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26-01-1824 – Nasceu José Maria da Silva, que aos 16 anos foi estudar Gramática Portuguesa no Seminário de S. José e que fundou o jornal «O Independente, em 1867, (1) (2) falecendo em 24-07-1898. (3)

28-05-1847 – A Portaria n.º 20 desta data permite a Ana Faustina dos Santos Freitas conservar a farmácia que foi de seu marido, fornecendo medicamentos ao público por somente um ano, debaixo da direcção de José Maria da Silva e sujeita à vigilância e inspecção do cirurgião –mor de Macau. Depois disso deverá ser mandada fechar, se não for confiada a pessoa legalmente habilitada. (3)

18-06-1869 – Foi suspenso por ordem do Governador, almirante António Sérgio de Sousa, o quinzenário político e noticioso «O Independente» fundado por José da Silva. Este periódico reapareceu e foi suspenso várias vezes, tenho o seu redactor José da Silva sido mais de uma vez agredido, multado e preso pelos seus virulentos artigos de crítica contra a administração pública e ataques pessoais.(3)

(1) José Maria da Silva, redactor, proprietário e responsável de «O Independente» que se auto-intitulava jornal político e noticioso n.º 1 em 04-09-1868 até ao n.º 46 de 20-07-1869. Reaparece a 15-05.1873 (quinzenário inicialmente até 30-04-1874; a  partir do n.º seguinte passa a semanário), e suspende a publicação em (?)  Julho de 1880. Reaparece a 20-11-1882 até 24-07-1898.

(2) A 17-01-1889, por motivos de saúde, José da Silva passa o jornal a seu filho, Constâncio José da Silva. A 18 de Julho de 1891, José da Silva volta a aparecer como redactor principal.

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, pp. 41. 110 e 188.

(4) Por ter sido suspenso, com o mesmo título foi publicado e impresso em Hong Kong, VOL I n.º 1 de 18-09-1869

Em Novembro de 1869 o navio “Viajante” partiu de Lisboa para Macau sob o comando do capitão José Sabino Gonçalves atravessando o canal de Suez, no dia 22 de Novembro (1) sendo o primeiro navio de bandeira portuguesa a fazer este trajecto. Esta nova via de navegação encurtava muito as viagens que se faziam ao Oriente pelo trajecto africano.

Este navio de três mastros com casco em teca foi construído em 1850 nos estaleiros de Damão; os mesmos que já haviam realizado a fragata «D. Fernando e Glória». O «Viajante» era um navio de 377 toneladas, que media 35 metros de comprimento. Armou, sucessivamente, em galera e em barca. O seu primeiro proprietário foi a casa Bessone & Barbosa, que o utilizou no transporte de chá para a Europa.

A 2 de Outubro de 1917, quando navegava de Lisboa para o Funchal com mercadoria diversa, o «Viajante» foi afundado por um submarino alemão não identificado. Apesar da zona de naufrágio do navio se situar a umas 180 milhas náuticas da terra firme mais próxima (a ilha de Porto Santo), todos os seus tripulantes (12 homens) se salvaram. http://marinhadeguerraportuguesa.blogspot.pt/2015/08/a-evolucao-dos-navios-da-armada-real.html

(1) A inauguração do trajecto foi a 17 de Novembro de 1869. Dez dias após a inauguração, a barca Viajante acabou por ser o primeiro barco português a atravessar o canal.

Para mais informações, sugiro leitura de: https://arquivohistorico.marinha.pt/details?id=264

Extraído de «BPMT», XV-1, de 4 de Janeiro de 1869, p. 4

O contingente de 130 praças e 5 oficiais era destinado para o Batalhão de Infantaria de Macau, aquartelado no quartel inaugurado em 30 de Dezembro de 1866 e construído no lugar do antigo convento de S. Francisco, pelo Governador Coelho do Amaral.

Extraído de «O Independente», Vol. I-5 de 16 de Outubro de 1869, p. 38 de HK
Extraído de «BPMT», XIII-38 de 23 de Setembro d 1867, p. 226

“O Governador Coelho do Amaral (1863-1866), ilustre engenheiro militar (Tenente Coronel graduado em Coronel e depois Coronel do Corpo de Engenheiros e General) deu condições de salubridade, fez a demolição de parte da muralha, abriu estradas e pavimentou ruas, construiu o primeiro farol a costa da China, plantou árvores da Praia Grande e jardins, mandou construir o quartel para o batalhão de 1.ª linha no lugar do antigo convento e igreja de S. Francisco, desenvolveu e ampliou a cidade. Novos contingentes militares chegaram para renderem ou reforçarem o Batalhão (em 1863, em 1866,em 1868 e em 1874) e, em 1864, foi organizada a Companhia de Enfermeiros. Em 1869 são reorganizadas as forças do Ultramar.” (CAÇÃO, Armando A. A. – Unidades Militares de Macau, 1999, p. 21

Extraído de «BPMT», XV- 25 de 21 de Junho de 1869, p. 124
Extraído de «BPMT», XV – 24, de 14 de Junho de 1869, p. 120

NOTA I – Anton Freiherr von Petz (1819 – 1885) oficial da marinha real e imperial austríaca, atingindo o posto de vice-almirante; cavaleiro da Ordem Militar de Maria Teresa. Como comandante do navio Kaiser, é considerado herói da batalha de Lissa, em 1866. (1) Em 1869, como Ministro plenipotenciário da Áustria à China efectuou uma expedição a Asia e América do Sul. (https://en.wikipedia.org/wiki/Anton_von_Petz).

(1) https://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Lissa_(1866)

NOTA II – Era governador, António Sérgio de Sousa (1868-1872) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-sergio-de-sousa/

Extraído de «O Independente», I- 37 de 14 de Maio de 1869, p. 321
Extraído de «O Independente», I- 31 de 2 de Abril de 1869, pp. 267-268
Extraído de «BPMT», XV-8 de 22 de Fevereiro de 1869, p. 45

O governador de Macau era António Sérgio de Sousa. (1) Esta mesma visita já foi referida em anterior postagem neste blogue, notícia proveniente doutro jornal, o semanário “O Independente” (2)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-sergio-de-sousa/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2021/02/16/noticias-de-15-a-18-de-fevereiro-de-1869-baile-no-palacio-do-governador-de-hong-kong-convidado-o-governador-de-macau-corrida-de-cavalos/