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A propósito da comemoração da inauguração do Casino Hotel Lisboa, fez ontem ( dia 3 de Fevereiro) 48 anos, publico mais  dois “slides” digitalizados da colecção  “MACAU COLOR SLIDES  – KODAK EASTMAN COLOR)”comprados já no final da década de 60 ou princípio de 70 (século XX), se não me engano , na Foto PRINCESA (1).
O primeiro “slide” é referente ao então novo coqueluche CASINO HOTEL LISBOA, a primeira grande unidade hoteleira dos tempos modernos em Macau.
Construção iniciada em 1964 (1.ª fase do Hotel Lisboa), abre ao público em 1970 (mantendo contudo ao longo dos anos sempre em obras de ampliação e remodelação de espaços) com hotel, casino, vários restaurantes europeus e orientais, clubes nocturnos, lojas, piscinas e outras facilidades. (2) Propriedade da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (S.T.D.M.), inauguração do Hotel Casino Lisboa foi a 3 de Fevereiro de 1970 e o Casino Lisboa situado na cave do edifício foi inaugurado em Junho de 1970. (3)
O 2.º “slide “  é do casino “MACAU PALACE CASINO” (1 e 2.º andar) e Restaurante “MACAU PALACE” (“rés do chão”) mais conhecidos como o Casino/Restaurante Flutuante, que começaram a funcionar no ano de 1962, no Porto Interior, num “junco adaptado”, atracado à Ponte Cais n.º 12/B. Foi o 1.º casino da era “STDM”, embora o considerado 1.º casino “terrestre” – o novo Hotel Estoril (3) – tivesse sido só inaugurado a 15 de Novembro de 1963 (4)
(1) Ver anteriores slides desta colecção em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/artes/
(2) “06-02-1970 – Grande inauguração dos pisos 7.º e 8.º do novo Hotel Casino Lisboa ; é também aberto ao público o restaurante português «Portas do Sol», e um centro de «bowling». O grande mural com caravelas, patente no átrio da entrada do Hotel Lisboa, é da autoria do artista mexicano, residente em Hong Kong, Francisco Barbosa.” (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia, Volume 5, 1998)
(3) “Junho de 1970 – Inaugurado, no novo Hotel Casino Lisboa, o casino Lisboa, situado na cave do edifício. Ao mesmo tempo é encerrado o casino da Rua Cinco de Outubro (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia, Volume 5, 1998)
Ver mais informações em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-lisboa/
(4) Mais informações em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/casino-flutuante-macau-palace/

Continuação da postagem de ontem sobre o XVII Grande Prémio de Macau
PROVAS DO DIA 29
1 – Prova Final do «Troféu ACP»
Esta prova consistiu de 15 voltas ao Circuito da Guia. Entraram nela 30mconcorrentes. A nota curiosa desta competição foi dada pela luta travada entre os pequenos «Mini-Coopers» que participaram na mesma.
Foi vencedor Henry Lee, de Hong Kong, ao volante de um «Porche», que fez a prova em 49 m 53 s, 78 ; seguiu-se a Senhora Anne Wong , de Singapura; em terceiro lugar Harold Lee, num Honda N600.
2 – IV Grande Prémio de Motocicletas
Entraram na prova 56 motocicletas, que consistiria de 15 voltas ao Circuito da Guia. Registou-se um desastre do condutor MacDonald que fracturou um braço e alguns dedos.
O indonésio B. Hidajat numa «Yamaha YSI», classificou-se em primeiro lugar, seguido do representante de Macau, Chan Su Kuan, numa Suzuki, e em terceiro lugar numa Yamaha TR2.
3 – Prova de «Carros de Produção Corrente»
A revelação desta prova foi a senhora Anne Wong, de 21 anos de idade, representante de Singapura. Depois duma luta renhida com os competidores masculinos, conseguiu classificar-se em primeiro lugar, vencendo as 20 voltas ao Circuito da Guia, em 1h 8m 46,13s ao volante do seu «M. Coopers». E bem mereceu esta honrosa posição. Seguiu-se na classificação L. Kirtisinghe, num outro «M. Coopers», vindo em terceira posição Amhed Kan num «Escort».
4 – Prova XVII Grande Prémio de Macau.
Saiu vencedor o alemão Diester Quester, num «BMW» em 2h 6m 2,46s, seguido de Albert Poon, representante de Hong Kong, num «Brabham BT21», tendo apenas dado 42 voltas; classificando-se em terceiro lugar Don O´Sullivan, num «Porche 906”, que completou apenas 39 voltas.

O carro n.º 2 de Diester Quester, vencedor do XVII Grande Prémio de Macau
Diester Quester com os louros da vitória

Nos dias 28 e 29 de Novembro de 1970 realizou-se, o XVII Grande Prémio de Macau, na qual se inscreveram 96 automóveis e 80 motociclos. Assistiram a esta competição automobilística cerca de 30 000 espectadores, dispostos por toda a volta do Circuito da Guia, tendo sido considerável a afluência de Hong Kong.
PROVAS DO DIA 28
1- Prova «Troféu ACP»
Esta prova compreendeu duas eliminatórias, constituídas por dez voltas cada uma ao Circuito da Guia, sendo de salientar a presença duma senhora de Singapura, Anne Wong, conduzindo um «M. Cooper S», classificando-se em segundo lugar numa das eliminaórias.
2 – Corridas de Motocicletas (Handicap)
Nesta prova constituída por 10 voltas ao Circuito da Guia participaram 50 motocicletas, das quais apenas 30 chegaram ao fim. Foi vencedor o indonésio Beng Suswanto, conduzindo uma «Yamaha YSI», seguido de Neville White, de Hong Kong, conduzindo uma «Norton Comand» fixando em terceiro lugar o indonésio Hendra Tirtasaputa, também ao volante duma «Yamaha YSI»
3- Prova de Carros de Produção Corrente (duas eliminatórias)
Cada uma das eliminatórias compreendeu 10 voltas cada uma ao Circuito da Guia, sendo vencedor da primeira o chinês Peter Chow, conduzindo um «M. Cooper S» e da segunda o alemão Dieter Quester, ao violante dum «BMW 2002TI»
4 – Prova de «Carros de Grande Turismo e Sports»
Esta prova foi uma das mais velozes. Compreendeu 20 voltas ao Circuito da Guia. Foi ganha pelo chinês Henry Lee, conduzindo um «Porche», seguido do australiano John McDonald, ao volante dum «Lotus 47», chegando em terceiro lugar G. D. Neal, num «Elva».
Nesta prova o que devia ter agradado à assistência foi o despique mantido entre os dois primeiros classificados.

anuario-de-1927-gremio-militarGRÉMIO MILITAR – 1927

Ocorreu no ano de 1970, o primeiro centenário da fundação do Clube Militar de Macau, uma das instituições mais antigas do Ultramar, no seu género. Deve-se a sua existência a um grupo de oficiais do exército e tem contado sempre, entre os seus sócios – e nos seus corpos gerentes – distintos oficiais do Exército e da Marinha. Muitos deles já eram ou vieram a ser figuras de grande destaque na vida nacional ou da Província, o mesmo se podendo dizer dos seus sócios civis, dos vários sectores de actividades desta terra.
macau-b-i-t-vi-10-dez-1970-centenario-do-clube-militar-de-macauPara celebrar este acontecimento realizou-se nesse ano um variado programa de comemorações, culturais, artísticas, recreativas e sociais que tiveram início em 13 de Agosto, com uma sessão solene e terminaram com um baile de gala, no dia 31 de Dezembro com a participação dos sócios e das individualidades de maior destaque da vida oficial e do sector privado. (1)

anuario-de-1927-gremio-militar-sala-de-fumoSALA DE FUMO DO GRÉMIO MILITAR – 1927

(1)  «Macau B. I. T. 1970»

bolsa-para-oculos-princesa-iBolsa protectora de óculos (18,5 cm x 6,5 cm), aveludada, de cor vermelho/tinto, oferecida pelo estabelecimento comercial “FOTO PRINCESA”, na década de 80 (século XX), com a mesma imagem nos dois lados.

foto-princesabolsa-para-oculos-princesa-iiA “Foto Princesa” que está localizada na Avenida Infante D. Henrique 55-59 r/c desde 1970/1971, é um estabelecimento de venda de equipamento fotográfico e acessórios para fotografia.

bolsa-para-oculos-princesa-iii

Durante o mês de Outubro de 1970 , encontravam-se em Macau a fadista Esmeralda Ribeiro e o fadista Rui Dinis além dos guitarristas José Cota Martins e Esaú M. Jorge. Foram contratados pela Sociedade de Turismo e Diversões de Macau. Cantam o fado todas as noites na «Galera», do Hotel Lisboa.
O fado foi transplantado para estas terras exóticas e Macau. Não sabemos se irá ter o clima apropriado no auditório quer português quer estrangeiro desta nossa província ultramarina portuguesa. destina-se sobretudo aos estrangeiros que por aqui passam a se mostram muitas vezes interessados em conhecer o velho fado, de que se tanto se fala.
galera-hotel-lisboa-1970-fado-em-macau-esmeralda-ribeiro

Esmeralda Ribeiro segue a interpretação corrente do fado
galera-hotel-lisboa-1970-fado-em-macau-rui-dinisRui Dinis, uma vos bem timbrada e forte, segue uma interpretação muito sua, segundo nos parece, acompanhando com gestos o sentido da letra do fado que executa. É dele o típico fado «FARRAPO», em que rasga a camisa, para vincar o significado do que canta. (1) 

Três fotografias do restaurante «Galera», no Hotel Lisboa.
galera-hotel-lisboa-1970-fado-em-macau-igalera-hotel-lisboa-1970-fado-em-macau-iigalera-hotel-lisboa-1970-fado-em-macau-iii(1) MACAU B.I.T.,1970.
galera-hotel-lisboa-1970-fado-em-macau-esmeralda-ribeiro-discoDisco vinil “A ROSA DA MOURARIA”
Primeiro disco da editora de Música Popular Portuguesa. Neste EP a fadista Esmeralda Ribeiro teve o acompanhamento do Conjunto de Guitarras de António Chaínho.
A1. A Rosa da Mouraria
A2. Gosto de Ti Porque Gosto
B1. Perder a Noite no Fado
B2. Alguém
galera-hotel-lisboa-1970-fado-em-macau-rui-dinis-disco

O E. P. de Rui Dinis que contém o fado “Farrapo”

Anterior referência ao Restaurante «Galera» em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/10/30/caixa-de-fosforos-a-galera-hotel-lisboa/

Aproveitando esta notícia datada de 6 de Agosto de 1970, presto a minha homenagem a este pintor macaense, Herculano Estorninho (1)
“06-08-1970 – Regressa de Timor Herculano Estorninho” (2)
Herculano Estorninho em 1968 seguiu para Timor a fim de dirigir a Sociedade de Turismo e Diversões de Timor e regressa em 1970. Durante a sua permanência em Timor pintou muito da paisagem, usos e costumes dessa terra.

Herculano Estorninho - Aspectos da sua vida e obra CAPACAPA do livro “Herculano Estorninho, Aspectos da sua vida e obra” (1)

(1) Herculano Hugo Gonçalves Estorninho nasceu em Macau, na freguesia da Sé, em 1 de Abril de 1921. Era o nono filho de José Gonçalves Estorninho (natural de Lagoa, Portugal) e de Palmira Maria Augusto Estorninho (natural de Macau).
Frequentou o Seminário S. José e mais tarde o Liceu Nacional Infante D. Henrique, onde foi aluno dos mestres que lhe deram os primeiros ensinamentos de desenho e composição, Fernando Lara Reis, Bordalo Borges e António de Santa Clara. Começou a pintar aguarelas em companhia de Luís Demée.(3). Prosseguiu os seus estudos com Brigite Reinhart, no então Colégio de Belas-Artes de Macau e depois em Belas-Artes Aplicadas com Frederic Joss, no Instituto de Arte Aplicada de Viena de Áustria.
Em 1962 com um grupo de artistas de Macau fundou o “Grupo Arco-Iris”.
Trabalhou durante 17 anos como observador meteorológico antes de ir para Timor e no regresso trabalha para a administração do Hotel Lisboa e em 1976 no Hotel Sintra até 1993. Faleceu a 30 de Abril de 1994.
A obra de Herculano Estorninho encontra-se na Europa, Ásia, América, África e Austrália nomeadamente em Portugal,  França, Itália Suécia, Áustria, Macau Hong Kong, China, Japão, Estados Unidos, Brasil, Angola e Moçambique. Em Portugal há trabalhos do pintor no Palácio de Belém, Palácio de S. Bento, Casa de Macau e Colecções Particulares (4)

Herculano Estorninho - Museu Luís de Camões 1963Herculano Estorninho  – Museu Luís de Camões (hoje, Casa Garden)
Aguarela sobre papel, 1963
Museu de Arte de Macau

“Nos óleos pintados em Macau também o espatulado ou a pincelada são vibrantes de cor fazendo lembrar um seu contemporâneo, Fausto Sampaio, embora muito mais velho, cuja pintura se apresenta com características semelhantes às do Estorninho. Em ambos, as texturas variadas conseguidas através de espessos empastamentos, a pincelada esperta na composição sólida, transmitem toda a emoção e a interpretação perceptivo – instintiva do lugar. Os contornos não são importantes e apagam-se para dar lugar à vibração e cintilação do movimento”.. (…)
Quanto à aguarela, a própria natureza do género conduziu-o a uma grande liberdade de expressão onde a rebeldia ” fauve” ficou presente, transmitindo a exaltação do pintor perante o assunto a tratar. O depuramento do tema e funcionalidade da cor, que passou a actuar como tradução da poesia contida no olhar, é sentida em muitas das suas aguarelas.”
Maria Margarida L. G. Marques Matias, na “Introdução” da exposição de 71 quadros de Herculano Estorninho em Dezembro de 1995, no Clube Militar (4)
(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 5, 1998
(3) Ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/luis-demee/

Herculano Estorninho - Junco1963Herculano Estorninho – Junco
Aguarela em papel (1963)
http://www.macauart.net/News/ContentE.asp?region=L&id=162038

(4) Dados biográficos recolhidos do livro: ” Herculano Estorninho, aspectos da sua vida e obra. Exposição realizada na Sala do Comendador Ho Yin do Clube MIlitar, 21 de Dezembro de 1995. Edição da Fundação Macau, ISBN 972-8147-55-4
Anteriores referências:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/herculano-estorninho/

MACAU B.I.T.VI - 10, DEZ 1970 - CAPA - CORREIOS - 1970EDIFÍCIO-SEDE DOS CORREIOS DE MACAU –  1970

De «MACAU B.I.T.VI – 10,  DEZ 1970»

 

 

Calendário de bolso do ano de 1984, distribuído pela ” Companhia de Produtos da China”, (1) com as dimensões:  9,5 cm x 6.5 cm.

CALENDÁRIO 1984 Companhia de Produtos da China

Hotel-Casino Lisboa, inaugurado em 1970 (á esquerda) e o Hotel Presidente, inaugurado em 1982 (à direita), em 1984
CALENDÁRIO 1984 Companhia de Produtos da China verso

(1) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/04/06/saco-comercial-companhia-de-produtos-da-china/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/05/19/calendario-de-1984-templo-de-a-ma/

Apresentei em 17-02-2116, um saco de compras do «Restaurante Lisboa» (1)
Hoje apresento duas caixas de fósforos desse restaurante que ficava no Hotel Lisboa, 1º andar. (2).
Terão sido as primeiras caixas de fósforos distribuídas no restaurante e no hotel Lisboa , após a inauguração em 1970.
CAIXA DE FÓSFOROS - RESTAURANTE LISBOA IAs duas caixas de fósforos são do mesmo tamanho (5,7 cm x 3,5 cm x 0,9 cm) e configuração  variando no entanto, na coloração quer na imagem do Hotel Lisboa quer no outro lado (fundo amarelo ou cor-de-rosa pálido)
Um dos lados, a imagem do Hotel Lisboa.
CAIXA DE FÓSFOROS - RESTAURANTE LISBOA IIO outro lado, o logótipo do restaurante a verde, caracteres chineses a vermelho e o fundo amarelo
CAIXA DE FÓSFOROS - RESTAURANTE LISBOA III

Numa outra caixa, a mesma impressão mas num fundo cor-de-rosa pálido.

CAIXA DE FÓSFOROS - RESTAURANTE LISBOA IVCAIXA DE FÓSFOROS - RESTAURANTE LISBOA VN.ºs de telefones: 7026 e 7036
CAIXA DE FÓSFOROS - RESTAURANTE LISBOA VIAs cabeças dos fósforos são de cor vermelha.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/02/17/saco-de-compras-restaurante-lisboa/
(2) Anteriores referências do Hotel Lisboa:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-lisboa/