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Caixa de fósforos do “Hotel Metropole”, design de fundo castanha e letras “castanho claro”. Tamanho: 5,6 cm x 3,5 cm x 0,8 cm; fósforos com a cabeça vermelha., da década de 80 (século XX)

METROPOLE HOTEL

63-63 A RUA DA PRAIA GRANDE, MACAU (1)

TEL: 88166

京都酒店 (2)

澳門南灣街 63-63A (3) 電話: 88166

Lateral: TELEX: 88356-CTS-OM

(1) Actualmente (após 1994) Avenida da Praia Grande n.º 493 -501; TEL: +853 2838 8166

(2) 京都酒店 – mandarim pīnyīn: jīng dōu jiǔ diàn; cantonense jyutping: ging1  dou1 zau2 dim3

(3) 澳門南灣街 – mandarim pīnyīn: ào mén nán wān jiē; cantonense jyutping: ou3 mun4 naam4 waan1 gaai1

Referências anteriores: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-metropole/

Capa de Fernando Lima

Publicado em 1 de Maio de 1994, o primeiro número da “ASIANOSTRA  revista de cultura portuguesa do oriente”, que se anunciava de publicação semestral, com a coordenação de António Aresta e Maria da Conceição Rodrigues;. A edição e propriedade era do Instituto Português do Oriente (IPOR),  e foi impressa na tipografia Mandarim (23 cm x 15,8 cm x 0,5 cm).

Infelizmente somente foram publicados dois números.

ÍNDICE – pág. 3
NOTA PRÉVIA – pág. 5
Contracapa

Envelope/sobrescrito (16,3 cm x 11,5 cm) do primeiro dia de circulação, e selo com o mesmo motivo, com as obliterações de 1.º dia, alusivos à emissão extraordinária comemorativa do “ANO LUNAR DO CÃO”, (1) emitido pelos “Correios de Macau”, (2) em 3 de Fevereiro de 1994.

No canto superior direito do envelope, sobre o selo de 5,00 patacas, o carimbo temático.

(1) Ano Lunar do Cão, no ano de 1994 (CÃO/ MADEIRA), iniciou-se a 10 de Fevereiro.

(2) Portaria n.º 1/94/M, (BOM I-3 de 17-01-1994) – Emite e põe em circulação selos postais e carteiras alusivos à emissão extraordinária «Ano Lunar do Cão».

A. Marques Pereira – Efemérides Comemorativas da História de Macau. (1)
POSTAL – RUÍNAS DA IGREJA DE S. PAULO, c. 1925

As relíquias e a imagem de S. Francisco Xavier, foram salvas deste incêndio e em 19 de Fevereiro foram depositadas na Igreja de Santo António. Foram depois transferidas para a Sé e mais tarde estiveram em poder duma senhora macaense, donde passaram para o Seminário de S. José. A Companhia de Jesus celebrou em 1994, o IV Centenário co Colégio Universitário de S. Paulo (2)

Anuário de Macau, 1922, p. 10

POSTAL – RUÍNAS DE S. PAULO/RUINS OF ST. PAUL/大三巴牌坊
M 9402 (16,3 cm x 11,3 cm). Produced by Tak Lee Trading Co

(1) «Boletim do Governo de Macau» XIII-4, 28 de Janeiro de 1867,  p.20.

(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, 2015, Volume II, p. 72

Anteriores referências a este incêndio e à Igreja de S. Paulo em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/igreja-da-madre-de-deus-s-paulo/

Em Janeiro de 1987 chegaram a Macau cinco Irmãs da Congregação de Caridade de Santa Ana e iniciaram a sua obra no Asilo Betânia; em Maio de 1989 foram para o Asilo de Santa Maria; em Abril de 1992 para o Lar de S. Luís Gonzaga e em Janeiro de 1933 para o Centro de Santa Lúcia em Ká Hó, tratando e servindo todos os necessitados, especialmente os idosos e os doentes mentais que lhes foram confiados. Em 1994, quando foi publicado o opúsculo (1) que apresento, eram já vinte as Irmãs que se dedicavam nos Centros transformados em casas de bem estar e onde eram prestados bons cuidados e apoio a todos que ali se encontravam.

CAPA + CONTRACAPA

Maria Rafols nasceu em 5 de Novembro de 1781 em Villafranca de Panades.Barcelona, Espanha. Um dia encontrou o Pe João Boal, vigário do Hospital de Santa Cruz de Barcelona (falecido em 1829) e tenho sabido que este estava envolvido num projecto ambicioso de caridade para cidade, ofereceu-se para trabalhar ao serviço dos pobres. Aos 23 anos foi nomeada presidente feminina de um grupo de 12 irmãs da Caridade (como eram chamadas) encarregadas de melhorar a situação de 2 000 doentes do Hospital de Nossa Senhora da Graça em Saragoça. O modo de actuação da nova Irmandade foi-se tornando conhecido e o Bispo de Huesca, D. Joaquim Sanchez de Cutanda convidou-as para o serviço do Hospital e da Casa da Misericórdia da cidade (19 de Maio de 1807). Em 1808-1809, nos dois cercos feitos a Saragoça pelas tropas de Napoleão, a Irmandade contava já contava 21 Irmãs, exercendo uma acção contra a fome e a miséria dos feridos e prisioneiros da guerra. A rendição de Saragoça deixou a cidade coberta de cadáveres e em ruínas; nove companheiras sucumbiram de doença.

Em 15 de Julho de 1824, as Constituições da Irmandade foram aprovadas pela autoridade eclesiástica diocesana, e a 16 de Julho de 1825 treze Irmãs fizeram os primeiros votos públicos de pobreza, castidade, obediência e hospitalidade e as três fundadoras, Maria Raflos, Teresa Canti, Raimunda Torella e a irmã Teresa Ribeira fizeram os votos perpétuos no mesmo ano – 15 de Novembro de 1825. Maria Rafols faleceu a 30 de Agosto de 1853 (49 anos de vida religiosa). Em 1994 existia cerca de três mil Irmâs da Caridade.

Página 40 e interior da contracapa

(1) “Maria Rafols, heroína da Caridade do Século XIX, Fundadora da Congregação das Irmãs de Caridade de Santa Ana”. Biografia da vida e obra de Maria Rafols. Opúsculo de 40 páginas, em português, inglês e chinês, 20,5 cm x 14 cm. Impresso em 30 de Outubro de 1994.

NOTA: Sou testemunha das acções contínuas e prontas destas Irmâs sempre ao serviço dos mais pobres, necessitados e doentes. Prestei assistência médica nos anos 80 e 90 (séc. XX) nos Asilos dependentes das Missões nomeadamente no Asilo «Santa Maria» (fundado pelo Padre Luís Ruiz Suarez em 1969, instalando-se na casa do antigo Infantário da Associação das Senhoras Chinesas na Travessa dos Santos n.º 2-4 (entrada principal), depois melhoradas com as obras de beneficiação; tinha uma porta lateral que dava para a Rua do Pato (por onde se entrava) e no «Asilo Betânia» também fundado pelo Padre Luís Ruiz Suarez, em 1970, na Avenida do Conselheiro Borja a caminho da Ilha Verde (eram barracas de latas, antigo centro de refugiados do Instituto de Acção Social de Macau). Por detrás do «Asilo Betânia» ficavam as casas do antigo dormitório para refugiados, onde o mesmo Padre Ruiz Suarez fundou, em 1970, o «Centro «São Luís» destinados aos rapazes com atrasos mentais e doentes crónicos (a entrada era o mesmo do Asilo Betânia). O Centro de Santa Lúcia foi fundado em 1977 para albergar raparigas subdesenvolvidas num edifício (novo com capacidade para 70 pessoas em 1978), em Ká Hó.

CTT de Macau pôs em circulação em 7 de Novembro de 1994, selos postais alusivos à emissão extraordinária «Símbolos de Sorte» (1)

Hoje publico a pagela n.º 91 com os três selos – dimensões: 3 cm x 4 cm) (3 patacas, 3,5 patacas e 4,5 patacas) e as obliterações do 1.º dia.

Os desenhos são de Poon Kam Ling

SÍMBOLOS DE SORTE – “Para os chineses são aspirações de vida, a prosperidades e a felicidade, sendo marcantes os seus símbolos na ideologia do povo chinês ao ponto de se notar a presença desses símbolos em toda a vivência da comunidade chinesa. Originários nas tribos primitivas, os símbolos de sorte foram sendo desenvolvidos e aperfeiçoados, quer na sua forma de apresentação, quer no seu conteúdo, ao longo das dinastias “Shang” , “Zhou”, “Qin” e “Han”. Finalmente, na dinastia “Song”, os símbolos de sorte adquiriram a sua própria índole artística, graças ao desenvolvimento sócio-económico registado naquela época. Durante milhares de anos, os símbolos de sorte eram vulgarmente aproveitados para fins diferentes pelos chineses, desde a classe nobre à plebeia, tendo os mesmos sidos introduzidos, acolhidos e apreciados, na Coreia, no Japão e noutros países asiáticos.

Os símbolos de sorte, também conhecidos por “desenhos de boa sorte”, são a arte final que exprime fantasiosamente o interesse e a adoração dos Homens pela maravilha da Natureza e pelas personagens célebres da História. São representados por diagramas ou por desenhos, havendo centenas de tipos de símbolos de sorte, distinguindo-se os muito conhecidos e estimados pelos chineses, que aparecem nas gravuras das festividade s do Ano Lunar: o morcego, o pêssego, o velho da longevidade, a carpa, o nenúfar e as crianças, simbolizando a fortuna, a longevidade, a felicidade e a fecundidade”

Lap Lan Heng Fân (traduzido por Lo Weng Un)

Dados Técnicos

 (1) BO n.º 39, de 26 de Setembro, p.946 – Portaria n.º 208/94/M

Continuação da estória histórica e policial sobre o roubo e depois a devolução ao seu proprietário – Leal Senado – de dois raros desenhos de George Chinnery, seis anos depois de terem desaparecidos misteriosamente em Nova Iorque,

 “Quanto aos presumíveis inquilinos do apartamento (onde foram encontrados os desaparecidos desenhos) as pistas encontradas pela polícia nova-iorquina eram mínimas – apenas alguns livros escritos em português tinham deixados para trás. Depois de contactarem a Galeria de Arte que inicialmente vendera os desenhos ao Leal Senado, os funcionários do «Art Loss Register» descobriram a identidade dos proprietários das obras de arte. O Leal Senado enviou prontamente um técnico especializado a Nova Iorque a fim de verificar, in loco, a autenticidade dos desenhos, mas o regresso definitivo das duas peças artísticas a Macau ficaria adiado. A partir daí começou um longo e intricado processo legal até que os desenhos pudessem voltar às mãos do legítimo proprietário. (…)

George Chinnery, Vista da Rua perto da Igreja de S. Lourenço, lápis sobre papel, 1839

Um golpe de sorte

 “ Em 1994, decorridos seis anos sobre o misterioso desaparecimento e conservados em duvidosas condições, ninguém esperaria que os desenhos de Chinnery regressassem às mãos do Leal Senado de Macau em óptimas condições. M, afortunadamente, o amadorismo dos larápios não teve outras consequências que não a troca das molduras que acompanhavam os desenhos. É que, certamente na esperança de puderem transacionar os desenhos no mercado negro sem denunciarem a sua origem, os ladrões optaram por retirar os trabalhos das respectivas molduras. Até, porque, pouco convenientemente, ambas as molduras apresentavam, no verso, o selo da Galeria londrina que os vendera. Gorada a incursão nos circuitos marginais, os autores do furto viram-se obrigados a retrocederem nas intenções e voltaram a colocar os desenhos nas molduras, acabando por trocá-las inadvertidamente. Foi ainda assim, com os desenhos certos nas molduras erradas que o Leal Senado recebeu de volta as preciosas obras-primas de Chinnery, o pintor que transportou para as suas telas significativas vivências da história de Macau.”

Extraído de CUNHA, Luís (texto) em “Leal Senado, Uma Experiência Municipal (1989-1997)”, edição Leal Senado de Macau, 1997, pp. 65-66

Durante as “1.ªS JORNADAS DE DERMATOLOGIA E VENEREOLOGIA DE MACAU” que decorreu nos dias 25 a 28 de Novembro de 1994, (no ano em que decorreram várias reuniões científicas para comemorar os 120 anos do Hospital) no auditório da Escola Técnica do Centro Hospitalar Conde de S. Januário, a Comissão Organizadora dessas jornadas, organizou uma exposição de pinturas de cinco artistas que residiam na altura em Macau.

CAPA

O produto da venda do catálogo e 20% do lucro dos quadros vendidos na exposição destinavam-se à futura Associação dos Doentes com Lupus.

CONTRA-CAPA

Apresento o catálogo da exposição (patrocionador: BCM) de 24 páginas (capa: 24 cm x 24 cm) com o design de Isabel Pyrrait, imprimido na Tipografia Martinho.

1.ª Página

A exposição dos quadros que decorreu no átrio da entrada do Centro Hospitalar Conde de S. Januário, teve a concepção de Isabel Pyrrait e Vicente Bravo.
Os artistas representados foram: Isabel Pyrrait, Joana Ling, Konstantin Bessmertnyi, Kwo Woon e Vicente Bravo.

Um dos quadros exposto de Kwok Woon (1) – O Sonho do Oriente

(1) Kwok Woon – pintor profissional, nascido em Cantão em 1942, em Macau desde 1980 e falecido em 2003,. Membro fundador do “Círculo dos Amigos de Cultura de Macau”
Ver biografia num artigo do pintor Mio Pang Fei, sobre Kwok Woon, disponível em
http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30004/1449
e a propósito de uma exposição póstuma intitulada “Velejar no Sono””, em 2016 onde se apresentou 40 obras/séries deste artista, ver em
https://www.gov.mo/pt/noticias/124067/

Lançamento pelos Correios de Macau / CTT Macau, no dia 21 de Março de 1994, de quatro selos (todos com a mesma franquia 3,5 patacas) alusivos à emissão extraordinária com pinturas de George Chinnery (1)
Apresento um envelope (com desenhos de Chinnery; 16 cm x 11, 3 cm) com os quatro selos (quatro quadros de aguarelas sobre papel de Chinnery)  e carimbo.
Os quatros quadros que já foram anteriormente reproduzidos em (2) são:
Aguarela sobre papel (c. 1833-38) – Paisagem com sampana-habitação. Ao longe a Ilha da Lapa
Aguarela sobre papel (c. 1833-38) – Praia Grande do Fortim de S. Pedro.
Aguarela sobre papel (sem data) – Forte e Igreja de S. Francisco do Fortim de S. Pedro
Aguarela sobre papel (sem data) – Mosteiro e Fortaleza de S. Francisco

Boletim Oficlal de Macau, I série, n.º 10 de 7 -3-1994, p. 189

(1) Anteriores referências a George Chinnery em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/george-chinnery/
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/11/25/noticia-25-de-novembro-de-1974-1-o-dia-de-circulacao-bi-centenario-do-nascimento-de-george-chinnery-1774-1974/

Onde que tu vai, Macau?
Qui de amanhã ocê tê?
Já não é de Portugau
Nã é de China tambê …
 
Ou-Mun, sim, é de China
Macau foi de português,
Mas agora, terá minha,
Onde que vou pôr meus pés?
 
Filho di Macau largado
Orfão de mãe viva, assim …
Meu povo chora càlado.
Que nã sabe ele-sa fim …
 
Filho de Macau largado
Qui de amanhã para mim?

Graciete Batalha (1)

(1) «Revista de Cultura» n.º 20 (II Série) Julho/Setembro 1994. ICM.
Referências anteriores à Professora Graciete Batalha, em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/graciete-batalha/