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Ver referências anteriores sobre estes navios:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/transportes-maritimos/

A atriz francesa Jeanne Moreau, (1) faleceu no dia 31 de Julho de 2017. Actriz em mais de 130 filmes, muitos deles inesquecíveis: “Ascenseur pour l’Échafaud” (1958) e “Les Amants” (1958) de Louis Malle; “Les quatre cents coups” (1959) e “Jules et Jim” (1962) de François Truffaut); “Eva” (1962) de Joseph Losey; “Le journal d’une femme de chambre” (1964) de Luis Buñuel;  “Faltaff – Chimes at Midnight “ (1965) de Orson Welles; “Querelle” (1982) de R. W. Fassbinder; entre muitos outros.
Recordo-a na participação do filme com referências a Macau (embora não filmado em Macau) de Orson Welles de 1968, “História Imortal” (” The Immortal Story”) (2)
Embora não seja uma das suas melhores interpretações, recordo-a aqui com o folheto de cinema do Teatro Nam Van, um dos seus filmes de 1965, “Viva Maria”, uma comédia de produção norte americana, filmado na quase totalidade no México, ao lado de Brigitte Bardot e George Hamilton, e dirigido por Louis Malle. (3)
O filme estreou-se neste Teatro “a começar em 1 de Julho de 1966” (espectáculo para maiores de 17 anos).

Brigitte Bardot e Jeanne Moreau, duas actrizes mais populares do cinema francês numa cena de “Viva Maria”, uma paródia numa revolução mexicana.

Verso do folheto publicitando o próximo filme

(1) Jeanne Moreau (1928-2017)
O seu penúltimo trabalho no cinema foi com Manoel de Oliveira, no papel de Candidinha em “O Gebo e a Sombra” (2012).
(2) “The Immortal Story“, filme (média metragem- 58 minutos) francês (Une histoire immortelle) de 1968, dirigido por Orson Welles (o mais curto filem dirigido por Welles) feito originalmente para a televisão francesa, a partir de um conto da escritora dinamarquesa Isak Dinesen (Karen Blixen), com argumento do próprio Orson Welles e de Louise de Vilmorin, posteriormente distribuído em cinemas. Welles interpreta o misterioso e rico comerciante Charles Clay, que no final da sua vida, na colónia portuguesa de Macau no século XIX, (no conto da autora Isak Dinesen, localizava o rico comerciante em Cantão) decide tornar realidade uma lenda de marinheiros, um homem que paga cinco guinéus a um marinheiro para passar uma noite com a sua jovem esposa para lhe dar um herdeiro. Assim Charles Clay que não tem herdeiros para a sua fortuna, com a ajuda do seu único funcionário/escriturário, o polaco imigrante chamado Levinsky procura no cais um marinheiro que aceite uma generosa oferta para passar a noite, com Virginie (Jeanne Moreau), amante doutro colega escriturário (um acordo de 300 moedas) para concretizar a lenda.

Cena do filme “The Immortal Story”

Ver anterior referência em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/09/05/leitura-macau-cinemateca-portuguesa/
(3) Jeanne Moreau ganhou o prémio  BAFTA de melhor actriz estrangeira, na categoria comédia, por este filme.
Trailers do filme “Viva Maria
https://www.youtube.com/watch?v=QNSSu3vLEas
https://www.youtube.com/watch?v=vZJl2y5ilDk
https://www.dailymotion.com/video/xywp5g

Extraído de BGU, XL, 471/472, 1964.
NOTA: AlexanderMessing-Miezejewski, foi posteriormente, Director da Divisão de Drogas e  Narcóticos e depois, “chief of the representation and liaison unit of the Office for Inter-Agency Affairs and Co-Ordination of the UN”, entre 1969 -1977.
Da leitura do livro “ O Centro de Recuperação Social da Ilha da Taipa em Macau“ (1) do Major Sigismundo Revés, comandante da Polícia de Segurança Pública de Macau e do médico neuropsiquiatra dos Serviços de Saúde e Higiene que trabalhou em Macau de 1957 a 1966, Dr. Alberto Cotta Guerra, recolho as seguintes informações.

A assistência aos toxicómanos em Macau foi oficialmente iniciada em Dezembro de 1946 após publicação da Portaria n.º 4075, deste mês e ano do Encarregado do Governo Samuel da Conceição Vieira.
Até essa data, os doentes eram tratados nos hospitais da cidade – em maior número no Hospital do Governo – sempre que voluntariamente procuravam os serviços médicos ou que, em regime prisional, a iniciativa da assistência dispensada partia das autoridades.
Com a regulamentação estabelecida pela citada portaria, visando já um programa de saneamento social, foram criados dois Centros de Tratamento para Toxicómanos: um no Hospital Conde S. Januário (Hospital do Governo) e outro na Cadeia Pública.

A entrada para o Centro de Recuperação Social.

No primeiro eram assistidos os voluntários e no segundo os doentes cumprindo penas por delitos vários.
Neste regime – entre Janeiro de 1947 e Dezembro de 1960, foram tratados em Macau 6075 toxicómanos, sendo 2326 no Hospital do Governo e 3749 na Cadeia Pública.
A Portaria n.º 4075 foi revogada pela Portaria n.º 6594 de 19 de Novembro de 1960, por S. Ex.ª o Governador de Macau, tenente- coronel do C. E.M. Jaime Silvério Marques, que , por despacho de 17 de Janeiro de 1961, criou uma Comissão destinada a estudar e propor todos os meios de acção necessários à luta  contra o uso ilícito de estupefacientes, tratamento de doentes e sua recuperação social.
Esta Comissão mais tarde deu lugar à criação dum organismo, que foi designado por Centro de Combate à Toxicomania, pelo Despacho n.º 19/61, de 28 de Agosto de 1961, publicado no Boletim Oficial de Macau, n.º 36, de 9 de Setembro de 1961.
Neste despacho faz referência (n.º 2, alínea c, n.º 2: Orientar a acção do Centro de Recuperação Social no combate à toxicomania) ao Centro de Recuperação Social, que substitui o Abrigo de Mendigos e Vadios (2) existente na ilha da Taipa, que fora criado pela Portaria n.º 5529, de 20 de Fevereiro de 1954.

O edifício onde estava instalado o Centro de Recuperação, na Ilha da Taipa.

(1) REVÉS, Major Sigismundo; GUERRA, Dr. Alberto Cotta – O Centro de Recuperação Social da Ilha da Taipa em Macau, Agência-Geral do Ultramar, Lisboa, 1962, 45 p., 22.5 cm x 16 cm.
(2) A criação de um centro de apoio e abrigo de vadios e mendigos, a título experimental, na Ilha da Taipa foi em 08 de Setembro de 1951 (Boletim Oficial n.º36, Portaria n.º 4:998)
A Portaria n.º 5529, de 20 de Fevereiro de 1954, cria o Abrigo de Mendigos e Vadios, com sede na Ilha da Taipa, destinado a albergar todos os indivíduos maiores de 16 anos, sem meios de subsistências, que não tenham modo de vida ou residência na província e se entreguem à prática de mendicidade ou à vadiagem nas vias e lugares públicos.
Este este mesmo «Abrigo de Mendigos e Vadios» passa a ser, em 20 de Maio de 1961, o «Centro de Recuperação Social» (1) sob a responsabilidade do Corpo de Policia de Segurança Pública de Macau (Boletim Oficial n.º 20).
Ver anteriores referências ao Centro
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/centro-de-recuperacao-social-da-taipa/

«Macau Garden City of the Orient», Vol 1, n.º 2 publicado em 1966, por «F. Rodrigues (Sucessores) Lda» e «Sociedade de Turismo e Diversões de Macau, SARL» e escrito por Geoffrey Powell. (1) Dimensões: 19 cm x 11,5 cm

Capa: dança do leão em frente do antigo Liceu Nacional Infante D. Henrique
Contracapa: publicidade da marca de tabaco: “Rothmans King Size

Introdução dos editores, “H. Rodrigues” e “The Sociedade de Turismo e Diversões de Macau, S.A.R.L.”

“We Are Proud of Macau !”

(1) Geoffrey Bruce St. Aubyn Powell, (1918-1989) fotógrafo, jornalista, realizador, documentarista e radialista australiano, veio pela primeira vez a Macau num trabalho para a Televisão ABC (Filipinas, Hong Kong e Macau) em 1960 e em 1962 deixou a Austrália para se instalar em Macau. Em 1963 trabalhou na Radio Hong Kong mas devido à sua pronúncia marcadamente australiana, o programa foi cancelado. Procurou então montar em 1962 uma estação de rádio em Macau, sem sucesso. Manteve colaboração com material televisivo para a ABC (Austrália). Em 1964, abriu uma empresa de turismo trabalhando para o Governo de Macau, na promoção do Grande Prémio de Macau.
Geoffrey Powell e Marya Glyn-Danie (2) encontravam-se em Macau, em 1966, trabalhando para o Centro de Informação e Turismo e estiveram incumbidos de organizar a campanha de publicidade do XIII Prémio de Macau, que teve lugar entre os dias 19 e 20 de Novembro de 1966. (3)
Geoffrey Powell casou em Macau em 1970. Em 1971 alargou  o seu negócio de promoção turística para outros países do sudeste asiático e fixou residência em Bankok (Tailândia) Durante todos esses anos manteve sempre a sua paixão pela fotografia, deixando um acerco fotográfico considerável (embora muito se perdeu)
http://www.photo-web.com.au/powell/doc/biography-1.pdf
(2) Marya Glyn-Daniel credenciada como auxiliar do operador de cinema, viveu o último semestre de 1966 em Macau (desde 11 de Agosto de 1966). Por isso presenciou os acontecimentos de «1.2.3». Fez a cobertura televisiva da conferência de imprensa do tenente-coronel Galvão de Figueiredo de 24 de Novembro de 1966. O então comandante da PSP de Macau atribuiu a ocorrência do incidente da ilha da Taipa do dia 15 de Novembro aos chineses e classificou-o como «um motim premeditado». Mas, enquanto a imprensa portuguesa de Macau, não noticiou a ocorrência de qualquer agitação durante a conferência, Marya defende que esta acabou apressadamente no meio de uma grande confusão quando o tenente-coronel Galvão de Figueiredo foi interpelado pela imprensa chinesa. Por outro lado, ela realizou também a cobertura televisiva da cerimónia de chegada a Macau do governador Nobre de Carvalho em 25 de Novembro. Marya Glyn-Daniel partiu de Macau no dia 6 de Dezembro, isto é, dois dias após os distúrbios dos dias 3 e 4 de Dezembro. (3)
Das suas memórias da estadia de Macau publicou 0 livro “The Macau Grand Prix and My Part in the Cultural Revolution in China”. Edição de Charnwood, Ginninderra Press, 1999, 232 páginas.

Provas do Grande Prémio de Macau (1966)

Outros livros publicados:
Gulf Country : a play in one act “ – drama. Publicado por Charnwood, Ginninderra, 2000.
Floating in Foyers Coralie Wood Lashes Out” – biografia. Publicado por Ginninderra Press, Australia (2006)
Hong Kong Lover.” – romance. Publicado por “Trafford Publishing” (2007)
The ball’s up: a play in one act”” – drama produzido em 2001. Publicado por Ginninderra Press 2007.
Colaborou como “location manager” do filme australiano “A Garden of Exotic Plants”(2014), dirigido por Ian Hart.
http://www.imdb.com/name/nm7027862/
(3) FERNANDES, Moisés Silva – análise do livro de Marya Glyn-Daniel “The Macau Grand Prix and My Part in the Cultural Revolution in China” em
http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223992811Y2cMV9qk8Jx83ZM7.

Martin Landau em 1968 (Mission Impossible)

Faleceu no dia 15 de Julho de 2017, o actor Martin Landau.
Conhecido mais pelos seus papéis na Televisão e principalmente em duas séries televisivas “Missão Impossível”(“Mission: Impossible”) de 1966 -1973 e “Espaço 1999”  (“Space 1999”) de 1975 que protagonizou juntamente com a mulher na altura, Barbara Bain (casamento de 1957 – 1993), o actor teve sempre boas interpretações (mesmo em filmes menores) principalmente  em três filmes: “Tucker” de Francis Ford Coppola -1988 e “Crimes and Misdemeanors” de Woody Allen em 1989, filmes em que recebeu as indicações de Melhor Actor Secundário, mas só ganharia na sua terceira nomeação para o Oscar de Melhor Actor Secundário (1995) em “Ed Wood” de Tim Burton de 1994, (onde interpretava o também actor Bela Lugosi, famoso por filmes de Drácula).
Ganhou 2 Globos de Ouro de Melhor Actor Secundário, por “Tucker “ e “Ed Wood
Ganhou um Globo de Ouro de Melhor Actor – TV em 1968, pela sua participação na série “Missão Impossível”.
Nascido em Brooklyn (Nova Iorque) a 20 de Junho de 1928, Landau começou a trabalhar aos 17 anos como cartoonista e ilustrador no jornal “New York Daily News” antes de começar a carreira de actor.
Fez a sua estreia na Broadway em 1957. “Middle of the Night” (transposto para o cinema em 1959 pelo director Delbert Mann), e o primeiro papel importante no cinema foi em 1959 com “North by Northwest” de Alfred Hitchcock precisamente o filme cujo folheto de cinema apresento hoje. (2)
Estreia no Teatro Apollo no dia 22 de Outubro de 1959 (“première” nos EUA, em Chicago, a 1 de Julho de 1959) (1)
Martin Landau interpretava o papel de “Leonard”, o braço direito do criminoso interpretado por James Mason.

“North by Northwest”, considerado pela crítica um dos melhores do mestre do suspense Alfred Hitchcock é um filme americano de 1959, com argumento de Ernest Lehman e com Cary Grant no papel principal.
Outros actores:
Eva Marie Saint, James Mason, Jessie Royce Landis , Leo G. Carroll, Josephine Hutchinson , Philip Ober, Martin Landau e  Edward Platt.

Tipografia Kai Meng na Rua dos Mercadores n.º 123 (Tel: 2637)

O filme recebeu três nomeações para os Óscares de 1960: melhor direcção artística, melhor montagem e melhor argumento adaptado.
(1) Inexplicavelmente a estreia em Hong Kong foi a 12 de Novembro de 1959; era habitual os filmes estrearem primeiro em Hong Kong e depois em Macau pois as cópias já vinham legendados em chinês. Em Portugal foi a 8 de Março de 1960, com o título “Intriga Internacional
(2) Teve depois papeis menores em três filmes de 1960: “Cleopatra” (1963) e  “The Greatest Story Ever Told” (1965; tenho o folheto de cinema do Teatro Nam Van, estreia a 19 de Agosto de 1966)) e no “western” “de Steve McQueen, “Nevada Smith” ( 1965).
Trailers do filme:
https://www.youtube.com/watch?v=VZmbbx2p4yI

Extraído de BGU XLV- 528, 1969.
NOTA 1 :  A Casa de Macau em Lisboa foi fundada a 11 de Junho de 1966, tendo a sede num edifício arrendado. Em 1969 foi inaugurada a sede na Praça do Principie Real. Após a invasão da sede no período revolucionário de 25 de Abril, em 1974 e fecho das instalações, seria reaberto em 1979. Em 1988, foi declarada com o estatuto de Pessoa Colectiva de Utilidade Pública. (2) Em 1999 foi inaugurada a actual sede-social na Av. Almirante Gago Coutinho n.º 142 em Lisboa.
A propriedade da antiga sede da Casa de Macau, na Praça do Príncipe Real (1) é actualmente da Fundação Casa de Macau (sede e Centro de Documentação), nascida a 26 de Julho de 1996.
NOTA 2: O presidente do Leal Senado era Joaquim Morais Alves (e não como consta no texto, erradamente, “Dr. Moura Alves”.
(1) Praça do Príncipe Real, 25 1º  1250-184  LISBOA
(2) Diário da República –II Série n.º 22 – 27-1-1988, p. 761 

Colecção de seis marcadores de livro intitulada “仔炮竹 (1)“Extra Selected Firecrackers”, etiquetas de embalagem de panchões das várias fábricas que existiam na Ilha da Taipa, dentro de um pequeno envelope (15,5 cm x 5,5 cm).

Colecção emitida pelo Instituto Cultural do Governo da R. A. E. de Macau, comprada no Museu de Macau, em 2016, por 10 patacas. Legendas em chinês, inglês e português.
Apresento o 1.º dos seis marcadores com a etiqueta de embalagem da “Kwong Hing Tai Firecracker Co”.
No rótulo está escrito além do nome da fábrica, um aviso de utilização:

“SPECIAL QUALITY FLASHLIGHT CRACKERS
WHOOPEE BRAND
KWONG HING TA
MADE IN MACAU
LAY ON GROUND – LIGHT FUSE – RETIRE QUICKLY”

Kwong Hing Tai Firecraker Co., fundada em 1923, foi a primeira fábrica de panchões estabelecida na Taipa.
Embora o Instituto Cultural aponte o ano de 1923 para o início desta fábrica, com o nome de registo de «KWONG HING TAI» ou «KUONG HENG TAI», só aparece a partir do Anuário de Macau de 1938. (2)
Em anteriores “Anuários” a partir de 1923, estava registada uma fábrica de panchões de nome «Kuong-nguin», mas localizada em Macau.
FIRMA- Kuong-nguin
GERENTE – Li UNG In Teng
Estrada da Guia (Chácara de Vasconcelos)
No Anuário de 1924, aparece:
FIRMA- Kuong-nguin
GERENTE – I In Teng
Estrada da Guia (s/n)
E no Anuário de 1927, o registo desta fábrica é o seguinte:
FIRMA- Kuong-nguin
GERENTE – Li Ung Teng
Estrada da Guia (Chácara de Vasconcelos)
(1) 仔炮竹業  – mandarim pinyin: dàng zǐ bào zhú yè; cantonense jyutping: tam5 zai2 paau3 zuk1 jip6 – fábrica de panchões da Taipa.
(2) Registada em Macau a fábrica de panchões com o nome de “Kuong Heng Tai”; a loja de vendas estava na Rua das Lorchas s/n (Anuário de 1938). Mais recente, no Anuário de 1966, estava registada uma empresa “Kuong Hing Tai” com escritório na Ponte Cais n.º 11 e fábrica na Estrada Ferreira de Amaral – Taipa.
Ver anteriores referências às fábricas de panchões.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/panchoes/

Uma das comédias com partes musicais, do comediante Bop Hope (1) de 1965 “I´ll Take Sweden” (2) realizado por Frederik de Cordova para a United Artists. Com Tuesday Weld, Frankie Avalon, (3) Dina Merril e Jeremy Slate.
(1) Fase final da carreira cinematográfica (participaria em mais 5 filmes, o último em 1972) de Bob Hope aos 62 anos, (creio que era o seu 47.º filme) em que com uma participação mais conservadora e menos cómica, tenta com um elenco mais juvenil (Tuesday Weld e principalmente Frankie Avalon, jovens ídolos em fase ascensão nas suas carreiras) atrair mais audiência. Filme com más críticas (como a maior parte dos filmes de Bob Hope dessa década)
(2) Partes do filme referentes à Suécia, foram filmadas na Califórnia (E.U.A.)
(3) Frankie Avalon canta o tema do filme “I´ll Take Sweden” e outras:
https://www.youtube.com/watch?v=NRhcnqNlD4w
https://www.youtube.com/watch?v=KNkp3zx4rWc
Trailers em:
https://www.youtube.com/watch?v=bUOFRWrvz9I
https://www.youtube.com/watch?v=ZlNbkKXWNqY
https://www.youtube.com/watch?v=Gw4vw2GSqK8
BREVEMENTE: “The Conjugal Bed “
Filme de 1963, franco-italiano, a preto e branco, do realizador Marco Ferreri , título original “Una storia moderna . L´ape regina”, com os actores Ugo Tognazzi e Marina Vlady (melhor actriz no Festival de Cannes)

diario-da-manha-suplemento-de-9jul1966-capaO «Diário da Manhã» (1) apresentou um suplemento semanal em 1966, a propósito da comemoração do 40.º Aniversário da Revolução Nacional de 28 de Maio com o título de “40 Anos na Vida de uma Nação”. O primeiro suplemento abrangia as “províncias europeias, com os arquipélagos da Madeira e dos Açores”.
diario-da-manha-suplemento-de-9jul1966-capa-iO 2.º suplemento publicado em 9 de Julho de 1966, era dedicado às províncias do Oriente “Províncias de Moçambique, Macau, Timor e as terras sequestradas do Estado Português da Índia”.
diario-da-manha-suplemento-de-9jul1966-capa-iidiario-da-manha-suplemento-de-9jul1966-capa-iiiO terceiro número era consagrado às “províncias da África Ocidental: Angola, Cabo Verde, Guiné e S. Tomé e Príncipe”.
Estava programado um quarto suplemento dedicado às comunidades portuguesas dispersas em território estrangeiro, mas creio que não chegou a ser publicado.
diario-da-manha-suplemento-de-9jul1966-macauA secção dedicada a Macau está nas páginas 153 a 162 e tem vários artigos (nenhum deles assinado):
– “A Análise mais autorizada ao progresso verificado na nossa Província de Macau”
– “Aqui Portugal! Fala de Macau a Emissora de «Vila Verde» ” (2)
– “Quatro séculos da História de Macau”
– “Duas figuras de prestígio intelectual e económico da cidade do Santo Nome de Deus.
– “Colaboramos com quem estiver disposto a colaborar connosco”
– “Bispo D. Paulo Tavares.”
– “Leal Senado presente em todos os momentos críticos da história de Macau”
– “Porto de abrigo no «extremo» do Mundo, Macau acolhe 73 000 refugiados.”
diario-da-manha-suplemento-de-9jul1966-salazar“Só os grandes génios são capazes de, por si, mudar decisivamente o rumo da coisas e da própria história, mas esses aparecem, e nem sempre, uma vez em cada século como alguém dizia. Macau não precisa de génios, mas duma acção coordenada, persistente e contínua de todos, mãos dadas e sem veladas intenções nem inconfessáveis interesses, para garantir o bem da província e dos seus habitantes. … “(discurso do Governador de Macau, António Adriano Faria Lopes dos Santos, na abertura do Conselho Legislativo, 1966)
(1) O «Diário da Manhã» n.º 12.562 de 9/7/66, 176 p., dimensões: 41,5 cm x 28, 2 cm x 1 cm. Tinha como Director, Barradas de Oliveira e esse suplemento tinha como editor: António da Fonseca.
O “Diário da Manhã”, a 4 de Abril de 1931, sob direção de Domingos Garcia Pulido, integrante do círculo íntimo de Salazar ocupou a antiga redação d’ “O Mundo”, pioneiro jornal republicano (na Rua da Misericórdia, onde hoje está instalada a Associação 25 de Abril), assume o papel de órgão oficioso e de doutrinação da União Nacional. Com a consolidação do Estado Novo, o “Diário da Manhã” assume uma linha progressivamente mais sectária no culto à figura de Salazar, embora continue a apresentar-se como um órgão noticioso. Esta evidência certamente terá contribuído para que a sua expansão se deva quase exclusivamente à distribuição gratuita ou por assinatura dos diferentes serviços do Estado. A subida ao poder de Marcelo Caetano e uma certa abertura do regime esvaziam de sentido a existência do jornal. O seu último número sai no dia 30 de Janeiro de 1971, vindo a ser substituído pelo jornal “Época”.
 http://casacomum.org/cc/arquivos?set=e_8765 
(2) Publicado em anterior postagem em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/10/26/leitura-1966-emissora-de-vila-verde/

Mais um “slide” digitalizado da colecção “MACAU COLOR SLIDES – KODAK EASTMAN COLOR” comprado na década de 60 (século XX), se não me engano , na Foto PRINCESA (1).
macau-color-slides-ix-touradaEste “slide” mostra uma das «faenas»da 1.ª Tourada realizada em Macau, em Agosto de 1966, organizada pelo empresário Alfredo Ovelha e o toureiro Manuel dos Santos e patrocinada pela STDM.
Durante nove dias do mês de Agosto desse ano, (2) a praça de touros, construída em bambu nos aterros do Porto Exterior (sensivelmente à frente do Quartel de S. Francisco onde actualmente está o comando da PSP); Hospital Conde de S. Januário na parte superior esquerda da foto e ao fundo a Fortaleza da Guia) encheu-se com lotação esgotada para ver tourear pela primeira vez. Manuel dos Santos como cabeça de cartaz.
Na corrida inaugural actuaram o cavaleiro David Pinheiro Telles e os «diestros» Manuel dos Santos e Ricardo Chibanga (o primeiro toureador africano que terminava a faena ajoelhado e de costas perante o touro). O grupo de bandarilheiros era constituído por Bacatum, António Augusto, Carlos Mabango e José Tinoca. Nos forcados, destacavam-se Carlos Besugo, José Hipólito e Carlos Anacleto.
José dos Santos Ferreira compôs as seguintes quadras acerca deste evento:

Macau já olá torada,
Co quele tanto Manólo;
Nhu-nhúm olá, ri cacada,
Nhónha susto, fichá ôlo.

Boi dôdo, preto-carvám,
Tamanhám di elefánte,
Impiná su dôs cornám,
Pa chuchú quim têm na diánti

Toréro-cáfri, cholido,
Olá tôro, capí mám;
Tôro fica burecido,
Toréro perdê calçam.

Quelóra tôro zinguá,
Nôs tudo gritá «Olé!»
China-china más gostá
Sã gritá «Hou-ié, hou-ié!» (3)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/decada-de-60-seculo-xx/
(2) 1, 5, 6, 10, 12, 13, 17, 19 e 20 de Agosto de 1966.
(3) Versos de José dos Santos Ferreira da poesia “Nôsso Macau de Agora”, in Qui-Nova Chencho, 1973.