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Pequeno opúsculo (16 cm x 21 cm) de 35 páginas do “MÉTODO DE PORTUGUÊS PARA USO DAS ESCOLAS CHINESAS” (1.º) do Cónego António André Ngan / Ngam Im Ieoc (na altura da publicação Vice-Reitor do Seminário de S. José) (1), impresso em Macau pela Imprensa Nacional, em 1953.
Este exemplar é da 6.ª edição.
Trata-se de 30 lições em que o autor apresenta a tradução para chinês, desde as vogais (1.ª lição) até exemplos de palavras com a sílaba “Nh” (30.ª lição).
Apresenta as duas últimas folhas dois Apêndices: o I- sobre a ortografia oficial dalgumas palavras que anteriormente se escreviam de modo diferente (página 34) e o II – a numeração de 1 a 101. (página 35)

(1) Não os tenho mas sei que foram publicados 6 fascículos deste “Método de Português para uso nas Escolas Chinesas”. Todos eles tiveram várias edições. Por exemplo este n.º 1 publicado em 1984 era 14.ª edição. Creio também que esteve anunciado a publicação do mesmo, em volume único em 1996.

 

 

(2) Ver anteriores referências a este cónego em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/padre-antonio-andre-ngan-im-ieoc/

“ Com a presença do Governador e família, e com os artistas portugueses Vasco Barbosa, (1) violinista, Loureiro Dinis, cantor de «lied» e Grazi Barbosa, (2) pianista, realizou-se no teatro D. Pedro V, em 22 de Novembro de 1953, o I Concerto da temporada promovido pelo Circulo de Cultura Musical (3) e integrado nos festejos do 2.º aniversário de posse do Governador. (Almirante Joaquim Marques Esparteiro)

Vasco Barbosa e sua irmã Grazi Barbosa numa das suas interpretações.

Os irmãos Grazi e Vasco Barbosa, artistas de nome feito em Portugal e no estrangeiro, constituem um apreciável conjunto que o tempo e a sua vontade de triunfar transformarão em Artistas de excepcional categoria. Vasco Barbosa  é um violinista de apurada técnica, rara sensibilidade artística e conscienciosa interpretação das obras que executa, sempre com brilho, segurança e nitidez musical. Estas qualidades de virtuoso do violino pô-las ele à prova sobretudo na terceira parte do programa, onde o Rondó Caprichosos de Saint-Saens, a Campanella de Paganini, e o Sapateado de Sarasate saíram das cordas do violino com a grandiosidade com que foram imaginadas e compostas. Perante os entusiásticos aplausos do público, Vasco Barbosa, sempre acompanhado por sus irmã, tocou extra-programa a Dança Ritual do Fogo de Falla e o Voo de Moscardo de Rimsky –Korsakov.

Francisco Loureiro Dinis concedendo autógrafos às “fans” de Macau

Francisco Loureiro Dinis é um artista de vincada personalidade, possuidor de uma voz agradável  e bem timbrada e de uma dicção  perfeita em todas as línguas em que canta.
Preencheu esta Artista a segunda parte do programa com deliciosas canções dos melhores compositores estrangeiros e nacionais, e em todas se houve com perfeito domínio do bel-canto emprestando, ora a umas ora a outras, graciosidade poética, apaixonada emoção, vigor e arrogância, simplicidade e elegância. Loureiro Dinis é um cantor romântico que tanto interpreta com emotiva sensibilidade os cantares simples da gente do povo, como põe nas obras dos inspirados compositores todo o fogo ardente da suaalma de verdadeiro artista A Jota de Falla, a Canção da Índia de Rimsky-Korsakov e a canção portuguesa Macelada são peças que, pela maneira como foram cantadas, jamais o público de Macau esquecerá. “ (4)
(1) Vasco Luís Coimbra Barbosa (1930-2016), filho do violinista Luiz Barbosa (considerado o mais importante violinista português da sua geração e fundador do Quarteto de Cordas da Emissora Nacional),  foi um dos mais importantes violinistas portugueses do século XX e “concertino honorário” da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Como concertino (violino solista) de várias orquestras portuguesas e como solista percorreu o mundo em numerosos concertos em Portugal e no estrangeiro, com orquestra ou acompanhado de sua irmã Grazi Barbosa, em Espanha, Itália, Suiça, França, Áustria, Alemanha, Roménia, Grécia, Estados Unidos, África e Hong-Kong/Macau.
 https://pt.wikipedia.org/wiki/Vasco_Barbosa
(2) Grazi Barbosa, (1922-) irmã de Vasco Barbosa, foi uma consagrada pianista que acompanhou o irmão em inúmeras digressões artísticas e professora de piano no Instituto Gregoriano de Lisboa.
(3) A delegação de Macau do Círculo de Cultura Musical (com sede na Avenida da República s/n) foi inaugurada no dia 24 de Junho de 1952, por ocasião da visita do Ministro do Ultramar, Comandante Sarmento Rodrigues a Macau. Nesse dia, foi promovido o primeiro concerto com a apresentação de dois artistas portugueses de destacado valor e conhecido relevo no meio musical: o jovem (com 16 anos de idade) pianista Sérgio Varela Cid e o Director de Orquestra e violinista Silva Pereira.
Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/circulo-de-cultura-musical/
(4) Extraído da reportagem inserida no «Macau Boletim Informativo» Ano I-8,  1953.

Extraído de “A Visitor´s Handbook. Publicity Office, Macao” e publicado no “The Statesman’s Year-Book: Statistical and Historical Annual of the States of the World for the year 1953”, com edição de S. H. Steinberg.

O Esquadrão Motorizado foi criado em 22 de Setembro de 1951, por transformação da Companhia de Metralhadoras tendo nesse mesmo dia chegado o pessoal para o esquadrão sob o comando do Capitão Cavalaria José Carlos Sirgado Maia. Em Janeiro de 1953 passou a designar-se Esquadrão de Cavalaria Motorizado e estava sediado no Quartel de S, Francisco. (1)
No Anuário de Macau 1953-1955 consta como comandante ,o Capitão de Cavalaria Luís Maria Coelho Casquilho e  no Anuário de Macau de 1956-1957, o capitão Mário Abrantes da Silva.
Extraído de «BGU»  XXIX – 344 Fevereiro de 1954.
(1) CAÇÃO, Armando António Azenha – Unidades Militares de Macau,1999.

Notícias do “Diário de Notícias” reproduzidas no Boletim Geral do Ultramar (1) referente ao Natal de 1953, nomeadamente ao bodo dos pobres e instituições de caridade.

D. Laurinda Marques Esparteiro distribuindo brinquedos aos filhos do pessoal dos C. T. T.
O Campo Escolar de «Tap Seac» durante a festa do Natal promovida pela Assistência

Extraído de «BGU» XXIX – 344 Fev 1954.

Rua do Auto Novo (Teatro Chinês)

Extraído do “Anuário de Macau 1921”.
A foto vem legendada com indicação de Rua do Auto Novo (Teatro Chinês)
Trata-se no entanto da Travessa do Auto Novo.
Começa entre as Ruas da Caldeira e da Felicidade e termina na Travessa das Virtudes. Foi-lhe dado este nome por se representarem ali os autos chinas. Em chinês cama-se Cheng Peng Hong ou Ch´eng Sán Kai ou Ch´eng P´eng Chek Kai; tem este nome por lá existir o Cineteatro Cheng Peng que é o prédio n.º 23 dessa Travessa, construído um pouco antes de 1907. (1)
O Padre Teixeira, parece não ter razão quanto à data de início (“um pouco antes de 1907”) pois há indicações do Teatro/Auto China ter iniciado em 1875, construído por Vong Lok, um destacado comerciante de Macau (um dos fundadores do Hospital Kiang Wu) (2) e ainda uma outra referência a este teatro, de 1872, aquando da visita do Príncipe Alexis a Macau (3) pois embora não venha mencionado o nome do teatro, a menção do empresário “Eloc” muito possivelmente será o mesmo do apelido “Lok”
O Cine-Teatro Cheng Peng, no início, a maior parte dos espectáculos eram sessões de ópera chinesa (cantonense e de Beijing) mas a partir da década de 20 do século XX, com a popularidade do cinema, passava já filmes (4) predominantemente filmes chineses embora continuasse a apresentar ópera chinesa e outros tipos de espectáculos: circenses, musicais como por exemplo a do artista Xavier Cugat em 1953 (5), o “Trio Odemira” na década de 60, os chamados “pop concert” com artistas e agrupamentos de Hong Kong na década de 60s, etc. Recordo neste cine-teatro, os dois festivais de música de 1963 e 1964, concurso para eleger o melhor conjunto “ié ié” de Macau. Renovado em 1970 voltou a passar filmes (mais chineses) mas reposições e os chamados filmes “B”. Fechou no dia 21 de Agosto de 1992 quando o sistema de ar condicionado se avariou.
Foi o Cineteatro que mais tempo esteve em actividade em Macau 1875 a 1992 (117 anos).
(1) TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau Volume 1,1997, p. 493
(2) https://macaostreets.iacm.gov.mo/p/route/detail.aspx?gid=4&id=0bc7aeda-ee3d-47b8-95f7-493cdc1fc971
Anteriores referências a este Cine Teatro
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/cine-teatro-oriental/
(3) “29-09-1872 – No domingo, dia 29 de Setembro, após o almoço, a que assistiram também vários funcionários, o Príncipe Alexis visitou o Leal Senado e a Gruta de Camões. De tarde recebeu cumprimentos dos funcionários e, à noite, novo jantar de gala, após o qual assistiu num teatro a um auto-china. Não se esqueceu de galardoar o empresário do teatro, chamado Eloc, com um alfinete cravejado dum pérola e brilhantes…. “ (TEIXEIRA, Padre Manuel – Residência dos Governadores do Macau, p. 13)
(4) Em 1925, projectou-se neste teatro o célebre filme de Lilian Gish “The White Sister” –  filme mudo americano (drama; filmado em Itália) de 1923 com Lillian Gish e Ronald Colman, dirigido por Henry King para a “Metro Pictures”.
https://www.youtube.com/watch?v=0Hh3ZcAEHPY
(5) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/11/29/noticia-de-29-de-novembro-de-1953-xavier-cugat-em-macau/

Artigo publicado no Boletim Geral das Colónias, em 1953 (1)

O sr. Governador Joaquim Marques Esparteiro chegando às Escolas Primárias Oficiais sendo recebido pelos Directores da Escola Primária Oficial “Pedro Nolasco da Silva” do sexo masculino, Dr. António Maria da Conceição,  e do sexo feminino, Áurea Maria Salvado.
Ouvindo a leitura de um trecho de português
O sr. Governador interrogando uma aluna
O sr. Governador presenciando a resolução de um problema de aritmética

(1) «BGC» XXIX – 341/342, Nov/Dez 1953.

Uma notícia intitulada «UMA RÉCITA DE AMADORES» (acompanhado por duas fotos) na imprensa escrita portuguesa, “Boletim Geral das Colónias” (1) sobre a opereta «Cruel Separação» (argumento e música de Pedro José Lobo; representada por amadores pela primeira vez, no jardim da sua residência «Vila Verde» em 1949) que foi de novo posto em cena, desta vez no Teatro D. Pedro V. nos dias 15 e 17 de Outubro de 1953. Para mais informações ver anterior referência neste blogue (2)

(1) «BGC» XXIX – 341/342 Nov/Dez, 1953.
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/10/15/noticia-de-15-de-outubro-de-1953-opereta-cruel-separacao/

A bordo do novo paquete “Índia” da Companhia Nacional de Navegação, chegou no dia 22 de Setembro de 1951, um contingente composto de 527 homens, sob o comando do Tenente-coronel Acácio Vidigal das Neves e Castro, que vieram render os seus camaradas cuja comissão de serviço foi dada por finda.

O Comandante Militar de Macau, Coronel de Infantaria Tirocinado (depois Brigadeiro) Paulo Bénard Guedes (1) tenho à direita o Coronel A. Cabrita e à esquerda o  Tenente -coronel  Acácio das Neves Castro.
Após o desembarque, os novos soldados formados para seguirem para os seus quartéis. (2)

Nesta data, 22 de Setembro de 1951, procedeu-se a uma remodelação dos nomes das companhias estacionadas em Macau terminando a designação de «Expedicionário»(3)
Assim:
1 – O 1.º Batalhão de Caçadores de Moçambique que desembarcou em Macau a 28 de Junho de 1951 e  ocupava nessa data os aquartelamentos da Porta do Cerco, Ilha Verde, Mong Há (Fortaleza e Asilo) e Ramal dos Mouros, passou a designar-se Batalhão de Caçadores n.º 1 (3) Comandante: Major de infantaria Mário da Costa Santos Anino (4)
2 – O 2.º Batalhão de Caçadores de Moçambique que desembarcou em Macau a 28 de Junho de 1951 e estava aquartelada em Coloane, passou a designar-se Batalhão de Caçadores n.º 2.  (3) (5) Comandante: Major de infantaria Mário Gustavo A. Barata da Cruz.(4)
3 – A Bataria Independente de Artilharia Anti-Aérea 4cm Expedicionária que estava em Mong Há, transformou-se em Bataria de Artilharia Anti-Aérea 4 cm. (3) Comandante: Capitão de artilharia Gastão M. de Lemos Lobato Faria.(4)
4 -A Bataria Independente de Artilharia Anti-Aérea Expedicionária de 7, 5 cm que estava na Flora desde o desembarque em 1949, e estava aquartelada nessa data no aquartelamento das Barracas Metálicas de Mong Há, desde Julho de 1951, transformou-se em Bataria de Artilharia Anti-Aérea de 7,5 cm. (3) Comandante: Capitão de artilharia Maurício Martins Lopes. (4)
5 – A 1.ª Bataria de Artilharia Ligeira de Moçambique transformou-se em Bataria de Artilharia Ligeira de 8.8 n.º1. (3) Comandante: Capitão de artilharia Eduardo Afonso Rodrigues Salavisa.(4)
6 – A 2.ª Bataria de Artilharia Ligeira de Moçambique transformou-se em Bataria de Artilharia Ligeira de 8,8 n.º 2.  Ficou administrativamente adida à Bataria de Artilharia Ligeira 8,8 n.º 1.  (3) Comandante: Capitão de artilharia Adriano Vitor Hugo L.  Cadima. (4)
O agrupamento de Batarias de artilharia estava sob o comando do Tenente-coronel de artilharia Acácio Vidigal das Neves e Castro.(4)
7- A Companhia de Engenharia Expedicionária, que em 1949 foi para o aquartelamento da Fábrica de Panchões (junto à Porta do Cerco), foi transferida para o aquartelamento da Flora (barracas metálicas) e passou nesta data a designar-se Companhia de Engenharia. (3) Comandante: Capitão de engenharia Henrique Pedro Daniel D. Silva P. Aranda.(4)
8 – A Companhia de Metralhadoras (no quartel de S. Francisco) foi transformada em esquadrão Motorizado sob o comando do capitão Cavalaria José Carlos Sirgado Maia. (3)
(1) Ver anteriores referencias em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/paulo-benard-guedes/
(2) Fotos de «Mosaico» III-14, 1951.
(3) CAÇÃO, Armando António Azenha – Unidades Militares de Macau. Gabinete das Forças de Segurança de Macau, 1999.
(4) Anuário de Macau 1951-1952.
(5) Os batalhões de Moçambique que vieram substituir os de Angola saíram de Macau em Setembro de 1953 no navio «Niassa», na sequência dos incidentes na Porta do Cerco que culminaram em 25 de Julho de 1952 com a morte do soldado africano Joaquim Mundau (6) e consequente início da redução dos efectivos militares, deixando de haver mais soldados africanos em Macau.
(6) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/07/25/noticia-de-25-de-julho-de-1952-falecimento-de-jacinto-mundau/

Foi a 13 de Setembro de 1903 que o Padre José António Gomes, então Pároco de Santo António, (1) fundou nesta igreja a benemérita «Obra do Pão dos Pobres», (2) cujo jubileu se celebrou no dia 13 de Setembro de 1953, com toda a solenidade. O 50.º aniversário da fundação do Pão dos Pobres em Macau foi um dia de duplo agradecimento: a Sto. António pelos inumeráveis favores dispensados a todos os benfeitores dos seus pobres; e a todos os benfeitores desta simpática obra de caridade. Socorreu milhares de lares indigentes, continuando no ano de 1953 a minorar a fome a 200 famílias com os dez picos de arroz que lhes distribui mensalmente, além de outras esmolas particulares em dinheiro. (3) Em 1955, a acção benéfica alargava-se para 250 pobres, na sua maioria chineses e concedia esmolas, no valor de $150,00 a pobres a quem o arroz não era distribuído.

O altar do Pão dos Pobres na igreja de Santo António (1953)

Durante os 50 anos (1903 – 1953), o Pão dos Pobres de Santo António distribuiu o elevado número de 17.790 picos de arroz, estendendo também por vezes a sua caridade aos pobres das suas missões da China.
O cofre colocado na Igreja Paroquial representava a maior fonte de receitas da Ora. Tinha um letreiro com uma indicação: “pão dos pobres”. O cofre rendia, em média, mensalmente a quantia de $300,00, pelo que com as ofertas generosas de algumas pessoas, não era preciso recorrer-se a peditórios. Outra fonte da receita provinha da Comissão Central de Assistência Pública que contribuía para esta Obra a soma de $166,66 mensais. Também o soldo de Santo António, (4) como Capitão da Cidade, concedido pelo Leal Senado das Câmara de Macau, na importância de $1.200,00anuais, revertia integralmente a favor desta Obra.
(1) O aparecimento da «Obra do Pão dos Pobres» deveu-se ao Reverendo Dr. António José Gomes, sacerdote ligado às iniciativas no campo do apostolado missionário e caritativo, pois a Santa Infância e as leprosarias muito ficaram a dever a este homem. Em 1953 era pároco o padre José António Monteiro. Após o seu falecimento ficou o Cónego Manuel Pinto Basaloco.
(2) A Obra Pão dos Pobres nasceu e cresceu em Toulon (França), sob os auspícios de Santo António e rapidamente se estabeleceu em um grande número de cidades da França, depois em Itália, Espanha, Portugal e outras nações da Europa. e depois em todos os continentes. Esta obra, em Macau, encontrava-se agregada à Paróquia de Sto. António e a sua administração estava a cargo do respectivo pároco.
(3) Recebeu dos seus generosos amigos e benfeitores, durante o mesmo período, a avultada soma de $ 187.421,43, contribuição sobretudo dos católicos macaenses e chineses.
(4) É muito remota a origem da concessão deste soldo, talvez se remonte às origens desta cidade. É curioso notar que este soldo esteve interrompido durante três anos, pelos meados do último quartel do século XVIII. Por esta altura pesadas tribulações caíram sobre Macau, o que levou o povo a considerar a crise como castigo pelo corte do soldo a Santo António. O que é certo é que o Senado se viu na contingência de lhe mandar «assentar a sua praça com o vencimento de Capitão da Cidade».
Informações e fotos retiradas de «Macau B. I.»,  1953 e 1955.