob o tema:

“INSÍGNIAS CIVIS E MILITARES”

com um  sobrescrito (16 cm x 11,5 cm), quatro selos (todos com o mesmo valor: 2.50 patacas) e obliteração de 1º dia de circulação.

Autoria de Lok Chio Teng.

 

Revista mensal «Tempo Livre» n.º 175 de Outubro de 2006 (2.00 euros) da Inatel (Instituto Nacional para Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores) (1) cujo presidente era na altura José Alarcão Troni  (2)
Editorial de José Alarcão Troni na pág. 4 e nas pp. 14 a 19 um texto «MACAU, A CIDADE DA DEUS A-MA», da autoria de Jorge A. H. Rangel (Presidente do Instituto Internacional de Macau) com fotografias de Joaquim Castro (3)
(1) Hoje, Fundação Inatel – Investimentos e Actividades dos Tempos Livres dos Trabalhadores.
(2) José Augusto Perestrelo de Alarcão Troni foi secretário de Estado Adjunto do ministro da Educação Couto dos Santos, no XII Governo constitucional, entre 1987 e 1992, cargo que em 1992 passou a acumular com a pasta do Ensino Superior do mesmo executivo; secretário-adjunto dos Assuntos Sociais e Orçamento da Administração de Macau de 1996 a 1999 e presidente da INATEL (Instituto Nacional para Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores) de 2003 a 2008.
(3) Leitura disponível em:
http://www.inatel.pt/ResourcesUser/Fundacao/tl/175.pdf

O “novo” Mercado Municipal de S. Domingos (1), concluída em 12 de Outubro de 1949, foi inaugurada a 31 de Janeiro de 1950 (dia comemorativa da Revolta Republicana Portuguesa) pelo Governador da Colónia, Capitão-tenente Albano Rodrigues de Oliveira (1909-1973) (Governador de Macau entre 1 de Setembro de 1947 e 19 de Abril de 1951). Obra dos engenheiros Arnaldo Basto e Gaby Senna Fernandes. (2) A construção do novo Mercado de S. Domingos importou em $550.000,00 patacas.
Esta inauguração mereceu uma “reportagem” publicada no Boletim Geral da Colónias (3)
(1) Nesse local existia um mercado conhecido como o de S. Domingos que se incendiou no dia 15 de Novembro de 1893.

Boletim Official do Governo da Província de Macau e Timor, XXXIX-47, 1893.

Quatro anos depois, em 16 de Novembro de 1897, Lu-Cau e Vong-Atai, comerciantes de Macau, enviaram uma carta ao Leal Senado de Macau, requerendo para a construção dum Mercado no mesmo sítio (incluindo áreas para o comércio) que terá sido construído nos finais do século XIX e que foi designado como “Novo Mercado”.

O Mercado de S. Domingos no princípio do século XX (IICT/AHU)

Terá sido reconstruído e concluído em 28 de Novembro de 1927, sob a orientação de um arquitecto de Hong Kong.  Em 1949 por falta de higiene e com a estrutura debilitada, foi demolida totalmente pela Câmara Municipal e construída um novo Mercado, inaugurado em 31 de Janeiro de 1950. Por sua vez, este foi demolido em 1996 para construção dum novo, actualmente em funcionamento, inaugurado em Outubro de 1998.
http://www.archives.gov.mo/pt/featured/detail.aspx?id=91
(2) Ver anterior referência em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/04/10/mercado-municipal-de-s-domingos/
(3) «BGC» XXVI-298, 1950.

Outro postal da colecção (1) de seis da Ilha da Taipa e dois da Ilha de Coloane, da década de 90 (século XX), com edição da Câmara Municipal das Ilhas. Indicações em português, chinês e inglês. Fotografia de Fong Kam Kuan.
Este é referente também à ilha de Coloane, nomeadamente ao antigo jardim, hoje Largo Eduardo Marques, onde está um monumento, (2) com uma lápide decorado com balas de canhão e correntes de ferro, evocativo dos combates contra os piratas nos dias 12 e 13 de Julho de 1910, e atrás, erigido mais tarde, a Igreja de S. Francisco Xavier (3)

Igreja de S. Francisco Xavier e obelisco comemorativo, Coloane
路環聖方濟各教堂反紀念碑– (4)
St. Francis Xavier´s Church and a memorial obelisk – Coloane.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/26/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-iv-avenida-da-praia/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/17/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-iii-mosteiro-de-pou-tai/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/10/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-ii-biblioteca-do-carmo/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/08/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-i/
(2) Ver anteriores referências:
nenotavaiconta.wordpress.com/tag/monumento-de-13-de-julho-coloane/

O largo Eduardo Marques em 1940.

(3) A Igreja de São Francisco Xavier (estilo barroco) foi construída e sagrada pelo então bispo de Macau D. José da Costa Nunes em 1928, para evangelizar e servir a pequena comunidade católica em Coloane.
Ela é a igreja matriz da Missão de São Francisco Xavier, que engloba toda a ilha de Coloane. A igreja foi ampliada em 1962 e depois restaurada em 2013, por parte do Instituto Cultural.
Estavam na igreja os ossos dos ”mártires do Japão e Vietnam” (5) que foram depois transferidos (alguns) para o Museu de Arte Sacra (nas Ruínas de S. Paulo), em 1996, e outros após escolha “devolvidos” ao Japão (6) e o relicário de prata que é um osso do braço de S. Francisco Xavier, que foi transferido para a Igreja de S. José.
Anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/igreja-de-s-francisco-xavier
(4) 路環聖方濟各教堂反紀念碑 mandarim pīnyīn: lù huán shèng fāng jì gè jiāo táng fǎn jì  niàn bēi; cantonense jyutping: lou6 waan4 sing3 fong1 zai2 gok3 gaau1 tong4 faan1 gei2 nim6 bei1
(5) Estavam anteriormente na Igreja de S. Paulo, depois no Seminário de S. José e em 1978 transferidas para esta Igreja.
(6) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/martires-japoneses/

https://en.wikipedia.org/wiki/Coloane#/media/File:Macau_coloane_village_1.jpg


Outro postal da Taipa, da colecção de oito postais (seis da Ilha da Taipa e dois da Ilha de Coloane) da década de 90 (século XX), com edição da Câmara Municipal das Ilhas. Indicações em português, chinês e inglês. Fotografia de Fong Kam Kuan (1)

Solares na Avenida da Praia, Taipa
氹仔龍環葡韻  (1)
Mansions in Praia Avenue – Taipa

A Avenida da Praia é um dos pontos turísticos mais apreciados na Ilha da Taipa. Este local é muito admirado e escolhido (na década de 90 do século XX) pelos noivos para tirarem as fotografias de casamento, tendo sido eleito também para algumas cenas dos filmes “ Amor e Dedinhos do Pé” e “A Trança Feitiçeira”. (2) (3)
Encontra-se nesta avenida, realçando no ponto de vista quer paisagístico quer arquitectónico, um conjunto de cinco vivendas, de cor verde claro, tendo todas elas um estilo elegante e sóbrio, apresentando uma convergência da cultura arquitecónica da China e da Europa.
Esta avenida está ladeada por várias árvores de S. José, de tronco grosso e alto, com folhas viçosas, e pelos candeeiros de rua.
Todas as vivendas foram construídas em 1921 e serviam aos funcionários superiores das Ilhas. Actualmente são edifícios classificados de interesse arquitectónico do território e transformados em espaços museológicos – Casa Vivo Macaense, Casa Criativa, Casa de Nostalgia, Galeria de Exposições e Casa de Recepções. Excepto esta última, estão abertas ao público desde 1999.
Existia ao longo desta Avenida uma praia que frequentava nas férias da década de 50 (século XX) nos passeios anuais  organizados pela Igreja – Catequese da Sé. Após a construção do istmo Taipa-Coloane, a praia progressivamente foi assoreada, tornando-se uma zona pantanosa devido ao impedimento da corrente da água.
Aí cresceu o Mangal da Taipa com a sua vegetação e as aves que nele abrigavam.
Artigo e fotos extraídos de “Roteiro das Ilhas – Ilha da Taipa”. CMI. 1996.
(1) Anteriores publicações em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/17/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-iii-mosteiro-de-pou-tai/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/10/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-ii-biblioteca-do-carmo/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/08/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-i/
Anteriores referências à Avenida da Praia em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/avenida-da-praia-taipa/
(1) 仔龍環葡韻mandarim pīnyīn: dàng zai long huàn pú yùn; cantonense jyutping: tam5 zai2 lung4 waan4 pou4 wan5.
(2) “Amor e Dedinhos de Pé” filme de 1991, realizado por Luís Filipe Rocha com argumento do próprio e Luís Azaías Almada, baseado no romance homónimo de Henrique de Senna Fernandes e rodado em Macau.
https://www.youtube.com/watch?v=2rdtNGzp_UE
(3) “A Trança Feiticeira” ( The Bewitching Braid) realizado por Yuanyuan Cai, estreado em 1996, em mandarim e português, filmado em Macau e baseado no romance de Henrique de Senna Fernandes.
https://www.youtube.com/watch?v=ouRTm3Ev1rg

Outro postal da colecção de oito postais (seis da Ilha da Taipa e dois da Ilha de Coloane), da década de 90 (século XX), com edição da Câmara Municipal das Ilhas. Indicações em português, chinês e inglês. Fotografia de Fong Kam Kuan (1)

“Altar e estátua de Buda no Templo de Pou Tai Un, Taipa
氹仔菩提園大佛像 (2)
Altar and statue of Buda in Pou Tai Un – Taipa

Esta estátua dedicada ao Buda Saquiamuni é de bronze com a altura de 5,4 metros e um peso de 6.5 toneladas. Fica no último andar do edifício principal do Mosteiro/Templo Pou Tai Un(3) chamado de Palácio Budista (Tai Hong Pou Tin)
1)  https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/08/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-i/
(2) 氹仔菩提園大佛像  – mandarim pīnyīn: dàng zǎi pú dī yuán dà fó xiàng; cantonense jyutping: tam5 zai2 pou4 tai4 jyun4 daai6 fat6 zoeng6.
(3) O Mosteiro Pou Tai situa-se entre a antiga Estrada Lou Lim Ieok (hoje, Avenida Lou Lim Ieoc 5 – 5B) e a Rua do Minho. Fica junto ao antigo sopé oriental do morro da Taipa Pequena, e tinha uma vista panorâmica sobre a zona central da vila. Era o maior e mais rico de todos os templos das Ilhas e um dos principais santuários budistas de Macau.
Nele encontra-se vários santuários dedicados às divindades budistas e da religião popular chinesa, aposentos dos bonzos, pavilhões onde se colocam as cinzas dos defuntos, salas para tabuletas dos espíritos, um jardim e um restaurante (não sei se ainda se mantém em funcionamento).

Foto de “Roteiro das Ilhas – Ilha da Taipa”, 1996 (3)

O templo chamava-se originalmente mansão (ou jardim) Pou Tai e foi construído pela família Lo em 1927.Um dos seus membros chamava-se Lo Pou San, e era então um dos pintores mais famosos da província de Guangdong, da Escola de Pintura de Lignan, morando na mansão com a sua mãe. O espaço total da mansão foi registado oficialmente em 1933 com uma área tão espaçosa que incluía ainda uma parte da terra onde ficava a Fábrica de Panchões “Him Son” e a terra onde ficava o edifício contíguo da “Wa Seng”. Depois da morte de Lo Pou San, seu filho Lo Vai Chong mudou de residência para Hong Kong e vendeu os terrenos da mansão Pou Tai, que foram comprados por cinco entidades. No dia 16 de Julho de 1964, uma destas entidades, Mestre-Monge Sik Chi Un, comprou a parte principal da mansão, que incluía um pequeno templo que se chamava Palácio Lok Chou, e a maior parte do jardim com a área de 3330 m₂.

Foto de “Roteiro das Ilhas – Ilhada Taipa”, 1996 (3)

O mestre Sik Chi Un introduziu o ramo do budismo Cheng Tou (Terra Limpa/Pura) em Macau. Nasceu na província de Zhejiang na China. Tornou-se monge no templo Chiu Heng na cidade de Hangzhou em 1928, e começou a difundir a doutrina budista, pregando no distrito de Zhongshan na província de Guangdong durante alguns anos. No período da guerra entre o Japão e a China, mudou-se para Macau e estabeleceu o ramo Budista Chi Sam. No mosteiro Pou Tai encontram-se actualmente deuses do Budismo e do taoísmo.
Extraído de: Roteiro das Ilhas – Ilha da Taipa. Câmara Municipal das Ilhas, 1996