Na sequência de episódios contra os piratas descritos anteriormente, a expedição portuguesa iniciada em 12 de Novembro (1), dissolveu-se no dia 17 de Novembro e a Lorcha Portuguesa «Amazona» regressou a Macau.

Extraído de «BGPMTS», I-5 de 18 de Novembro de 1854, p. 18

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/piratas/

Artigo sobre Macau no jornal “A Revolução de Setembro” (1). Sobre este mesmo assunto, aconselho leitura dum extenso artigo nas pp. 1-4 de “A Revolução de Setembro”, n.º 590 de 16 de Novembro de 1842. (2)

(1) “A revolução de Septembro”, ed. resp. J. F. S. Castro – Nº 1 (22 jun. 1840) a 60, nº 15031 (20 jan. 1901). Lisboa: Typ. J. B. da A. Gouveia, 1840-1901. – 38 cm

(2) https://purl.pt/14345/1/j-4157-g_1842-11-16/j-4157-g_1842-11-16_item2/j-4157-g_1842-11-16_PDF/j-4157-g_1842-11-16_PDF_24-C-R0150/j-4157-g_1842-11-16_0000_1-4_t24-C-R0150.pdf

O Professor Dr. Almerindo Lessa esteve em Macau a chefiar uma missão científica internacional, destinada a estudar o Homem Asiático. Os centros de decisão desta missão em Paris determinaram que esse estudo fosse feito particularmente em Macau.

Esta deslocação surge na sequência das já realizadas em 1960 e 1974 e destina-se a completar os estudos feitos anteriormente, a pedido de vários centros de investigação europeus e americanos, nomeadamente do Colégio de França, Universidade de Folovre, Serviço de Intercâmbio Científico do Conselho da Europa e Universidades da Baía e Brasília. A missão tem, entretanto, o apoio do Colégio de França, Universidade de Évora e dos Governos Português e de Macau.

O Prof. Almerindo Lessa já contactou diversos serviços públicos que lhe podem fornecer elementos para a programação do trabalho de campo da missão e com o apoio da chefia dos Serviços de Saúde e Assistência também foi constituída uma equipa, com técnicos daqueles serviços, que passará a ser a «delegação da missão em Macau, para os trabalhos que se desenvolverão por vários meses, mas que depois de programados se podem considerar de rotina. Esta equipa deixada em Macau enviará regularmente ao prof. Almerindo Lessa os elementos colhidos (sangue e inquérito familiares) que terão o tratamento científico adequado, pelos investigadores, quer em Portugal, quer em França.

Informações retiradas de «MBIT» XII, 9-10, Nov-Dez, 1977, p. 23

As Forças Militares e Militarizadas da Província ofereceram ao Governador Nobre de Carvalho, as estrelas de general, posto supremo da hierarquia militar a que recentemente foi promovido.

O Comandante Militar, coronel Póvoas Janeiro, entrega ao Governador, general Nobre de Carvalho, um artístico estojo com as estrelas de General.

A cerimónia que se realizou no dia 14 de Novembro de 1970, na sala verde do Palácio da Praia Grande caracterizou-se pela entrega das estrelas que se encontravam dentro dum artístico estojo, com uma inscrição alusiva ao acontecimento. Em nome de todos usou da palavra, o Comandante Militar, coronel Póvoas Janeiro, que proferiu um discurso apresentando um extracto da brilhante folha de serviços prestados pelo novo general e as distinções honoríficas com que os mesmos foram assinalados pelo Governo ou pelos competentes superiores hierárquicos. Em resposta à homenagem que lhe era prestada com a oferta das estrelas de general, o Governador proferiu um breve discurso.

Representantes dos oficiais do Exército e Marinha e elementos da P.S.P e P.M.F. que apresentaram, no Palácio da Praia Grande, cumprimentos e felicitações ao Governador
O Governador ao ser cumprimentado pelos representantes dos oficiais do Exército, Marinha e P. S. P. e agentes desta Corporação e da P. M. F

Informação e fotos extraídos de «MBIT»,VI-8/9, de Outubro/Novembro de 1970, pp. 23-24

“13-11-1858 – Publicação em Boletim do Governo, (V-3 de 13 de Novembro de 1858, p. 9)  nesta data, da tabela de sinais de incêndio que deverão ser feitos na Fortaleza do Monte depois dos tiros de rebate. Será içado no pau da bandeira um sinal diferente para se reconhecer o fogo de dia (balões), e outro para reconhecer de noite (luzes), dos seguintes pontos: Patane, Bazar, S. Lourenço, Santo António, Sé, Mong Há, Barra.” (1)

NOTA: Há um erro de datação; como uma Ordem à Força Armada datada de 17 de Novembro de 1858, é publicada no Boletim Oficial do dia 13 de Novembro?

Extraído do «B.O.M», V-3 de 13 de Novembro de 1858, p. 9

(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, p. 151

Em Novembro de 1869 o navio “Viajante” partiu de Lisboa para Macau sob o comando do capitão José Sabino Gonçalves atravessando o canal de Suez, no dia 22 de Novembro (1) sendo o primeiro navio de bandeira portuguesa a fazer este trajecto. Esta nova via de navegação encurtava muito as viagens que se faziam ao Oriente pelo trajecto africano.

Este navio de três mastros com casco em teca foi construído em 1850 nos estaleiros de Damão; os mesmos que já haviam realizado a fragata «D. Fernando e Glória». O «Viajante» era um navio de 377 toneladas, que media 35 metros de comprimento. Armou, sucessivamente, em galera e em barca. O seu primeiro proprietário foi a casa Bessone & Barbosa, que o utilizou no transporte de chá para a Europa.

A 2 de Outubro de 1917, quando navegava de Lisboa para o Funchal com mercadoria diversa, o «Viajante» foi afundado por um submarino alemão não identificado. Apesar da zona de naufrágio do navio se situar a umas 180 milhas náuticas da terra firme mais próxima (a ilha de Porto Santo), todos os seus tripulantes (12 homens) se salvaram. http://marinhadeguerraportuguesa.blogspot.pt/2015/08/a-evolucao-dos-navios-da-armada-real.html

(1) A inauguração do trajecto foi a 17 de Novembro de 1869. Dez dias após a inauguração, a barca Viajante acabou por ser o primeiro barco português a atravessar o canal.

Para mais informações, sugiro leitura de: https://arquivohistorico.marinha.pt/details?id=264

Em 11 de Novembro de 1653, faleceu em Macau, o jesuíta Francisco Furtado, visitador dos jesuítas, que entrou a missionar na província de Tchit-Kóng no ano de 1621, depois, na província de Sim-Sâi, onde estabeleceu uma igreja em Sâi-On-Fu, a capital, tendo deixado várias obras escritas em chinês (1)

“Entrára a missionar na província de Tche-kiang no 57.º anno do 71.º cyclo da chronologia chinesa, – 1.º do reinado de Thian-ki dos Ming, e, pela nossa era, 1621. De ali se passou á província de Chen-si, e na capital d´ella, Si-gan-fu, estabeleceu uma igreja e casa. Na qualidade de visitador, desceu depois á de Kuang-tung, vindo a falecer n´esta cidade, onde jaz sepultado – Como outros muitos padres do seu instituto, escreveu e publicou varias obras em china, que n´outro livro menciono”(2)

Padre Francisco Furtado nasceu na ilha do Faial (Açores) em 1588 e aos 21 anos ingressou no Colégio dos Padres Jesuítas de Coimbra. Chegou a Macau em 1619, trazendo consigo uma biblioteca de 7000 obras, importante doação do Papa ao último Imperador da dinastia Ming. Foi Vice-provincial e Visitador na Missão da China, e ainda Superior, em Pequim, de 6 residências do Norte. (3) (4)

Em colaboração com o letrado chinês Li Zhizao (1565-1630), Francisco Furtado, missionário Português, conhecido na China por Fu Fanji, traduziu duas relevantes obras da filosofia ocidental vertidas do latim para o idioma chinês: o tratado cosmológico “Sobre o céu” (De caelo), de Aristóteles, e uma tradução parcial das “Categorias” (Categoriae), também do Estagirita. A primeira obra, um tratado de cosmologia, fora já objecto de aturado trabalho de Francisco Furtado quando, ainda em Coimbra, a publicara em oito volumes.” (4)

 (1) Anuário de Macau, 1922, p. 16 e GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954.

(2) PEREIRA, António Marques – Ephemerides Commorativas da História de Macau, p. 34

(3) https://escritoreslusofonos.net/2019/01/25/padre-francisco-furtado/

(4) https://www.facebook.com/novaportugalidade/ de 11 de Setembro de 2019

A começar em 10 de Novembro de 1959, com as sessões diárias habituais, no teatro Apollo, o filme “The Hot Angel” (“Anjo Candente”)

“Marked by the menace of the teen-age jungle!”

Motorcycle gang VS teen-age pilots”

The Hot Angel”, filme americano de 1958, drama da “Paramount Pictures”, dirigido por Joe Parker, tem argumento de Stanley Kallis. Actores: Jackie Loughery, Ed Kemmer, Mason Alan Dinehart, Emory Parnell, Lyle Talbot e Boyd Santell.(https://en.wikipedia.org/wiki/The_Hot_Angel)

PRÓXIMA MUDANÇA: “The Black Orchid”, filme (drama) americano de 1958 produzido por Carlo Ponti para a “Paramount Pictures” é dirigido por Martin Ritt, com os actores: Sophia Loren, (mulher de Carlo Ponti), Anthony Quinn, Peter Mark Richman, Virginia Vincent, Frank Puglia, Jimmy Baird, e Naomi Stevens. A música é do compósito italiano (a primeira para um filme americano) Alessandro Cicognini. (https://en.wikipedia.org/wiki/The_Black_Orchid_(film))

Extraído de “O Solitário na China”, I-7 de 10 de Novembro de 1845

«O Solitário na China», semanário, foi publicado entre 29-09-1845 e 18-12-1845 sendo propriedade de Manuel Maria Dias Pegado (1), que era também seu redator.

Anteriores referências a San Kiu:  https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/san-kiu/

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/manuel-maria-dias-pegado/

Extraído de «BPMT», XV-1, de 4 de Janeiro de 1869, p. 4

O contingente de 130 praças e 5 oficiais era destinado para o Batalhão de Infantaria de Macau, aquartelado no quartel inaugurado em 30 de Dezembro de 1866 e construído no lugar do antigo convento de S. Francisco, pelo Governador Coelho do Amaral.