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Extraído de «O Procurador dos Macaístas», n.º 4, de 27 de Março de 1844

O Governador era José Gregório Pegado, que iniciou em 6 de Outubro de 1843 até 21 Abril de 1846 (posse de João Maria Ferreira do Amaral) tendo embarcado a 28 de Maio de 1846 e falecendo em Áden, no seu regresso a Portugal nesse ano.

NOTA: a 6 de Março de 1844, foi iniciada a publicação do seminário literário e político “ «O Procurador dos Macaístas», fundado por Manuel Maria Dias Pegado. O jornal seguiu até 2 de Setembro de 1845.

Extraído de «TSYK», III Ano, n.º 84 de 8 de Fevereiro de 1866, p. 84

João Damasceno Coelho dos Santos, natural de Macau (S. Lourenço 11.05.1800; Sé 2.02.1866), filho de Faustino Coelho dos Santos e de Maria Josefa da Costa Lage , bacharel em Direito (U. C.). Terá sido nomeado em 1826, juiz de fora de Algoso (ex-freguesia portuguesa do concelho do Vimioso – Portugal) ( (1)

Em Macau, foi membro do Senado de Macau (desde 1841) (2 ) e depois Procurador da Cidade, entre 1843 e 1844. Foi delegado do Procurador da Coroa e Fazenda em Macau (1846-1866). (3) Foi um dos fundadores e o 1.º Presidente da direcção do Teatro D. Pedro V. Casou com Eudóxia António Joana Rangel (filha de Floriano António Rangel -1778-1843-  e de Ana Maria Antónia de Jesus Correia de Carvalho), Tiveram 7 filhos (4)

(1) Extraído de «Gazeta de Lisboa», n.º 35 de 10 de Fevereiro de 1826, p. 138

(2) Extraído de «The Chinese Repository», Volume 10, From Jan to Dec, 1841, p. 57

(3) Extraído de MAIA, José António (cirurgião pela Escola Mécio-Cirúrgica de Lisboa) – Memória sobre a franquia do porto de Macao, 1849, p. 85

(4) FORJAZ Jorge – Famílias Macaenses I e II Volumes, 1996

Anúncios curiosos (em português e inglês) publicados em «O Procurador dos Macaísta” de Dezembro de 1844, e apresentados por Rafael Jovita que “… dará um Concerto Filarmónico, em seu benefício vocal e instrumental, no Salão da Gamboa, ajudado pelos melhores curiosos desta Cidade…” e quem quiser concorrer “terão de mandar as suas cadeiras no dia anterior ao do Benefício.”

Extraído de «O Procurador dos macaístas», I-40 de 5 de Dezembro de 1844
Extraído de «O Procurador dos macaístas», I-42 de 19 de Dezembro de 1844

NOTA: acerca da Rua do Gamboa, aconselho a postagem de Manuel Basílio, disponível em: https://cronicasmacaenses.com/2020/02/12/rua-do-gamboa-uma-rua-em-macau-com-estranha-denominacao-em-chines/

Realizou-se no dia 8 de Outubro de 1851 uma representação teatral na extinta Sociedade Philarmonica Macaense, (1) um drama em 3 actos “A Pobre das Ruínas” (2) e uma  comédia em 1 acto “Fallar verdade a Mentir”, (3) organizada por um grupo de amigos, que constituíram uma comissão para que a totalidade da venda dos bilhetes deduzidas as despesas necessárias para o enrio, vestuário, música e mais arranjos do teatro, seria  em beneficio da Escola de Instrução primaria e secundaria estabelecida na casa do Leal Senado. A Comissão era composta por António Pedro Buys – Presidente; António Diniz d´Ayalla – Tesoureiro e Justinianno de Souza Alvim – Secretário.

Anúncio publicado para conhecimento do público no «B.G.P. M.T.S.», Vol 6, n.º 45 de 27 de Setembro de 1851, p. 156.

(1) A Sociedade Philarmonica Macaense foi constituída no dia 14 de Dezembro de 1844, com a primeira reunião da mesa da Assembleia Geral no dia 22 de Dezembro na Feitoria de Francisco António Pereira Thovar, para apresentação e discussão do projecto dos Estatutos da Sociedade

Extraído de «O Procurador dos Macaístas» I-42 de 19 de Dezembro de 1844

(2) “A Pobre das Ruínas” de 1846 é uma peça teatral (dramalhão histórico em 3 actos, com prologo) do dramaturgo, poeta, romancista, jornalista, deputado, ministro e diplomata, José da Silva Mendes Leal Júnior (1818 – 1886). Publicado nesse ano em livro impresso na “ Typographia Rollandiana”, 1846, 166 p.; 20 cm. https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_da_Silva_Mendes_Leal

(3) “Falar a Verdade a Mentir”, peça teatral apenas um acto (acto único composto por dezassete cenas), uma crítica social expressa de forma cómica, escrita em 1845 por João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, (1799-1854), escritor, dramaturgo, par do reino, ministro e secretário de estado. Foi publicada em 1846. https://pt.wikipedia.org/wiki/Falar_Verdade_a_Mentir https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/joao-bsl-almeida-garrett/

Extraído de «Gazeta de Macao», I-31, 22 de Agosto de 1839
«O Macaísta Imparcial», de 16-06-1836

«O Macaista Imparcial» publicou-se de 09-06-1836 (preço: 50 avos) a 04-07-1838. (n.º 158)

Último número de «O Macaísta Imparcial e Registo Mercantil» II-158 de 04-07-1838

Bi-semanal até 05-05-1837 e em 05-07-1837 (n.º 106) acrescentou o subtítulo «Registo Mercantil», depois passou a hebdomadário. (1)

«O Macaísta Imparcial e Registo Mercantil» I-106 de 05-07-1837

Foi seu fundador e redactor, Félix Feliciano da Cruz. (2) Impresso na Tipografia Feliciana, do próprio fundador.  Colaborou neste jornal, José Baptista de Miranda e Lima, (4) nomeadamente com apontamentos da história de Macau na secção ”Antiguidades de Macao”. Impunha-se ser imparcial embora de feição conservadora, mas em Agosto de 1936, entrou em oposição ao jornal «Cronica de Macao» (quinzenário de 12-10-1834 a 18-11-1836) e terminou a publicação por ordem censória do governador Adrião Acácio da Silveira Pinto.

1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/o-macaista-imparcial/

(2) Félix Feliciano da Cruz nasceu na Sé, cerca de 1810 e faleceu em Hong Kong a 1 de Março de 1879. Foi Irmão da Santa Casa de Misericórdia, eleito a 29-10-1837. Publicou a «Pauta Geral da Alfândega da Cidade de Macau», em 1844. (3) Trabalhou entre Cantão e Hong Kong tendo editado o «Anglo- Chinese Kalendar and Register», em 1832 e colaborado, em Cantão, no lançamento do «Canton Press” (1835 publicado em Cantão e depois, em 1844, publicado em Macau). Depois em Macau, foi proprietário da Tipografia Feliciana e Tipografia Armenia, e fundador, em Macau, de três jornais portugueses entre 1936 e 1844: «O Macaista Imparcial» de 09-06-1836 a 04-07-1838 (Tipografia Feliciana) «O Farol Macaense» de 23-07-1841 a 14-01-1842 (Tipografia Armenia) «Aurora Macaense» 14-01-1843 A 03-02-1844, semanário (Tipografia Armenia). F. F. da Cruz foi o editor do “Canton Commercial List” com os seus filhos e “compositores tipográficos” macaenses entre 1848 e 1856. https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/felix-feliciano-da-cruz/

(3) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Vol. I, 1996, p. 965.

(4) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-baptista-de-miranda-e-lima/

Chegada dos Brigues «Feliz» e «Esperança» no dia 21 de Julho de 1844, ambos provenientes de Goa com passageiros do Governo para Macau e Timor. Para o Batalhão do Principe Regente de Macau chegaram “cincoenta e tantas” praças e um tenente. Queixas locais quanto ao permanente despacho pelo Governo da Índia de “carradas” de oficiais para o Batalhão sem serem necessários, só para curriculum dos próprios oficiais e onerando os cofres do território.

Extraído de «O Procurador dos Macaístas»,  I- 21 de 27 de Julho de 1844

Extraído de « O Procurador dos Macaístas»I-42 de 19 de Dezembro de 1844

Sobre este autor, ver referências anteriores em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-baptista-de-miranda-e-lima/

Warren Delano Jr. (13 de Julho de 1809 – 17 de Janeiro de 1898) – comerciante americano, nascido em New Bedford, Massachusetts, da família “Delano” muito conhecida nos EUA (é avô materno do presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt) Aos 24 anos (1833) foi para a China, para trabalhar na “Russell & Company “ , empresa pioneira no comércio com a China. Ao longo da sua estadia, Warren Delano Jr. fez uma grande fortuna comercializando ópio em Cantão (Guangzhou). Na China viveu em Cantão, e com a família em Macau. Casou no dia 1 de Novembro de 1843, com Catherine Robbins Lyman (1825 –1896). Tiveram 11 filhos dos quais os dois primeiros nasceram em Macau: a filha Susan Maria Delano (13-10-1844-29-06-1846) que faleceu em Macau com apenas 18 meses (transladada para o cemitério de Fairhaven, Massachusetts/EUA) e a 2.ª filha, Louisa Church Delano (Macau 04-06-1846 – Newburgh NY/EUA 26-05-1869). Warren Delano Jr. com a família regressou aos EUA em 1846/47. (1) (2) (3)

Extraído de «O Procurador dos Macaístas», II-7 de 17 de Abril de 1845

(1) Warren Delano Jr. era o filho mais velho do capitão Warren Delano e de Deborah Perry Church Delano. Após a morte de sua mãe em 1827, seu pai, Warren Delano que trabalhava no comércio marítimo da Nova Inglaterra, casou com Elizabeth Adams, uma viúva do capitão Parker da Marinha dos Estados Unidos. Estudou na Academia Fairhaven aos 15 anos e aos 17 anos, tornou-se comerciante no sector de importação. Aos 24 anos (1833) foi para a China (Cantão/Guangzhou) para trabalhar na “Russell & Company”, pioneira no comércio do ópio com a China. No início de 1843, Delano Jr. tornou-se sócio-chefe da maior empresa americana que lidava com a China. (2) (4)

A filha Sara e o seu irmão Philippe em 1864 após retorno aos EUA, de Hong Kong, onde viveram três anos.

(2) https://en.wikipedia.org/wiki/Warren_Delano_Jr. https://www.geni.com/people/Capt-Warren-Delano-Jr/6000000001637221067 https://www.geni.com/photo/view/6000000001637221067?album

A família Delano em um retrato de família em Algonac, 1889

(3) Regressou aos EUA em 1846/47, contudo Warren Delano Jr. perdeu grande parte de sua fortuna na crise de 1857 (pânico financeiro nos Estados Unidos). Em 1860, ele voltou à China, mas desta vez foi para Hong Kong, onde consegui reconstruir a sua fortuna. Durante a Guerra Civil dos EUA, Delano Jr. forneceu ópio ao Departamento Médico do Departamento de Guerra dos EUA (1861 a 1865)

(4) John Perkins Cushing – também sócio da “Russell & Company “- precedeu Warren Delano Jr. e iniciou um relacionamento próximo com uma autoridade chinesa chamada Howqua. (5) Os dois haviam estabelecido uma base “offshore” – um armazém flutuante ancorado – onde os navios da “Russell & Company” descarregavam seu contrabando de ópio antes de continuarem o Delta do Rio das Pérolas até Cantão com sua carga legal.

Howqua, 1830. Retrato de George Chinnery

(5) Wu Bingjian – 伍秉鑑 (1769 – 1843), conhecido como “Houqua” ou “Howqua”, (浩官” – pīnyīn: hào guān; cantonense:  hou5 gun1 – nome com o qual comerciava) foi o mais importante e próspero comerciante dos negócios  “Hong” (comerciantes chineses intermediários em Cantão/Guangzhou), fundado pelo seu pai, Wu Guorong. Howqua era o mais importante comerciante em Cantão,um dos poucos autorizados a negociar seda e porcelana com os estrangeiros Foi considerado o mais rico do mundo nessa época, quando o negócio era entre a China e o Império britânico (século XIX – 1.ª guerra do Ópio). Dos 3 milhões de dólares de compensação exigidos pelos ingleses no Tratado de Nanjing (1842),  Howqua contribuiu sózinho com 1 milhão. Faleceu no ano seguinte. https://en.wikipedia.org/wiki/Howqua

Jules Alphonse Eugéne Itier (1802-77), (1) francês, inspector de alfândegas, diplomata e amador fotográfico “daguerreotipista” (2) acompanhou Joseph Théodose Marie Melchior de Lagrené, (1800-1862, diplomata francês) na sua jornada para a China, em Dezembro de 1843, para concluir um tratado comercial com a China.(3) Itier documentou a conclusão do Tratado de Whampoa e viajou pela China de 1943 a 1846, escrevendo e tirando daguerreótipos do dia-a-dia do povo chinês, paisagens e monumentos chineses. Entre estes constam os da região de Guangdong nomeadamente Macau onde realizou vários “daguerreótipos” em 1844. Ao retornar à França, Itier escreveu um extenso diário da sua viagem à China“. (4).

Templo de Á Má, Outubro de 1844
Templo de Á Má, Outubro de 1844
Águas de Macau, Outubro de 1844
Águas da Ilha da Taipa, Outubro de 1844
Praia Grande com o Fortim de S. Pedro, Outubro de 1844

Anteriores referências:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jules-itier/
(1) http://en.wikipedia.org/wiki/Jules_Itier
(2) Daguerreótipo foi o primeiro processo comercial fotográfico (sem imagem negativa) com sucesso inventado por volta de 1837 por Louis Jacques Mandé Daguerre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Daguerre%C3%B3tipo
(3) Tratado de Huangpu ou Whampoa, 1.º tratado franco-chinês em 1844. As negociações decorreram entre 13 de Outubro e 24 de Outubro de 1844
(4)Journal d´un Voyage en Chine 1843-1846 Vol 1
Por M Jules Itier, 1848
Journal d´un Voyage en Chine 1843-1846 Vol 2
Por M Jules Itier, 1848

Extraído de «O Independente» XVII de 3 de Outubro de 1897, p. 3
Recorda-se que anteriormente houve um desabamento de uma parte do tecto acompanhado de vigas na Igreja de S. Lourenço no dia 24 de Abril de 1892, (domingo) quando os fiéis assistiam à missa conventual celebrando a novena de Nossa Senhora dos Remédios.
Anteriormente, deram-se três novas reconstruções nesta Igreja: uma, de 1801 – 1803; a segunda de 1844 a 1846 e a terceira (a que se refere esta notícia) em 1897 -1898, sob a supervisão do engenheiro Augusto de Abreu Nunes, director das Obras Públicas, sendo inaugurada e benzida pelo pároco o Cónego Francisco António de Almeida em 30 de Abril de 1898.
Foi depois novamete renovada em 1954.