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O Cônsul da França em Cantão , (1) conde de Chappedelaine (2) visitou Macau de 23 de Setembro a 1 de Outubro de 1872. O jornal «Gazeta de Macau e Timor» de 8 de Outubro,   reporta esta estadia.

Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», I-3 de 8 de Outubro de 1872, p. 3

(1)

(2) Julien René Emmanuel Stephen de Chappedelaine, conde Chappedelaine foi Cônsul da França em Cantão (Shameen ou Shamian) de Abril de 1872 a Junho de 1872 (interino). Nomeado em 10 de Junho de 1872 até 9 de Setembro de 1872, Cônsul-geral de França em Shanghai (interino). Em 10 de Setembro de 1872,voltou a ser nomeado (2.ª vez, interino) cônsul interino em Cantão até 1873. Voltou a ser nomeado pela 2.ª vez, cônsul interino em Shanghai de 25 de Maio de 1875 a 13 de Fevereiro de 1876. Nascido em 1844 (e falecido em 1917) é filho de Charles Marie de Chappedelaine (1817-1895), cavaleiro da Legião de Honra da França e de Barbe Holinska (ca 1820-1898). Julien René E. S. de Chappedelaine recebeu também, em 31-12-1904 a nomeação de Oficial da Legião de Honra. https://gw.geneanet.org/pierfit?lang=en&p=julien+rene+emmanuel+stephen&n=de+chappedelaine

Livro de referência, em português, sobre arte chinesa, onde apresenta a colecção (parte dela) de José Vicente Jorge (1872 – 1948) (1), na altura considerada a colecção particular mais valiosa na arte chinesa.

25, 5 cm x 19 cm x 3,5 cm

Fornece a descrição cronológica da arte chinesa e das suas principais produções em cada dinastia
No seu prólogo intitulado “EXPLICANDO “ o autor explica os motivos que o levaram a redigir esta obra sobre a arte chinesa
Macau, Setembro de 1940
J. V. JORGE

Contracapa

Diz ainda o autor:
“A MINHA COLECÇÃO
Tem cêrca de 10 000 peças, representando os principais ramos da arte chinesa – cerâmica, bronze, jade, pintura, caligrafia, escultura, esmalte, laca, bordado e mobília.
A reprodução de todas as peças tornaria esta obra muito dispendiosa e êste livro demasiadamente volumoso.
As gravuras que seguem são das principais peças e dão uma boa ideia da colecção, que, como ficou dito, me levou cêrca de 50 anos a fazer.
Acho também de interesse reproduzir alguns aspectos, em conjunto, para se poder julgar do seu valor decorativo.
Macau, Setembro de 1940.”

(1) JORGE, J. V. – Notas sobre a Arte Chinesa. 1940, Tip. Mercantil de N. T. Fernandes & Filhos Ltda., Macau, 150 p + 111 folhas com 524 gravuras de peças antigas impressas em separado. O Instituto Cultural de Macau fez uma nova edição desta obra, em 1995.

NOTA: Recordo a postagem anterior de 30-11-2014 que mostra um quadro do pintor Fausto Sampaio retratando o vestíbulo da casa de José Vicente Jorge, com a sua colecção de arte chinesa.

“O quadro mostra o vestíbulo da casa de José Vicente Jorge, com a sua colecção de arte chinesa. “Macaense de destaque na Colónia e um dedicado cultor da arte chinesa. Serviu como encarregado de Negócios de Portugal em Pequim, quando da proclamação da República, em 1910 e mais tarde, em 1912, sendo chefe de Expediente Sínico em Macau foi a Cantão várias vezes, como agente diplomático, quando do tratado de expatriação com a China …(…) A colecção de preciosidades que possue é tida como a melhor do Extremo-Oriente e já mereceu a visita do director do Museu Britânico de Londres
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/11/30/leitura-fausto-sampaio-pintor-do-ultramar-portugues-vi/

Sobre este livro algumas considerações em:
TING, Caroline Pires 丁小雨; BUENO, André – Colecionismo Orientalista como Resultado de um Processo de Interação Cultural entre China, Macau e Portugal in pp. 221 a 232 de: https://entresseculos.files.wordpress.com/2018/01/anais_versc3a3o-3_2018.pdf
TING, Caroline Pires – Exposição do Mundo Português e Divulgação da Arte Chinesa in pp. 65- 69 de:
https://books.google.pt/books?id=klg6DwAAQBAJ&pg=PA65&lpg=PA65&dq=Notas+
s%C3%B4bre+arte+chinesa+#v=onepage&q=Notas%20s%C3%B4bre%20arte%20chinesa&f=false

Extraído de «O Oriente», I-29 de 1 de Agosto de 1872, p. 4
Extraído de «O Oriente» I-30 de 8 de Agosto de 1872, p.

NOTA 1 : “A Morgadinha de Val Flor” drama em cinco actos, um dos primeiros dramas de Manuel Joaquim Pinheiro Chagas, representado pela primeira vez no Teatro D. Maria II, em 3 de Abril de 1869, e publicado em livro no mesmo ano, A intriga, sentimental e ultrarromântica, desenrola-se na Beira, em finais do século XVIII, época conturbada de transformações políticas e sociais, e gira em torno do amor impossível, com desfecho trágico, entre Leonor, a morgadinha de Valflor, uma fidalga altiva, e Luís, um humilde pintor em quem ela reconhece a “incontestável superioridade sobre os filhos degenerados da gloriosa nobreza de outrora”. https://www.infopedia.pt/$a-morgadinha-de-valflor.

NOTA 2 : Em 1923, estreou o filme português, mudo, “A Morgadinha de Val-Flor”, rodado em 1921 dos realizadores Ernesto de Albuquerque e Erico Braga, com argumento de Augusto de Melo, baseado na peça de Pinheiro Chagas. Infelizmente apenas subsistem alguns fragmentos deste filme. http://www.cinept.ubi.pt/pt/filme/2298/A+Morgadinha+de+Val-Flor.

Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», I- 44 de 22 de Julho de 1873, p. 2

Trata-se do cónego António Maria Augusto de Vasconcelos, primeiro cónego do Cabido eclesiástico que apesar de ter o seu nome numa rampa existente na Guia, um pouco além do início da Estrada de Cacilhas, “Rampa do Padre Vasconcelos”, (1) não deixou grandes créditos e méritos neste território, apesar dos vários cargos que exerceu. Veio para Macau em 1862 como professor da Escola Macaense (era bacharel em Teologia e professor de Humanidades), nomeado cónego em 1865, foi repreendido pela autoridade eclesiástica por usar meias vermelhas antes de ser cónego. Nomeado professor no Seminário em 1871, foi exonerado em 1872 por inconveniência ao serviço. Nomeado tesoureiro da Santa Casa da Misericórdia em 1875, foi exonerado 3 meses depois. Nomeado arcediago da Sé em 1883. Regressou a Portugal em 1885, onde terá falecido em 1888. (1)  

(1) Ver anteriores referências em:  https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/padre-antonio-m-a-de-vasconcelos/

Extraído de «O Oriente», I-31 de 15 de Agosto de 1872 p . 3

A informação mais antiga que possuo, da existência deste hotel “Royal Hotel” é de 1864/65 (postagem de 19-01-2018). (1) A informação seguinte é de 1868 em que consta como proprietário: C. R. Reed, O “Manager” era J. White e L. M. Perpetuo (empregado ?)

Extraído de «The Directory  & Chronicle for China….» de 1868.

Outras duas indicações são de 1872 (ano do anúncio acima citado) e de 1873 em que o proprietário era L A. de Graça. Será Lourenço António da Graça (? ) nascido em S. Lourenço a 6-8-1836, filho de Vitoriano António da Graça e Ana Josefa Carliton.

Extraído de «The Directory & Chronicle for China … » de 1873

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/01/19/noticias-de-19-a-21-de-janeiro-de-1865-visita-do-corpo-de-voluntarios-de-hong-kong-a-macau/

Aviso publicado na imprensa em 13 de Junho de 1872, para venda de diversos produtos, “vindos ultimamente da Europa” e disponíveis na Rua Central n.º 28

Extraído da gazeta “O Oriente”. I-22 de 13 de Junho de 1872, p. 4

NOTA: Em Hong Kong, a casa leiloeira “Ayres & Co” ficava em “Queen´s Road”, n.º 42 (Central). A empresa era de Miguel Ayres da Silva (leiloeiro) e trabalhavam lá, no ano de 1872: José Maria Guedes jr (leiloeiro); Adelino E. Alemão (escriturário) e Ricardo de Souza (escriturário). No ano de 1873:

«The Chronicle & Directory for China, Japan, & The Philippines…1873», p. 195

Anteriores referências à corveta “Duque de Palmela”e canhoneira “Camões” https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/corveta-duque-de-palmela/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/canhoneira-camoes/

TSYK I-30 de 28 de Abril de 1864,

A autora destes versos será provavelmente, Adelaide Clotilde Gonzaga (1839-1888), 2.ª filha de Guilherme Gonzaga (1) e Maria Bárbara Rangel (2). Professora de língua e literatura portuguesa na Escola do Governo, em S. Lourenço, nomeada em 2 de Janeiro de 1872. Sendo solteira, do seu cunhado 2.º Barão do Cercal, António Alexandrino de Melo (3) teve uma filha ilegítima, pelo que a criança nasceu no Hospital de S. José de Hong Kong a 16-10-1874 e foi baptizada, Adelaide Irene de Melo, na Catedral de Hong Kong. Parece que a mãe a confiou às madres, pedindo depois licença ao Governo para se ausentar para Lisboa durante um ano, mas nunca mais regressou. Em Lisboa foi professora e directora de uma escola de instrução primária.

O Boletim da Província de Macau e Timor n.º 19 de 06-05-1876 publicou a Portaria n.º 26 do Governador José Maria Lobo de Ávila (de 1874 a 1876) de 4-05-1876, exonerando-a, por abandono do lugar. Para este lugar foi nomeada D. Asteria Coelho dos Santos (4)

Extraído de «BPMT» XXII-nº 19 de 6 de Maio de 1876

(1) Guilherme Gonzaga, nascido na freguesia de S. Lourenço (c. 1810) comerciante em Macau, com negócios de fazendas, retrozarias e tabaco. Em 1844 era secretário da Associação do Montepio Geral de Macau. Casou em S. Lourenço a 22-06- 1836 com Maria Bárbara Rangel. Tiveram 4 filhas.

(2) Maria Bárbara Benedita Rangel (1813-1843), filha de Floriano António Rangel (1778-1843) e Ana Maria Antónia de Jesus Correia de Carvalho (1788-1843). Casou em 2.ª núpcias com Guilherme Gonzaga em 22-06-1836

(3) O 2.º Barão do Cercal, António Alexandrino de Melo (1837-1885) casou com a irmã Guilhermina Pamela Gonzaga (1841-1893), 3.ª filha do casal Guilherme Gonzaga/Maria Bárbara Rangel, na Igreja de S. Lourenço em 08-11-1858. Este casamento foi prejudicado pelas relações que o Barão mantinha com sua cunhada Adelaide, de quem viria a ter uma filha.

Informações de: FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Volumes I. II e III, 1996 e http://pagfam.geneall.net/1020/pessoas.php?id=1072074

(4) 31-05-1876 – BPMT XXII- 26 de 24 de Junho de 1876

O soldado n.º 78 da 2.ª Companhia do Batalhão de Infantaria Euzebio Gonçalves “soldado de péssimo comportamento e genio feroz” que estava preso, condenado em 5 anos de trabalhos públicos pelo conselho de guerra, fugiu na noite de 9 para 10 de Abril de 1872, da cadeia pública, (1) mas conforme conta o jornal “O Oriente” (2) regressou por sua iniciativa devido aos “caprichos da sorte”

(1) «O Oriente», I – 13 de 11 de Abril de 1872,
(2) «O Oriente», I-14 de 18 de Abril de 1872, p. 4

No mesmo jornal (1) na página 2, traz um artigo onde se descreve as péssimas condições da cadeia. Um pequeno excerto do artigo:

NOTA: Ver anterior ocorrência nesta cadeia em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/02/12/noticia-de-12-de-fevereiro-de-1872-occorren-cia-na-cadeia/

Extraído de «O Oriente» I- 8 de 7 De Março de 1872