Archives for posts with tag: 1851
Extraído de «BGPMTS», Vol. 6- 49 de 25 de Outubro de 1851

Na edição de 28 de Setembro de 1843, do jornal “Friend of China”, noticiava a compra do Hotel Albion (1) no dia 1 de Setembro de 1843 pelo Capitão A. H. Fryer. Mais informava que a loja do Sr John Smith (2) e a sala de leilões mantinham-se no hotel. O capitão de navios A.H. Fryer que tinha residência em Macau, além de ser dono do Hotel, era sócio, em 1846, da firma “Bowra, Humphreys & Co” Em 1848 o capitão Fryer iniciou sozinho a sua firma “A.H. Fryer & Co” (3)

Extraído de «BGPMTS», VI-20 de 5 de Abril de 1851, p. 56

Anteriores referências

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-albion/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/john-smith/

Exemplares de ANÚNCIOS /AVISOS de JNO: SMITH publicados em 1851-1852

Extraído de «BGPMTS» , VII. 5 de 31 de Janeiro de 1852, p. 20

Outro aviso, acerca do falecimento (será o mesmo John Smith?) de 1854          

Extraído do «BGPMTS», IX-4 de 1 de Julho de 1854, p. 131
Extraído de «BGPMTS», VI-34 de 12 de Julho de 1851 p. 110

O governador de Macau era Francisco António Gonsalves Cardoso (3-02-1851 a 19-11-1851) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/francisco-a-g-cardoso/

Extraído de «B.G.P.M.T.S.», 1 de Julho de 1854, p. 130

“Que de hoje em diante o signal de alarme geral ou rebate passará a ser de três tiros de peça disparada pelo Forte de S. Pedro com intervalo de 10 segundos, e repetido pela Fortaleza do Monte, em lugar de um tiro e um foguete, como estava determinado em o & 4.º da ordem do dia N.º 17 de 15 de Maio de 1851”

No dia 5 de Novembro de 1834, um violento incêndio destruiu 500 moradias. (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954 e SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Volume 3, 1995 e Volume II, 2015)

Nas efemérides publicadas em 1908 no «The Directory & Chronicle for China, Japan…», periódico editado anualmente em Hong Kong, menciona este incêndio “Great Fire in Macao…”, datando-o a 12 de Novembro de 1834. A. Marques Pereira não menciona este acontecimento nas suas “Ephemerides Commemorativas da História de Macau”

Relembro que o Serviço de Incêndios de Macau, de modo informal existe desde 1851 e só em 2 de Maio de 1883 foi criado o primeiro «Regulamento dos Serviços de Incêndio de Macau» Até esta data, os incêndios eram debelados pelos próprios moradores, bem como pelo pessoal das fábricas e das lojas. O «Regulamento dos Serviços de Incêndio», publicado no Boletim Oficial de 10 de Agosto de 1883, conferiu ao serviço um carácter oficial, regular e organizado: constituído por um efetivo de 60 pessoas, instalados no antigo Convento de S. Domingos. Em 1914, passou a integrar a Direção das Obras Públicas. No ano seguinte, há lugar a nova reorganização e os serviços de incêndio passam a ser coordenados pelo Major de Infantaria, João Carlos Craveiro Lopes. Em 1916, já existiam três estações em Macau. A Taipa e Coloane tinham também os seus próprios postos de incêndio.(FARIA, Alice Santiago – Corpo de Bombeiros https://hpip.org/pt/heritage/details/2238

Ver anteriores postagens sobre incêndios em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/incendios/

Realizou-se no dia 8 de Outubro de 1851 uma representação teatral na extinta Sociedade Philarmonica Macaense, (1) um drama em 3 actos “A Pobre das Ruínas” (2) e uma  comédia em 1 acto “Fallar verdade a Mentir”, (3) organizada por um grupo de amigos, que constituíram uma comissão para que a totalidade da venda dos bilhetes deduzidas as despesas necessárias para o enrio, vestuário, música e mais arranjos do teatro, seria  em beneficio da Escola de Instrução primaria e secundaria estabelecida na casa do Leal Senado. A Comissão era composta por António Pedro Buys – Presidente; António Diniz d´Ayalla – Tesoureiro e Justinianno de Souza Alvim – Secretário.

Anúncio publicado para conhecimento do público no «B.G.P. M.T.S.», Vol 6, n.º 45 de 27 de Setembro de 1851, p. 156.

(1) A Sociedade Philarmonica Macaense foi constituída no dia 14 de Dezembro de 1844, com a primeira reunião da mesa da Assembleia Geral no dia 22 de Dezembro na Feitoria de Francisco António Pereira Thovar, para apresentação e discussão do projecto dos Estatutos da Sociedade

Extraído de «O Procurador dos Macaístas» I-42 de 19 de Dezembro de 1844

(2) “A Pobre das Ruínas” de 1846 é uma peça teatral (dramalhão histórico em 3 actos, com prologo) do dramaturgo, poeta, romancista, jornalista, deputado, ministro e diplomata, José da Silva Mendes Leal Júnior (1818 – 1886). Publicado nesse ano em livro impresso na “ Typographia Rollandiana”, 1846, 166 p.; 20 cm. https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_da_Silva_Mendes_Leal

(3) “Falar a Verdade a Mentir”, peça teatral apenas um acto (acto único composto por dezassete cenas), uma crítica social expressa de forma cómica, escrita em 1845 por João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, (1799-1854), escritor, dramaturgo, par do reino, ministro e secretário de estado. Foi publicada em 1846. https://pt.wikipedia.org/wiki/Falar_Verdade_a_Mentir https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/joao-bsl-almeida-garrett/

Edital de 11 de Setembro de 1851, assinado pelo governador, Capitão de Mar e Guerra da Real Armada, Francisco António Gonçalves Cardoso – Regulamento sobre a prostituição dentro dos muros da cidade e as casas toleradas. (1) Este edital é constituído por 14 artigos sendo de destacar os seguintes:

Extraído de «Boletim do Governo da Província de Macao, Timor e Solor», Vol. 6, n.º 43 de 13 de Setembro de 1851, pp. 145-146

(1) Ver anterior postagem sobre este mesmo edital em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/09/11/noticia-de-11-de-setembro-de-1851-prostitui-cao-em-macau/

Extraídos de «B. G. P. M. T. S.», VI- 34, 1851, p. 112
Extraído de «BGPMTS»  I-34 de 9 de Junho de 1855 p-135

O procurador era Lourenço Caetano Cortela Marques mais conhecido pelo nome de Lourenço Marques (1811-1902). (1) Exerceu o cargo de Procurador do Leal Senado de 1851 a 1856 e de 1859 a 1865; em 1865 foi eleito vice-presidente do Leal Senado e em 1871 Presidente do mesmo

(1) Anteriores referências a este Macaense em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/comendador-lourenco-marques/

Duas pequenas notícias surgidas no jornal «O Independente» (1) sobre prisioneiros, um  estava na prisão do Monte e outro, na cadeia pública.

Extraído de «O Independente», I- 38, 21 de Maio de 1869, p. 330

Nesse ano, já estava em vigor o «Regulamento da Cadêa de Macao» (Portaria n.º 58 de 11 de Novembro de 1851), que foi complementada em 4 de Abril de 1859 (Portaria Provincial n.º 29). Neste mesmo ano, foi publicado um novo «Regulamento da Cadeia Pública de Macau» em 11 de Junho de 1859 (B.G.n.º 33).

Extraído de « BGPMTS», VI-52 de 15 de Novembro de 1851

Recorda-se que a cadeia em 1754 estava no terreiro de St.º Agostinho, que pertencia aos jesuítas, junto ao Convento de Sto Agostinho. Em 1776 passou para uma casa do Estado, junto ao Senado. Esta rua ainda hoje se chama do Tronco Velho; a nova cadeia deu o nome `Rua da Cadeia”, que em 1937 recebeu o nome de Rua Dr. Soares.

As condições da cadeia no Tronco Velho não eram boas apesar de durante anos ter sido feitas melhorias e alargamento do espaço, como o próprio Boletim Oficial («BGMT», XIV-18 de 2 de Maio de 1868) noticia em 1868:

Só com a construção da nova cadeia iniciada em 1884, em 5 de Setembro de 1909, os presos passaram para a cadeia na Colina de S- Miguel e em 1990 para as novas instalações, em Coloane.