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Extraído de «BGU» XXXVII, 432-433, 1961.

O Dr. Virgílio Armando Martins Janeira (1) embaixador de Portugal no Japão de 1964 a 1971, proferiu no salão nobre do Leal Senado uma conferência no dia 21 de Abril de 1965 subordinada ao tema:«Um intérprete português do Japão – Venceslau de Morais». (2)

Esta conferência foi noticiada e publicada no jornal «O Clarim» de 25 de Abril de 1965 e depois reproduzida no Boletim Geral do Ultramar, onde poderá ser lida na íntegra no respectivo site/sítio (3)
https://www.revistaraizes.pt/virgilio-armando-martins-janeira-um-transmontano-do-oriente/

(1) Virgílio Armando Martins, mais conhecido pelo nome literário de Armando Martins Janeiro / Janeira (1914 – 1988) – diplomata, escritor, sociólogo e orientalista. Licenciado em Direito na Universidade de Lisboa ingressou na carreira diplomática em 1939 tendo representado Portugal em vários países como cônsul e embaixador de 1952 a 1979. No Japão, Armando Martins Janeira exerce funções diplomáticas em dois períodos: como Primeiro Secretário de Legação em Tóquio, de 1952 a 1955, e como Embaixador de Portugal em Tóquio, de 1964 a 1971. Toma parte em congressos de orientalistas e fez conferências em universidades de numerosas cidades europeias e asiáticas. Em 1971 foi nomeado embaixador em Roma e em 1977 em Londres, o seu último posto na carreira diplomática.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Armando_Martins_Janeira

Armando Martins Janeira em Kobe, no Japão, em 19 de Dezembro de 1964, dia em que foi descerrado o busto de Wenceslau de Moraes.
http://armandomartinsjaneira.net/wdm/

(2) Publicado posteriormente (1966) em livro:
JANEIRO, Armando Martins – Um Intérprete Português do Japão – Wenceslau de Moraes. Imprensa Nacional, Instituto Luís de Camões, Macau, 1966.
Traduzido para inglês: A Portuguese Interpreter of Japan: Wenceslau de Moraes. Tradução de Kazuo Okamoto, Ken Kyoiku Insatu Co. Ltd., Tokushima, Japão, 1985.
(3) «BGU» XLI – 480, 1965.
Para leitura aconselho ainda um artigo da mulher de Armando Martins Janeiro:
MARTINS, Ingrid Bloser – Portugal e o Japão: Armando Martins Janeira e Wenceslau de Moraes, duas personalidades humanas diferentes
Disponível para leitura em:
http://armandomartinsjaneira.net/downloads/Ingrid_Bloser_Martins-Portugal_e_o_Japao.pdf

Anúncio publicado no jornal «Diário Popular» (Portugal) do dia 20 de Outubro de 1961
Ver anteriores referências desta firma em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/firma-f-rodrigues/

No dia 22 de Janeiro de 1973, assumiu as funções de Comandante Militar do Comando Territorial Independente de Macau, (1) o coronel do C.E.M., Manuel de Mesquita Borges, (2) sucedendo neste cargo ao coronel José Luís de Azevedo Ferreira Machado.
Na parada do Quartel General a continência da Guarda de Honra, tendo passado revista à mesma, após o que a Força Armada de efectivo duma companhia, com Guião e Fanfarra sob o comando do Capitão Duarte Ferreira desfilou perante a tribuna.
A transmissão de poderes realizou-se a seguir na Sala da Bibliotecas do referido estabelecimento militar, com a presença dos oficiais da Guarnição Militar.
O Chefe do Estado Maior, major Rui Ravara, deu as boas vindas ao novo Comandante Militar, a quem desejou as maiores felicidades no exercício do elevado cargo que acabava de lhe ter transmitido, salientando as qualidades dos militares do C. T. I. que muito facilitariam a missão que a partir daquele momento lhe cabia desempenhar.
O coronel Mesquita Borges dirigindo-se aos oficiais agradeceu a sua presença nesta cerimónia, acentuando que era a segunda vez (3) que servia na Guarnição Militar de Macau onde, praticamente começara a sua carreira militar. (4)
(1) Em 17 de Janeiro de 1961, a Guarnição de Macau passou a  chamar-se «Comando Territorial Independente de Macau»
(2) O Tenente-Coronel Manuel de Mesquita Borges (1924-2006) foi nomeado 2.º Comandante Militar em 30 de Setembro de 1971 e em 11 de Janeiro de 1972 é promovido ao posto de coronel, deixando desde esta data de desempenhar as funções do 2.º Comandante. Em 1972, foi nomeado Chefe de Gabinete da fiscalização da construção da ponte Macau-Taipa (depois denominada Ponte do Governador Nobre de Carvalho) Foi exonerado das funções de Comandante Militar em 3 de Junho de 1974.
(3) Em Macau, nos princípios da década de 50. Em 1951, foi feita uma restauração do “Clube Militar” de Macau que ficou a cargo do então Alferes de Engenharia, Manuel de Mesquita Borges. Em 1952 foi promovido a Tenente.
Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/manuel-de-mesquita-borges/
(4) Extraído de «Macau B.I.T.» VIII, 1973

Estreia do “célebre filme brasileiro Prémio da Academia” ,“O ORFEU NEGRO “ no Teatro Apollo no dia 1 de Novembro de 1961.
Talvez o primeiro filme “brasileiro” (1) a ser projectado nos cinemas de Macau, embora a versão falada em português, tivesse legendagem em inglês e chinês.  “Orfeu Negro”, uma co-produção italo-franco-brasileiro de 1959, dirigido por Marcel Camus (adaptação da peça teatral de Vinicius Morais, “Orfeu da Conceição”) foi, na altura, um enorme êxito mundial tendo ganho vários prémios internacionais nomeadamente o “Óscar de melhor filme estrangeiro” e “Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro” em 1960 e a “Palma de Ouro” (França) em 1959.

Exciting! Scored tops in New York” (revista LIFE)

Drama (não musical embora a música desempenhe um papel importante) que retrata uma história que vai buscar inspiração à mitologia grega, mais precisamente ao enredo que envolve Orfeu que se apaixona por Eurídice, uma jovem recém-chegada do interior, despertando ciúmes em Mira (noiva de Orfeu) num cenário de uma favela do Rio de Janeiro, na época do Carnaval, na década de 50.
Música de Tom Jobim e Luis Bonfá (nos créditos) embora Vinicius de Morais e António Maria tivessem suas músicas incluídas no filme.
“PRÓXIMA MUDANÇA”
“PARRISH”, filme de 1961, dirigido por Delmer Davies, estrearia neste mesmo Teatro no dia 17 de Novembro de 1961.
(1) Considerar o filme brasileiro, segundo alguns críticos, seria impróprio pois não é mais do que uma co-produção internacional  para um produto folclórico muito sobrevalorizado na época.
Trailers do filme:
https://www.youtube.com/watch?v=fWIwTOtvbSk
https://www.youtube.com/watch?v=HtjQ1t5FWv8
https://www.youtube.com/watch?v=M6a_mCJNEUQ
https://www.youtube.com/watch?v=c29iDvEmnrg

Esta notícia do «Boletim Geral do Ultramar» terá sido a fonte original (1) para uma posterior reportagem inserida no «Diário da Manhã, “40 anos na vida de uma nação”, 1966 que foi publicada neste blogue em 24 de Agosto de 2017. (2)
(1) Extraído de «BGU»  XXXVII, 436-438.
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/08/24/noticia-de-24-de-agosto-de-1961-d-paulo-tavares-bispo-de-macau/
Anteriores referências a este bispo em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/08/24/noticia-de-24-de-agosto-de-1961-d-paulo-tavares-bispo-de-macau/

Dois anúncios inseridos no jornal “Diário Popular” de 20 de Outubro de 1961, número especial dedicado ao Ultramar Português.
A  SOCIEDADE ORIENTAL DE FOMENTO LDA. com sede em Macau na Rua da Praia Grande n.º 63 tinha duas agências no exterior: em Dili (Timor) na Rua da Praya e em Hong Kong no “Mercantile Bank Building
 A “H. NOLASCO & CIA, LDA” tinha no exterior, agências em Lisboa (João Nolasco Lda. na Praça do Município n. 19-40), em Hong Kong (H. Nolasco & Co. Ltd. no “Ice House Street, n.º 10” e em Dili ( Sth Fl. Lif  Kin Joe, Ltd., Timor).