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Ordem Circular n.º 35 do Quartel General no Palácio do Governo na Província de Macau, Solor e Timor de 2 de Abril de 1845, para solenizar no dia 4 de Abril , o aniversário, 26 anos, da Rainha D. Maria II

Extraído de «O Procurador dos Macaístas», II-6 de 10 de Abril de 1845

D. Maria II de Portugal (Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga), nasceu no Rio de Janeiro, a 4 de Abril de 1819; faleceu em Lisboa a 15 de Novembro de 1853). Rainha de Portugal e dos Algarves em duas ocasiões diferentes: primeiro de 1826 a 1828, quando foi deposta por seu tio Miguel, e depois de 1834 até à sua morte em 1853. Era a filha mais velha do imperador Pedro I do Brasil, que também reinou em Portugal brevemente como Pedro IV, https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_II_de_Portugal

Extraído de «O Procurador dos Macaístas», n.º 4, de 27 de Março de 1844

O Governador era José Gregório Pegado, que iniciou em 6 de Outubro de 1843 até 21 Abril de 1846 (posse de João Maria Ferreira do Amaral) tendo embarcado a 28 de Maio de 1846 e falecendo em Áden, no seu regresso a Portugal nesse ano.

NOTA: a 6 de Março de 1844, foi iniciada a publicação do seminário literário e político “ «O Procurador dos Macaístas», fundado por Manuel Maria Dias Pegado. O jornal seguiu até 2 de Setembro de 1845.

Extraído de «O Procurador dos Macaístas», II, n.º 21 de 24 de Julho de 1845

Extraído de «O Procurador dos Macaístas», II-21 de 24 de Julho de 1845.

Warren Delano Jr. (13 de Julho de 1809 – 17 de Janeiro de 1898) – comerciante americano, nascido em New Bedford, Massachusetts, da família “Delano” muito conhecida nos EUA (é avô materno do presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt) Aos 24 anos (1833) foi para a China, para trabalhar na “Russell & Company “ , empresa pioneira no comércio com a China. Ao longo da sua estadia, Warren Delano Jr. fez uma grande fortuna comercializando ópio em Cantão (Guangzhou). Na China viveu em Cantão, e com a família em Macau. Casou no dia 1 de Novembro de 1843, com Catherine Robbins Lyman (1825 –1896). Tiveram 11 filhos dos quais os dois primeiros nasceram em Macau: a filha Susan Maria Delano (13-10-1844-29-06-1846) que faleceu em Macau com apenas 18 meses (transladada para o cemitério de Fairhaven, Massachusetts/EUA) e a 2.ª filha, Louisa Church Delano (Macau 04-06-1846 – Newburgh NY/EUA 26-05-1869). Warren Delano Jr. com a família regressou aos EUA em 1846/47. (1) (2) (3)

Extraído de «O Procurador dos Macaístas», II-7 de 17 de Abril de 1845

(1) Warren Delano Jr. era o filho mais velho do capitão Warren Delano e de Deborah Perry Church Delano. Após a morte de sua mãe em 1827, seu pai, Warren Delano que trabalhava no comércio marítimo da Nova Inglaterra, casou com Elizabeth Adams, uma viúva do capitão Parker da Marinha dos Estados Unidos. Estudou na Academia Fairhaven aos 15 anos e aos 17 anos, tornou-se comerciante no sector de importação. Aos 24 anos (1833) foi para a China (Cantão/Guangzhou) para trabalhar na “Russell & Company”, pioneira no comércio do ópio com a China. No início de 1843, Delano Jr. tornou-se sócio-chefe da maior empresa americana que lidava com a China. (2) (4)

A filha Sara e o seu irmão Philippe em 1864 após retorno aos EUA, de Hong Kong, onde viveram três anos.

(2) https://en.wikipedia.org/wiki/Warren_Delano_Jr. https://www.geni.com/people/Capt-Warren-Delano-Jr/6000000001637221067 https://www.geni.com/photo/view/6000000001637221067?album

A família Delano em um retrato de família em Algonac, 1889

(3) Regressou aos EUA em 1846/47, contudo Warren Delano Jr. perdeu grande parte de sua fortuna na crise de 1857 (pânico financeiro nos Estados Unidos). Em 1860, ele voltou à China, mas desta vez foi para Hong Kong, onde consegui reconstruir a sua fortuna. Durante a Guerra Civil dos EUA, Delano Jr. forneceu ópio ao Departamento Médico do Departamento de Guerra dos EUA (1861 a 1865)

(4) John Perkins Cushing – também sócio da “Russell & Company “- precedeu Warren Delano Jr. e iniciou um relacionamento próximo com uma autoridade chinesa chamada Howqua. (5) Os dois haviam estabelecido uma base “offshore” – um armazém flutuante ancorado – onde os navios da “Russell & Company” descarregavam seu contrabando de ópio antes de continuarem o Delta do Rio das Pérolas até Cantão com sua carga legal.

Howqua, 1830. Retrato de George Chinnery

(5) Wu Bingjian – 伍秉鑑 (1769 – 1843), conhecido como “Houqua” ou “Howqua”, (浩官” – pīnyīn: hào guān; cantonense:  hou5 gun1 – nome com o qual comerciava) foi o mais importante e próspero comerciante dos negócios  “Hong” (comerciantes chineses intermediários em Cantão/Guangzhou), fundado pelo seu pai, Wu Guorong. Howqua era o mais importante comerciante em Cantão,um dos poucos autorizados a negociar seda e porcelana com os estrangeiros Foi considerado o mais rico do mundo nessa época, quando o negócio era entre a China e o Império britânico (século XIX – 1.ª guerra do Ópio). Dos 3 milhões de dólares de compensação exigidos pelos ingleses no Tratado de Nanjing (1842),  Howqua contribuiu sózinho com 1 milhão. Faleceu no ano seguinte. https://en.wikipedia.org/wiki/Howqua

Os Negociantes de Macau, F. J. de Paiva, (1) J. V. Jorge (2) e B. Barretto (3) deram  no dia 11 de Abril de 1837, o último dos três dias sucessivos dos festejos pelo casamento da rainha D. Maria II (4) com o príncipe Fernando de Saxe- Coburgo-Gotha (1816- 1885) – rei consorte Fernando II, em Lisboa na Sé patriarcal no dia 19 de Abril de 1836.

O chá começou às nove horas, o baile às dez e a ceia depois das duas e a função acabou na manhã seguinte, ou para melhor dizer ao meio-dia; por quanto, depois de saírem os primeiros convidados, entraram os segundos, que eram os mendigos, pelos quais se repartiu tudo, quanto restou da lauta ceia, que tudo poderia fartar a mil pessoas

Extraído do « O Macaista Imparcial»,  I-88 de 13 de Abril de 1837

 (1) Francisco José de Paiva (1801-1849) – próspero comerciante, juiz ordinário do Senado (1831), encarregado dos Negócios Sínicos e major comandante do Batalhão do Senado (1847). Foi o 1.º cônsul geral de Portugal em Hong Kong nomeado em 21-01-1847, comendador da Ordem de Cristo e presidente (1835-1842) da comissão liquidatária da Casa «Casa de Seguros de Macau», extinta em 1825 e da qual tinha 6 acções.  Existe em Macau uma rua com o seu nome “Travessa do Paiva”. (5) Anteriores referências em:https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/francisco-jose-de-paiva/

(2) José Vicente Jorge (1803/1857) – negociante e exportador, em navios próprios, ligado ao negócio de emigração de trabalhadores chineses, almotacé da Câmara em 1831, procurador do concelho em 1840 e 1845 e provedor da Santa Casa da Misericórdia. (5) Mais informações em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-vicente-jorge-1803-1857/

(3) Bartolomeu Barretto (1784 – 1845) – natural de Bombaim (21-07-1784), estabeleceu-se como comerciante e classificador de chá em Macau. Casou pela 1.ª vez ,em Macau, com Antónia Maria Francisca Gonçalves Pereira na Igreja de S. Lourenço a 14-05-1816 e a 2.ª vez, a 18-07-1821, com a sua cunhada Angélica Rosa Gonçalves Pereira Foi director da Casa de Seguros de Macau que se estabeleceu novamente em Macau em 1822, da qual tinha 9 acções. Em 1825, foi eleito almotacé da Câmara. Faleceu em Macau a 25-02-1845. Pai de João António Gonçalves Barreto (1824-1881), , um dos fundadores do Clube Lusitano de Hong Kong. (5) Ver anterior citação de J. A. Barreto em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/j-a-barreto/

(4) Dona Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga (Rio de Janeiro, 1819 – Lisboa, 1853), foi a Rainha de Portugal e dos Algarves – D. Maria II, em dois períodos diferentes: primeiro de 1826 a 1828, quando foi deposta por seu tio Miguel, e depois de 1834 até à sua morte em 1853. Era a filha mais velha do imperador Pedro I do Brasil, que também reinou em Portugal brevemente como Pedro IV, e da sua primeira esposa, a imperatriz consorte do Brasil, Rainha Consorte de Portugal e dos Algarves e Arquiduquesa da Áustria, Maria Leopoldina da Áustria. Maria da Glória foi a única monarca da Europa a nascer fora de terras europeias

Retrato de D.Maria II, por John Simpson, c. 1837. https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_II_de_Portugal

D. Maria II, casou três vezes. Em 1826 casou com o seu tio o infante D. Miguel mas foi considerado nulo e dissolvido em 1834. Casou pela 2.ª vez, em Munique com príncipe Augusto de Bauhamais (1810-1835) em Janeiro de 1835 mas este faleceu em Março de 1835 de difteria. Casou então, com príncipe Fernando de Saxe- Coburgo-Gotha (1816- 1885) – rei consorte Fernando II, em Lisboa na Sé patriarcal em 19 de Abril de 1836. D. Maria II de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota, esteve grávida 12 vezes, sendo que deu à luz 11 vezes, e só 7 dos seus filhos sobreviveram, e acabou por morrer no seu 11º parto.

(5) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Volume I, 1996.

Notícia de 14 de Fevereiro de 1844 publicada no jornal “Friend of China
Capt Kelly of the Isabella Robertson was landing at Macau, ¼ mile from the Bar Fort, with three treasure boxes containing $7,440, when passing pirates threw fireworks into his boat. The pirates boarded in the confusion and Kelly and his Lascars jumped overboard. The pirates then took to the oars and escaped in the Isabella Robertson’s own boat with the money. Kelly had anchored Isabella Robertson in Taipa roads. The voyage to Macau from the roads by small boat is too long to go unarmed.”
Fico na dúvida se o nome do navio era «Isabella Robertson» (1) ou Isabella Robertson (2) seria uma passageira de 23 ou 24 anos, missionária protestante a caminho de Cantão. Um dos periódicos da mesma altura refere “boat of the Isabella Robertson

“The New World”, Volume 8.June 1, 1844

Outro periódico “The Singapore Free Press and Mercantile Advertiser,(1835-1869) 29 February 1844”, relatava o seguinte
Macao. a oaring act of piracy, was perpetrated in Macao harbour, on the morning ot the stb Instant Captain Kelly, of the Isabella Robertson, was landing hi boat, with three boxes ot treasure, containing $ 7,440. When within quarter of a eUkws he was attacked by pirates. …”
(1) Existiu um navio registado como “Isabella Robertson” construído em 1818, em Coringa (Índia?) e vendido na América do Sul em 1820
A Collection of Papers Relative to Ship Building in India”. Compilação de John Phipps “of the Master Attendant’s Office”, Calcutta., 1840.
https://books.google.pt/books?id=SpleAAAAcAAJ&pg=PA174&lpg=PA174&dq=Isabella+Robertson+
(2) Isabella Robertson (1820 ou 1821 – desconhece-se a data da morte) casada com o missionário protestante, Dyer Ball (1796 – 1866 em Cantão).
Dyer Ball foi missionário da «American Home Missionary Society» desde 1833, ordenou-se em 1831. Destacado para a China passou primeiro por Singapura onde estuda chinês. Em 1841 devido à doença da 1.ª mulher, parte para Macau e em 1845 para Hong Kong, onde a mulher falece. Muda-se para Cantão em 1845 e casa com Isabella Robertson, missionária escocesa, em 26 de Fevereiro de 1846. (3)
O único filho do casal, Rev. Dyer Ball and Isabella Robertson, James Dyer Ball – 波乃耶 (Cantão 1847 – Londres 1919) (4) nasceu em Cantão, era sinólogo, autor de vários livros sobre a cultura, língua e os dialectos chineses (autor dum sistema de romanização do cantonense). Trabalhou como professor e intérprete nos tribunais em Hong Kong durante 35 anos (reformou-se em 1909) e é o autor do livro “Macao: the Holy City,  the Gem of the Orient Earth”, publicado em 1905, de onde tenho retirado, por várias vezes, descrições feito pelo autor da história e dos sítios de Macau. (4)
http://en.wikipedia.org/wiki/James_Dyer_Ball
(3) Ver biografia mais pormenorizada do missionário Dyer Ball, em
http://www.newenglandballproject.com/g3/p3628.htm
(4) Anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/j-dyer-ball/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/02/18/leitura-macao-the-holy-city-the-gem-of-the-orient-earth/
BALL, J. Dyer – Macao: The Holy City; The Gem of Orient Earth. Printed by The China Baptist Publication Society, Canton, 1905, 83 p.
O livro está digitalizado pelo “Internet Archive“, em 2007 e poderá consultá-lo em:
http://archive.org/details/macaoholycitygem00ballrich

Pequeno texto de Marx de Sori (1) extraído de «Macau Boletim Informativo», I-3, 1953.
Há um erro na datação deste episódio: é 1844 e não, pois José Gregório Pegado (2) foi governador de Macau de 1843 a 1846 (faleceu em Aden, no seu regresso a Portugal em 1846 tendo embarcado em Macau em 28 de Maio).
Segundo A. A. Bispo (3) o estadista Ki-ing (Ki-ying). Vice-Rei de Cantão, delegado e alto-comissário imperial nos dois Kuangs esteve em Macau em 1845. O Vice-Rei  viria a suicidar-se quando foi condenado  à morte pelo Imperador devido às negociações com ingleses e franceses, em 1858.
Depois da tomada de posse em 3 de Outubro de 1843, o governador José Gregório Pegado, fez uma visita de cortesia ao Vice-rei de Cantão Ki-Yin. Segundo o Padre Videira Pires, nessa visita o Vice-rei prometeu «fechar os olhos» à ocupação da Ilha da Taipa pelos portugueses.
“José Gregório Pegado, pela sua distinção e mestria no manejo dos fai-chis, durante um jantar que lhe ofereceu, em Cantão, o delegado e alto-comissário imperial, Ki-Ying, ouviu da boca deste os seguintes elogio e garantia: – “V. Exa é um homem tão polido nas maneiras e simpatizo tanto consigo, que nada lhe posso recusar. Recomendarei confidencialmente ao vice-rei dos dois Kuóns que feche os olhos ao estabelecimento dos portugueses na (ilha da) Taipa“.(4)
(1) O autor deste texto é António Filipe de Marx de Sori. Nasceu em Lisboa, a 9 de Fevereiro de 1833, foi primeiro-tenente da Armada, subdirector da Primeira Direcção e Chefe da Segunda Repartição da Secretaria de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar e membro do Conselho Geral de Estatística.
Publicou um livro “ Descobrimentos dos Portugueses nos séculos XV e XVI, Causas que os determinaram, sua importância e consequências mais notáveis que d´elles resultaram” Lisboa, Typografia de Castro Irmão, 1867.
Edição em EBook, Fevereiro 4, 2009.
https://www.gutenberg.org/files/27992/27992-h/27992-h.htm
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-gregorio-pegado/
(3) BISPO, A. A. – A Gruta de Camões como Sábio por Excelência e Confúcio do Ocidente em paisagens sino-inglesas e em transfigurações românticas- da Literatura à Filosofia intercultural nos estudos de relações China/Ocidente in Revista Brasil-Europa – Correspondência Euro-Brasileira 137/6 (2012:3)
http://www.revista.brasil-europa.eu/137/Camoes-na-Filosofia-Intercultural.html
(4) PIRES, Benjamin Videira – Os Governadores e a vida de Macau no Século XIX in
http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30007/1510

Poesia de F. M. Bordalo, (1) de 20 de Novembro de 1845, intitulada “IMPROVISO” publicada originalmente na «Revista Universal Lisbonense, Jornal dos Interesses Phisicos, Moraes e Intellectuaes» (2) e posteriormente em 1851, aquando da estadia de Francisdo Maria Bordalo em Macau, no  «Boletim do Governo». (3)
.O “Improviso” foi composto a bordo da corveta D. João I, onde o poeta estava a caminho do Brasil em comissão de serviço, no momento em que a corveta se encontrava encalhada no banco de Ortis, no Rio da Prata (separação do Uruguai com a Argentina)
(1) Francisco Maria Bordalo (1821-1861), oficial da armada (promovido a capitão-tenente da armada em 1859), escritor, romancista, dramaturgo,folhetinista e colaborador em várias revistas portuguesas da época, Esteve em Macau de 1849 a 1852 quando era tenente, exercendo o cargo de secretário do governo de Macau.
Irmão do tenente Luís Maria Bordalo, falecido em 29 de Outubro de 1850, na explosão da fragata D. Maria II e a quem dedicou o romance “Sansão na vingança“(4)
É também autor de “Trinta anos de peregrinação -1821 a 1851 que foi publicado em fascículos por vários números no «Boletim de Governo» de 1851.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Maria_Bordalo
Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/francisco-maria-bordalo/er
(2) «Revista Universal Lisbonense, Jornal dos Interesses Phisicos, Moraes e Intellectuaes», redigido por José Maria da Silva Real , Tomo VI, Anno de 1846-1847, pp. 202-203.
(3) Extraído do «Boletim do Governo da Província de Macao, Timor e Solor», Vol 6, n.º 50  de 1 de Novembro de 1851
(4) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/06/08/leitura-sansao-na-vinganca/

Em 7 de Dezembro de 1836, o Governo Português, pela pasta de Marinha e Ultramar, decretou que nas províncias ultramarinas se imprimisse um Boletim, cuja redacção ficasse a cargo do secretário do governo. Dois anos mais tarde, cumpria-se em Macau esta determinação, aparecendo em 5 de Setembro de 1838 o Boletim do Governo da Província de Macau, Timor e Solor, sendo impresso na Tipografia Macaense, oficina do Dr. Samuel Wells Williams (1). Segundo o mesmo Decreto de 7 de Dezembro de 1836, art. 13.º, o Boletim destinava-se ao aparecimento das ordens, peças oficiais e de tudo o mais que fosse de interesse público; a portaria circular de 14 de Fevereiro de 1855 determinava que nesse se publicassem os documentos mais importantes existentes nos respectivos arquivos. (2) Suspendeu-se a publicação após cinco números, reaparecendo no ano seguinte em 8 de Janeiro de 1840, e continuando (com algumas interrupções) até hoje, assumindo posteriormente diversos outros nomes similares:
O Boletim do Governo da Província de Macau, Timor e Solor (5 de Setembro de 1838);
Boletim do Governo de Macau;
Boletim do Governo da Província de Macau e Timor;
Boletim do Governo de Macau e Timor;
Boletim da Província de Macau e Timor;
Boletim Oficial do Governo da Província de Macau e Timor;
Boletim Oficial do Governo da Província de Macau (2 de Janeiro de 1897)
Boletim Oficial da Colónia de Macau (7 de Janeiro de 1928)
Boletim Oficial de Macau. (7 de Julho de 1951)
(1) Esta tipografia pertencia ao Dr. Samuel Wells Williams, mas figurava como gerente Manuel Maria Dias Pegado para cumprir as formalidades da lei.
O Dr. Samuel Wells Williams (1812-1884) missionário protestante, linguista e sinologista americano (autor de livros e dicionários inglês- chinês e chinês-inglês e um dos primeiros dedicados ao dialecto cantonense em 1856; primeiro professor nos Estados Unidos da literatura e língua chinesa em 1877) (3)  foi editor de 1848 a 1851, da excelente revista «Chinese Repository» que principiou a publicar-se em Cantão e depois de 1842 até 1844, a revista (volumes XI e XII) foi editada em Macau, com excepção do número correspondente a Dezembro de 1844, por esta revista ter passado a ser impressa em Hong Kong. (4)
Manuel Maria Dias Pegado (1805 – ? ) fundou três jornais em Macau: o semanário «Gazeta de Macao» cujo primeiro número saiu a 17 de Janeiro de 1839 e terminou a 29 de Agosto de 1839, após 32 números; «O Portuguez na China» em 2-09-1839 (durou até 04-05-1843); o «Procurador dos Macaistas» em 06-03-1844 (até 22-09-1845) . É irmão de Guilherme José António Dias Pegado, (1803-1885) professor de Matemática na  Universidade de Coimbra, professor de Física da Escola Politécnica e deputado às Cortes em sucessivas legislatura a começar em 1834,  pelo círculo de Macau)
(2) Retirado de «Breve História do Boletim Oficial» em:
http://bo.io.gov.mo/galeria/pt/histio/boletim.asp
(3) Dois dos livros publicados em Macau
WIILIAMS, S. Wells – Easy lessons in Chinese: or progressive exercises to facilitate the study of that language specially adapted to the Canton Dialect . Macau, printed at the office of The Chinese Repository, 1842, 282 p.
Disponível para leitura em
https://books.google.pt/books?id=djnPbjYGHFIC&printsec=frontcover&source=gbs_ge_summary_r&redir_esc=y#v=onepage&q&f=false
WIILIAMS, S. Wells – An English and Chinese Vocabulary in the Court Dialect.  Macau, printed at the office of The Chinese Repository, 1844, 440 p.
Disponível para leitura em:
https://books.google.pt/books?id=RQOSGIumLUQC&printsec=frontcover&source=gbs_ge_summary_r&redir_esc=y#v=onepage&q&f=false
(4) Ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/the-chinese-repository/