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Às 8 horas da noite de 12 de Julho de 1893, na rua nova d´El-Rei, (1) foi apunhalado o chinêsLi Hin Teng, cunhado do capitalista Chan Fong (2) que foi outrora cônsul da China em Honolulu.

Extraído de «Echo Macaense», semanário luso-chinez, Ano I- n.º 1 de 18 de Julho de 1893, p 2

NOTA: a notícia nomeia dois médicos (facultativos) 1- Dr. Luís Lourenço Franco, macaense, nascido a 25-8-1849, formado em medicina em Goa em 1875; nomeado facultativo auxiliar do quadro da Saúde a 20-5-1878, para servir em Timor; nomeado em 4-9-1978 para o quadro de saúde de Macau e Timor. Prestou serviço no batalhão de infantaria do ultramar, no Lazareto da Ilha Verde e na Estação Naval; reformado com a guarnição de capitão a 15-01-1895. 2 – Dr. Pinheiro de Almeida (não encontrei biografia disponível).

(1) A Rua Nova de El-Rei, a artéria principal do antigo Bazar, após a implantação da República em Portugal, em 1910, foi dado o nome de “Rua 5 de Outubro”,. https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/rua-5-de-outubro-nova-de-el-rei/

(2) Creio que o falecido era irmão de Lee Hong (李杏), 1.ª mulher (na China) de  Chen Fâng (陳芳) negociante, grande filantropo que ergueu empresas/negócios (venda de ópio, transportes, plantações de açúcar e café, etc.) em Honolulu (Hawai), Macau e Hong Kong: Emigrou de Guangdong para Hawai em 1849, adoptando o nome de Chun Afong, em 1850. Casou também em Hawai com Julia Fayerweather Afong. Deixou, ao todo, 20 descendentes. https://en.wikipedia.org/wiki/Chun_Afong

Durante as festas religiosas da semana de 12 a 17 de Setembro de 1893, comemorou-se no dia 17 de Setembro a festa na Sé, com missa cantada às 09.30 horas dedicada a “As Dores da SSma Virgem” . Foi orador o cónego Conceição Borges.

Extraído de «Echo Macaense», I-9 de 12 de Setembro de 1893 p. 4.

Na sequência das três fotos do Liceu Central de Macau (1) publicadas numa postagem anterior (2), apresento mais três fotos (laboratórios de física e química e sala da aula) do ano 1927.

Nesse ano de 1927, o Reitor do Liceu Central de Macau (3) era Dr. Carlos Borges Delgado, sendo secretário o Dr. Adelino dos Santos Dinis e Médico Escolar, Dr João Pedro de Faria.

O Director das Instalações de Física e Química era o Dr (médico) Adelino dos Santos Dinis, que lecionava a classe  7.º (Sciências físico-químicas) e que exercia também, o cargo de Director do 3.º, 6.º, e 7.º classes do Curso Complementar de “Sciências” do Liceu.

Liceu Central de Macau – Laboratório de Física
Liceu Central de Macau – Aula de Física
Liceu Central de Macau – Laboratório de Química

NOTA: fotos extraídos do Anuário de Macau – Ano de 1927

(1) Ver referências anteriores do Liceu Central de Macau em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/liceu-centralnacional-de-macau/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/12/11/noticia-de-11-de-dezembro-de-1923-liceu-central-de-macau/

(3) 08-10-1917 – O Liceu Nacional de Macau, pelo Decreto n.º 3 432, foi elevado provisoriamente a Liceu Central em 8 de Outubro de 1917.

Extraído do «Anuário de Macau, Ano de 1924»

“O Correio Macaense“, V-230 de 17 de Fevereiro de 1888

A “Herbert Dent & Ca.” foi uma empresa em Macau ligada a negócios com a China (seda, chá e  ópio) e por isso, como agentes, ligada às companhias seguradoras e empresas de navegação.
O representante em Macau era D. da Roza (muito possivelmente Daniel Francisco António Campos da Rosa.(1)
A empresa , em 1888, estava na Rua da Sé; em 1910 na Rua dos Prazeres n,º 2 e 4
Em 1910, apresentava-se em Macau como:
No mesmo ano, em Cantão
Herbert Fullartoon Dent foi baptizado a 5 de Fevereiro de 1849 (Londres). Faleceu a 6 de Fevereiro de 1920 com 71 anos de idade. Foi Comissário das alfândegas chinesas (sedas e chás) e fundador da companhia “Herbert Dent and Company”, para comércio com a China (principalmente com o ópio que introduzia em Cantão). Vivia com a família entre Cantão e Macau.(2)
Herbert Fullartoon Dent é da família DENT que fundou “Dent & Co.”  ou “Dent’s” que foi uma das maiores firmas britânicas (rival directa das outras duas mais conhecidas, a «Jardine, Matheson & Co» e a «Russell & Co.»), que com o comércio do ópio com a China, levaram à entrega de Hong Kong e onde depois sediaram e prosperaram.
O seu antepassado Thomas Dent foi o  fundador da firma . Chegou a Cantão em 1823 e com o sócio fundaram a «Davidson & Co».  Em 1824, Davidson saiu e a firma passou a denominar-se “Dent & Co.”. A firma “Dent & Co.” foi à falência em 1867. (2)

“The London Gazette, 9 September, 1921”

Herbert Dent adquiriu o Palacete de Santa Sancha em 1893, aos herdeiros do Barão do Cercal (neta) após o falecimento da Viscondessa do Cercal (em 16 de Dezembro de 1892.) por 8.000 patacas.
Em 1896, teve um processo entre a Administração e o proprietário, Herbert Dent, processo esse que envolveu a Direcção Geral das Obras Públicas, que não cedia que o proprietário murasse a propriedade.
A 28 de Janeiro de 1923, William Herbet Shelly Dent, filho de Herbert Dent vendeu essa propriedade ao Governo de Macau (governador Rodrigo José Rodrigues) por $32.500. Nesse ano 1923, um tufão provocou estragos consideráveis, levando à execução de obras no palácio.

A Chácara de Santa Sancha vista da Penha – c. 1925

(1) Daniel Francisco António Campos da Rosa (1850-1916), comerciante de chá e cônsul de França em Foochow (China). Faleceu em Macau na sua casa da Praça Lobo de Ávila.
FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Vol III, 1996
(2) http://www.thepeerage.com/p3627.html 

Foi inaugurado no dia 28 de Setembro de 1894, o Liceu Nacional de Macau criado pelo decreto de 27 de Julho de 1893 (assinado pelo Ministro da Marinha, João António de Brissac das Neves Ferreira), instalado no Convento de Santo Agostinho com uma simples visita do Governador Horta e Costa. Não se realizou nenhuma solenidade por a família real se encontrar de luto. Estiveram presentes na inauguração os professores do Seminário e da Escola Central  (1)
Portaria n.º 92, de 14 de Abril de 1894: «Tendo sido posta em vigor na província por portaria provincial n.º 89 desta data a carta de lei de 27 de Julho de 1893 que criou o Lyceu Nacional de Macau: Hei por conveniente determinar que o edifício do extincto convento de Santo Agostinho seja entregue ao reitor do mesmo Lyceu para alli serem devidamente instalados os estabelecimentos criados pela citada carta de lei»

Convento de Santo Agostinho – o primeiro edifício que albergou o Liceu em Macau

Segundo Pedro Nolasco da Silva, o primeiro a solicitar do Governo da Metrópole a criação do liceu foi D. António Joaquim Medeiros, bispo de Macau. O Liceu era sustentado pelo Governo, mas recebeu para a sua criação de um subsídio do cofre municipal, atribuído pela vereação do
Leal Senado de 1893-1894, no valor de $ 4 000 anuais para a manutenção do ensino. Teve apoio também da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (subsídio anual de 500 mil reis)
O Regulamento foi aprovado pelo Governador José Maria de Sousa Horta e Costa  por Portaria n.º 164, de 14-08-1894.
No dia 16 de Abril de 1894, no palácio do governo de Macau, foi conferido auto de posse aos seguintes professores:
1.ª cadeira – língua e literatura portuguesa – Horácio Poiares
2.ª cadeira – língua francesa –Mateus de Lima
3.ª cadeira – língua inglesa – P.e Baltazar Estrócio Faleiro
4.ª cadeira – língua latina – João Albino Ribeiro Cabral
5.ª cadeira  – matemática elementar – Wenceslau de Morias
6.ª cadeira – física, química e história natural – Dr. José Gomes da Silva
7.ª cadeira – geografia e história – João Pereira Vasco – tomou posse a 14-05-1894
8.ª cadeira – filosofia elementar – Camilo Pessanha
9.ª cadeira – desenho – Abreu Nunes
O reitor interino foi Dr. José Gomes da Silva.
No mesmo dia e local se fez a primeira reunião do Conselho Escolar, numa das salas do palácio (posta à disposição pelo Governador. Nessa sessão foi resolvido por unanimidade a eleição de Camilo Pessanha como Secretário do Conselho.
Começou apenas com 30 alunos.
O porteiro – Francisco Xavier Brandão
O contínuo – Clementino José Borges
Guarda da Biblioteca – Damião Maximiano Rodrigues (2)
(1) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954.
(2) Informações retiradas do livro TEIXEIRA, Monsenhor Manuel – Liceu de Macau, 1986.

O “novo” Mercado Municipal de S. Domingos (1), concluída em 12 de Outubro de 1949, foi inaugurada a 31 de Janeiro de 1950 (dia comemorativa da Revolta Republicana Portuguesa) pelo Governador da Colónia, Capitão-tenente Albano Rodrigues de Oliveira (1909-1973) (Governador de Macau entre 1 de Setembro de 1947 e 19 de Abril de 1951). Obra dos engenheiros Arnaldo Basto e Gaby Senna Fernandes. (2) A construção do novo Mercado de S. Domingos importou em $550.000,00 patacas.
Esta inauguração mereceu uma “reportagem” publicada no Boletim Geral da Colónias (3)
(1) Nesse local existia um mercado conhecido como o de S. Domingos que se incendiou no dia 15 de Novembro de 1893.

Boletim Official do Governo da Província de Macau e Timor, XXXIX-47, 1893.

Quatro anos depois, em 16 de Novembro de 1897, Lu-Cau e Vong-Atai, comerciantes de Macau, enviaram uma carta ao Leal Senado de Macau, requerendo para a construção dum Mercado no mesmo sítio (incluindo áreas para o comércio) que terá sido construído nos finais do século XIX e que foi designado como “Novo Mercado”.

O Mercado de S. Domingos no princípio do século XX (IICT/AHU)

Terá sido reconstruído e concluído em 28 de Novembro de 1927, sob a orientação de um arquitecto de Hong Kong.  Em 1949 por falta de higiene e com a estrutura debilitada, foi demolida totalmente pela Câmara Municipal e construída um novo Mercado, inaugurado em 31 de Janeiro de 1950. Por sua vez, este foi demolido em 1996 para construção dum novo, actualmente em funcionamento, inaugurado em Outubro de 1998.
http://www.archives.gov.mo/pt/featured/detail.aspx?id=91
(2) Ver anterior referência em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/04/10/mercado-municipal-de-s-domingos/
(3) «BGC» XXVI-298, 1950.

O administrador do Concelho das Ilhas, João Canavarro (1) oficia no dia 7 de Junho de 1893, à secretaria do Governo o seguinte:
Comunica-se para os devidos efeitos, que hontem depois das 4 horas da tarde apresentaram-se ao typu o quarto china (2) da povoação da Taipa com quatro chinas dizendo serem empregados do mandarim de Yong San, e que eram portadores de uma ordem, que apresentaram, para que as lojas que constam da relação junta a mesma ordem, pagassem foros aos chinas não as autoridades portuguesas.
O Typu e quarto china deram immediatamente conhecimento à “língua” d´esta administração. O cabo Almino E. dos Remédios, segundo as instruções que teve, foi prendê-los. Comparecendo mandei revistar os homens, não tinham qualidade alguma d´armamento ou roupa com distintivos de mandarins apenas se encontrou ordem de mandarim que apresentaram, uma carteira com bilhetes chinas e um lampião com letras chinas com o nome do mandarim de Yong San; de tudo mandei formular o inclusivo auto que envio bem como o lampião e carteira; a ordem do Mandarim foi ontem entregue pessoalmente a S. Exça. o Governador quando foram para Macau os prezos que recolheram para a fortaleza do Monte, onde estão à disposição do mesmo Exmo. Governador” (3)

VISTA PARCIAL DA VILA DA TAIPA EM 1927

(1)  Tenente João de Sousa Carneiro Canavarro foi administrador do concelho e Comandante militar das Ilhas de 15-12-1890 a 30-10-1902, sendo substituído por Carlos Alexandre Botelho de Vasconcelos.
(2) o quarto-china era o homem que tocava a bátega de quarto em quarto de hora, para afugentar os piratas.
(2) TEIXEIRA, P. Manuel – Taipa e Coloane. 1981.

Efeméride desta data, referente a Camilo Pessanha que este ano se comemora os 150 anos do seu nascimento, em 7 de Setembro.
19-02-1909 – Fim da licença concedida ao Conservador do Registo Predial (1) desta Comarca, Dr. Camilo d´Almeida Pessanha”. (2)

Rosas de Inverno
 
Corolas, que floristes
Ao sol do inverno, avaro,
Tão glácido e tão claro
Por estas manhãs tristes.
 
Gloriosa floração,
Surdida, por engano,
No agonizar do ano,
Tão fora da estação!
 
Sorrindo-vos amigas,
Nos ásperos caminhos,
Aos olhos dos velhinhos,
Às almas das mendigas!

Desse Natal de inválidos
Transmito-vos a bênção,
Com que vos recompensam
Os seus sorrisos pálidos.
Camillo Pessanha (3)

1) Camilo Pessanha foi nomeado Conservador do Registo Predial, por decreto de 16 de Fevereiro de 1899, tenho tomado posse desse cargo em 23 de Junho de 1900, abandonando o professorado (veio para Macau em 1894, para professor da 8.ª cadeira, Filosofia Elementar do Liceu Nacional de Macau – nomeado em 18 de Dezembro 1893 – e do Instituto Comercial anexo). Esteve de licença desde 27 de Abril de 1905 pela junta médica de Macau porque sofria de anemia – muito provavelmente devido a um tumor hemorroidário de que veria a ser operado em Novembro de 1907 no Hospital do Carmo na cidade do Porto – e concede-lhe tratamento por 90 dias (que vão sendo prolongados em Junta médica em Portugal) partindo para Portugal a 2 de Agosto. Só regressaria em 15 de Janeiro de 1909 (data de partida com chegada a Macau a 18 de Fevereiro) reassumindo o seu cargo de conservador do Registo Predial.
(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1997.
(3) O poema «Rosas de Inverno» reelaborado por Camilo no ano de 1901, foi publicado mais tarde no jornal de Hong «O Porvir» em 21 de Dezembro de 1901 e foi recitado por uma criança num sarau realizado a 15 de Dezembro de 1901 no Teatro D. Pedro V.
poesia-rosas-de-inverno-camilo-pessanha-ipoesia-rosas-de-inverno-camilo-pessanha-iiEncontra-se na Biblioteca Nacional de Portugal, (4) um manuscrito deste poema com a seguinte nota:
“1.º v.º : «Corollas, que floristes». Letra do punho de Alberto de Serpa. Com a indicação de ter sido publicado na página literária de «O Primeiro de Janeiro», Porto, 15 Ago. 1962, junto ao artigo de Guilherme de Castilho. Reunido em «Clepsidra e outros poemas». “
(4) Biblioteca Nacional de Portugal (http://purl.pt/14589)

1899-com-joao-vasco-pereiraCamilo Pessanha e o colega do Liceu, João Pereira Vasco em 1899
Fotografia de MAN-FOOK, MACAO

Anteriores referências neste blogue a Camilo Pessanha em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/camilo-pessanha/
Para melhor informação ver «Cronologia da Vida e Obra de Camilo Pessanha» em:
http://purl.pt/14369/1/cronologia1894.html
e sobre a Bibliografia do poeta em:
http://cvc.instituto-camoes.pt/sabermaissobre/cpessanha/06.html

anuario-de-1927-liceu-central-de-macau-iO Liceu Central de Macau (1927)

No dia 11 de Dezembro de 1923 foi nomeada Amália Alda Jorge para reger, interinamente, as disciplinas do 2.º grupo Português/Francês -do Liceu Central. Terá sido, ao que sabemos, a primeira professora do sexo feminino, no Liceu Central. (1) (2) (3)
Nesse ano de 1923, o Liceu de Macau estava instalado no edifício do antigo “Hotel Boa Vista”. Só a 12 de Julho de 1924, mudaria a instalação para o prédio n.º 89 da Rua Conselheiro Ferreira – as fotos do Liceu no ano de 1927.

anuario-de-1927-liceu-central-de-macau-ii-escadasA entrada do Liceu Central de Macau (1927)

Amália Alda Pacheco Jorge, é a filha mais velha de José Vicente Jorge, nascida em S. Lourenço a 30-08-1898 e faleceu em Lisboa a 17.03.1977. Foi professora primária e em 1923/1924 nomeada professora do 2.º grupo do Liceu. Estudou medicina (1924/1925) em Lisboa cujo curso frequentou até ao 2.º ano tendo regressado a Macau após falecimento da mãe, em 30 de Dezembro de 1926, porque, como irmã mais velha, sentiu-se responsável pelos irmãos (11), alguns deles ainda muito novos. (4)

anuario-de-1927-liceu-central-de-macau-iii-varandaA varanda do Liceu Central de Macau (1927)

(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1997.
(2) O Liceu de Macau que foi criado pela Carta de lei de 27 de Julho de 1893, regulamentada pela Portaria Provincial de 14 de Agosto de 1894, foi elevado a Central em 8 de Outubro de 1917 pelo Decreto n.º 3.432. Quando foi criado, o Liceu de Macau ministrava em três cursos: o curso geral (4 anos), o de letras (3 anos) e o de sciências (3 anos). Era condição essencial para a matrícula ao Curso de Letra ou de Sciências, possuir os 3 primeiros anos do Curso Geral. Este regime foi alterado pala Portaria Provincial de 16 de Setembro de 1897, que mandou pôr em vigor a organização dos Liceus Nacionais da Metrópole, terminando desde então, os cursos de letras e de sciências, e ficando o Liceu apenas com o Curso Geral, que passou a ser de 5 anos.
(3) Consta no «Anuário de 1924» como professora interina do 2.º grupo (Português e Francês) D. Amália Aldo Jorge. Nomeada secretária da 1.ª e 5.º classe, e regente das seguintes disciplinas: francês 1.ª, 2.ª e 5.ª classe e Matemática da 1.ª classe. O seu pai José Vicente Jorge era professor provisório do 3.º grupo (Inglês); secretário de 6.ª e 7.ª classe e regente das seguintes disciplinas: inglês 2.ª, 3.ª, 4.ª 5.ª 6.ª e 7.ª classe
(4) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Vol. II.

Postal da série “Greetings From Macau”,  este numerado com: MB106 (Printed in Macau)

postal-mb106-residencia-santa-sancha澳 督 官 邸 (1)
RESIDÊNCTA  (sic) SANTA SANCHA
GOVERNOR´S RESIDENCE

Fotografia de 譚永強  / Tam Weng Keong (2)
O palacete de Santa Sancha, situado no antigo bairro do Tanque do Mainato, dentro da  chácara de Santa Sancha cujo  proprietário mais antigo que se tem conhecimento foi Manuel Duarte Bernardino,  foi comprada em 1831 por Alexandrino António de Melo (Barão do Cercal). Após o falecimento da Viscondessa do Cercal, em 16 de Dezembro de 1892, os herdeiros venderam o palacete tendo Herbert Fullartoon Dent (comerciante do ópio) adquirido-o em 1893. A 28 de Janeiro de 1923, Dent vendeu essa propriedade  ao Governo de Macau por $32.500. Foi o Governador Tamagnini Barbosa, em 1926 , que escolheu para sua residência permanente a ali faleceu a 19 de Julho de 1940, durante o terceiro mandato (1937-1940).
postal-mb106-residencia-santa-sancha-verso(1) 澳 督 官 邸 – mandarim pīnyīn: ào dū guān dǐ; cantonense jyutping: ou3 duk1 gun1 dai2
(2) 譚永強 / Tam Weng Keong mandarim pīnyīn: tán  yong qiáng cantonense jyutping: taam4 wing5 goeng6