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Continuação da leitura o número especial dedicado ao ultramar português do “Diário Popular” em 1961 (1), nomeadamente os artigos com referência mais específica a Macau que estão nas páginas 5 a 21 da sessão “Índia, Macau e Timor” (total 4 páginas). As últimas páginas, com o título “ Comércio e Indústria de Macau” menciona as individualidades e as empresas mais marcantes nestas áreas em Macau.

Pagina 14 – CHONG CHI KONG – um jovem que é uma das personalidades mais distintas e notáveis da comunidade chinesa

Página 16 – A Grande Actividade Industrial da “The Macao Electric Lighting Company, Limited (MELCO) ” – uma das mais importantes da cidade.

Página 17 – O Arquimilionário FU TAK IAM – Grande amigo de Portugal e dos Portugueses

Página 18 – Uma Simpática figura de capitalista e benemérito – HO IN, o Presidente da Associação Comercial de Macau e da Associação de Beneficência do Hospital Keang Wu

Página 19 – “Condecorado pelo Governo Português com a Ordem de Benemerência o Comendador KOU HO NENG tem lugar de eleição entre os grandes vultos da comunidade chinesa de Macau”.

Página 20 – “Foi a «Sociedade de Abastecimento de Águas de Macau, Limitada» (SAAM) que resolveu o magno problema de abastecimento à cidade “

Na página 21, – os anúncios de: “Sociedade Oriental de Fomento Ltd”); H. Nolasco & CIA Lda.” (2) e “ Sociedade Oriental de Transportes e Armazéns (S.O.T.A.) ” (3)

Outro anúncio, de “F. Rodrigues (Sucrs) Lda.” está na p. 15. (4).

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/diario-popular/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/h-nolasco-cia-lda/

 (3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/12/20/noticia-de-20-de-dezembro-de-1947-sociedade-oriental-de-transportes-e-armazens-sota/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/10/20/noticia-de-20-de-outubro-de-1961-sociedade-oriental-de-transpor-tes-e-armazens-s-o-t-a/

(4) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/01/29/anuncio-de-f-rodrigues-sucrs-lda-em-1961/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/firma-f-rodrigues/

Continuação da leitura o número especial dedicado ao ultramar português do “Diário Popular” em 1961 (1), (2) nomeadamente nos artigos com referência mais específica a Macau que estão nas páginas 5 a 21 da sessão “Índia, Macau e Timor “ (total 4 páginas).

Páginas 10-11 (IMT): “A assistência pública está a realizar uma obra de largo alcance social e profunda repercussão política dentro do espírito cristão.

Página 12 (IMT): “O Progresso dos C.T.T.  demonstra que a Administração Portuguesa no Extremo-Oriente é inspirada por um superior critério. Um serviço de notável eficiência e uma organização de técnica modelar”.

Página 15 (IMT): “A Polícia de Segurança Pública é uma corporação modelar com alto grau de eficiência técnica.” (continuação do mesmo artigo da página 9)

As dedicadas e importantes funções da Polícia Política

(1) Ver anteriores referências em https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/diario-popular/

(2) http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/RaridadesBibliograficas/DiarioPopularDedicadoaoUltramarPortugues/DiarioPopularDedicadoaoUltramarPortugues_master/DiarioPopular_dedicadoaoUltramar.pdf

Continuação da leitura do número especial do “Diário Popular” dedicado ao Ultramar Português, em 1961 (1)

Os artigos com referência mais específica a Macau estão nas páginas 5 a 21 na sessão “Índia, Macau e Timor” IMT.

Página 5 (IMT): uma pequena coluna sobre o governador Comandante Marques Esparteiro e dois artigos:

– “Uma Província que atesta em terras do extremo oriente”

– “O Comercio e a indústria tem excepcional importância e deles vive a população da cidade”

Na página 6 (IMT):

– “A Santa Casa da Misericórdia tem nobres tradições de intensa obra assistencial”

– “A pesca e a cultura do arroz constituem as principais actividades dos habitantes das ilhas da Taipa e de Coloane”

– “Comércio intenso com os territórios limítrofes”

Na página 7 (IMT):

– Usos e costumes da cidade do Santo Nome de Deus onde se conserva o que a China possui de mais típico

 – Macau terra de sonho

Nas páginas 8/9 (IMT)

– “A Polícia de Segurança Pública admiravelmente organizada vela pela população e desempenha um importante papel no equilíbrio político e no bem-estar da província”

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/10/20/noticia-de-20-de-outubro-de-1961-diario-popular-dedicado-ao-ultramar-portugues-i/

Em 1961, o “Diário Popular” (1) do dia 20 de Outubro, dedicou um número especial ao Ultramar Português, com artigos, fotos e anúncios distribuídos pelas secções: fundação, generalidades, mapas, Cabo Verde e Guiné, São Tomé, Angola, Moçambique, e Índia, Macau e Timor. pp. 5-21.

Com referências a Macau, apresenta na página 5, nas “GENERALIDADES”, um artigo de Salazar Carreira “O majestoso Estádio do Jamor”, onde está inserida uma foto dos “pingueponguistas macaenses – Augusto Gonçalves e Raul Rosa Duque, que derrotaram recentemente o campeão do Vietnam Mai Van Hon”

Na página 10, na “FUNDAÇÃO” um artigo “Portugueses no Oriente; Afonso de Albuquerque em Goa” de Visconde de Lagoa, onde está inserido uma foto das “Ruínas da igreja dos jesuítas, em Macau”

Nas páginas dos MAPAS (pp. 10 e 11), está o mapa de Macau da Junta das Investigações Coloniais de 1952.

,

(1) O “Diário Popular” foi um jornal diário, lisboeta e vespertino, de grande tiragem em Portugal. Publicou-se entre 22 de Setembro de 1942 e 28 de Setembro de 1990. http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/RaridadesBibliograficas/DiarioPopularDedicadoaoUltramarPortugues/DiarioPopularDedicadoaoUltramarPortugues_master/DiarioPopular_dedicadoaoUltramar.pdf

Ver anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/diario-popular/

Uma notícia publicada no «Diário Popular» de 1961, (1) publicitando a “Sociedade Oriental de Transportes e Armazéns” (S. O. T. A.)
Com duas fotos, a primeira, dos “Quatro dos mais importantes e activos sócios desta empresa, Hó In, Roberto Perez Lasala, Herman Machado Monteiro e Chong Chi Kong”
e a segunda, da inauguração do navio a motor «São Gabriel» (já publicada em anterior postagem desta Sociedade (2)
(1) «Diário Popular» de 20 de Outubro de 1961, p. 21, número dedicado ao Ultramar Português
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/12/20/noticia-de-20-de-dezembro-de-1947-sociedade-oriental-de-transportes-e-armazens-sota/

Oa amplos portões em arco,, entrada para o «Canídromo Clube de Macau / Macau Canídrome Club»

Mais um “slide” digitalizado da colecção “MACAU COLOR SLIDES – KODAK EASTMAN COLOR” comprados na década de 70 (século XX), se não me engano, na Foto PRINCESA. (1)
Em 1940, o Governo de Macau transforma o espaço do canídromo que foi construído pela «Associação de Cães de Macau» para realizar corridas de “cães” (de 28-09-1932 até 1936, quando foram suspensas), no terreno depois chamado «Campo Desportivo 28 de Maio». Em 28-09-1963 nesse mesmo campo desportivo, teve (re) início das corridas de galgos na sequência da concessão efectuada em Agosto de 1961 à empresa «The Kun Pha».
Depois disso, o projecto sofreu alterações até 16-03-1963 quando foram aprovados os Estatutos doa Associação Desportiva e Recreativa «Canídromo Clube de Macau» (“Macau Canidrome Club»” – 逸園賽狗場) (2) (3)  (Portaria n.º 7213 – B.O. n.º 11)

A Companhia “The Macau (Yat Yuen) Canidrome Club “ que foi responsável pelo Canídromo de Macau (a única pista de corridas de galgos na Ásia) fechou a 21 de Julho de 2018.

Fotografia de 2008
https://en.wikipedia.org/wiki/Canidrome_(Macau)

(1) https://www.google.com/search?sxsrf=ACYBGNSn7Rmv6jkuR-8RXyab3nyp4y78NQ:1567866434430&q=nenotavaiconta+slides+coloridos+de+Macau
(2) 逸園賽狗場 – mandarim pīnyīn: yì yuán sài gǒu  cháng; cantonense jyutping: jat6 jyun4 coi3 gau2 coeng4
(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1997.

Em consequência das circunstâncias que nessa altura afligiam a China, numerosos mendigos e vadios procedentes das diversas partes da China vieram a Macau. Para os albergar (todos os indivíduos maiores de 16 anos, sem meios de subsistência, que não tenham modo de vida ou residência na província e se entreguem à prática de mendicidade ou à vadiagem nas vias e lugares públicos) foi criado um centro de apoio e abrigo de mendigos e vadios, a título experimental e provisório na Ilha da Taipa, onde lhes foram fornecidos agasalho, alimentação, assistência médica e possibilidades de trabalho (1)

Abrigo de mendigos e vadios na Vila da Taipa
Os três barracões do referido abrigo

A Portaria na.º 4:998 de 8 de Setembro de 1951 foi substituída em 20 de Fevereiro de 1954, pela Portaria n.º 5:529  (B. O. n.º 8) (2)
Este mesmo «Abrigo de Mendigos e Vadios» passa a ser, em 20 de Maio de 1961, o «Centro de Recuperação Social» sob a responsabilidade do Corpo de Policia de Segurança Pública de Macau (Boletim Oficial n.º 20) (3)
(1) Extraído de «Mosaico», III-14 de Outubro de 1951.
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/02/20/noticia-de-20-de-fevereiro-de-1954-abrigo-de-mendigos-e-vadios-ilha-da-taipa/
(3)  https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/centro-de-recuperacao-social-da-taipa/

Em 12 de Agosto de 1961, no Boletim Oficial n.º 32, foi publicada a Portaria n.º 18 626 do Ministério do Ultramar, de 27 de Julho de 1961 em que determinava:

1.º A manutenção da tradicional representação heráldica da cidade de Macau: o escudo de armas de Portugal sobrepujado da antiga coroa real aberta e amparado por dois anjos de joelhos, vestidos de prata e realçados de ouro, nimbados de uma cruz de Cristo, de vermelho – o da dextra, e de uma esfera armilar, de ouro – o da sinistra -; listel branco tendo inscritos em caracteres negros nos dizeres «Cidade do Nome de Deus de Macau não há outra mais leal».

2.º A bandeira da cidade é de azul com cordões e bordas de prata e azul; lança e haste douradas.

3.º O selo municipal deve conter, dentro de listel as palavras «Cidade de Nome de Deus de Macau – Leal Senado» os elementos descritos no n.º1 sem os anjos e sem indicações dos esmaltes.

B.O. n.º 32, de 12 de Agosto de 1961, p. 962

Encontrei num alfarrabista esta fotografia colada a um pequeno papelão com a seguinte inscrição

N, R. P. GONÇALVES ZARCO
HONG KONG
20-12-1959

Pelo posicionamento da tripulação e enquadramento da fotografia, lembrei-me de uma outra foto publicada na revista “MacaU” (1) que foi tirada no mesmo barco em Junho de 1963, também na altura estacionada em Hong Kong.

Ao centro (na foto) vemos o comandante, capitão-de-fragata Malheiro do Vale, tendo à sua esquerda o imediato, capitão-tenente Rosa Coutinho, e, à sua direita, o 1.º tenente Cristóvão Moreira, o oficial mais antigo do aviso português na altura. (1)

O N. R. P. Gonçalves Zarco (2) foi o primeiro aviso a entrar em Macau em 1935, e o último navio da Armada Portuguesa que esteve em comissão de soberania em Macau e Timor.
A última missão de nove anos em Macau foi de 14 de Outubro de 1956 (3) a 28 de Março de 1964. A sua partida após ter cumprido a sua gloriosa missão de nove anos consecutivos, no Oriente, teve honras de fogo de artifício (4) e “na véspera, em jeito de despedida, os marinheiros organizaram um cortejo em riquexós, pelas ruas da cidade, cantando e queimando panchões”. (1) A chegada a Lisboa foi a 16 de Maio de 1964, “a aguardar a tripulação no cais estavam apenas os familiares, nada de entidades oficiais, nem mesmo da marinha, tão pouco a imprensa. Restava-lhes a consolação do dever cumprido e o feito de terem conseguido trazer para Portugal aquela relíquia naval, que, com galhardia, desempenhou durante nove anos consecutivos a última missão de soberania de um navio da Armada Portuguesa, nas águas de Macau e Timor“(1)

https://arquivohistorico.marinha.pt/viewer?id=14925&FileID=4116

(1) TOMÉ, EDUARDO – A Última Missão Naval de Soberania no Oriente. MacaU, II série, n.º 58, Fevereiro de 97, pp.6-22.
(2) O aviso «Gonçalves Zarco» (igual ao aviso «Gonçalo Velho») foi uma classe de avisos coloniais de 2ª classe ao serviço de Marinha de Guerra Portuguesa. Os dois navios da classe, foram construídos nos estaleiros Hawthom-Leslie (Inglaterra) em 1933, encomendados ao abrigo do Programa Naval Português da década de 1930. Como avisos coloniais, os navios foram projetados com o objetivo reforçar e manter a capacidade de presença naval nos vários territórios do Império Colonial Português, assegurando aí, a soberania de Portugal.
Os navios da classe foram baptizados com os nomes de dois dos navegadores portugueses envolvidos na descoberta das ilhas do Atlântico: Gonçalo Velho Cabral e João Gonçalves Zarco.
Depois da Segunda Guerra Mundial, em 1946, os navios foram equiparados a fragatas, recebendo o prefixo F nos seus números de amura, pintado no costado.

Aviso de 2ª classe «Gonçalves Zarco» – por volta de 1940

Classe GONÇALO VELHO:
GONÇALO VELHO – F 475 (1933 – 1961) – efectuou quatro comissões de serviço em Macau entre 1937 e 1954
GONÇALVES ZARCO – F 476 (1933 – 1964) – efectuou três comissões de serviço em Macau, em 1935, 1939 e a última de 1955 a 1964, (durante os quais passou 17 meses na Índuia Portuguesa, 20 meses em Timor)
Os avisos foram alvo de grandes modificações durante os anos cinquenta. Em 1959 foram substancialmente modernizados, sendo equipados com armamento e sensores para guerra anti-submarina.
Ambos os navios deixaram de ser empregues como unidades combatentes em 1961. O Gonçalo Velho foi, imediatamente, abatido ao serviço, mas o Gonçalves Zarco foi transformado em navio hidrográfico, alterando a referência da amura para A 5200 e mantendo-se em serviço até 1964, ano em que foi activo (seria então o navio de guerra mais velho em serviço, em todo o mundo).
Apanhou, em Macau, dois violentos tufões, o «Glória», em 1957 e em 1962 quando estava em Hong Kong o «Wanda»

O NRP Gonçalves Zarco em Macau, 1950
http://jcsnavy.weebly.com/marine-naval-and-military-posts/nrp-goncalves-zarco-1950

Aviso de 2ª classe «Gonçalves Zarco»
Deslocamento: 1 784 tons (outras fontes: 1174 tons) (1933); 1 500 tons (1959)
Comprimento: 81,5 m; Boca: 10,8 m; Calado: 3,5 m; Sensores: radar de navegação e ASDIC (1959); Propulsão: 2 turbinas a vapor de 2 000 SHP, servidas por dois eixos permitiam atingir os 16,5 nós, de velocidade máxima.
Armamento: 3 peças de 120 mm e 2 peças de 40 mm (1933); 3 peças de 120 mm, 5 peças de 40 mm, 4 morteiros lança bombas, 2 calhas lança-bombas de profundidade (1959)
Tripulação/Equipagem: 142 homens
Informações e referências de:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Classe_Gon%C3%A7alo_Velho#/media/File:Portuguese_sloop_Gon%C3%A7alves_Zarco_in_the_1940s.jpg
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/goncalves-zarco/
(3) “ 14-10-1956 – Vindo do estado da Índia Portuguesa chegou ontem dia 14 o Aviso de 2.ª classe «Gonçalves Zarco» da nossa Marinha de Guerra.” (MBI IV-77, 1956)
“20-10-1956 – A fim de receber beneficiações, partiu para Hong Kong no passado dia 20 o Aviso «Gonçalves Zarco» do comando do capitão-tenente António Garcia Braga.”  (MBI IV-78, 1956)
Regressaria a Macau no dia 8 de Março de 1957 trazendo a bordo para o Porto Interior o novo governador, Capitão-tenente Pedro Correia de Barros.
“15-07-1963 – Após reparações seguiu para Timor. Chegados a Timor, não havia condições de reabastecer o navio de combustível pelo que a 9 de Setembro deram um pulo atè Darwin. O governador de Timor era Alberty Correia. O Gonçalves Zarco saiu de Timor a 2 de Janeiro de 1964. Chegou a Hong Kong a 12 de janeiro de 1964 – atracou ao cais da Royal Navy onde estiveram 4 dias.
Partida 10 de Março de 1964, para Hong Kong com objectivo de efectuar  uma inspecção geral, rasparem e pintarem o fundo” (1)
(4) “Its departure was heralded with fireworks and a large turnout odf the people of Macau who saw it as the end of an  era.”
GARRETT, Richard J. – The Defences of Macau, Forts, Ships and Weapons over 450 Years!.Hong Kong University Press, 2010.

Formulário oficial de medicamentos e de artigos de penso de 1969, da Província de Macau, aprovado pela Portaria Provincial n.º 9 163, de 23 de Outubro de 1969. Livro impresso na Imprensa Nacional com edição da Repartição Provincial dos Serviços de Saúde e Assistência, 166 p. , 22, 5 cm x 15, 5 cm.