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Bilhete de cinema (12,3 cm x 7,7 cm) do Teatro Império, N.º 000488, 2.ª Classe ($1.10), para o dia 18 de Agosto de 1965, sessão das 14.30 horas. Filme: “In Harms Way”. No canto superior direito – metade do selo de verba (1)

“In Harm’s Way”, filme de “guerra” (o envolvimento da marinha Americana no início da II guerra mundial, em 1941) de 1965, produzido e dirigido por Otto Preminger com os actores principais John Wayne, (2) Kirk Douglas e Patricia Neal. Produzido com o sistema “Panavision gear”, é um dos últimos filmes de “guerra”a «preto e branco». Argumento de Wendell Mayes, baseado no livro de 1962 de James Bassett. https://en.wikipedia.org/wiki/In_Harm%27s_Way

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/selo-de-verba/

(2) John Wayne (1907 –1979), em Setembro de 1964, após conclusão das filmagens deste filme, foi lhe diagnosticado cancro do pulmão tendo sido operado (extracção do pulmão esquerdo e duas costelas).

Trailers do filme: https://www.youtube.com/watch?v=Nnaf9Nneb7A https://www.youtube.com/watch?v=nc_IXNH5nA8 https://www.youtube.com/watch?v=yXzNQHNsQHk

Foto publicado no Suplemento do «Diário de Notícias” de 1980, “MACAU / 澳門 / OU MUN” (1) (2)

Construção de barcos dragão nos antigos estaleiros de Lai Chi Vun, na Estrada de Lai Chi Vun (3) classificado pelo Património Cultural de Macau, como “Bem Imóvel (SC003) ”

“A indústria de construção naval, que teve início no final da Dinastia Ming e princípio da Dinastia Qing, era uma das quatro principais indústrias tradicionais de Macau. Este sector teve desenvolvimento até à década de 1990 e teve um papel importante na economia de Macau do passado. Os estaleiros navais de Lai Chi Vun eram anteriormente denominados Lai Chi Van. Os estaleiros navais de Lai Chi Vun, propriamente ditos, foram construídos na década de 1950. De acordo com o Anuário Comercial e Industrial de Macau de 1965-1966, existiam seis estaleiros navais em Lai Chi Vun. Localizados ao longo de parte da linha costeira de Coloane, os Estaleiros Navais de Lai Chi Vun, que eram de volume semelhante entre si, e que foram construídos paralelos uns aos outros e com ligação directa à água, constituem um aglomerado de construções modulares que reflecte a perfeita harmonia entre o ambiente natural e o conjunto construído“(4).

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/07/21/leitura-macau-%E6%BE%B3%E9%96%80-ou-mun/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/03/13/fotos-de-macau-de-1980-i/

(3) “A Estrada de Lai Chi Vun tem início no cruzamento da Estrada de Seac Pai Van com a Estrada do Campo, a norte, e termina no Largo do Cais, a sul. A altaneira árvore de pagode (figueira de Bengala) na extremidade norte da via assinala o início da Povoação de Lai Chi Vun, cujo nome está associado à antiga abundância de árvores de lichia, bem como à sua baía em forma de tigela.” https://pt.wikipedia.org/wiki/Coloane

 (4) https://www.culturalheritage.mo/pt/detail/2635/1

Com início em 11 de Junho de 1965, no Teatro Nam Van, o filme “Invitation to a Gunfighter” (em Macau, com tradução para “Ele Mata Por Sedução”), um espectáculo para maiores de 17 anos

Invitation to a Gunfighter” é um filme de 1964, de cor “DeLuxe Color”, um western dirigido por Richard Wilson, com produção de Stanley Kramer. Actores: Yul Brynner (Jules Gaspard d’Estaing), Janice Rule (Ruth Adams), Brad Dexter (Kenarsie, George Segal (Matt Weaver), Alfred Ryder (Doc Barker), Clifford David (Crane Adams) e Pat Hingle (Sam Brewster). https://en.wikipedia.org/wiki/Invitation_to_a_Gunfighter

Trailers; https://www.youtube.com/watch?v=7dtJHNu4qJ0 https://www.dailymotion.com/video/x3es3wu https://www.dailymotion.com/video/x3es4gf

PRÓXIMA MUDANÇA “The Black Torment”( A Mansão do Tormento) é um filme de 1964, britânico de baixo orçamento da companhia  Compton Films (similar à da produtora “ Hammer Horror da década de 60, filmes de terror e gótico)  , dirigido por Robert Hartford-Davis com os actores John Turner, Heather Sears e Ann Lynn.

https://en.wikipedia.org/wiki/The_Black_Torment

Trailers: https://www.youtube.com/watch?v=3lzs0brsapo https://www.youtube.com/watch?v=eH8gQdPfXtc

Para a quadra natalícia de 1965, o Teatro Nam Vam estreou o filme “GOLFINGER”, com o famoso agente “007”, James Bond, representado pelo actor recentemente falecido, Sean Connery. (1)

“Goldfinger”, filme de 1964, o terceiro da série James Bond (baseada nas novelas do mesmo nome de Ian Fleming) produzida Albert R. Broccoli e Harry Saltzman para a produtora “Eon Productions” (britânica), com a actor Sean Connery no papel de James Bond.  É o primeiro dos quatros filmes de James Bond dirigido por Guy Hamilton. Música composta por John Barry, Canção tema cantada por Shirley Bassey. (2) Tem a actriz Honor Blackman como “Bond girl” (Pussy Galore), Gert Fröbe no papel de Auric Goldfinger e Shirley Eaton como “Bond girl”(Jill Masterson). Ganhou um “Óscar” por “Efeitos Especiais”: Norman Wanstall.

NOTA: Continuo a considerar “Goldfinger” como o melhor dos filmes “Bond”: pela presença de Sean Connery, pelas “Bong girls”, pela canção tema – inimitável Shirley Bassey  e música de John Barry .

BILHETE n.º 1944, de 2.ª classe na sessão de 7h30 (custo $1.10) marcado para o lugar R -21 (?)

Do mesmo filme, apresento um bilhete do cinema (13 cm x 9 cm) do mesmo teatro, do dia 29 de Dezembro de 1964, o que prova o êxito do filme em Macau pois numa quadra natalícia esteve pelo menos 8 dias em cartaz.

VERSO DO BILHETE – carimbo: selo de verba (3)
FOLHETO DE CINEMA verso

The Conjugal Bed” (Original italiano: L’ape regina) filme italiano de 1963, comédia realizado por Marco Ferreri, com actores Ugo Tognazzi  e Marina Vlady. No Festival de Veneza, desse ano, Marina Vlady foi considerada a melhor actriz. https://en.wikipedia.org/wiki/The_Conjugal_Bed_(1963_film)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/sean-connery/

(2) Ver e ouvir Shirley Bassey:

(3) Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/selo-de-verba/

Bilhete de cinema do Teatro Império do dia 21 de Novembro de 1965, com o n.º 000751, bilhete de 1.ª classe ($1.40 patacas), sessão às 14.30 horas, lugar: C13, para o filme desse dia: “ Von Ryan´s Express”

BILHETE (12,5 cm x 7,5 cm )
BILHETE – Verso

“Von Ryan’s Express”, filme de 1965, dirigido por Mark Robson, com os actores principais, Frank Sinatra, Trevor Howard, Raffaella Carrà, Brad Dexter e Adolfo Celi. Um “filme de guerra” ambientado na II Guerra Mundial – fuga de um grupo de prisioneiros dos aliados dum campo de prisioneiros em Itália que se apoderam dum comboio que faz o percurso Itália-Suíça. (1) Argumento de Wendell Mayes e Joseph Landon, adaptado da uma novela de David Westheimer, de 196.  Nomeado para o oscar de melhores efeitos especiais. https://en.wikipedia.org/wiki/Von_Ryan%27s_Express

(1) “um dos filmes onde a utilização da guerra (neste caso, a II Grande Mundial) aparece  como simples pretexto de uma história que poderia ter perfeitamente sucedido noutras circuntâncias (MASÓ, Xavier – A segunda guerra mundial in “O cinema enciclopédia a 7.ª arte“, Volume V, 1973, p. 176

Trailers: https://www.youtube.com/watch?v=8fLhBsfaU4Q https://www.youtube.com/watch?v=HBkBadJXZ5Y&index=4&list=PLoCAl5wnzmODicEIE8Urq2VJWb5e80C2n

Um bilhete da 1.ª classe do Teatro Império ($1.40 patacas) n.º 000665, para a sessão das 14.30 horas – do filme “Circus World”

“Circus World” é um filme norte-americano de 1964, do gênero drama, dirigido por Henry Hathaway com os actores, John Wayne, Claudia Cardinale e Rita Hayworth. O argumento foi desenvolvido por Ben Hecht (o seu derradeiro para o cinema), James Edward Grant, Julian Zimet,  a partir de uma história de Nicholas Ray e Bernard Gordon (assinou como Philip Yordan, pois estava na Lista Negra de Hollywood e, portanto, não podia assumir nenhum trabalho). O filme estava para ser dirigido por Nicholas Ray mas este sofreu um ataque cardíaco durante as filmagens de “55 Days at Peking”, em 1963. Foi substituído por Frank Capara mas este abandonou o trabalho por desavenças no argumento com James Edward Grant e o actor John Wayne. Por fim foi director, Henry Hathaway.

Verso do bilhete de cinema

O produtor Samuel Bronston construiu um estúdio na Espanha no início dos anos 1960 onde produziu as superproduções americanas, das quais a primeira foi “King of Kings” e a última, “Circus World” (entre eles o falhanço comercial de 1964, “The Fall of the Roman Empire”). O filme foi rodado pelo processo “Super Technirama 70”, de Setembro de 1963 a Fevereiro de 1964, e lançado em Cinerama nos cinemas onde isso era possível. Em Macau não foi possível por isso foi em Tecnicolor. A canção “Circus World” de Dimitri Tiomkin (música) e Ned Washington (letra) ganhou o “Globo de Ouro” para melhor canção

 (1) https://en.wikipedia.org/wiki/Circus_World_(film)

Trailers: https://www.youtube.com/watch?v=bJHUHa_AUbo https://www.youtube.com/watch?v=CxoB4mPEJLY

Livro de Jack M. Braga (1) (2) “Primórdios da Imprensa em Macau”, trabalho publicado em português, anteriormente em quatro números sucessivos no “Boletim Eclesiástico da Diocese de Macau”, iniciados em Dezembro de 1964 e em 1965 (3). O trabalho original em inglês foi publicado em 1963 pelo Centro de Estudos Ultramarinos (4).

(1) BRAGA, Jack M. – Primórdios da Imprensa em Macau. Edição do Boletim Eclesiástico da Diocese de Macau, 1965, 120 p., 26,3 cm x 19 cm x 0,7 cm.

(2) Sobre Jack M. Braga ver anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jack-m-braga-jose-maria-braga/

(3) Boletim Eclesiástico da Diocese de Macau. – Ano e vol. LXII, n.º 726 Dezembro (1964), p. 967-998. Boletim Eclesiástico da Diocese de Macau. – Ano e vol. LXIII, n.º 727 (1965), p. 50-83. Boletim Eclesiástico da Diocese de Macau. – Ano e vol. LXIII, n.º 728 (1965), p. 166-195. Boletim Eclesiástico da Diocese de Macau. – Ano e vol. LXIII, n.º 729 (1965), p. 251-270

Página de rosto do livro xilogravado do Padre Miguel Ruggiere, S. J., impresso em Macau em 1585. Foi o primeiro livro impresso em Macau. (Arquivos da Companhia de Jesus em Roma; reproduzido de “Primórdios da Imprensa em Macau”, de Jack M. Braga, edição do Boletim Eclesiástico da Diocese de Macau-1965)

(4) BRAGA, J. M. – The beginnings of printing at Macao. Centro de Estudos Ultramarinos (Portugal). (Separata de STVDIA — Revista Semestral— N.º 12-Julho 1963), Lisboa, 109 p.

Este original, em inglês, contém um Anexo IV que não consta na versão portuguesa. Este Anexo IV contém cópias de duas cartas, a primeira endereçada por Miguel de Arriaga Brum da Silveira de Macau em 29 de Dezembro de 1818 à Sua Majestade e a resposta assinada por José Joaquim da Silva Freitas, Conde dos Arcos, Secretário de Estado, do Palácio de Rio de Janeiro em 1 de Outubro de 1819, com aprovação do pedido dos Padres do Colégio de S. José em utilizar o uso de máquinas impressoras de papéis e livros necessários para a missão evangelizadora.

Encontra-se disponível para leitura em: http://library.um.edu.mo/ebooks/b31042132.pdf. https://nla.gov.au/nla.obj-239503782/view?partId=nla.obj-239616841#page/n4/mode/1u        

Encontrei este papel (19,7 cm vertical x 17.1 cm horizontal) da Mocidade Portuguesa de Macau, de 1965/66, com as posições para sinalização do alfabeto homográfico, utilizado na preparação para a graduação de chefe de quinas (exame prático no átrio do Colégio de S. José.

O alfabeto homográfico, (1) usado inicialmente nas comunicações militares é baseado na movimentação de um par de bandeiras por um sinaleiro seguras com os braços esticados, transmitindo assim códigos de letras e números por bandeiras.

Note-se os 5 sinais inferiores de: sentido, posição normal, atenção (o sinal de erro era comunicado pelo agitar de ambas as bandeiras), entendido e fim de palavra.

(1) Alfabeto homográfico – alfabeto usado em transmissões militares, cujos sinais são obtidos por um semáforo mecânico ou por uma pessoa que empunha duas pequenas bandeiras. https://www.infopedia.pt/dicionarios/linguaportuguesa/homogr%C3%A1fico

Extraído de «GAZETA DE MACAO», Vol. I, n.º 21 de 13 de Junho de 1839, p. 82

O Padre Teixeira em “Os Macaenses” (1965, p. 61) cita a Chapa do Mandarim de 1690, referindo-a aos  “Arquivos de Macau” (Fevereiro de 1964, pp. 39-40)

“ A 3 de Junho de 1690, o Procurador expôs que o mandarim Heung-Shan remetera uma chapa dos mandarins de Cantão, ordenando que «os Cabeças da Rua dessem pr lista todos os Chinas assistentes nesta cidade em Challes, Boticas, e Gudoens dos Moradores, e q´ de cada dez pessoas nomeasse hum, q´ fosse cabeça, p.ª dar  conta dos mais todas as vezes q´ lhe pedissem e q´ se dessemos nomes de todos os nossos moradores, q´ em seus Gudoens recolhem Chinas, p.ª darem conta deles». Os oficiais do Senado, para evitar questões, resolveram que se dessem as listas dos chinas das lojas e que os portugueses expulsassem de suas casas aqueles que lá viviam»

Arquivos de Macau, 3.ª Série – Vol.I n.º 1 – Fevereiro de 1964, pp. 39-40

A Shot in the Dark”, filme britânico/americano de 1964, comédia em “Color by de Luxe” e filmado em Panavision, dirigido, produzido e com argumento (baseado numa peça teatral) de Blake Edwards, 2º filme da série “ The Pink Panther” – A Pantera cor de rosa” (1) com o actor Peter Sellers no papel do “famoso e desastrado” inspector francês Jacques Clouseau. Com os actores Elke Sommer e George Sanders.
Neste filme aparecem pela primeira vez duas personagens que irão também, marcar os outros filmes da série: Herbert Lom no papel do comissário Dreyfus e Burt Kwouk no papel de Cato, o criado do inspector.
(1) O 1.º filme desta série foi “The Pink Panther”, de 1963. Foram 12 filmes com esta personagem. O filme “A Shot in the Dark” é considerado pela crítica, o melhor de todos eles.
Trailers do filme:
https://www.youtube.com/watch?v=v8K1e2hxqs4
https://www.dailymotion.com/video/x1vtzyt