Decreto n.º 226 de 1913 (1) em que autoriza o Governo de Macau a contratar com a «Norddeutscher Lloyd» (2) de Bremen, um serviço de navegação directa entre Lisboa e Hong Kong, para Macau. A linha do Extremo Oriente desta empresa que partia de Lisboa, fazia escalas por Argel, Genova, Port-Said, Suez, Aden, Colombo, Penang, Singapura, Hong Kong, Tsingtau (Qingdao-青岛市), Nagasaki, Kobe e Yokohama.
Se esta autorização foi efectivada, não sei, mas creio que este contrato pouco duraria pois em 1914 com o início da I Grande Guerra muitos navios desta empresa refugiaram-se nos EUA e foram confiscados pelo governo americano em 1917.
(1) Extraído da «Revista Colonial» 2.º Ano, n.º 13, 1913.
(2) A «Norddeutscher Lloyd» (NDL) foi uma companhia de navegação alemã fundada em 1857 que se tornou uma das mais importantes companhias marítimas do Império Alemão no final do século XIX e início do século XX. A «Norddeutscher Lloyd» contribuiu para o desenvolvimento econômico e industrial das cidades de Bremen e Bremerhaven. A «Norddeutscher Lloyd» acabou por se juntar à sua rival «Hamburg-Amerika Linie» em 1970, formando a actual «Hapag-Lloyd».
href=”https://pt.wikipedia.org/wiki/Norddeutscher_Lloyd”.

A companhia ficou conhecida pelos seus quatros transatlânticos da Classe Kaiser:

«SS Kaiser Wilhelm der Grosse» 1897 – afundado em 26 de Agosto de 1914 – I Guerra Mundial.
«SS Kronprinz Wilhelm» 1901- confiscado pelos EUA em 1917- mudou de nome: «USS Von Steuben»
«SS Kaiser Wilhelm II» 1902 – confiscado pelos EUA em 1917; mudou de nome «USS Agamemnon»
«SS Kronprinzessin Cecilie» 1906 – confiscado pelos EUA em 1917; mudou de nome «USS Mount Vernon»
 A chamada «entrepontes», a acomodação mais barata nestes navios, em 1913 http://www.norwayheritage.com/p_shiplist.asp?co=ndlaa  

Outro calendário de bolso (10 cm x 6,5 cm) do Banco da China (1), este, do ano de 1988, em chinês e inglês.
(1) Sobre o Banco da China, ver referências anteriores em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/banco-da-china/

Emissão do sobrescrito de 1.º dia de circulação (e obliteração de 1.º dia com o carimbo), no dia 17 de Novembro de 1989, pelos CTT de Macau com o tema: “A Presença Portuguesa no Oriente”. (1)
No mesmo sobrescrito (envelope com 16,2 cm x 11,3 cm) lançamento de 5 selos com essa temática nos valores de 0,40 avos, 0,70 avos, 0,90 avos, 2.50 patacas e 7.50 patacas.

O sobrescrito aberto vendo-se no verso o logótipo dos “CTT” impresso em relevo.

(1)  B. O. n.º 46 de 13 de Novembro de 1989 – Portaria n.º 188/89/M: Emite e põe em circulação selos postais alusivos à emissão extraordinária ‘A Presença Portuguesa no Oriente’.
葡人在 東方mandarim pīnyīn: pú rén zài dōng fāng; cantonense jyutping: pou4 jan4 zoi6 dung1 fong1

Dicionário Chinês- Português de Análise Semântica Universal do Padre Joaquim Guerra (1)
Foto no interior da capa

Prefácio do autor datado de 13 de Outubro de 1980:
Disse Mestre Confúcio “Em tudo o que penso, digo e faço, não perco de vista o próximo”. A tanta perfeição não chego eu. Em todo o caso, quando escrevo, não é para o papel, mas para os leitores.
A presente obra parece um Dicionário Chinês-Português; é, porém, com mais exactidão, uma Chave Universal de Análise Semântica, ou seja, para todas as línguas; sem excepção, cuido eu. E nisto representa – os leitores que ajuízem – uma útil descoberta. (…).”

CONTRA-CAPA

Livro “volumoso” de 26 cm x 19 cm x 5,5 cm com 1118 páginas, edição patrocinada pelo Governo de Macau.
1.ª página: dedicatória do autor ao Padre João Seabra datada de «Lisboa, 23 de Fevereiro de 1993»
(1) GUERRA, Joaquim A. de Jesus (S. J.) – Dicionário Chinês- Português de Análise Semântica Universal. Jesuítas Portugueses, Macau, 1981, 1118 pp. Impresso em «Pond´s Entreprise Co.»
Para melhor informação da cronologia e biografia do Padre Joaquim Angélico Guerra, aconselho as leituras disponíveis na net:
1 – Padre Joaquim Guerra, S. J. (1908-1993), Centenário do Nascimento. Centro Científico e Cultural de Macau, I. P.
href=”http://www.cccm.pt/anexos_noticias/c20090321173951.pdf”>http://www.cccm.pt/anexos_noticias/c20090321173951.pdf
2 –  Blogue «Crónicas Macaenses»:
https://cronicasmacaenses.com/2014/09/14/padre-joaquim-guerra-o-maior-sinologo-portugues/
3 – Blogue «Sinografia»
http://sinografia.blogspot.pt/2013/11/o-homem-que-converteu-confucio.html
4 – António Aresta no Jornal Tribuna de Macau
http://arquivo.jtm.com.mo/view.asp?dT=359902004

Extraído de «BGC» XXVI – 307, Janeiro de 1951
Anteriores referências a este  Comandante Militar de Macau, de 15 de Novembro de 1950 a Junho de 1952, coronel de infantaria (seria depois promovido a brigadeiro a 15 de Março de 1951) Paulo Bénard Guedes (1892 – 1960) em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/paulo-benard-guedes/

Foi depois promovido a General e governador-geral da Índia entre 1952 e 1958 (já em 1945 e 1946 ocupara o cargo de Governador –Geral interino)

Conta o Padre Teixeira, um episódio passado com o este Comandante:
Paulo Benard Guedes, comandante militar lembrou-se de acrescentar mais um andar ao edifício do Grémio Militar (Clube Militar). Pediu autorização ao Ministério, mas foi-lhe negada. Quando posteriormente ele soube que o Grémio (que serviu de alojamento aos refugiados de Hong Kong na II Guerra e ocupado irregularmente pelo Governo em 1945, instalando aí a repartição de Fazenda do Conselho)   era propriedade particular, disse: «-Ainda bem que me negaram a licença.». (TEIXEIRA, P. Manuel – Os Militares em Macau, 1975. p. 498
No entanto deve-se a este comandante militar o auxílio e as facilidades concedidas para a restauro do Grémio que passou a denominar-se Clube Militar em 1952, (re)inaugurado pelo Ministro do Ultramar aquando da sua visita ao Território.

Informações da Imprensa estrangeira «France Presse» e «Reuter» acerca dos acontecimentos na China (guerra civil) e seu reflexo em Macau que o «Boletim Geral das Colónias» publicou em duas notícias semelhantes em Dezembro de 1949 (1) e em Janeiro de 1950 (2)

Foi a 9 de Novembro de 1949 que o general Wang Zhu, máximo responsável militar na área, declarou taxativamente que «a posição da vizinha Macau será absolutamente respeitada» Garantias nesse sentido foram secretamente transmitidas às autoridades portuguesas dois dias depois. (PEREIRA, Bernardo Futscher – Crepúsculo do Colonialismo. A Diplomacia do Estado Novo (1949-1961), 2017)

NOTA: A República Popular da China, na sequência da vitória de Mao Zedong (Mao Tse Tung – 1893 – 1976- 毛澤東) sobre o Kuomitang de Chiang Kai-Shek (Jiang Jieshi – 蔣介石1887-1975) que se retira para a Ilha Formosa (Taiwan) foi fundada a 1 de Outubro de 1949. Zhou Enlai (Chu En Lai – 周恩来 – 1898-1976), Primeiro Ministro entre 1949 e 1976, também Ministro dos Negócios Estrangeiros entre 1949 e 1958, publicou um comunicado expressando a intenção de abrir relações diplomáticas entre o seu Governo e os Governos de todas as nações, com base na igualdade e no mútuo respeito (excepto com Taipei).

Zhou Enlai – 周恩来 em 1946
https://pt.wikipedia.org/wiki/Zhou_Enlai

Zhou Enlai  enviou um ofício ao ministro de Portugal na China a exprimir a vontade do novo regime chinês. Mas António Salazar rejeitou tal opção.
Sobre Macau, Zhou Enlai reconheceu ser inútil tomar Macau pela força, como exigiam na altura alguns radicais maoístas e os soviéticos, pois seria pernicioso para os interesses da China. Em 1952 aquando do conflito militar às Portas do Cerco, José Estaline (Josef Stalin – líder da União Soviética) ao querer inteirar-se sobre Macau, Zhou Enlai respondeu-lhe “Macau continua, como anteriormente, nas mãos de Portugal”.
Apesar de oficialmente não haver relações diplomáticas entre Portugal e a RPC,  em Macau, a diplomacia paralela ia funcionando com os intermediários:  O Lon (director clínico do Hospital Kiang Wu; 1.º secretário da cédula do Partido Comunista em Macau transferido para Cantão em 1951 , o seu irmão O Cheng Peng (Ke Zhengping) que em Agosto de 1949 funda a Sociedade Comercial Nam Kwong (no fundo o governo sombra da RPC em Macau até 1999); e Ho Yin, o líder da comunidade chinesa até à sua morte em 1983.  (dados recolhidos de SILVA, Beatriz Basto da Silva – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1997 e FERNANDES, Moisés Silva – Macau nas Relações Sino-Portuguesas, 1949-1979. Administração XII-46, 1999.
(1) «BGC» XXV  – 294, Dezembro de 1949.
(2)  «BGC» XXVI – 295 , Janeiro de 1950.

Extraído do «BGC» XXVI n.º 307,  1951
NOTA: Esta mesma festividade noticiada por outra fonte –revista “Mosaico” de Macau- foi publicada em postagem anterior de 13/11/2014:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/11/13/noticia-de-13-de-novembro-de-1950-gruta-de-nossa-senhora-de-fatima-no-aquartelamento-de-mong-ha/