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 A nova «Escola do Santíssimo Rosário / :聖玫瑰學校»  situado na Rua de S. Paulo (1), foi inaugurado no dia 14 de Janeiro de 1973.
O moderno edifício escolar destinado ao ensino infantil e primário, substitui um casarão velho e em ruínas que já não oferecia nenhumas condições de funcionamento. Este edifício tem 18 salas, amplas, bem arejadas e iluminadas. No dia 2 de Janeiro de 1973 começaram a funcionar as aulas já no novo edifício.
Nesse ano lectivo estava matriculados 400 alunos, de ambos os sexos. O seu director era o Padre Elias Marçal Periquito, S.J., há longos anos em Macau.(2)
Presidiu à inauguração o Bispo de Macau, D. Paulo José Tavares, tendo assistido representantes de ordens religiosas, masculinas e femininas que exerciam o apostado em Macau.

Paulo José Tavares, Bispo de Macau, procede à bênção das instalações da nova escola.
Na foto (esq para dir): ????, Pe. Joaquim Guerra, Bispo Paulo Tavares, Pe. Elias Periquito , Pe João Guterres, ????

A Diocese de Macau que exercia (e ainda exerce) um papel muito importante no ensino em Macau particularmente no sector da população chinesa tinha no ano de 1973 cerca de 22 250 alunos sendo 10 925 rapazes e 11 325 raparigas, distribuídos por 37 edifícios escolares, neles funcionando 87 escolas, assim discriminadas: 29 escolas infantis; 35 escola primárias; 17 escolas secundárias-liceais; 1 escola normal; 1 escola de enfermagem (Escola de Enfermagem das Franciscanas Missionárias de Maria desde 1958); 2 escolas profissionais; 1 academia de música e 2 seminário menor. Pertenciam ao quadro de professores 808 elementos leigos.

Um grupo de pequenos que se exibiu no dia da inauguração
Recreio no largo terraço da escola

(1) No princípio de 1954, o Padre Joaquim Guerra, S.J. que foi expulso da China em 1952, fundou o Centro de Nossa Senhora do Rosário. Destinava-se a dispensário e catecumenato. Presidiu à inauguração o Bispo D. João de Deus Ramalho. Era um rés-do-chão dum prédio na Rua de Estalagens n.º 5. Devido a dificuldades económicas, em Setembro deste ano, o dispensário deixou de existir, passando a funcionar ali uma pequena escola para os pobres do bairro. Mas no segundo semestre, os alunos eram já uns cem pelo que em 7 de Outubro de 1954 transferiu-se para o n.º 37 da mesma rua, um prédio de três andares. No ano escolar de 1955/56 contava com 200 alunos e 4 professores. Em Março de 1958, a Escola do Rosário estabeleceu-se definitivamente na Rua de S. Paulo, ocupando três casas contíguas, de igual construção, os n.ºs 39, 41 e 43.

http://www.oclarim.com.mo/en/2016/06/17/escola-do-santissimo-rosario-to-close-in-2017/

Após o ensino de 62 anos, o estabelecimento escolar fechou as portas a 1 de Setembro de 2017, após a conclusão do ano lectivo de 2016/2017. Aquando do fecho possuía educação secundária, primária e um jardim de infância, com 25 professores e um total de 80 alunos (nas décadas de 70 e 80 devido à «onda migratória» chegaram a ter cerca de mil alunos) e a razão  apontada pela Diocese foi a diminuição progressiva do número de alunos. Também terá contribuído para o fecho o alegado uso abusivo, não autorizado pela Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) do método pedagógico “Montesson” (Taiwan) (3)
(3) «Jornal Tribuna de Macau» 10 de Junho de 2016 – Escola do Santíssimo Rosário tem os dias contados
http://jtm.com.mo/local/escola-santissimo-rosario-tem-os-dias-contados/
(2) O Padre Elias Marçal Periquito, S.J., ficou encarregado da Escola desde Março de 1959, porque o anterior, o Padre António Tam ficou encarregado da Escola Estrela do Mar.
Informações e fotos (preto e branco) extraídos de:
TEIXEIRA , Padre Manuel – A Educação em Macau, 1982.
«Macau, B. I. T.» VIII-11/12, 1973.

Em 1987, por altura do 125.º aniversário natalício de Sir Robert Ho-tung (nascido em Hong Kong, no dia 22 de Dezembro de 1862) resolveu o Instituto Cultural de Macau através da Biblioteca Nacional de Macau e a Biblioteca Sir Robert Ho-tung, homenagear esse notável filantropo e amigo de Macau, com uma exposição Bibliográfica nas instalações da Biblioteca (1) com o seu nome.
Da Exposição Bibliográfica destacavam-se obras que abordam a História da China, Literatura Chinesa e dos contactos entre Portugal e a China.

CAPA

Apresento o catálogo da Exposição bibliográfica que foi inaugurada em 7 de Dezembro de 1987, editado pelo Instituto Cultural de Macau, com composição e impressão da Imprensa Oficial de Macau, em 1987. A Capa é da autoria do artista Mio Pang Fei.

PÁGINA DE ROSTO

Explicação da capa e do desenho da página de rosto:
A imprensa e tipos móveis foi inventada por Bi Sheng no período Qingli (1041-1048) do reinado do imperador Renzong da dinastia Song do Norte. O desenho reflecte o processo de tipografia quando compunham «Obras Preciosas» no Salão Wuying do Palácio Imperial no 40.º ano do reinado do imperador Qianlong (1775). (2)

CONTRA-CAPA

(1) Esta biblioteca está instalada no antigo palacete de Sir Robert Ho-Tung que, por testamento de 4 de Julho de 1955, foi legado ao Governo de Macau, com o objectvo  de vir a ser convertido numa Biblioteca pública chinesa. Para a compra dos livros, Sir Robert legou a importância de $ 25.000,00 dólares em moeda de Hong Kong, conforme consta da Portaria n.º 5:984 de 6 de Abril de 1957. A Biblioteca viria a ser aberta ao público no dia 1 de Agosto de 1958, constituído o seu acervo por cerca três mil livros escritos em chinês, ainda que alguns sejam traduções de autores europeus e americanos. A maioria desses volumes é constituída por peças de teatro, literatura, história e belas artes. Várias obras de autores chineses, muito antigas e de grande valor, fazem parte do acervo da Biblioteca «Sir Robert Ho-tung». (Nota Introdutória do Catálogo) (2)
(2) Catálogo da Exposição Bibliográfica – Documentos Sobre A História da China. Instituto Cultural de Macau/Biblioteca Nacional de Macau/Biblioteca Sir Robert Ho-Tung, 1987, 40 p. (30 cm x 21 xm)
Referências anteriores a Sir Robert Ho-tung em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/sir-robert-ho-tung/

Extraído de «BGU» –  XXXIV – 398, Agosto 1958, pp. 198/199

 

Só para os dias 18 e 19 de Fevereiro de 1958 (terça e quarta feira), o Teatro Capitol apresentou o filme “Tarzan Escapes” – “A Fuga de Tarzan”. Não era uma estreia mas uma reposição dado a popularidade dos filmes de “Tarzan” em Macau (1) e por isso, mereceu a emissão de um folheto de cinema, pois o filme é de 1936 ( o terceiro filme da série realizada pela MGM).
capitol-18fev1958-tarzan-escapesUma chamada de ATENÇÃO:
Na sessão das 14.30 horas é permitido entrada para crianças com mais de 6 anos”
cartaz-1936-tarzan-escapesFilme dirigido por Richard Torpe com Johnny Weissmuller e Maurreen O´Sullivan.
O actor, nadador olímpico que interpretou Tarzan em doze filmes a partir de 1932, era o mais popular e aquele que as gerações que o viram (décadas de 40 a 60) ainda o associam ao mito embora Tarzan continua a ser uma atracção óptima para as novas gerações (basta ver as novas versões sobre este tema). Não era considerado bom actor mas como excelente atleta conseguiu emprestar a um mito já consagrado o físico e o estilo exactos para um período histórico concreto (A América da Depressão) (2)
Trailers do filme em:
https://www.youtube.com/watch?v=aXgi08uPqus
http://www.dailymotion.com/video/xvez4z_tarzan-escapes-1936-part-1_shortfilms
http://www.dailymotion.com/video/xveysc_tarzan-escapes-1936-part-2_shortfilms
capitol-18fev1958-tarzan-escapesversoPara o dia 20 e 21 de fevereiro de 1958 (quinta e sexta feira) a reposição de um filme musical de 1952 “Million Dollar Mermaid” (estreado em 23 de Outubro de 1953 neste mesmo Teatro) (3) “A Sereia de um Milhão”; em Portugal “A Rainha do Mar” , espetáculo para maiores de 18 anos, com a actriz Esther Williams, no papel da estrela de natação australiana Annette Kellerman, pioneira em números de “ballet” aquático dentro de um tanque. (3)
cartaz-night-passage-1957Como era habitual o fim de semana (sábado até segunda feira) exibia-se um filme de estreia, neste caso no dia 22 de Fevereiro “O emocionante filme de oeste da U. I. em tecnirama” (4),  “ Night Passage” (“A Travessia Nocturna”) com os actores James Stewart (5) e Eddie Murphy . Filme de 1957, dirigido por James Neilson (inicialmente previsto ser dirigido por Anthony Mann, mas este desistiu do projecto).
(1) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/filmes-de-tarzan/
(2) «O Cinema, enciclopédia da 7.ª arte», Vol I, 1973.
(3) Ver anterior referência a este filme e o respectivo folheto de cinema em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/06/08/folheto-de-cinema-teatro-capitol-vi-esther-williams/(4) O 1.º filme utilizando este processo cinematográfico – technirama.
(5) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/02/01/noticias-de-1-de-fevereiro
https://en.wikipedia.org/wiki/Night_Passage_(film)#/media/File:Night_Passage_-_1957_-_Poster.png

Faleceu, no dia 13 de Setembro de 1955, o marinheiro artilheiro n.º 3945, Mário Martins Valente, do Aviso «Pedro Nunes», vítima de uma submersão acidental. O dito marinheiro, com um camarada seu, quando subiam o portaló do navio caíram à água, tendo o segundo sido salvo e desaparecido o primeiro, apesar da prontidão com que os marinheiros do navio acorreram para o salvarem. O seu cadáver foi encontrado no dia seguinte de manhã, e transportado para o Hospital Central Conde de S. Januário, onde pela tarde se realizou o funeral, saindo da casa mortuária para o Cemitério de S. Miguel com todas as honras da ordenança militar-naval.
O aviso de 2.ª classe «Pedro  Nunes » chegou a Macau a 11 de Fevereiro de 1955 comandado pelo capitão de fragata António da Cunha Aragão .Após este acidente O Aviso «Pedro Nunes» partiu no dia 22 de Setembro desse ano para a colónia britânica de Hong Kong, a fim de receber beneficiações.

aviso-pedro-nunesAVISO PEDRO NUNES (1935 – 1977) (2)

Foi construído no Arsenal de Lisboa em 1934. Depois de servir como aviso de 2.ª classe durante vinte e um anos (sofrendo modernização ao longo dos anos), foi reclassificado como navio hidrográfico, em 1959.
Abatido ao efectivo dos navios da armada em 10 de Agosto de 1977.
O navio apresentava as seguintes características:
Deslocamento máximo:  1 017 toneladas
Comprimento (fora a fora): 70,5 metros; Boca 10 metros e Calado máximo  3,1 metros.
Velocidade: 2 motores diesel MAN de 2400 cavalos =16,5 nós.
Armamento:   2 peças de 120 mm; 4 de 20 mm; 4 morteiros; 2 calhas.
Guarnição:  112 a 139 homens. (2) (3)
cap-frag-jose-m-c-garrido-1899-1976Em Setembro de 1955, era Capitão dos Portos e Comandante da Defesa Marítima de Macau , o Capitão-de-fragata José da Motta Coutinho Garrido (comissão de Setembro de 1955 a Setembro de 1960).
José da Motta Coutinho Garrido (1899 -1976) já anteriormente estivera em comissão de serviço, como Comandante do aviso «Pedro Nunes»  de Março de 1951 a Dezembro do mesmo ano e depois Comandante do aviso «Gonçalo Velho» de Janeiro de 1952 a Março de 1954.  Foi louvado pelo Governador de Macau em Julho de 1956, Março de 1957, Novembro de 1958, Setembro de 1959 e Julho de 1960.(4)
http://cabo-carvoeiro-historico.blogspot.pt/2006/07/quem-foi-o-comandante-garrido.html
Sobre o aviso «Pedro Nunes» ver referências anteriores em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/aviso-pedro-nunes/
(1) «MBI», ano III, n.º 51, 1955
(2) http://www.hidrografico.pt/n.r.p.-pedro-nunes-a-528-1956-1977.php
(3) http://www.forumdefesa.com/forum/index.php?topic=2621.0
     http://www.hidrografico.pt/n.r.p.-pedro-nunes-a-528-1956-1977.php
(4) http://cabo-carvoeiro-historico.blogspot.pt/2006/07/quem-foi-o-comandante-garrido.html

O Horário das carreiras dos barcos de passageiros entre Macau, Taipa e Coloane, de 28 de Julho a 3 de Agosto de 1958, era o seguinte:
Horário das Carreiras dos Barcos Macau-Taipa e Coloane 1958O serviço operado por “Carreira de Barcos de Passageiros entre Macau, Taipa e Coloane” utilizava o cais n.o 7 no Porto Interior de Macau.
A “Carreira de Barcos de Passageiros entre Macau, Taipa e Coloane” foi criada em 1953 para prestar o serviço de barcos de passageiros entre a Península de Macau, Taipa e Coloane. Em 1963, o governo de Macau regularizou o serviço de barco de passageiros por meio de concessão. Como resultado da abertura da ponte Macau-Taipa para o tráfego de veículos em 1974, e a diminuição de passageiros, a Carreira deixou de funcionar em 1974. 
Informações retiradas de : “Tabela de barcos de passageiros que operam entre Macau, Taipa e Coloane de 28 de Julho a 3 de Agosto de 1958″ em
 http://www.archives.gov.mo/pt/featured/detail.aspx?id=82#sthash.s1NwYjJe.dpuf

PORTUGAL COLONIAL, 1937 Hospital MilitarFotografia com a legenda “Hospital de Macau“, publicado na revista Portugal Colonial , em 1937.
Inicialmente denominado Hospital  Militar de Sam  Januário, com início de construção  em 1872 (terraplanagem do  planalto do monte de Sam Jerónimo) (1)  ficou concluído em Dezembro de 1873. O Hospital delineado pelo macaense António Alexandrino de Melo, Barão do Cercal, foi inaugurado a 6 de Janeiro de 1874 pelo Governador Visconde de S. Januário. A construção da empreitada custou 38 500 patacas ( 32,725$000 réis). Além do edifício, fizeram-se outras construções acessórias e em tudo se pode crer não foi excedida a verba de 46 contos. (2)
Em Boletim Oficial de 10 de Julho de 1937 e por iniciativa do Governador Tamagnini Barbosa, o Hospital Geral do Governo toma o nome de Hospital Conde S. Januário.
Este velho Hospital Militar foi demolido, em 1952 (18 /XI/ 1952),  começando a 1.ª das 3 fases da construção do novo edifício (Hospital Central Conde de S. Januário) que demorou até 1958.
(1) 10-08-1872 – Construção do Hospital Militar: início das obras de terraplanagem do planalto.  (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. 3, 1995)
01-12-1872 – Lançamento das primeiras pedras para a construção do Hospital Militar de S. Januário e da Fortaleza 1.º de Dezembro  (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954)
(2) CARVALHO, Henrique de – Gazetta de Macau e Timor de 10 Dezembro de 1872.
Anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hospital-militar-de-sam-januario/