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«Gazeta de Macao», I-n.º 26 de 18 de Julho de 1839. p. 96.

O navio francês «Alexandre», sob o comando do capitão D. Ponyalet, pertencente à empresa holandesa “Van Basel, Toe Laer & Co,” (1) deu entrada no porto de Macau, chegado de Manila, no dia 30 de Junho de 1839 («Gazeta de Macao», I-25 de 11-07-1839 p. 95). (2)

O mesmo anúncio com a mesma data é repetido no mesmo jornal, «Gazeta de Macao», I-28 de 1 de Agosto, de 1839, p. 104.

(1) A companhia holandesa sediada na Batavia “Van Basel, Toe Laer & Co,” tinha uma delegação em Cantão, no n.º 1 Dutch hong. Os sócios fundadores foram Magdalenus Jacobus Senn Van Basel (3)  e G. M. Toe Laer

Extraído de «The Chinese Repository», Vol V, From May 1836 to April 1837, p. 431

(2) O semanário «Gazeta de Macao» iniciou-se a 17 de Janeiro de 1839, editado por Manuel Maria Dias Pegado, irmão do deputado macaense e lente de Matemática na Universidade de Coimbra, lente da cadeira de Física na Escola Politécnica, Guilherme José António Dias Pegado. Já tinha existido uma «Gazeta de Macao» de 3 de Janeiro de 1824 a 13 de Dezembro de 1826. Esta nova série de 32 números terminou em 29 de Agosto de 1839 (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume IIm, 2015, p. 84)

(3) Magdalenus Jacobus Senn Van Basel (1808-1863), nascido na Holanda foi nomeado escrivão no consulado da Holanda em Cantão em 1826 e Vice-cônsul em Novembro de 1831. Estabeleceu a empresa «Senn van Basel & Toe Laer & Co» em Cantão a 12 de Junho de 1835 com os sócios G. M. Toe Laer e P. Tiedenan. Em 1848 foi nomeado “Collector General of Taxes”. https://www.werelate.org/wiki/Person:Magdalenus_Senn_Van_Basel_(1)

Extraído de «The Canton Register»,  Vol 8, n.º 26 de 30 de Junho de 1835 , p. 101.

Vicente de Paulo Salatwichy Pitter (Piter) nascido em Macau, em 10 de Janeiro de 1813 (1) e baptizado em 17 do mesmo mês, (2) (3) (4) faleceu em S. Lourenço a 9 de Julho de 1882. Filho de Pedro Alexandre Salatwichy e Josefa Antónia Favacho.

Extraído de «BPMT», VIII-28 de 15 de Julho de 1882, p. 238

Casou em S. Lourenço em 06-11-1849 com Hermelinda Joaquina Cortela Leiria (15-02-1830/2-08-1855) (5) Deste 1.ª núpcias, teve 4 filhos. Tendo enviuvado casou em S. Lourenço, em 16 de Fevereiro de 1858 com a sua cunhada Eugénia Norberta Cortela Leiria (falecida em 5-07-1902) Deste casamento teve 3 filhos.

Formou-se em medicina na Escola Médica de Goa, praticou na Ala de Medicina do Hospital Real obtendo a carta a 23-04-1839. Regressou a Macau foi nomeado cirurgião ajudante interino do Batalhão de linha e exonerado em 02-05-1865 (OFA n.º 14 de 08-07-1865) conservando no entanto as honras de cirurgião ajudante do mencionado batalhão. Foi também facultativo da superintendência da emigração chinesa.

Extraído de «BGM»,  XI-28 de 10 de Julho de 1865, p. 112

Pelos serviços que prestou gratuitamente às guarnições de vários navios de guerra franceses durante a epidemia de cólera-morbus, que assolou a cidade, foi condecorado com o hábito da Legião de Honra. Mais tarde o governo português agraciou-o com os de Cavaleiros da Legião d´Honra de Cristo e da Conceição e depois de Torre e Espada. («O Macaense, de 13-07-1882)

Ficou com o nome para sempre ligado a um famoso preparado medicinal por ele descoberto e manipulado, o «Sin Cap Dr. Pitter» ou «Chá do Dr. Pitter». (6) Tratava-se de uma infusão de oito espécies (plantas) folhas secas e miudinhas, quase todos específicos contra doenças do tubo digestivo, usados em medicina tradicional chinesa, uma infusão «considerada um bom estomáquico e eupéptico, usava-se como profiláctico, após um chá gordo ou lauto banquete, e era também muito estimada em Macau contra afecções gastro-intestinias de diferentes etiologias»  (6)

NOTA: “Aparentemente o apelido Piter parece ser uma corruptela do nome próprio do pai – Pedro ou seja, Pietro em italiano. Assim, Piter terá funcionado como um autêntico patronímico, logo assumido como apelido em detrimento do próprio apelido original da família.” (3)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/01/10/noticia-de-10-de-janeiro-de-1813-dr-vicente-pitter/

(2) Segundo Jorge Forjaz (3) foi baptizado em S. Lourenço em 04-01-1813.

(3) TEIXEIRA, Pe. – A Medicina em Macau, Volumes III-IV, 1998, pp.138-142

(4) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Volume ii, 1996, pp. 464-465

(5) O Dr. Pitter mandou executar uma linda lápide de mármore e alabastro para sepultura de sua esposa que jaz na parede lateral da igreja do Seminário de S. José, à direita de quem entra pela porta principal.

FOTO DO AUTOR 2015

Em cima, em alastro, aparece-nos uma urna encimada pela cruz, com uma caveira e um manto; duas crianças oram junto a uma cruz com uma coroa; na lápide de mármore, estão dois anjos, um com um ramo outro com a coroa do triunfo.(2)

FOTO DO AUTOR 2015

A lápide foi feita em 1860 por A. Bosc, em Nimes, França. Após falecimento em 1855, esteve sepultada no jazigo de família no Cemitério de S. Miguel e depois o bispo autorizou que os ossos fossem transladados para a igreja do Seminário de S. José

FOTO DO AUTOR 2015

(6) “Este famoso chá era ainda preparado em Macau, nos anos 60/70, por D. Maria Tereza Pitter, neta daquele médico. Era vendido em embrulhinhos de papel de seda cor-de-rosa  e apresentava-se sob o aspecto de um pó muito fino , castanho, e fortemente aromático, lembrando o cheiro de limão ou de laranjaAMARO, Ana Maria – Antigas receitas e segredos de Macau. O famoso chá do Dr. Piter e o já esquecido Chá Patrício. Revista da Cultura, Macau, ICM, n.º5, 1988, pp. 25-26 http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30005/1461

Arquivos de Macau III série, Vol XVIII, n.º 4 de OUT 1972, p. 224

NOTA 1: Botica do Hospital Real Militar (1) posteriormente com outras designações: Laboratório Farmacêutico (1810); Laboratório Químico Farmacêutico (1877); Laboratório Químico Farmacêutico Militar (1887); Laboratório Químico Farmacêutico do Exército (1943), foi criado em 1808, pelo Príncipe Regente D. João (decreto de 21 de Maio) como Botica Real Militar, anexa ao Hospital Militar e Ultramar, que estava instalado no antigo Colégio dos Jesuítas, no morro do Castelo, no Rio de Janeiro (Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1930) in Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br)

NOTA 2: Alguns vocábulos da “Relação dos Medicamentos”:

Anchões (plural de anchão); termo macaense “anchom” – boião pequeno, compoteira. Do cantonense ham (tampa) e choum (malga) – Dicionário Luso-Asiático de Sebastião R. Salgado)

Arráteis (plural de arrátel) – antiga unidade de medida de peso equivalente a 459 gramas. (2)

Arrobas (plural de arroba) –  peso antigo de 32 arráteis, ou um quarto de quintal, 14,688 Kg. (2)

Beijoim ou benjoim – resina balsâmica do benjoeiro (árvore estiracácea) (2)

Bispote – recipiente portátil para urina ou dejectos humanos.= bacio. (2)

Onça – peso da décima sexta parte do arrátel ou da duodécima parte da libra das farmácias (2)

Raiz da China – planta esmilácea (2)

Ruibardo – género de plantas poligonáceas, de raiz medicinal. (2)

Volatil – ave doméstica (2)

(1) Hospital Real Militar e Ultramar (outras denominaçõesHospital Real Militar e Ultramar (1768); Hospital Real Militar; Hospital Regimental do Campo (1832); Hospital Militar da Guarnição da Corte (1844); Hospital Central do Exército (1890)), foi criado em 1832 (decreto 0-135, de 17 de fevereiro) quando foram extintos os Hospitais Militares em todo o país, transformando os existentes em “Hospitais Regimentais”. O Hospital Real Militar e Ultramar foi transferido para o Quartel do Campo da Aclamação, na actual Praça da República, e passou a se chamar Hospital Regimental do Campo. Em 29 de Dezembro de 1844, em face da precariedade das instalações, voltou a instalar-se no Morro do Castelo, novamente centralizado, para atender a todos os militares do Exército, com a denominação de Hospital Militar da Guarnição da Corte.

O histórico do Hospital Real Militar e Ultramar em; http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/iah/pt/verbetes/hosremili.htm

(2) Dicionário Priberam da Língua Portuguesa – https://dicionario.priberam.org/

Extraído de «Gazeta de Macao», I-31, 22 de Agosto de 1839
«O Macaísta Imparcial», de 16-06-1836

«O Macaista Imparcial» publicou-se de 09-06-1836 (preço: 50 avos) a 04-07-1838. (n.º 158)

Último número de «O Macaísta Imparcial e Registo Mercantil» II-158 de 04-07-1838

Bi-semanal até 05-05-1837 e em 05-07-1837 (n.º 106) acrescentou o subtítulo «Registo Mercantil», depois passou a hebdomadário. (1)

«O Macaísta Imparcial e Registo Mercantil» I-106 de 05-07-1837

Foi seu fundador e redactor, Félix Feliciano da Cruz. (2) Impresso na Tipografia Feliciana, do próprio fundador.  Colaborou neste jornal, José Baptista de Miranda e Lima, (4) nomeadamente com apontamentos da história de Macau na secção ”Antiguidades de Macao”. Impunha-se ser imparcial embora de feição conservadora, mas em Agosto de 1936, entrou em oposição ao jornal «Cronica de Macao» (quinzenário de 12-10-1834 a 18-11-1836) e terminou a publicação por ordem censória do governador Adrião Acácio da Silveira Pinto.

1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/o-macaista-imparcial/

(2) Félix Feliciano da Cruz nasceu na Sé, cerca de 1810 e faleceu em Hong Kong a 1 de Março de 1879. Foi Irmão da Santa Casa de Misericórdia, eleito a 29-10-1837. Publicou a «Pauta Geral da Alfândega da Cidade de Macau», em 1844. (3) Trabalhou entre Cantão e Hong Kong tendo editado o «Anglo- Chinese Kalendar and Register», em 1832 e colaborado, em Cantão, no lançamento do «Canton Press” (1835 publicado em Cantão e depois, em 1844, publicado em Macau). Depois em Macau, foi proprietário da Tipografia Feliciana e Tipografia Armenia, e fundador, em Macau, de três jornais portugueses entre 1936 e 1844: «O Macaista Imparcial» de 09-06-1836 a 04-07-1838 (Tipografia Feliciana) «O Farol Macaense» de 23-07-1841 a 14-01-1842 (Tipografia Armenia) «Aurora Macaense» 14-01-1843 A 03-02-1844, semanário (Tipografia Armenia). F. F. da Cruz foi o editor do “Canton Commercial List” com os seus filhos e “compositores tipográficos” macaenses entre 1848 e 1856. https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/felix-feliciano-da-cruz/

(3) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Vol. I, 1996, p. 965.

(4) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-baptista-de-miranda-e-lima/

Continuação da estória histórica e policial sobre o roubo e depois a devolução ao seu proprietário – Leal Senado – de dois raros desenhos de George Chinnery, seis anos depois de terem desaparecidos misteriosamente em Nova Iorque,

 “Quanto aos presumíveis inquilinos do apartamento (onde foram encontrados os desaparecidos desenhos) as pistas encontradas pela polícia nova-iorquina eram mínimas – apenas alguns livros escritos em português tinham deixados para trás. Depois de contactarem a Galeria de Arte que inicialmente vendera os desenhos ao Leal Senado, os funcionários do «Art Loss Register» descobriram a identidade dos proprietários das obras de arte. O Leal Senado enviou prontamente um técnico especializado a Nova Iorque a fim de verificar, in loco, a autenticidade dos desenhos, mas o regresso definitivo das duas peças artísticas a Macau ficaria adiado. A partir daí começou um longo e intricado processo legal até que os desenhos pudessem voltar às mãos do legítimo proprietário. (…)

George Chinnery, Vista da Rua perto da Igreja de S. Lourenço, lápis sobre papel, 1839

Um golpe de sorte

 “ Em 1994, decorridos seis anos sobre o misterioso desaparecimento e conservados em duvidosas condições, ninguém esperaria que os desenhos de Chinnery regressassem às mãos do Leal Senado de Macau em óptimas condições. M, afortunadamente, o amadorismo dos larápios não teve outras consequências que não a troca das molduras que acompanhavam os desenhos. É que, certamente na esperança de puderem transacionar os desenhos no mercado negro sem denunciarem a sua origem, os ladrões optaram por retirar os trabalhos das respectivas molduras. Até, porque, pouco convenientemente, ambas as molduras apresentavam, no verso, o selo da Galeria londrina que os vendera. Gorada a incursão nos circuitos marginais, os autores do furto viram-se obrigados a retrocederem nas intenções e voltaram a colocar os desenhos nas molduras, acabando por trocá-las inadvertidamente. Foi ainda assim, com os desenhos certos nas molduras erradas que o Leal Senado recebeu de volta as preciosas obras-primas de Chinnery, o pintor que transportou para as suas telas significativas vivências da história de Macau.”

Extraído de CUNHA, Luís (texto) em “Leal Senado, Uma Experiência Municipal (1989-1997)”, edição Leal Senado de Macau, 1997, pp. 65-66

Extraído de «GAZETA DE MACAO», Vol. I, n.º 21 de 13 de Junho de 1839, p. 82

O Padre Teixeira em “Os Macaenses” (1965, p. 61) cita a Chapa do Mandarim de 1690, referindo-a aos  “Arquivos de Macau” (Fevereiro de 1964, pp. 39-40)

“ A 3 de Junho de 1690, o Procurador expôs que o mandarim Heung-Shan remetera uma chapa dos mandarins de Cantão, ordenando que «os Cabeças da Rua dessem pr lista todos os Chinas assistentes nesta cidade em Challes, Boticas, e Gudoens dos Moradores, e q´ de cada dez pessoas nomeasse hum, q´ fosse cabeça, p.ª dar  conta dos mais todas as vezes q´ lhe pedissem e q´ se dessemos nomes de todos os nossos moradores, q´ em seus Gudoens recolhem Chinas, p.ª darem conta deles». Os oficiais do Senado, para evitar questões, resolveram que se dessem as listas dos chinas das lojas e que os portugueses expulsassem de suas casas aqueles que lá viviam»

Arquivos de Macau, 3.ª Série – Vol.I n.º 1 – Fevereiro de 1964, pp. 39-40

Edital do Leal Senado da Câmara de Macau, anunciando a abertura de uma aula de Matemáticas puras no Covento de S. Francisco sob a direcção do Governador Adrião Acácio de Silveira Pinto e dada pelo “lente” Tenente Ricardo de Mello Sampayo (1)

Extraído de «Gazeta de Macao»,  I-7 de 28 de Fevereiro de 1839.

(1) Ordem do Exército n.º 21 do Quartel General no Palácio de Pangim de 2 de Maio de 1838:
Promoção a tenente de Infantaria o alferes da Guarnição de Goa, Ricardo de Mello Sampayo

 

Notícia publicada em 22 de Dezembro de 1835 no “The Canton Register” (1) sobre a interferência do mandarim da Heung Shan/Casa Branca nos trabalhos de melhoramentos e aumento da extensão da praia na Praia Grande.
Recorda-se que os Mandarins tanto de Cantão como o da Casa Branca /Heong shan ou Heung san) interferiam muitas  vezes em Macau no que concerne às novas construções de estruturas nomeadamente às construções militares e outras construções  para novas estradas (2)

Vista da Praia Grande – 1834
George Chinnery
Sepsia sobre papel

(1) Extraído de “The Canton Register”, Vol 8, n.º 51, Dec 22 1835, p.202
«The Canton Register» foi o primeiro jornal (8 de Novembro de 1827) em língua inglesa na China, fundado pelos mercadores escoceses, James Matheson e seu sobrinho Alexander junto com o americano William Wigtman Wood, que foi o primeiro editor. Publicado no início de duas em duas semanas, era impresso em Cantão, mas depois transferido para Macau – de 1839 a Junho de 1843 – e a partir desta data impresso em Hong Kong. Terminou em 1936. Em 12-11-1835, surgiu o semanário “The Canton Press”, editado por Franklyn e depois por E. Moller. Este periódico passou também, em 1839, a ser impresso em Macau.
(2) – “12-05-1835 – Mais uma vez os Mandarins (o Suntó e o Juiz de Fora de Casa Branca) interferem com as construções militares e de estradas em Macau. Desta vez (v. 1829 e outras) pedimos e eles autorizam os concertos nas Fortalezas do Monte e da Guia, contando que nada se acrescente ao anterior. Por outro lado, mandam entulhar a estrada recentemente aberta por detrás da Guia.” (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. 4, 1995.
Ver outras referências a este jornal neste blogue em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/the-canton-register/

O jornal «The Canton Register» de 15 de Setembro de 1831,  (1) dá notícia da saga de 14 japoneses naufragados na costa de Manila e depois enviados a Macau. Se houvesse benevolência por parte do Senado, a quem pediram ajuda, deveriam seguir por terra até Nimpo (Ninghpó, Liampo) e dali de barco para o Japão. O Procurador do Senado Floriano António Rangel, resolveu, apesar da tirania do Japão, atender à situação dos náufragos, que foram enviados para Cantão seguindo caminho para o seu país. (2)

https://babel.hathitrust.org/cgi/pt?id=mdp.39015080059747;view=1up;seq=5;size=150

(1) «The Canton Register» foi o primeiro jornal (8 de Novembro de 1827) em língua inglesa na China, fundado pelos mercadores escoceses, James Matheson e seu sobrinho Alexander junto com o americano William Wigtman Wood, que foi o primeiro editor. Publicado no início de duas em duas semanas era impresso em Cantão, mas depois transferido para Macau – de 1839 a Junho de 1843 – e a partir desta data impresso em Hong Kong. Terminou em 1936.
KING, Frank H.H.; CLARKE, Prescott (editores) – A Research Guide to China Coast Newspapers 1822 – 1911, pp. 41-44.
Um exemplar do semanário «The Canton Register», este de 1835 – Vol. 8, n.º 1, 6 de Janeiro de 1835. Editor: J. Slade.
https://babel.hathitrust.org/cgi/pt?id=mdp.39015080059747;view=1up;seq=5;size=150
Neste número, apresenta um anuncio, em português, da “Jardine, Matheson % Co. “
(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 3, 1995.

A “Gazeta de Macau” (2.ª fase) (1) que se iniciou em 17-01-1839 terminou a 29-08-1839 (2) após a publicação do nº 32. Era um semanário impresso na Tipografia Macaense e tonha como redactor Manuel Maria Dias Pegado. (3)
No início da publicação apresentava-se como jornal oficial, (após a suspensão da publicação do «Boletim do Governo da Província de Macau, Timor, e Solor»), (4) passando depois a jornal de oposição, lutando pela liberdade de imprensa. Foi sujeito à censura.
Alguns “Avizos” curiosos/interessantes, extraídos deste semanário
(1) “Gazeta de Macau” (1.ª fase) foi publicada de 03-01-1824 a 30-12-1826 tendo saído 52 números. O redactor era António José da Rocha mas segundo algumas fontes, o redactor verdadeiro era um frade agostiniano.
(2) “29-08-1839 – Terminou, após 32 números, a publicação do semanário «Gazeta de Macau», editado por Manuel Maria Dias Pegado, irmão do célebre deputado e lente da Universidade de Coimbra e da Escola Politécnica, o doutor Guilherme José António Dias Pegado.” (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954)
(3) Manuel Maria Dias Pegado (1805 – ? ) fundou três jornais em Macau: o semanário «Gazeta de Macao» cujo primeiro número saiu a 17 de Janeiro de 1839 e terminou a 29 de Agosto de 1839, após 32 números; «O Portuguez na China» em 2-09-1839 (durou até até 04-05-1843); o «Procurador dos Macaistas» em 06-03-1844 (até 22-09-1845).
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/manuel-maria-dias-pegado/
(4) “09-01-1839 – Suspendeu-se a publicação do Boletim do Governo da Província de Macau, Timor e Solor, que era impresso, na Tipografia Macaense, oficina de S. Wells Williams, após cinco números, reaparecendo só no ano seguinte, com o mesmo título a 08-01-1840. (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954)