Archives for posts with tag: 1963

‘It Happened At The World’s Fair’

Um filme de comédia romântica da MGM  rodado em Seattle, Washington, onde se realizou a Feira Mundial, de 1963. Dirigido por Norman Taurog e protagonizado por Elvis Presley., Joan O’Brian, Gary Lockwood e  Vicky Tiu.
ELVIS – 6.ª Album com músicas dos seus filmes, este do filme “It Happened at the World’s Fair” (10 músicas), da editora RCA Victor , em mono e “stereo”, gravado em 1962
Trailers em
https://www.youtube.com/watch?v=W1ojY5XLxnE
https://www.youtube.com/watch?v=KbAM3KVWmJg
https://www.dailymotion.com/video/x5l5xcl
https://www.dailymotion.com/video/x5l5x51
PRÓXIMA MUDANÇA
“Barabbas”  é um filme italiano (rodado na Cinecittà), de 1961, falado em inglês do gênero drama épico-bíblico, dirigido por Richard Fleischer e protagonizado por Anthony Quinn, Silvana Mangano, Jack Palance e Ernest Borgnine. Produção  Dino de Laurentis. Baseado no romance de Pär Lagerkvist, foi a segunda versão cinematográfica do livro, anteriormente filmado em 1953, na Suécia.
Trailers em:
https://www.youtube.com/watch?v=LYTzwBwGvdU
https://www.youtube.com/watch?v=N4Yw2W4McJs
https://www.youtube.com/watch?v=0UXc388qGCw
https://www.youtube.com/watch?v=wWgtY40JrYs

A propósito da comemoração da inauguração do Casino Hotel Lisboa, fez ontem ( dia 3 de Fevereiro) 48 anos, publico mais  dois “slides” digitalizados da colecção  “MACAU COLOR SLIDES  – KODAK EASTMAN COLOR)”comprados já no final da década de 60 ou princípio de 70 (século XX), se não me engano , na Foto PRINCESA (1).
O primeiro “slide” é referente ao então novo coqueluche CASINO HOTEL LISBOA, a primeira grande unidade hoteleira dos tempos modernos em Macau.
Construção iniciada em 1964 (1.ª fase do Hotel Lisboa), abre ao público em 1970 (mantendo contudo ao longo dos anos sempre em obras de ampliação e remodelação de espaços) com hotel, casino, vários restaurantes europeus e orientais, clubes nocturnos, lojas, piscinas e outras facilidades. (2) Propriedade da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (S.T.D.M.), inauguração do Hotel Casino Lisboa foi a 3 de Fevereiro de 1970 e o Casino Lisboa situado na cave do edifício foi inaugurado em Junho de 1970. (3)
O 2.º “slide “  é do casino “MACAU PALACE CASINO” (1 e 2.º andar) e Restaurante “MACAU PALACE” (“rés do chão”) mais conhecidos como o Casino/Restaurante Flutuante, que começaram a funcionar no ano de 1962, no Porto Interior, num “junco adaptado”, atracado à Ponte Cais n.º 12/B. Foi o 1.º casino da era “STDM”, embora o considerado 1.º casino “terrestre” – o novo Hotel Estoril (3) – tivesse sido só inaugurado a 15 de Novembro de 1963 (4)
(1) Ver anteriores slides desta colecção em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/artes/
(2) “06-02-1970 – Grande inauguração dos pisos 7.º e 8.º do novo Hotel Casino Lisboa ; é também aberto ao público o restaurante português «Portas do Sol», e um centro de «bowling». O grande mural com caravelas, patente no átrio da entrada do Hotel Lisboa, é da autoria do artista mexicano, residente em Hong Kong, Francisco Barbosa.” (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia, Volume 5, 1998)
(3) “Junho de 1970 – Inaugurado, no novo Hotel Casino Lisboa, o casino Lisboa, situado na cave do edifício. Ao mesmo tempo é encerrado o casino da Rua Cinco de Outubro (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia, Volume 5, 1998)
Ver mais informações em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-lisboa/
(4) Mais informações em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/casino-flutuante-macau-palace/

No dia 16 de Dezembro de 1976, o Governador de Macau (José Garcia Leandro) e representantes da concessionária da «Macau (Yat Yuen) Canidrome Co. Ltd.» (澳門逸園賽狗股份有限公司) assinaram no Palácio da Praia Grande, em Macau a escritura da alteração de algumas cláusulas do contrato da exploração de corridas de galgos.
De acordo com as alterações previstas no contrato firmado em 1964 e posteriormente alterado em 1973, a concessão terminava em 31-12-1987. Conforme já estava estabelecido, durante este período da concessão, para além de outras disposições, a sociedade obrigava-se a pagar até ao final do presente contrato a renda anual de um milhão e 500 mil patacas. A partir de 1-1-1978 até 31-12-1987, a renda anual terá um adicional de duzentas e cinquenta mil patacas. A partir de 1-1-1983 até 31-12-1987, a renda anual passaria a ter um adicional de 500 mil patacas.
Ainda de acordo com o documento assinado, a «Macau (Yat Yuen) Canidrome Co. Ltd» obrigava-se a realizar, em cada ano de exploração, o mínimo de 125 sessões e de dez corridas por cada sessão, considerando-se uma sessão equivalente a um dia de corridas.. No contrato anterior a concessionária comprometia-se a realizar anualmente o mínimo de 100 sessões. (1)
NOTA: As corridas de cães iniciaram-se em 1932 mas foram suspensas em 1936. Após várias tentativas para o seu reinício, só após aprovação dos estatutos do denominado “Canídromo Clube de Macau» em 16-03-1963 (Boletim Oficial n.º 11), voltaram as ocorridas de galgos em 28 de Setembro de 1963 (sob o contrato de Agosto de 1961 com a empresa «Kun Pha») ( SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 5, 1998)
O contrato que está em vigor será o último pois foi decisão do Governo da RAEM acabar com as corridas de galgos em Macau tendo estendido a concessão da licença somente até Julho de 2018.
Ordem Executiva n.º 76/2016, Delega poderes no Secretário para a Economia e Finanças, como outorgante, na escritura pública de prorrogação do prazo até 20 de Julho de 2018 e alteração do contrato de concessão celebrado entre a Região Administrativa Especial de Macau e a Companhia de Corridas de Galgos Macau (Yat Yuen), S.A., para a exploração, em regime de exclusivo, das corridas de galgos.
(1) Extraído de «MACAU B. I. T», Vol. XI, 9-10, 1976.
Anteriores referências ao Canídromo
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/canidromo/

Rua do Auto Novo (Teatro Chinês)

Extraído do “Anuário de Macau 1921”.
A foto vem legendada com indicação de Rua do Auto Novo (Teatro Chinês)
Trata-se no entanto da Travessa do Auto Novo.
Começa entre as Ruas da Caldeira e da Felicidade e termina na Travessa das Virtudes. Foi-lhe dado este nome por se representarem ali os autos chinas. Em chinês cama-se Cheng Peng Hong ou Ch´eng Sán Kai ou Ch´eng P´eng Chek Kai; tem este nome por lá existir o Cineteatro Cheng Peng que é o prédio n.º 23 dessa Travessa, construído um pouco antes de 1907. (1)
O Padre Teixeira, parece não ter razão quanto à data de início (“um pouco antes de 1907”) pois há indicações do Teatro/Auto China ter iniciado em 1875, construído por Vong Lok, um destacado comerciante de Macau (um dos fundadores do Hospital Kiang Wu) (2) e ainda uma outra referência a este teatro, de 1872, aquando da visita do Príncipe Alexis a Macau (3) pois embora não venha mencionado o nome do teatro, a menção do empresário “Eloc” muito possivelmente será o mesmo do apelido “Lok”
O Cine-Teatro Cheng Peng, no início, a maior parte dos espectáculos eram sessões de ópera chinesa (cantonense e de Beijing) mas a partir da década de 20 do século XX, com a popularidade do cinema, passava já filmes (4) predominantemente filmes chineses embora continuasse a apresentar ópera chinesa e outros tipos de espectáculos: circenses, musicais como por exemplo a do artista Xavier Cugat em 1953 (5), o “Trio Odemira” na década de 60, os chamados “pop concert” com artistas e agrupamentos de Hong Kong na década de 60s, etc. Recordo neste cine-teatro, os dois festivais de música de 1963 e 1964, concurso para eleger o melhor conjunto “ié ié” de Macau. Renovado em 1970 voltou a passar filmes (mais chineses) mas reposições e os chamados filmes “B”. Fechou no dia 21 de Agosto de 1992 quando o sistema de ar condicionado se avariou.
Foi o Cineteatro que mais tempo esteve em actividade em Macau 1875 a 1992 (117 anos).
(1) TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau Volume 1,1997, p. 493
(2) https://macaostreets.iacm.gov.mo/p/route/detail.aspx?gid=4&id=0bc7aeda-ee3d-47b8-95f7-493cdc1fc971
Anteriores referências a este Cine Teatro
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/cine-teatro-oriental/
(3) “29-09-1872 – No domingo, dia 29 de Setembro, após o almoço, a que assistiram também vários funcionários, o Príncipe Alexis visitou o Leal Senado e a Gruta de Camões. De tarde recebeu cumprimentos dos funcionários e, à noite, novo jantar de gala, após o qual assistiu num teatro a um auto-china. Não se esqueceu de galardoar o empresário do teatro, chamado Eloc, com um alfinete cravejado dum pérola e brilhantes…. “ (TEIXEIRA, Padre Manuel – Residência dos Governadores do Macau, p. 13)
(4) Em 1925, projectou-se neste teatro o célebre filme de Lilian Gish “The White Sister” –  filme mudo americano (drama; filmado em Itália) de 1923 com Lillian Gish e Ronald Colman, dirigido por Henry King para a “Metro Pictures”.
https://www.youtube.com/watch?v=0Hh3ZcAEHPY
(5) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/11/29/noticia-de-29-de-novembro-de-1953-xavier-cugat-em-macau/

Hoje comemora-se o centésimo aniversário do nascimento do Padre Salesiano César Brianza, (1) professor de Música e de Religião e Moral no Colégio D. Bosco. (2) Formado pelo Conservatório Nacional de Lisboa, fundou em 1959 o coral dos “Pequenos Cantadores do Colégio D. Bosco” (3) dirigindo-o durante 16 anos.
Em 1962, juntamente com o Padre Áureo Castro, fundou a “Academia de Música de São Pio X”. O Padre César Brianza também foi orientador artístico da Banda da Polícia de Segurança Pública entre 1966 e 1980.
Em sua homenagem recupero um artigo (não assinado) publicado na Revista “Macau – Boletim de Informação e Turismo, (4) acerca da viagem do Coro «Os Pequenos Cantores» às Filipinas, nos últimos dias do mês de Janeiro e primeiros dias de Fevereiro   de 1976.
Nas Filipinas repetiram os mesmos êxitos. Se bem que com menos demora por estas terras intimamente ligadas à história deste nosso território, as suas qualidades artísticas e particularmente a sua preparação como conjunto coral foram motivos de estranheza admirativa da numerosa assistência que as descobriu nos concertos a que teve oportunidade de assistir. E os aplausos com que sublinhavam o seu entusiasmo e a sua admiração, traduziam o testemunho duma autêntica consagração dos nossos jovens intérpretes duma arte que vence os limites de todas as fronteiras nacionais… (…) que nos pode representar em qualquer parte do mundo…(…)

Os «Pequenos Cantores» na execução dum concerto nas Filipinas

Claro que um bom escultor consegue transformar uma pedra tosca, bruta, dura e informe numa obra prima capaz a de desafiar os séculos e os mais desencontrados gostos humanos. E o padre Brianza, maestro do conjunto, da matéria impreparada que lhe colocaram entre mãos, teve a habilidade de a converter em vozes harmoniosas que arrebatam, com todo o seu poder de emoção, uma assistência inteira… (…)
E as nossas autoridades diplomáticas que, com compreensiva modéstia, se haviam referido ao Grupo, porque não o conheciam, convenceram-se, perante o comprovado nível artístico dos concertos executados, que tínhamos em Macau um conjunto musical de elevada categoria. (…)

Os «Pequenos Cantores» confraternizam com estudantes filipinos, na sua embaixada de arte e amizade.

(1) Foto de «JTM », Uma Vida Ligada à Música, 4 de Abril de 2014
http://jtm.com.mo/local/uma-vida-ligada-a-musica/
(2) “O Padre César Brianza iniciou os seus estudos de piano em Hong Kong sob a égide do conhecido maestro Elisio Gualdi. Partiu depois para Xangai, onde recebeu lições de Kostevich, outro grande maestro, até partir para Lisboa, em 1954, onde tirou o curso de piano no Conservatório Nacional. Dois anos mais tarde partiu para Viena, para um estágio de três meses no Augarten Palaiso, o que lhe permitiu assistir frequentemente aos ensaios do aclamado grupo coral «Viena Boys Choir» “. (1)
(3) “A sua dedicação ao grupo dos Pequenos Cantores em Macau, que fundou em 1959, teve um grande impacto não só nos próprios jovens, como também no território. Conhecido pela sua dedicação, o Padre Brianza conseguiu transmitir aos jovens do Colégio Salesiano Dom Bosco uma confiança na procura de atingir a perfeição, merecendo rasgados elogios em cada actuação. Levar os Pequenos Cantores ao Japão foi um sonho tornado realidade para o padre, mas não se ficou por aqui, havendo outras digressões às Filipinas, Portugal, Singapura e Malásia.” (1)
(4) Macau B. I. T. XI-1-2,1976
Anteriores referências a este sacerdote e à deslocação dos «Pequenos Cantores» ao Japão em:
https://www.google.pt/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-#q=nenotavaiconta+C%C3%A9sar+Brianza&*

15 de Novembro de 1966 – hoje precisamente, já lá vão 50 anos – data dos incidentes na ilha da Taipa. (1)
Uma questão com a construção da escola geral do bairro (Fong Chong) da ilha da Taipa serviu de pretexto para os tumultos que tiveram lugar em Macau no chamado incidentes de “ um, dois, três” (o ponto critico foi a 3 de Dezembro), as primeiras manifestações maoístas da revolução cultural em Macau.
luta-contra-as-atrocidades-sanguinarias-taipa-iNesse dia, as autoridades camarárias da Ilha da Taipa (2) decidiram intervir, embargando as obras de construção de uma nova escola (da associação profissional de filiação comunista) que já tinha projecto aprovado mas ainda sem a devida licença para início das obras. A intransigência por parte das autoridades levou à reacção dos trabalhadores, manifestando o seu protesto.
luta-contra-as-atrocidades-sanguinarias-taipa-iiA intervenção policial levou à violência física e assim duma manifestação local, foi o pretexto para a escalada da contestação e as manifestações de rua em Macau por parte dos membros da Associações chinesas pró-comunistas (maoístas afectos a Mao Zedong -毛澤東 – Mao Tsé-Tung, os chamados “guardas vermelhos” da revolução cultural) no dia 30 de Novembro, (3) culminando nos princípios de Dezembro com os incidentes mais violentos.
luta-contra-as-atrocidades-sanguinarias-taipa-iiiVários factores terão contribuídos para esses incidentes: o período conturbado da China com o conflito político entre as cúpulas dos dirigentes, a ascenção do movimento composto por estudantes e outros jovens na Revolução Cultural (1966-1968) com um forte pendor nacionalista (anti-ocidental) que atraiu também a juventude e cidadãos de Macau;  o período entre a nomeação e a chegada do novo governador, brigadeiro José Nobre de Carvalho (4), a intransigência e a falta de tacto diplomático político/cultural/socioeconómico muito específico neste território com os representantes e associações tradicionais locais por parte da administração provisória que estava nas mãos de militares (5) (encarregado do governo, chefe das forças militares e do comando da P. S. P. e presidência do Leal Senado) –  tudo contribuiu para um rastilho rápido da violência.
incidentes-123-gary-ka-wai-cheungDo livro de Gary Ka-wai Cheung – Hong Kong ´s Watershed, The 1967 Riots (6)
(1) “15-11-1966 – Devido ao embargo das obras para a construção de uma escola patriótica, isto é, comunista, na ilha da Taipa, regista-se uma violenta confrontação entre a Polícia de Segurança Pública de Macau e manifestantes chinese em que, alegadamente são feridas 40 pessoas e detidas 64 (Boletim Oficial n.º 49 e 51 de 1966)
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 5, 1998
(2) Era Administrador das Ilhas Rui Tomás de Aquino da Graça Andrade nomeado em 5 de Junho de 1966 e substituído em 21 de Novembro desse ano.
(3) “30-11-1966 – Na manhã deste dia e nos dias seguintes um grupo de alunos da escola «Hou Kóng», perto do colégio D. Bosco, desfilaram com os seus professores até ao Palácio do Governo; chegados ali, reuniram-se a lerem voz alta os pensamentos do «Livro Vermelho» de Mao Zedong. A sua actuação continuará.
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 5, 1998
(4) O coronel António Adriano Faria Lopes dos Santos governou Macau de 17-04-1962 a 22-10-1966.
jose-nobre-de-carvalhoO brigadeiro José Manuel de Sousa e Faro Nobre de Carvalho foi nomeado a 22 de Outubro de 1966 e chegou a Macau a 25 de Novembro de 1966 e ficará até 8-11-1974.
carlos-da-mota-cerveira(5) Encarregado do governo, comandante Militar (desde 28-08-1963) e Presidente do Leal Senado (de 11-05-1965 a 17-12-1966 substituído entre 26-07-1966 a 22-11-1966 por José dos Santos Maneiras enquanto foi encarregado do Governo) – Coronel Carlos Armando da Mota Cerveira.
octavio-galvao-de-figueiredoComandante da Polícia de Segurança Pública – tenente-coronel de infantaria Octávio de Carvalho Galvão de Figueiredo. de 16-01-1963 a 11-01-1967. O anterior Comandante da P.S.P. era o tenente-coronel (na altura) Mota Cerveira de 17-01-1963 a 14-10-1963.
http://www.fsm.gov.mo/psp/por/psp_org_9.html
(6) Disponível na net:
https://books.google.co.uk/books?id=0uStp3CUaqUC&lpg=PA16&dq=
As fotografias foram extraídas do opúsculo panfletário “Luta Contra As Atrocidades Sanguinárias Do Imperalismo Português Em Macau”, editado pelo diário “澳門日報  (7) Macau Daily News / Ao Men Ribao, em Setembro de 1967.
(7) 澳門日報 mandarim pīnyīn: ào mén rì bào; cantonense jyutping: ou3 mun4 jat6 bou

Aproveitando esta notícia datada de 6 de Agosto de 1970, presto a minha homenagem a este pintor macaense, Herculano Estorninho (1)
“06-08-1970 – Regressa de Timor Herculano Estorninho” (2)
Herculano Estorninho em 1968 seguiu para Timor a fim de dirigir a Sociedade de Turismo e Diversões de Timor e regressa em 1970. Durante a sua permanência em Timor pintou muito da paisagem, usos e costumes dessa terra.

Herculano Estorninho - Aspectos da sua vida e obra CAPACAPA do livro “Herculano Estorninho, Aspectos da sua vida e obra” (1)

(1) Herculano Hugo Gonçalves Estorninho nasceu em Macau, na freguesia da Sé, em 1 de Abril de 1921. Era o nono filho de José Gonçalves Estorninho (natural de Lagoa, Portugal) e de Palmira Maria Augusto Estorninho (natural de Macau).
Frequentou o Seminário S. José e mais tarde o Liceu Nacional Infante D. Henrique, onde foi aluno dos mestres que lhe deram os primeiros ensinamentos de desenho e composição, Fernando Lara Reis, Bordalo Borges e António de Santa Clara. Começou a pintar aguarelas em companhia de Luís Demée.(3). Prosseguiu os seus estudos com Brigite Reinhart, no então Colégio de Belas-Artes de Macau e depois em Belas-Artes Aplicadas com Frederic Joss, no Instituto de Arte Aplicada de Viena de Áustria.
Em 1962 com um grupo de artistas de Macau fundou o “Grupo Arco-Iris”.
Trabalhou durante 17 anos como observador meteorológico antes de ir para Timor e no regresso trabalha para a administração do Hotel Lisboa e em 1976 no Hotel Sintra até 1993. Faleceu a 30 de Abril de 1994.
A obra de Herculano Estorninho encontra-se na Europa, Ásia, América, África e Austrália nomeadamente em Portugal,  França, Itália Suécia, Áustria, Macau Hong Kong, China, Japão, Estados Unidos, Brasil, Angola e Moçambique. Em Portugal há trabalhos do pintor no Palácio de Belém, Palácio de S. Bento, Casa de Macau e Colecções Particulares (4)

Herculano Estorninho - Museu Luís de Camões 1963Herculano Estorninho  – Museu Luís de Camões (hoje, Casa Garden)
Aguarela sobre papel, 1963
Museu de Arte de Macau

“Nos óleos pintados em Macau também o espatulado ou a pincelada são vibrantes de cor fazendo lembrar um seu contemporâneo, Fausto Sampaio, embora muito mais velho, cuja pintura se apresenta com características semelhantes às do Estorninho. Em ambos, as texturas variadas conseguidas através de espessos empastamentos, a pincelada esperta na composição sólida, transmitem toda a emoção e a interpretação perceptivo – instintiva do lugar. Os contornos não são importantes e apagam-se para dar lugar à vibração e cintilação do movimento”.. (…)
Quanto à aguarela, a própria natureza do género conduziu-o a uma grande liberdade de expressão onde a rebeldia ” fauve” ficou presente, transmitindo a exaltação do pintor perante o assunto a tratar. O depuramento do tema e funcionalidade da cor, que passou a actuar como tradução da poesia contida no olhar, é sentida em muitas das suas aguarelas.”
Maria Margarida L. G. Marques Matias, na “Introdução” da exposição de 71 quadros de Herculano Estorninho em Dezembro de 1995, no Clube Militar (4)
(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 5, 1998
(3) Ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/luis-demee/

Herculano Estorninho - Junco1963Herculano Estorninho – Junco
Aguarela em papel (1963)
http://www.macauart.net/News/ContentE.asp?region=L&id=162038

(4) Dados biográficos recolhidos do livro: ” Herculano Estorninho, aspectos da sua vida e obra. Exposição realizada na Sala do Comendador Ho Yin do Clube MIlitar, 21 de Dezembro de 1995. Edição da Fundação Macau, ISBN 972-8147-55-4
Anteriores referências:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/herculano-estorninho/