Archives for category: Relação Macau – Timor

Dois anúncios inseridos no jornal “Diário Popular” de 20 de Outubro de 1961, número especial dedicado ao Ultramar Português.
A  SOCIEDADE ORIENTAL DE FOMENTO LDA. com sede em Macau na Rua da Praia Grande n.º 63 tinha duas agências no exterior: em Dili (Timor) na Rua da Praya e em Hong Kong no “Mercantile Bank Building
 A “H. NOLASCO & CIA, LDA” tinha no exterior, agências em Lisboa (João Nolasco Lda. na Praça do Município n. 19-40), em Hong Kong (H. Nolasco & Co. Ltd. no “Ice House Street, n.º 10” e em Dili ( Sth Fl. Lif  Kin Joe, Ltd., Timor).

 

Retirado de «Boletim Geral das Colónias» 1932.

D Bartolomeu Manuel Mendes dos Reis, bispo de Macau (1752-1772) (1) que sucedeu a D. Frei Hilário de Sta. Rosa, (2) dirigiu uma representação ao rei acerca das raparigas chinesas e timorenses. (3) O rei respondeu assim a 30 de Março de 1758.
«Juiz, Vereadores da Camara de Macáo. Eu El Rey vos envio muito saudar. O bispo dessa Diocesse me reprezentou o injusto cativeiro que padecião os chinas, e Timores; a o opozição, com que vos intentasteis sustentar a introdução das mulheres das mesmas Naçoens nessa cidade contra a prohibição de huma sua Pastoral: e as escandalosas vexaçõens, que algumas pessoas fazião às escravas impedindo-lhes o uzo livre dos Sacramentos da Igreja, permittindo-lhes somente em certos dias a seu arbitrio. E dezejando Eu evitar as perniciozas consequencias, que poderão rezultar desses procedimentos: sou servido ordenarvos que, sendo-vos requerido pelo Bispo dessa Cidade o meu Real auxilio, para castigar aos que obstinadamente impedirem às escravas a observancia dos preceitos Divinos, e Ecclesiasticos e o frequente uzo dos sacramentos da Igreja, lhe deis todo o auxilio, que as circunstancias dos cazos requerem. Quanto porem á escravidão, e introdução das Chinas, e Timores sou outro sim servido, que emquanto Eu não der a competente rezolução, se conservem no mesmo estado, em que se achavão antes da publicação da Pastoral do mesmo Bispo. Tende-o assim entendido, e cumpri-o exactamente. Escrito em Belem aos 30 de Março de 1758 – Rey.»
(1) D. Bartolomeu Manuel Mendes dos Reis foi nomeado em 1752, Bispo de Macau, tendo chegado a esta terra e tomada posse em 1754. Durante o seu episcopado, por causa da perseguição promovida pelo Marquês de Pombal, os jesuítas forma expulsos de Macau e sequestrados os seus bens, ficando a Diocese de Macau gravemente prejudicada. O Bispo, desgostoso com a expulsão dos jesuítas partiu para Portugal em 1765. Foi transferido para a Diocese de Mariana, no Brasil, em 1772 mas resignou em 1779 e faleceu em Lisboa no ano de 1799.
(2) D. Frei Hilário de Sta. Rosa, bispo de Macau (1739-1752), também já havia enviado uma representação dirigida ao rei em 1747. Nessa representação o Bispo lamentava:
«Timores furtados enganados, comprados e trocados por fazendas, fazendo-os escravos e a seus descendentes por autoridade propria toda a vida, vendendo-os em praça publica contra leis e decretos sendo pessoas livres por natureza … (…). Quase da mesma sorte tem procedimento (sic) a gente de Macau com as chinas suas naturais, comprando-as em pequenas por limitado preço (dizem que para as fazer christãs), e depois de baptizadas e adultas as cativam e reputam suas escravas por 40 anos sem lei que permita, comprando-as, vendendo-as e dando-lhes ( ainda com ferros como as escravas), bárbaros castigos, precisando-as a fugir para o gentilismo ficando herejes.»
Frei Hilário de Santa Rosa foi nomeado Bispo de Macau em 1739, e chegou ao território  em 1742, tomando posse da Diocese. Durante o seu episcopado, mandou reparar a Sé Catedral e foi muito crítico do costume local da compra das crianças. Regressou a Portugal em 1750 tendo resignado ao bispado em 1752. Faleceu em 1764. Consta-se que não lhe encontraram nenhum tostão na sua posse, pois dava tudo aos pobres.
(3) Além das raparigas chinesas (as denominadas mui tsai) havia também as timorenses e indianas que eram compradas nas suas terra e trazidas para Macau e aqui empregues à prostituição.
Mui Tsai 妹仔mandarim pinyin: mèi zǎi ; cantonense jyutping: mui6 zai2 – tradução literal: irmã (mais nova) pequena.
Utilizava-se o termo para designar as crianças, vendidas pelas famílias chinesas pobres às famílias chinesas mais ricas para serem criadas (escravas) como domésticas. Muitas acabavam por serem vendidas para os bordéis.
TEIXEIRA, Pe. Manuel- Os Macaenses.

A 2 de Março de 1844, sendo Ministro dos Negócios da Marinha e do Ultramar Joaquim José Falcão, e reinando D. Maria II, é decretada por Carta de Lei desta data a criação de um governo provincial em Macau e a redução do Leal Senado a uma simples Câmara Municipal. (1)
Macau ficou a chamar-se «Província de Macau, Timor e Solor» e, quando ao seu governo, ficará independente do Estado da Índia. Junto do Governador «haverá um Conselho de Governo composto dos Chefes das Repartições Judicial, Militar, Fiscal e Eclesiástica e de mais dois conselheiros que serão o Presidente, e o Procurador da Cidade (…)» (2)
O Decreto-lei que institui a província independente do Estado da Índia (situação que se manteria até 1850), a «Província de Macau, Timor e Solor”, somente é publicada a 20 de Outubro de 1844 (2)
diarion-do-governo-2out1844-provincia-de-macau-timor-e-solor-idiario-do-governo-2out1844-provincia-de-macau-timor-e-solor-iidiario-do-governo-2out1844-provincia-de-macau-timor-e-solor-iiidiario-do-governo-2out1844-provincia-de-macau-timor-e-solor-ivCollecção Official da Legislação Portugueza 1943-1845, redigida pelo Desembargador António Delgado da Silva in
http://catalog.hathitrust.org/Record/010425335
(1) O Senado de Macau, que em 13 de Maio de 1810, recebera o honroso título de »Leal» viu fugir-lhe todo o seu antigo esplendor, deixando de ser «um Senado» que a tudo era superior, em 9 de Janeiro de 1834, pela «Nova Reforma Administrativa Colonial», que reduziu-a  a uma simples Câmara Municipal, sujeita ao Governador. O governador Bernardo José de Sousa Soares Andrea, dissolveu a Câmara a 22 de Fevereiro de 1835.
Posteriormente a 20 de Agosto de 1847, foi-lhe retirada a procuratura, sendo anexada à Secretaria do Governo e a 5 de Julho de 1865 determinou-se que a procuratura da cidade passasse a ser de nomeação régia, sob proposta do Governador
TEIXEIRA, P. Manuel – O Leal Senado.
(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 3, 1995.

A Revista «Universal Lisbonense» no seu n.º 22, do dia 9 de Dezembro de 1852, dava a notícia na coluna “NOTICIAS E COMMERCIO” da chegada no dia 2 de Dezembro desse ano, no paquete do norte, de dois chineses Francisco Leu e José Li, provenientes de Macau.
Francisco Leu (o mais idoso) natural e residente em Pequim (北京), era encarregado de representações dos cristãos chineses da diocese de Pequim e vinha a Lisboa para tratar das questões do padroado real, nomeadamente pedir o regresso do bispo eleito de Pequim D. João de França Castro e Moura, (1) (na altura em Timor) e também a ida dos padres portugueses para as missões na sua diocese.
José Li, natural de Macau, estudava para padre e acompanhava Francisco Leu como intérprete, “fazendo-se entender em latim”.
revista-universal-lisbonense-n-o-22-1852-dois-chins-em-lisboa-iA notícia chamava ainda a atenção para o livro de A. C. J. Caldeira, “Apontamentos de uma Viagem de Lisboa à China” (2 volumes) (2), onde o leitor poderia aprofundar os motivos desta deslocação dos prelados.
revista-universal-lisbonense-n-o-22-1852-dois-chins-em-lisboa-ii

(1) D. João de França Castro e Moura nunca foi eleito bispo de Pequim.
d-joao-de-franca-e-catro-e-moura-18904-1868D. João de França Castro e Moura (1804-1868) nasceu no Porto e em 1823 partiu de Lisboa para o Convento de Rilhafoles da Congregação da Missão, preparando-se para as Missões do Oriente. Em 10 de Abril de 1825 partiu para Macau, ordenando-se sacerdote nas Filipinas em 1829. Celebrou a sua primeira Missa em Macau no princípio do ano de 1830. Em Agosto desse ano parte para a China primeiro para Fukien (福建) e depois Nanquim (南京). Nomeado Vigário geral em Nanquim. Devido ao falecimento do Bispo de Pequim, D. Caetano Pereira Pires, em 2 de Novembro de 1838, foi nomeado administrador apostólico da Diocese de Pequim. Devido estarem interrompidas as relações diplomáticas entre Portugal e Santa Sé, D. João esteve dezassete anos na China, não chegando a assumir o posto de Bispo de Pequim, proposto por Portugal e não aceite pela Santa Sé (o mesmo acontecendo com a nomeação do Bispo de Claudiópolis para Pequim pela Santa Sé e não aceite por Portugal, e com isso, a perda ao direito do Padroado Português na diocese de Pequim). D. João regressou a Macau em 14 de Julho de 1847 e em 1850 vai para Timor. Regressa a Portugal em Abril de 1853 e é nomeado em 27 de Fevereiro de 1862, Bispo do Porto.
http://biblioteca.cm-gondomar.pt/Topon%C3%ADmia.aspx
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_de_Fran%C3%A7a_Castro_e_Moura
Aconselho ainda a leitura de:
LIU Ruomei – Missionários portugueses e russos em Pequim no Século XIX in Administração n.º 95, vol. XXV, 2012-1.º, 259-278, disponível em:
file:///C:/Users/ASUS/Downloads/10-Missionarios_Liu%20Ruomei(259-278).pdf
(2) Carlos José Caldeira era primo de D. Jerónimo José da Mata (Bispo de Macau de 1845 a 1862) e amigo de D. João de França Castro e Moura bem como de D. João Maria de Amaral e Pimentel (Bispo de Macau nomeado em 1865 pela Santa Sé, mas não aceite por Portugal).
Ver mais informações em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/carlos-jose-caldeira/

Aproveitando esta notícia datada de 6 de Agosto de 1970, presto a minha homenagem a este pintor macaense, Herculano Estorninho (1)
“06-08-1970 – Regressa de Timor Herculano Estorninho” (2)
Herculano Estorninho em 1968 seguiu para Timor a fim de dirigir a Sociedade de Turismo e Diversões de Timor e regressa em 1970. Durante a sua permanência em Timor pintou muito da paisagem, usos e costumes dessa terra.

Herculano Estorninho - Aspectos da sua vida e obra CAPACAPA do livro “Herculano Estorninho, Aspectos da sua vida e obra” (1)

(1) Herculano Hugo Gonçalves Estorninho nasceu em Macau, na freguesia da Sé, em 1 de Abril de 1921. Era o nono filho de José Gonçalves Estorninho (natural de Lagoa, Portugal) e de Palmira Maria Augusto Estorninho (natural de Macau).
Frequentou o Seminário S. José e mais tarde o Liceu Nacional Infante D. Henrique, onde foi aluno dos mestres que lhe deram os primeiros ensinamentos de desenho e composição, Fernando Lara Reis, Bordalo Borges e António de Santa Clara. Começou a pintar aguarelas em companhia de Luís Demée.(3). Prosseguiu os seus estudos com Brigite Reinhart, no então Colégio de Belas-Artes de Macau e depois em Belas-Artes Aplicadas com Frederic Joss, no Instituto de Arte Aplicada de Viena de Áustria.
Em 1962 com um grupo de artistas de Macau fundou o “Grupo Arco-Iris”.
Trabalhou durante 17 anos como observador meteorológico antes de ir para Timor e no regresso trabalha para a administração do Hotel Lisboa e em 1976 no Hotel Sintra até 1993. Faleceu a 30 de Abril de 1994.
A obra de Herculano Estorninho encontra-se na Europa, Ásia, América, África e Austrália nomeadamente em Portugal,  França, Itália Suécia, Áustria, Macau Hong Kong, China, Japão, Estados Unidos, Brasil, Angola e Moçambique. Em Portugal há trabalhos do pintor no Palácio de Belém, Palácio de S. Bento, Casa de Macau e Colecções Particulares (4)

Herculano Estorninho - Museu Luís de Camões 1963Herculano Estorninho  – Museu Luís de Camões (hoje, Casa Garden)
Aguarela sobre papel, 1963
Museu de Arte de Macau

“Nos óleos pintados em Macau também o espatulado ou a pincelada são vibrantes de cor fazendo lembrar um seu contemporâneo, Fausto Sampaio, embora muito mais velho, cuja pintura se apresenta com características semelhantes às do Estorninho. Em ambos, as texturas variadas conseguidas através de espessos empastamentos, a pincelada esperta na composição sólida, transmitem toda a emoção e a interpretação perceptivo – instintiva do lugar. Os contornos não são importantes e apagam-se para dar lugar à vibração e cintilação do movimento”.. (…)
Quanto à aguarela, a própria natureza do género conduziu-o a uma grande liberdade de expressão onde a rebeldia ” fauve” ficou presente, transmitindo a exaltação do pintor perante o assunto a tratar. O depuramento do tema e funcionalidade da cor, que passou a actuar como tradução da poesia contida no olhar, é sentida em muitas das suas aguarelas.”
Maria Margarida L. G. Marques Matias, na “Introdução” da exposição de 71 quadros de Herculano Estorninho em Dezembro de 1995, no Clube Militar (4)
(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 5, 1998
(3) Ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/luis-demee/

Herculano Estorninho - Junco1963Herculano Estorninho – Junco
Aguarela em papel (1963)
http://www.macauart.net/News/ContentE.asp?region=L&id=162038

(4) Dados biográficos recolhidos do livro: ” Herculano Estorninho, aspectos da sua vida e obra. Exposição realizada na Sala do Comendador Ho Yin do Clube MIlitar, 21 de Dezembro de 1995. Edição da Fundação Macau, ISBN 972-8147-55-4
Anteriores referências:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/herculano-estorninho/

Outra notícia a complementar à da publicada em 20-12-2015 (1) sobre a empresa comercial de Macau “Sociedade Oriental de Transportes e Armazéns, Limitada” (SOTA).

MOSAICO II-9 MAI51 -SOTA IO barco a motor San Rafael, nova unidade da SOTA, em 1951

No dia 11 de Abril de 1951, o governador Comandante Albano Rodrigues de Oliveira embandeirou a então nova unidade da empresa, o barco motor San Rafael que se destinava ao transporte de carga e passageiros entre Macau e Timor (a primeira viagem experimental Macau-Timor, foi a 28 de Maio de 1951).

MOSAICO II-9 MAI51 -SOTA IIO embandeiramento de San Rafael

O sr. Roberto Lasala, um dos directores-proprietários dessa empresa (2) era homem cheio de acção e iniciativa, fundando a empresa “SOTA” em 1947, com o fim de intensificar a navegação portuguesa no Oriente somente concretizada em 1951 (3)(4)

MOSAICO II-9 MAI51 -SOTA IIIO Governador, tendo à direita o sr. Roberto Lasala, aprecia intensamente as instalações do San Rafael
MOSAICO II-9 MAI51 -SOTA IVO sr. Herman Machado Macedo, um dos directores-proprietários da SOTA, traduzindo o discurso proferido por Roberto Lasala
MOSAICO II-9 MAI51 -SOTA VO Governador proferindo o seu discurso de felicitações aos dirigentes da SOTA
MOSAICO II-9 MAI51 -SOTA VIO Governador entre os sócios e directores da SOTA

Reconhece-se nesta foto: 2.º a partir da esquerda Ho Yin; o 5º, Robert Lasala; o 6.º, governador Albano de Oliveira e o 8.º, Herman Monteiro.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/12/20/noticia-de-20-de-dezembro-de-1947-sociedade-oriental-de-transportes-e-armazens-sota/
(2) Outro dos directores-proprietários da SOTA foi o Dr. Herman Machado Monteiro.
Herman Monteiro, republicano que após o golpe de 28 de Maio de 1926, em Portugal, se auto-exilou em Macau (segundo outras fontes, por ordem do Estado Novo por ser maçónico), esteve ligado ao comércio do ouro (5) e foi o fundador, proprietário, editor e jornalista (polémico) (6) do “Jornal de Notícias” de Macau (25-08-1947 até 20-02-1960). Foi um dos fundadores do Rotary Club de Macau.
Anteriores referências a Herman Monteiro e Rotary Club de Macau:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/12/23/noticia-de-23-de-dezembro-de-1951-desafio-de-futebol/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/rotary-club-de-macau/
http://macaunew.rotary3450.org/wp-content/uploads/2008/02/founders.jpg
(3)MOSAICO II-9 MAI51 -SOTA VIIMOSAICO II-9 MAI51 -SOTA VIIIMOSAICO II-9 MAI51 -SOTA IXMOSAICO II-9 MAI51 -SOTA X
file:///C:/Users/ASUS/Downloads/decreto_n_o_38185.pdf
MOSAICO II-9 MAI51 -SOTA XI(4) A empresa “SOTA” no ano de 1951 adquiriu este navio “The Castle Class Corvette, HUMBERSTONE“, construído em 1944 em Glasgow, com uma tonelagem de 1010.
Em 1947 o navio vendido para Hong Kong com o nome de TA WEI. Após ter vários donos (e vários nomes) foi vendido à “Sociedade Oriental Transportes e Armazéns” (Macau), em 1951 e baptizado com o nome de «SAN BLAS». Com este nome, operou até 1956, ano em que foi vendido a outra empresa (alterado para «SOUTH OCEAN») e terá sido abatido em 1959.
http://www.clydesite.co.uk/clydebuilt/hong-kong/HUMBERSTONE_1235.html
(5) “Até à legalização do comércio do ouro, as transacções do precioso metal, embora livres e arbitrárias, eram predominantemente controladas por Herman Machado Monteiro, que mais tarde cederia a sua concessão aos Serviços Económicos. Como contrapartida, recebeu uma pensão anual de Pedro José Lobo, fundou o “Notícias de Macau”, também ele financiado por Lobo, que acumulava as funções de director dos Serviços Económicos e de responsável pela Companhia de Aviação criada para o transporte do ouro para diversos e desconhecidos destinos…..”
http://www.library.gov.mo/macreturn/DATA/PP182/PP182075.HTM
(6) Em 14 de Outubro de 1940, é fixada, por 2 anos, residência em Coloane (deportado) ao cidadão Hermann Machado Monteiro (entre outros ofícios, jornalista) (B.O. n.º 41-S). (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4)
Fotos e reportagem de «Mosaico, 1951.»