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Desenho publicado em 1873, no “Harper’s Weekly”, (1) de 14 de Junho (p. 517) com a seguinte legenda: “Life in China : A Gambling House at Macau

Comentário ao quadro referido por Wenxian Zhang: (2) “Ever since the gambling was legalized in 1848, Macau has become know worlwide as the “Monte Carlo of the Orient”. This painting from Harper´s Weekly shows a gambling house in Macau that was patronized by native Chinese and Westerners. In addition to a group of male gamblers, a woman and a child are also portrayed. In the the image at the head of table, a dealer is sorting chips; a pipe-smoking man on the left is counting coins in his hand, while a young woman on the right is wagering her barcelet”

(1) “Harper’s Weekly, A Journal of Civilization” foi uma revista política americana com sede em Nova Iorque. Publicada pela Harper & Brothers de 1857 a 1916, apresentava notícias nacionais e estrangeiras, ficção, ensaios sobre muitos assuntos e humor, além de ilustrações. https://pt.wikipedia.org/wiki/Harper%27s_Weekly

(2) ZHANG Wenxian – China Through American Eyes. World Scientific Publishing Co. Pte Ltd., 2018

Na continuação da notícia de 30 de Abril de 1873 (1), o mesmo jornal «Gazeta de Macau e Timor» (2) (3) dava notícias da chegada a Macau do brigue «Concordia», no dia 27 de Junho de 1873.

«Gazeta de Macau e Timor», I- 41, 1 de Julho de 1873, p. 2
«Gazeta de Macau e Timor», I-43 de 15 de Julho de 1873, p. 2

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/04/30/noticia-de-30-de-abril-de-1873-brigue-concordia-e-o-contingente-de-mouros-i/ (2) «Gazeta de Macau e Timor», I-41, de 1 de Julho de 1873, p. 2 (3) «Gazeta de Macau e Timor», I-43, de 15 de Julho de 1873, p. 2

Extraído de «O Oriente», I-31 de 15 de Agosto de 1872 p . 3

A informação mais antiga que possuo, da existência deste hotel “Royal Hotel” é de 1864/65 (postagem de 19-01-2018). (1) A informação seguinte é de 1868 em que consta como proprietário: C. R. Reed, O “Manager” era J. White e L. M. Perpetuo (empregado ?)

Extraído de «The Directory  & Chronicle for China….» de 1868.

Outras duas indicações são de 1872 (ano do anúncio acima citado) e de 1873 em que o proprietário era L A. de Graça. Será Lourenço António da Graça (? ) nascido em S. Lourenço a 6-8-1836, filho de Vitoriano António da Graça e Ana Josefa Carliton.

Extraído de «The Directory & Chronicle for China … » de 1873

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/01/19/noticias-de-19-a-21-de-janeiro-de-1865-visita-do-corpo-de-voluntarios-de-hong-kong-a-macau/

Extraído de «BGM», IX- 29 de 21 de Junho de 1863, p. 115

Francisco António Volong era filho de Job Volong e de Inês Volong. “Bom cristão, gozava do privilégio de ter em sua casa oratório particular“. Francisco António Volong casou com Ana Rosa das Chagas, filha de Francisco das Chagas e de Paula das Chagas, de quem teve os seguintes filhos: 1. Francisco António que casou com Rosa Maria 2. Vicente de Paulo que casou com Maria Madalena 3. José Joaquim, nascido a 18-09-1853 o qual faleceu a 29-08-1971

Ana Rosa Volong, viúva de Francisco António Volong, faleceu a 16 de Maio de 1868, com 45 anos de idade. Seu filho Francisco António Volong, natural de Cantão, faleceu a 15-08-1873, com 22 anos de idade…. (…). Volong deu o nome a um bairro de Macau, sito em S. Lázaro. O bairro de Volong era uma aglomeração chiqueiro, um perigosíssimo foco de infecção….Outrora era um bambual… (TEIXEIRA, P Manuel – Toponímia de Macau, Volume II, 1997, pp.315-316)

1894 – A Horta de Volong, um dos focos de infecção nas epidemias da peste e cólera, é por sua vez expropriada por utilidade pública em 1894 e saneada; é o local com uma área de 200 hectares, limitado ao norte pela Estrada do Cemitério, ao sul pela Rua Ferreira do Amaral, a leste pela Estrada da Flora e a oeste pela Rua de S. Lázaro. Entregue, em 1897, ao Senado, depois de a Repartição de Obras Públicas ter ali procedido a importantes obras tais como a abertura das ruas, à construção da canalização de esgoto e até dos alicerces das casas particulares. O bairro contíguo de S. Lázaro que fora um dos focos de epidemia da peste, de 1896, é por seu turno, saneado em 1900. Uma vez saneado nunca mais ali entrou a peste. (TEIXEIRA, P Manuel, – Toponímia de Macau, Volume I, 1997, pp.468/469)

Anteriores referências: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/horta-de-volong/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/rua-volong/

NOTA : A propósito dum artigo sobre a Catedral de Macau, a revista “Archivo Pittoresco” (n.º 35 de Fevereiro de 1858, p. 276)  traz a seguinte informação sobre Francisco Volong:

Aviso publicado na imprensa em 13 de Junho de 1872, para venda de diversos produtos, “vindos ultimamente da Europa” e disponíveis na Rua Central n.º 28

Extraído da gazeta “O Oriente”. I-22 de 13 de Junho de 1872, p. 4

NOTA: Em Hong Kong, a casa leiloeira “Ayres & Co” ficava em “Queen´s Road”, n.º 42 (Central). A empresa era de Miguel Ayres da Silva (leiloeiro) e trabalhavam lá, no ano de 1872: José Maria Guedes jr (leiloeiro); Adelino E. Alemão (escriturário) e Ricardo de Souza (escriturário). No ano de 1873:

«The Chronicle & Directory for China, Japan, & The Philippines…1873», p. 195

Extraído de «O Independente», I-2 de 29 de Maio de 1873, p 4
Extraído de « O Correio Macaense», Vol VI, n.º 15 de 24-05-1889, p. 2

Denominava-se “maratha”, o “mouro” que prestava serviço na Policia de Macau. Os primeiros 41 praças mouras que chegaram em 1873 (1) deviam pertencer à casta “Maratha” pois muitos desta casta pertenciam ao exército do império Mogul (1526-1540 e 1555-1857) e depois nos diversos sultanatos da Índia.

SALGADO, Sebastião Rodolfo – Glossário Luso-Asiático

 (1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/04/30/noticia-de-30-de-abril-de-1873-brigue-concordia-e-o-contingente-de-mouros-i/

A «Gazeta de Macau e Timor, (1) noticiava a partida no dia 30 de Abril de 1873, da cidade de Goa para Macau, do brigue «Concordia», levando a bordo 41 praças mouras para a polícia de Macau, requisitadas pelo governador Visconde de S. Januário, sob o comando do tenente José dos Santos Vaquinhas (2) e de um sargento europeu.

«Gazeta de Macau e Timor», I- 37 de 3 de Junho de 1873

O mesmo jornal de 17 de Junho, (3) dava a notícia da chegada breve a Macau do brigue, por notícias de Penang (4) onde fez escala (faria ainda outra escala em Singapura no dia 2 de Junho). Noticiava ainda que os mouros seriam alojados no novo quartel em S. Lázaro. (5) O brigue «Concordia» chegou a Macau no dia 17 de Junho de 1873

«Gazeta de Macau e Timor», I- 39 de 17 de Junho de 1873,

(1) «Gazeta de Macau e Timor», I- 37 de 3 de Junho de 1873, p. 3

(2) José dos Santos Vaquinhas, tenente em 1873, da Guarnição de Macau e Timor, ocupa interinamente o cargo de Comandante do Posto Militar da Taipa e Coloane, que se encontrava vago em Março de 1874. Nomeado comandante militar da Taipa e Coloane de 04-06-1874 a 30-06-1874 e depois já Major, segundo comandante da guarda policial de Macau, em 1883. Em 1888, como inspector dos incêndios, foi nomeado responsável pelas operações sanitárias devido ao surto de “cólera morbus” declarado a bordo do transporte de guerra “Índia”, e ficou contagiado, falecendo em 1888, na sequência de complicações de ordem cerebral (6)

José dos Santos Vaquinhas tem vários artigos sobre Timor (história da colonização, usos e superstições, etc) que foram publicados entre 1881 a 1887 no «Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa», de que era correspondente. Ver anteriores referências de José do Santos Vaquinhas https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-dos-santos-vaquinhas/

(3) «Gazeta de Macau e Timor», I- 39 de 17 de Junho de 1873, p. 2

(4) Penang é um estado da Malásia, geograficamente dividido em duas partes: ilha de Penang (Pulau Penang) e Seberang Perai (estreita faixa no continente malaio)

(5) Terá sido um alojamento (casa) provisório até ser construído um novo quartel, o chamado «Quartel dos Mouros”, que foi inaugurado em 15-08-1874, na Barra. (7) O novo edifício especificamente destinado a aquartelar a companhia de mouros do Corpo da Polícia de Macau, foi construído segundo o projecto do arquitecto italiano Cassusso. Em 1905 foi transformado para nele se instalarem a Capitania dos Portos e a Polícia Marítima. (87)

(6) “16-08-1888 – Vindo de Hong Kong com tropas portuguesas em trânsito, chegou à Baía de Cacilhas o transporte de guerra Índia, tendo-se declarado a bordo «cólera morbus”, contraída na colónia britânica. De 20 de Agosto a 9 de Setembro fez-se um cordão sanitário com centro de operações na Guia, para isolar aquela zona. O responsável Major José dos Santos Vaquinhas, inspector de incêndios, acabou por ser contagiado e morreu, na sequência de complicações de ordem cerebral e apesar do seu caso ser inicialmente de cólera benigna.” https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/08/16/noticia-de-16-de-agosto-de-1888-pandemia-de-colera-morbus/

(7) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/quartel-dos-mouros/

(8) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954.

Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», I – 27 de 25 de Março de 1873
Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», I – 28 de 1 de Abril de 1873

NOTA: Thomas de Villa Nova Ferrari (1814 – 1873) – curso de Matemática da Real Academia de Marinha em 1931, guarda-marinha em 1833, 2.º tenente em 1843 ,em 1846 – Governador das Ilhas de Cabo Delgado, 1.º tenente em 1850, Capitão Tenente em 1859, atingiu posto máximo de Capitão-de-fragata em 1859. Embarcou em várias corvetas (entre elas, a sua última missão a Macau no «Duque de Palmela»), (1) escunas, brigues e fragatas. Maçon, iniciação antes de 1869. (2)
Anteriores referências à corveta «Duque de Palmela” (1) em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/corveta-duque-de-palmela/
(1) D. Pedro de Sousa Holstein (1781–1850), conde (1812), 1.º Marquês de Palmela (1823) e 1.º Duque do Faial (1833),  depois 1.º Duque de Palmela, concedido em vida (1833) e depois, em 1850, foi tornado de juro e herdade. Foi militar, político, diplomata e herói das Guerras Liberais. O Duque de Palmela foi o representante de Portugal na assinatura do tratado com a Inglaterra (Lord Aberdeen) sobre a abolição da escravatura, no dia 3 de Julho de 1842.
(2) VENTURA, António – A Marinha de Guerra Portuguesa e a Maçonaria. Nova Veja, Limitada,  2013, 247 p.

Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», I-17de 14 de Janeiro de 1873.