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A loja comercial, “ Casa Brunswick” estava localizada na Avenida Almeida Ribeiro, n.º 14 (Telefone n.º 293) e vendia discos e grafonolas que na altura (1929) era uma novidade.
A única informação que consegui recolher desta casa comercial, foi a indicação do registo, em 1932 da «Brunswick (sub-Agência)» na mesma Avenida mas com o n.º 8 (Directório de Macau, 1932). No entanto a casa já não figurava no item “Agência de Companhias Estrangeiras” no Directório de 1933, pelo que suponho não ter durado muito a actividade desta casa comercial.

Anúncio publicado no «Jornal de Macau», de 1929.

A «Brunswick Records» foi uma das três grandes gravadoras dos Estados Unidos, juntamente com «Victor» e «Columbia Records», nas décadas de 30 a 70, do século XX.
A companhia começou primeiramente produzir fonógrafos em 1916, no Canadá e com a fidelidade de áudio dos primeiros anos de 1920, os discos Brunswick, acusticamente gravados, estavam acima da média para a época.
Em 1930 a «Brunswick-Balke-Collender» vendeu a patente para a «Warner Brothers», que no ano seguinte o passou para a «American Record Corporation». Em 1932 a filial britânica da «Brunswick» foi vendida à «Decca Records». Em 1973, todas as empresas que pertenciam à «Music Corporation Of America» – inclusive a «Decca», a «Uni Records» e a «Kapp Records» – foram transformadas na «MCA Records». (1)
É de notar que a maioria dos discos referidos no anúncio estão associados a canções-temas dos filmes que na altura eram ainda mudos.
Das canções enumeradas no anúncio, o n.º 40432 – “Ramona (cantado)” , o n.º 40476 – “Gallito e o n.º 403 74 –“Juventuded que vás” estão referidas na lista das gravações elaborada por Ross Laird – Brunswick-Balke-Collender Company e  Brunswick Radio Corporation.
Brunswick Records New York sessions, 1916-1931” (disponível na net)
A melodia n.º 40476 – “Gallito” é um “paso doble flamenco. (2)
A canção n.º 40432 – “Ramona” foi cantada por GENE AUSTIN (1900 -1972), compositor e cantor, um dos primeiros chamados “crooners”, muito popular nas décadas de 20-30 (século X). As suas composições “How Come You Do me Like You Do?” (1924) ; “When My Sugar Walks Down the Street” (1924)  “The Lonesome Road” (1929) e “Ridin Around in the Raian “ (1934) foram êxitos na rádio e nos discos. (3)
A canção “Ramona” é de 1928 e foi composta por Mabel Wayne com letra de L. Wolfe Gilbert .(4) É canção-tema do filme “Ramona” de 1928, dirigido por Edwin Carewe (5)
A canção ”Juventud que te vás” um “charleston foi muito popular na voz duma das    melhores mezzo-sopranos de Cuba (zarzuela, ópera e concertos), Tomasita Nunez (1901-1980). (6)

A canção N.º 40485 – “Angela Mia” é um “foxtrot”, gravado em 21 de Abril de 1928 (“Victor” 21338), música de Erno Rapée, letra de Lew Pollack. (7)
Foi a canção-tema do filme “Street Angel” de 1928 (produção de William Fox) com os actores Janet Gaynor (1906-1984) (8) e Charles Farrell (1902-1990).
A canção n.º 3129 – “Napolitan Nights”, de 1928, é cantado por James Melton. (9)
Canção-tema do filme “Fazil” de Howard Hawks, de 1928. (10)
(1) https://en.wikipedia.org/wiki/Brunswick_Records
(2) Gallito, Paso Doble Flamenco de Santiago Lope interpretado ao piano  por H. Asborno
https://www.youtube.com/watch?v=V57n6NP8Mnw
Gallito, Paso Doble Flamenco de Santiago Lope interpretado pela Banda de Almenara
https://www.youtube.com/watch?v=xB7ux-ONLUM
(3) https://www.google.pt/search?q=Gene+Austin&oq=Gene+Austin&aqs=chrome..69i57j0l5.13143j0j8&sourceid=chrome&ie=UTF-8
Gene Austin – My Blue Heaven (1927)
https://www.youtube.com/watch?v=5w-_xbBmXJ4
Gene Austin – Forgive Me (1927)
https://www.youtube.com/watch?v=APn30l293wA
(4) Disco gravado em 2 de Abril de 1928. O lado B. do disco “Girl of My Drams” foi também muito popular.
“Ramona” (1928) pela orquestra “Brunswick Hour Orchestra”
https://www.youtube.com/watch?v=gpZF0QDRkfA
Ramona” foi n.º 1 do ano de 1928 – a canção gravada mais popular (a 2.º mais popular foi a célebre canção “Sonny Boy” de Al Jolson). Foi canção-tema do filme “Ramona” protagonizada por Dolores del Rio. Existem várias versões desta canção.
https://en.wikipedia.org/wiki/Gene_Austin#/media/File:Gene_Austin_01.jpg
(5) “Ramona”, filme de 1928, mudo, drama dirigido por Edwin Carewe com os actores Dolores del Rio e Warner Baxter
https://en.wikipedia.org/wiki/Ramona_(1928_film)
(6) Tomasita Nunez –Sin Encontrarte

Tomasita Nunez –Por Eso Te Quiero

(7) Versões disponíveis na net:
“Angela Mia”, cantado por James Melton
https://www.youtube.com/watch?v=HXTkmu6wpOo
Ângela mia (My Angel), com Francisco Alves acompanhado por Simão Nacional Orquestra.
https://www.youtube.com/watch?v=Fj7yUSACJsQ
Paul Whiteman – My Angel (Angela Mia) (1928)
https://www.youtube.com/watch?v=fJLFukGTVgE
“Angela Mia” cantdo por Harold Scrappy Lambert
https://www.youtube.com/watch?v=Tf6kxC3avTM
(8) Janet Gaynor foi a primeira actriz a receber o Óscar de melhor actriz principal em 1928, por três filmes: “7th Heaven” (1927), “Sunrise: A Song of Two Humans” (1927), e “Street Angel”l (1928) (foi a única vez que uma actriz recebeu este galardão por múltiplas participações)
(9) “Napolitan Nights”, cantado por James Melton
https://www.youtube.com/watch?v=7YtsHahgXzk
(10) “Fazil”, de 1928, filme mudo, drama, dirigido por Howard Hawks, Com os actores Charles Farrell (1902-1990). e Greta Nissen

A Igreja de Nossa Senhora de Fátima no bairro Tamagnini Barbosa (Rua de Lei Pou Ch’ôn, n.º 23) foi construída em 1929. Depois de se criada a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima em 1965, a Igreja foi reconstruída em 1967, aumentando a capacidade para 800 fiéis.
Por detrás dos portões de ferro forjado, num arco  tipo pórtico, está uma escadaria larga  que conduz à igreja espaçosa e de estilo moderno. Possui uma grande torre quadrada de 2 sinos. As paredes laterais são decorados por painéis de vitral. No altar-mor, de cor vermelha, encontra-se uma grande cruz de madeira.
É a igreja matriz da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, uma das 6 paróquias da Diocese de Macau e serve a comunidade católica do Bairro Tamagnini Barbosa e todo o Norte da Cidade, a zona mais populosa de Macau, caracterizada também pela sua multiculturalidade, com incidência para os chineses, vietnamitas e falantes de língua inglesa. O pároco actual é José Ángel Hernández. (Informações colhida do jornal “O Clarim” de 23 de Junho de 2017)
(1) «BGU» XLIV 521/522, Nov/Dez, 1968.
花地瑪聖母堂mandarim pīnyīn: huā dì mǎ shèng mǔ táng; cantonense jyutping: faa1 dei6 maa5 sing3 mou5 tong4

Crónica do Capitão-tenente Jaime do Inso, publicado no jornal «O Comércio do Porto» e republicado no «Boletim Geral das Colónias» (1)

(1)Boletim Geral das Colónias, 1929.

O Hospício para Lázaros, em Ka Hó, depois de muita resistência e de alterações várias (1) quanto à escolha do local, quer em Macau (D. Maria, Porta do Cerco) quer na Taipa e depois em Coloane, foi entregue pronto no dia 20 de Janeiro de 1885, com guarda e zona circundante delimitada. O apetrechamento só ficaria completo em Maio desse ano. (2)
mapa-de-ka-hoPor portaria Provincial n.º 327 de 13 de Setembro de 1929 foi nomeada uma comissão, a qual cumpriu o seu mandato, fazendo construir no Hospício Ka Hó, cinco pavilhões e uma capela, com dependências anexas para constituírem a residência das Religiosas que venham ali a instalar. Em Ká Hó, com a preparação do terreno, construções dos cinco pavilhões, capela, poço, tanque e valsa de protecção, canalização de água potável e de esgoto e conservação de todas as obras despendeu-se a bela soma de $ 21.478, 19. A capela foi inaugurada e benzida por D. José da Costa Nunes no dia 21 de Outubro de 1934.

pe-teixeira-macau-e-a-sua-diocesse-i-pavilhoes-das-lazaras-de-ka-hoPAVILHÕES DOS LÁZAROS EM KA-HÓ, 1940

A Leprosaria fica na Baía de Ka Hó, construída num promontório na ponta leste de Coloane, perto da chamada aldeia ou povoação de Ká Hó (é um pequeno vale entre montanhas e era o mais cultivado antigamente). Tem uma bela igreja contemporânea dedicada a N.ª Sr.ª das Dores, ostentando um grande crucifixo de bronze sobre a porta norte.
coloane-igreja-de-nossa-senhora-das-dores-ka-ho(1) Os leprosos que durante três séculos estiveram no Hospital S. Rafael, em 1878 são transferidos para a Ilha de D. João na altura sob a administração portuguesa, em Pac Sá Lan. Em 25-11-1896 é extinto o Hospício de S. Lázaro junto à Igreja de S. Lázaro.
“1878 – Os leprosos, recebidos na primeira instituição congénere no Extremo-Oriente – O Hospital de S. Rafael – durante três séculos, são transferidos neste ano para a Ilha de D. João (para homens) sob a administração portuguesa”. (2)
17-03-1894 – O Administrador das Ilhas, Capitão João de Sousa Canavarro, oficia à Secretaria do Governo fazendo uma breve mas expressiva panorâmica da situação dos leprosos. É estudada a construção de novas barracas para o alojamento dos Lázaros em Pac-Sá-Lan e Ká-Hó.” (2)
Mas os constantes assaltos dos piratas (maus tratos e roubos) ao longo da década de 10 a 30 (século XX), (3) (4) à gafaria de Pac Sa Lan instalada na Ilha de D. João, foram transferidos aos poucos para a Gafaria de Ká Hó que com o tempo foi-se ampliando. Em 1933, o director da leprosaria Fernando Dias Costa informava estarem construídos oito pavilhões para o tratamento da lepra. As instalações da leprosaria de Pac Sá Lan foram destruídas pelos militares comunistas em 1953. (5)
(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 3, 1995.
(3) 19-06-1912 – Pedido dos leprosos instalados no Hospício de D. João para serem dali retirados a fim de não estarem sujeitos aos constantes assaltos de piratas.(GOMES, Luís G. – Catálogo do M.M., n.º 254)
(4) “24-01-1927 – Queixa apresentada pelos asilados da gafaria de Pac-Sa-Lan, na Ilha de D. João, contra os maus tratos e roubos de que eram vítimas às mãos dos piratas. (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1997).
(5) “1953 – Destruídas pelos comunistas a leprosaria de Pak-Sa-Lan. Aventou-se a hipótese dos doentes terem sido transferidos para outra ilha, perto de Hong Kong. Mas não se conseguiu confirmar tal notícia, sendo provável que os últimos leprosos tivessem perecido, porque já em 1949 tinham sido ameaçados de morte por Ng Seng, comandante da guarnição chinesa de Man Lei Wai, se não pagassem $500 em notas portuguesas. (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 5, 1998).

A Aclamação del Rei D. João IV em Macau CAPASeparata do n.º 53 do «Boletim da Agência Geral das Colónias» (1) , de 1929, intitulada

A ACLAMAÇÃO DEL REI D. JOÃO IV EM MACAU
(SUBSÍDIOS HISTÓRICOS R BIOGRÁFICOS)

de Frazão de Vasconcelos (S. T. da Associação dos Arqueólogos Portugueses, correspondente do Instituto de Coimbra, da Arcádia e do «Collegio Araldico» de Roma, etc)

D. João IV de Portugal ca 1628D. João , Duque de Bragança, ca 1628. Futuro Rei D. João IV, ca 1628
Peter Paul Rubens (1577 – 1640) ( pintor flamengo do estilo barroco) (2)

A aclamação de D. João IV em Macau revestia uma importância grandíssima, mercê de circunstâncias extraordinárias, de ordem material e moral. De Manilha, onde tinham sua principal base, podiam os castelhanos intentar uma surpresa contra Macau se a notícia da aclamação chegasse primeiro ao seu conhecimento que ao dos portugueses.
A perda de Macau representava para Portugal a perda do comércio da China e a de grande esperança do restabelecimento das relações com o Japão . Sem o comércio da China, afirmava em 1642 o Padre Cardim a el Rei D. João IV, não havia Índia rica. E não era sómente isto. Havia ainda a ter em conta que os portugueses de Macau iam todos os anos a Manilha levar fazendas que importavam em mais de dois milhões de atro e que se o aviso da aclamação chegasse depois dêles se encontrarem em Manilha se comprometeria grandemente a situação de Macau.
Foi o que logo ponderou ao Vice-Rei da Índia o Padre António Francisco Cardim, Procurador Geral da Companhia de Jesus na Província do Japão, então assistente em Goa, e que em 1642 se encontrava já em Lisboa, onde dirigiu ao Rei, sôbre o assunto, o memorial que publicamos, até agora inédito.
Na côrte de Lisboa o caso não foi igualmente descurado, tendo-se tomado a resolução de enviar a Macau, com tôda a possível urgência, António Fialho de Ferreira, (3) que aqui se encontrava esperando socorros para o Estado da Índia que em nome do Vice Rei Pedro da Silva viera requerer.
No espiritual, com Macau, perder-se-iam a cristandade do Tonquim, a melhor do Oriente, onde se baptizavam por ano dez a dôze mil almas, e as da Cochinchina, de Camboja, de Sião, etc.
A aclamação de D- João IV naquela nossa mais longínqua colónia não foi , pois um facto sem significado e sem interêsse. Bem pelo contrário.” ( Nota preliminar)
A Aclamação del Rei D. João IV em Macau MAPA dps 1638(1) VASCONCELLOS, José Frazão de – A Aclamação del Rei D. João IV em Macau (Subsídios Históricos e Biográficos). Separata do N.º 53 do «Boletim da Agência Geral das Colónias. Agência Geral das Colónias, 55 páginas , 1929 (24 cm x 16,5 cm). Exemplar n.º 34 da tiragem de  125 exemplares numerados.
A Aclamação del Rei D. João IV em Macau MAPA época Restauração(2) https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_IV_de_Portugal
A Aclamação del Rei D. João IV em Macau MACAU ca 1929

Macau, cerca de 1929

(3) António Fialho Ferreira nasceu em Sesimbra nos fins do século XVI. Não se sabe quando se fixou em Macau mas já nela vivia em 1624, como mercador. Casou com Catarina Cerqueira, macaense, filha de Jorge Cerqueira (natural de Lamego) e de Maria Pires natural de Macau.
Foi escrivão da Santa Casa da Misericórdia em Macau em 1628 e 1629. Entre 1630 e 1633, período em que foi concedido a Lopo Sarmento de Carvalho o monopólio das viagens do Japão e Manila, foi Capitão Mor da viagem Macau Manila.
Por causa de uma grave discórdia entre o povo e os ministros do Rei ausentou-se de Macau no ano de 1637, dirigindo-se por terra, à Índia. O Vice-Rei Pedro da Silva conhecendo a capacidade do seu talento mandou-o representar a el Rei de Castela e Portugal (em Madrid; 1580 – 1640 – dinastia filipina) o miserável estado a que estava reduzida a Índia. Por terra, chegou a Roma onde se encontrou  com o Embaixador de Castela  e depois via Valença chegou a Madrid onde ” representou  a el Rei a causa que o obrigara para empreender jornada tão dilatada que perigosa”
A Aclamação del Rei D. João IV em Macau assinatura de Ant. F. FerreiraFoi logo mandado a Lisboa para que aprestassem seis naus que socorressem a Índia. Encontrava-se em Lisboa quando se deu a aclamação de D. João (1 de Dezembro de 1640) como Rei tendo logo António Fialho Ferreira jurado fidelidade ao novo rei português. Foi-lhe dado a incumbência de seguir com urgência para Macau onde logo que chegou, em 31 de Maio de 1942, convocou as pessoas principais do estado eclesiástico e seculares, lhes expôs em uma elegante oração a feliz notícia de estar exaltado ao trono de Portugal, o Senhor D. João, o IV a quem deviam reconhecer por seu Rei e Senhor.

A Aclamação del Rei D. João IV em Macau 1.ª Pág rElaçam de Ant. F. FerreiraA 1.ª página da Relação de António Fialho Ferreira (4)

(4) FERREIRA, António Fialho. Relaçam da viagem, que por ordem de S. Mgde. fez Antonio Fialho Ferreira, deste Reyno à Cidade de Macao na China: e felicissima acclamaçam de S. M. elRey nosso Senhor Dom Joaõ o IV. que Deos guarde, na mesma cidade, & partes do Sul. – [Lisboa] : na officina de Domingos Lopes Rosa, 1643. – [6] f. ; 4º (19 cm). Disponível em http://purl.pt/26194/3/#/0
NOTA: “20-06-1642 – Foram jurados e solenemente aclamados com pompa e festa de dois dias, em Macau, El-Rei D. João IV e o Príncipe D. Teodósio, seu herdeiro presuntivo. Era Capitão-Geral desta praça D. Sebastião Lobo da Silveira, em cujo governo, de 1638 1 1645, terminou o comércio com o Japão, tendo a missão enviada para esse país para consegui o seu restabelecimento sido quase toda exterminada.” (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 1, 1997.

Após uma ausência da blogosfera de nove dias, (férias – viagem) retomo a actividade deste blog.

O «Jornal de Macau» de 18 de Julho de 1929, continha o seguinte aviso:

AVISO: A Companhia Auto-Onibus (Ki-Kuan), põe em circulação a partir de hoje, os seus carros partindo da Avenida C. Ferreira d´Almeida até à Barra, das 6.30 às 9.30 horas”

Sobre o «Jornal de Macau» e outros anúncios, ver em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/11/16/anuncios-de-1929/

ANÚNCIO de 1922 - HOTEL NEW MACAO

Anúncio (em português e inglês) do Hotel «New Macao”, em 1922, após “recente renovado e modernizado, com quartos duplos amplos e confortáveis; cozinha excelente e habilmente dirigida; mesas separadas; banhos quentes, frios e de chuva; luz eléctrica profusa; botequins público e privado; e casa de bilhar” e “acomodações de primeira classe para famílais e turistas”
Preços módicos – entre 5 e 8 mexicanas (1)  por dia

1909 Hotel New MacaoFoto de c. 1909, os edifícios dos Correios de Macau (à esquerda) e  do »New Macao Hotel» (à direita), cujas fachadas davam para a Avenida da Praia Grande, em frente ao mar.

Anteriores referências a este Hotel “New Macao Hotel» (inaugurado em 1903) que foi anteriormente “Hotel Hing Kee” (inaugurado em 1880) e depois seria o “Hotel Riviera” em 1928:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-new-macao/
(1) Em 1854, foi determinado que a pataca mexicana passasse a ter curso legal em Macau sendo recebida a par do peso duro ou pataca espanhol, mas em 1929 (Decreto-Lei 17 154) determinou-se  que era ilegal a circulação de qualquer moeda estrangeira  (o Banco Nacional Ultramarino foi inaugurado em Macau em 1902). Sabemos no entanto, que, embora ilegal, continuava a circular outras moedas.
Em 1938 circulava a pataca portuguesa, a nota inglesa de Hong Kong, as notas e a prata chinesa (mais valiosa e melhor aceite)
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. 4, 1997