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Foto publicado no Suplemento do «Diário de Notícias” de 1980, “MACAU / 澳門 / OU MUN” (1) (2)

Construção de barcos dragão nos antigos estaleiros de Lai Chi Vun, na Estrada de Lai Chi Vun (3) classificado pelo Património Cultural de Macau, como “Bem Imóvel (SC003) ”

“A indústria de construção naval, que teve início no final da Dinastia Ming e princípio da Dinastia Qing, era uma das quatro principais indústrias tradicionais de Macau. Este sector teve desenvolvimento até à década de 1990 e teve um papel importante na economia de Macau do passado. Os estaleiros navais de Lai Chi Vun eram anteriormente denominados Lai Chi Van. Os estaleiros navais de Lai Chi Vun, propriamente ditos, foram construídos na década de 1950. De acordo com o Anuário Comercial e Industrial de Macau de 1965-1966, existiam seis estaleiros navais em Lai Chi Vun. Localizados ao longo de parte da linha costeira de Coloane, os Estaleiros Navais de Lai Chi Vun, que eram de volume semelhante entre si, e que foram construídos paralelos uns aos outros e com ligação directa à água, constituem um aglomerado de construções modulares que reflecte a perfeita harmonia entre o ambiente natural e o conjunto construído“(4).

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/07/21/leitura-macau-%E6%BE%B3%E9%96%80-ou-mun/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/03/13/fotos-de-macau-de-1980-i/

(3) “A Estrada de Lai Chi Vun tem início no cruzamento da Estrada de Seac Pai Van com a Estrada do Campo, a norte, e termina no Largo do Cais, a sul. A altaneira árvore de pagode (figueira de Bengala) na extremidade norte da via assinala o início da Povoação de Lai Chi Vun, cujo nome está associado à antiga abundância de árvores de lichia, bem como à sua baía em forma de tigela.” https://pt.wikipedia.org/wiki/Coloane

 (4) https://www.culturalheritage.mo/pt/detail/2635/1

No dia 16 de Março de 1982, a Senhora de Almeida e Costa procede ao lançamento da primeira pedra da futura Casa Internacional da Universidade da Ásia Oriental. (1)

No dia seguinte a 17 de Março de 1982, o Cônsul Geral de Portugal em Hong Kong, Dr. Pedro Catarino veio a Macau proferir uma palestra no Leal Senado. A comunicação, feita a convite da Universidade da Ásia Oriental, tratou da acção diplomática e consular de Portugal no Extremo Oriente e o papel de Macau, bem como daquela instituição de ensino nesse contexto. Depois de descrever a evolução histórica da acção diplomática portuguesa nesta área geográfica, desde o início da expansão até hoje, Pedro Catarino deteve-se nas perspectivas que se levantavam Portugal na Ásia.

Pedro Catarino acrescentou que não só Macau podia constituir uma plataforma para a penetração de Portugal no Extremo Oriente, como servia à China para alcançar Portugal, a Europa, o Brasil e as antigas colónias africanas portuguesas. Permanecia, assim a vocação de Macau como ponto de encontro de povos e países. (2)

NOTA I – Em 1981, foi inaugurado o primeiro edifício da Universidade da Ásia-Oriental, em Macau, na sequência da concessão de um terreno à «Ricci Island West Ltd.», em 1979. A recém criada Universidade, na Ilha da Taipa, é uma federação de 5 colégios à maneira anglo-saxónica: Pré-universitário (Junior College); Instituto Aberto (Open College); Universitário ; Politécnico; Pós-graduação (Graduate College). Acrescenta-se ainda ao sistema o Centro de Investigação Económica da China e o Instituto de Estudos Portugueses; com tal estrutura a UAO mantém-se até 1988, data em que o Governo de Macau adquirirá o estabelecimento transformando-o na actual Universidade de Macau. (3)

NOTA II – Anterior a essa Universidade da Ásia-Oriental, em 1980, o Governo de Macau criou a UNIM – Universidade Internacional de Macau – “um primeiro gesto tradutor da necessidade desse nível de ensino, mas com estrutura demasiado flutuante, que veio a comprometer a sua existência efémera”. (3) Foi seu fundador e reitor o Professor Dr. Almerindo Lessa. A sua extinção foi dada na Assembleia Geral da Universidade Internacional de Macau, em 15 de Janeiro de 1982, em que se decidiu a sua extinção para dar lugar a um novo organismo. Segundo o curador da UNIM, Secretário-Adjunto para a Educação, Cultura e Turismo, Dr. Jorge Rangel, a nova instituição terá como principais objectivos, o apoio às comunidades de cultura portuguesa do Oriente e ainda a realização de encontros, conferências, cursos e trabalhos de investigação. (4)

(1) «Macau82 jornal do ano», 1.º semestre, GCS, 1982, pp. 11, 65 e 66. 

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, pp. 415 e 421

Um envelope (22 cm x 9,5 cm) da loja de fotografias “FOTO SALON / 沙龍” (1) onde a minha família tirava as fotos “oficiais” nas décadas de 60 e 70 (séc. XX), situada na Rua Pedro Nolasco da Silva n.º 55, tel. 3183. Terá iniciado na década 60 e creio que fechou em 1980 (no Anuário de Macau referente a 1980 ainda figurava o nome na categoria de “Fotógrafos”)

(1) 沙龍攝影mandarim pīnyīn: shā lóng niè yǐng; cantonense jyutping: saa1 lung4 nip6 jeng2

Possuo um envelope comemorativo intitulado “IV CENTENÁRIO DA MORTE DE LUÍS DE CAMÕES” que os “CTT” de Macau deveria ter posto em circulação no dia 10 de Junho de 1980, precisamente para recordar os quatro séculos sobre a morte de Luís de Camões (1)

Não sei por que razão, embora pronto, não foi posto em circulação pelo que o envelope tem dois carimbos dizendo “ANULADO”.

Envelope (21,5 cm x 10, 5 cm)

Os quatro selos no valor de 10 avos, 30 avos, 1 pataca e 3 patacas, (iguais no design – busto de Camões e por trás, uma paisagem em que um junco chinês navega para o Porto Interior pela Ponte Nobre de Carvalho) desta comemoração foram somente lançados um ano depois, a 10 de Junho de 1981. (2)

 (1) Luís de Camões faleceu a 10 de Junho de 1580, aos 56 anos de idade. Em Portugal, comemorou-se durante todo o ano de 1980, e com início em I de Janeiro, o “IV Centenário da Morte de Luís de Camões”, com um programa diversificado (os selos com o busto de Camões foram postos em circulação a 9 de Junho de 1980) para enaltecer o génio criador como o maior de entre os poetas portugueses e um dos maiores vultos da literatura universal.

Ainda nesse ano (1980), em Portugal, foi emitido uma medalha comemorativa do 4º centenário da morte de Luís de Camões da autoria de Sousa Machado em que no anverso reproduz “Camões na gruta de Macau”, uma pintura a óleo sobre tela do pintor português Francisco Augusto Metrass realizada em 1853 (3)

Reverso: Entre dois ramos, que se cruzam em baixo e estão atados por uma fita, a inscrição em quatro linhas horizontais “MACAU – 1980 / IV CENTENÁRIO DA MORTE / DE / LUIS DE CAMÕES”. PERNAS, Carlos A. – Camões na gruta de Macau in https://medalhasportuguesas.wordpress.com/2019/09/05/camoes-na-gruta-de-macau/

 (2) Portaria n.º 83/81/M: Emite e põe em circulação selos postais comemorativos do IV Centenário da morte de Luís de Camões. (Boletim Oficial de Macau, n.º 23 de 6 de Junho de 1981, pp. 815-816

(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/08/04/macau-e-a-gruta-de-camoes-xxxi-francisco-augusto-metrass/

Caixa de fósforos de cor vermelha com as letras brancas (5,5 cm x 2,5 cm x 1cm )

VILA UNIVERSAL (1)
CHENG PENG BUILDING MACAU
TEL. 3247

No verso , fundo branco com caracteres chineses de cor verde claro

世界迎 (2)
澳門: 清平大
電話: 三二四七

(1) Havia uma «pensão residencial» com o nome de «Universal», de 32 quartos duplas (não tinha singulares), localizado na Rua da Felicidade n.º 73 (Anuário de Macau, 1966). Será o mesmo mas com o nome de «Vila Universal» registado como hotel de 2 estrelas e com o mesmo endereço: Rua da Felicidade n.º 73 , 1.º andar (Anuário de Macau, 1980)
Hoje ainda funcionante com os 32 quartos e na net traz como morada:
Rua da Felicidade, n.º 73, r/c, Macau; 福隆新街73號2樓
Telefone: +853 2837 7569
https://www.macaotourism.gov.mo/pt/accommodation/vila-universal/?class=0
(1) 世界迎 賓舘 (variante ) – mandarim pīnyīn: shì jiè yíng bīn guǎn; cantonense jyutping: sai3 gaai3 jung4 ban1 gun2
大利迎賓館mandarim pīnyīn: dà lì yíng bīn guǎn; cantonense jyutping: daai6 lei6 jing4 ban1 gun2
https://www.youtube.com/watch?v=pcC1YmJDORk

Fotos publicados no suplemento do «Diário de Notícias” de 1980, “MACAU / 澳門/OU MUN” (1)

Farol da Guia

“GUIA LIGHTHOUSE – First beam for mariners here on the China Coast. That finger of light has been piercing  the gloom for more than a century.Gives a bearing for fishermen, ferries and freighters, no matter whither bound” (2)

Porta do Cerco

“PORTA DO CERCO – That´s Barrier Gate to you!. Justa cross the way is China. No cameras please. It´s rural peace and that´s the way we like it in Macau .People come and go with meat and vegetables, metal and cement for our people and our new homes” (2)
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/07/21/leitura-macau-%E6%BE%B3%E9%96%80-ou-mun/
(2) “Discovering Macau” in “Macau –Garden City of the Orient” (1966) Ver anterior referência em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/07/24/guia-turistico-macau-garden-city-of-the-orient-1966/

De 15 a 21 de Março (Dia Mundial da Floresta) de 1982 realizou-se a «SEMANA VERDE DE MACAU“. Na sequência do dia Mundial da Floresta /Dia Mundial da Árvore de 1978 (1), António Estácio no seu artigo na Revista «Macau» (2) refere:
Em 1982 e na sequência de uma deslocação à Nova Zelândia no ano anterior, a fim de participarmos na 15.ª Assembleia Geral da União Internacional para a Conservação da Natureza (UCN), decidimos organizar uma série de acções que não circunscrevessem apenas ao dia 21 de Março mas pelo contrário, ganhassem uma maior dimensão temporal, com a particularidade de se iniciarem a 15 de Março e terminarem, precisamente, no Dia Mundial da Floresta, altura em que se atingiria o culminar de uma campanha de sensibilização cujo objectivo era, e é, a necessidade de se defenderem e valorizarem as Zonas Verdes, nomeadamente, as do território.
Com entusiasmo lançámo-nos ao trabalho e em pouco mais de um mês e meio estavam assegurados apoios de entidades oficiais e privadas que permitiram a implementação de uma campanha com 17 acções diferenciadas e que designámos por «SEMANA VERDE DE MACAU».
Das 17 acções diferenciadas propostas para o ano de 1982, com um total de 53 repetições, tiveram 100 % de concretização e um custo aproximado de $ 4.000,00 (MOP). (2)
(1) Ver
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/03/21/noticia-de-21-de-marco-de-1978-dia-mundial-da-arvore/
(2) ESTÁCIO, AntónioOs Reflexos do «Desenvolvimento» Incorrecto, in «MACAU», 1988.
As fotografias foram retiradas do artigo inserido na revista «Macau»
Referências anteriores ao Eng.º António Estácio em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-estacio/
Referência à «Semana Verde» de 1988 em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/03/15/noticias-de-15-21-de-marco-de-1984-e-1985-autocolan-tes-iii-e-iv-semana-verde-de-macau/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/07/13/anuncio-semana-verde-88/

calendarios-banco-oriente-1984-1986-1987

Três calendários de bolso (dimensões: 10,2 cm x7 cm) do Banco de Oriente, S. A. R. L. com a mesma grafia num dos lados. A sede do Banco do Oriente ficava no rés-do-chão do edifício do Hotel Sintra, na Avenida da Amizade. O Banco do Oriente iniciou actividades no ano de 1980 e entrou em falência técnica em final de 1984; dissolvida em 1988 (Portaria n.º 91/88/M de 23 de Maio – B.O. n.º 21/1988), cindindo o seu património em duas partes e a fusão de cada uma delas com a sucursal local do Banco Totta & Açores e com o Banco Comercial de Macau. (1)
calendarios-banco-oriente-1984-1986-1987-conjuntoOs calendários que estão no verso são dos anos 1984, 1986 e 1987.
calendarios-banco-oriente-1984-1986-1987-conjunto-versoEm 1984, o banco tinha 6 dependências; em 1986 e 1987, tinha sete dependências (a última dependência a abrir estava na Rua da Palha)
(1) Sobre o Banco do Oriente ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/banco-do-oriente/

A Arborização em Macau CAPAPequeno livrete de 27 páginas (21,5 cm x 15,2 cm) com o título

“A ARBORIZAÇÃO EM MACAU
INTERVENÇÃO
DE TRANCREDO DO CASAL RIBEIRO
(1883-1885)

Editado pelos Serviços Florestais e Agrícolas de Macau (SFAM), em 1985, aquando da “IV Semana Verde de Macau” que se realizou de 15 a 21 de Março, é dedicado em memória do responsável pela arborização de Macau (trabalho de maior vulto a arborização da Colina da Guia de 1883 e 1885), Agrónomo Tancredo do Casal Ribeiro (1). No interior do livrete, cópia do seu relatório acerca da arborização de Macau. O texto foi recolhido e preparado por António Júlio E. Estácio (Engenheiro Técnico Agrário).
A Arborização em Macau 1.ª páginaNa Introdução:
Este ano (1985) e à semelhança do que fizemos durante a III Semana Verde de Macau, entendemos homenagear, ainda que modestamente, outro técnico português que esteve no Território e que nos legou um valioso trabalho. Referimo-nos a Tancredo Caldeira do Casal Ribeiro, que dirigiu a arborização de Macau (Colina da Guia) no período de 1883/85, tendo-nos chegado o relatório das actividades efectuadas, relatório esse dirigido ao Governador Tomás de Sousa Rosa, que às Zonas Verdes de Macau, dedicou especial atenção...”
A Arborização em Macau B.O. Macau e Timor 1881O fac simile do Boletim da Província de Macau e Timor, (2) “Sabbado, 30 de Julho de 1881″ contendo a nomeação de “Tancredo Caldeira de Casal Ribeiro, agronomo do districto de Aveiro para exercer o logar de agronomo da provincia de Macau e Timor”
A Arborização em Macau Vista aérea Colina da Guia 1980Fotografia aérea da Colina da Guia, tirada em Outubro de 1980 e cedida pelo Serviço de Cartografia e Cadastro.
O livro contém ainda pequenos extractos dum relatório que Tancredo do Casal Ribeiro elaborou sobre o ponto da situação agro-pecuária de Timor e uma proposta de estabelecimento do Posto Experimental de Baucau (Timor).
(1) Tancredo Caldeira do Casal Ribeiro (1856- ? ) licenciado em 1897 pelo Instituto Geral de Agricultura, em Lisboa. Exerceu funções em Macau entre 1881 e 1886, tendo sido também professor no Seminário de S. José.
(2) Macau e Timor constituíam na altura uma só Província. A separação foi a 15 de Outubro de 1896.

Mapa para Tufões  1980 I

Mapa (29 cm por 25 cm) do ano de 1980, do mar do sul da China com os territórios que o rodeia (entre 10º N – 25º N e 105º E – 125º E), destinado à marcação da trajectória do centro da depressão (Tropical Cyclone Tracking Chart). (1)

O anexo de 10 cm x 25 cm (à direita do mapa) tem as indicações sobre tempestades tropicais – classificação das tempestades (em português, chinês e inglês) dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos do Governo de Macau.

Mapa para Tufões  1980 II

No verso, o Código dos Sinais de Tempestades (em português, chinês e inglês), com as indicações do aspecto, significado dos sinais e as recomendações para cada um dos casos.

CODIGO DOS SINAIS DE TEMPESTADE
風暴訊號 (2) / LOCAL STORM WARNING SIGNALS 

Os sinais a que se refere este código eram içados nos seguintes locais: Capitania dos Portos, Fortaleza da Guia, Fortaleza do Monte, Fortaleza de Mong Há, Centro de Recuperação Social da Taipa e Posto da Polícia Marítima e Fiscal de Coloane.
Mapa para Tufões  1980 Código 1 e 3

Em comparação com os sinais já publicados (3), estes eram: n.º 1, n.º 3, o n.º 8 que subdividia-se em NW, SW, NE e SE,Mapa para Tufões  1980 Código 8

os  n.º 9 e n.º 10 e a indicação de Sinal de Ventos Fortes de Monção.

Mapa para Tufões  1980 Código 9 e4 10

(1) Retirado do Anuário de Macau de 1980.
Comparar com o mapa de 1950 em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/09/25/mapas-para-o-estudo-da-trajectoria-dos-tufoes-no-mar-da-china/
(2)暴訊號mandarim pinyin: fèng bào xùn hào; cantonense jyutping: fung1 bou6 seon3 hou6.
(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/01/18/sinais-indicativos-de-tufao-para-os-portos-da-colonia-de-macau-em-1931/.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/07/12/sinais-indicativos-de-tufao-no-ano-de-1927/.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/07/26/chuvas-chuvadas-e-tufoes/