Archives for category: Relação Macau-Hong Kong
Extraído de «BGM»,  IX-10 de 7 de Feveeiro de 1863, p.39

NOTA: O Governador de Macau, Isidoro Francisco  Guimarães foi recebido a bordo da galiota do Governo de Hong Kong pelo secretário colonial de Hong Kong, William Thomas Mercer (1821–1879), que exerceu esta cargo de 1854 a 1868. O Governador de Hong Kong era Sir Hercules Robinson (1824-1897) que governou Hong Kong de 9 de Setembro de 1859 a 11 de Março de 1865. William Thomas Mercer viria a ser governador/administrador de Hong Kong, interino de 15 de Março de 1865 a 11 de Março de 1866. Anterior referência em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/04/21/noticia-de-21-de-abril-de-1866-visita-do-governador-de-hong-kong/

Extraído de «BPMT», XIV-2 de 13 de Janeiro de 1868, p. 8
«Club Lusitano» no cruzamento da «Shelley Street» e «Elgin Street». (1) http://www.clublusitano.com/history/

A mesma peça, drama em 3 actos com prólogo, “A pobre das ruínas”, foi representada anteriormente em Macau pela “Sociedade Philarmonica Macaense”, no dia 8 de Outubro de 1851. (2)

NOTA:La Guerrière” – navio de guerra da armada francesa (fragata com 34 canhões; 475 homens). Em 30 de Agosto de 1867, na sua viagem do Japão para Hong Kong, devido a um tufão no mar da China ficou severamente danificado.

«La Guerrière» no porto de Nagasaki em 1865. https://en.wikipedia.org/wiki/French_frigate_Guerri%C3%A8re_(1860)

(1) O Clube Lusitano em Hong Kong foi inaugurado a 17-12-1866, pelo Governador José Maria da Ponte e Horta. A sede em «Shelly Street» duraria até 1920, ano em que foi transferida para «Ice House Street». Foi seu 1.º Presidente Francisco José Vicente Jorge. Sobre o Clube Lusitano de Hong Kong ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/clube-lusitano-de-hong-kong/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/10/08/noticia-de-8-de-outubro-de-1851-representacao-teatral-na-sociedade-philarmonica-macaense/

No dia 7 de Janeiro de 1982, o governador Almeida e Costa presidiu à inauguração do «Apollo Jetcat», a nova unidade naval da «Hong Kong and Macau Hydrofoil Co. Ltd».

O governador Almeida e Costa salienta o facto de o «jetcat» dispor dos requisitos mais modernos de tecnologia e aponta a necessidade de haver um maior número de unidades a fazer a ligação entre Macau e Hong Kong, com meios técnicos mais avançados e, ao mesmo tempo, com condições de segurança adequadas.

 O «Apollo Jet», primeiro de uma série de três jactoplanadores «Catmaran», encomendados pela companhia aos estaleiros suecos da «Marinteknik» tem capacidade de transporte para 214 passageiros e nove tripulantes e é a décima unidade da «Hong Kong and Macau Hydrofoil Co. Ltd» que até agora contava só com hidroplanadores na sua frota. (Macau 82 Jornal do Ano, primeiro semestre, 1982)

Na sequência da postagem de ontem sobre a  “soireé musical” no dia 30 de Outubro, (1) realizou-se  no dia seguinte, 31 de Outubro, a grande festa de arromba para assinalar o aniversário natalício do rei D. Luís

Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», I- 6 de Novembro de 1872 p. 2 http://purl.pt/26918/1/PT/index.html

Reproduzo a seguir a descrição do mesmo acontecimento feito por Luís Gonzaga Gomes (na continuação de anteriores crónicas “A Vida em Macau no Ano de 1872“, deste mesmo autor) (2) focando o baile dado pelo governador, Visconde de S. Januário no Palácio do Governo.

Constitui novidade a inovação de dois porta-machados a ladearem o retrato do Rei D. Luís, colocado sob o dossel, e cujos vistosos uniformes causaram grande agrado no público, que os viu marchar, pela manhã, à frente da guarda de honra. Duzentos e vinte cavalheiros com as suas impecáveis casacas ou reluzentes fardas e setenta e nove daas, elegantemente trajadas e ostentando ofuscantes brilhantes, estonteantes adereços, outras jóias de grande riqueza e raridade, emprestaram inusitado brilho a tão animado baile. As damas que apresentaram com maior elegância, distinção e bom gosto foram a esposa do Governador de Hong Kong, Lady Kennedy, com o seu lindo vestido de faille gris guarnecido de cetim da mesma cor e ricas rendas de Malines; e sua filha, senhorita Kennedy, de faille branco, encantadora na sua simplicidade; e esposa do Secretário-geral do Governo, D. Rosa Pinto Basto de moirée lilás, impondo-se pela sua esbelteza; a esposa do superintendente da emigração chinesa, D. Maria Amália Bruschy Pereira Rodrigues, de branco e azul com rendas de Bruxelas; a esposa do Cônsul do Sião D. Ana de Sena Fernandes, de cetim branco com enfeites verdes e brilhantes; a senhora Pyke, de cetim azul e rendas brancas; a senhorinha May, graciosa no seu vestido de amarelo de brilhantes; a Baronesa do Cercal, de preto e branco; e esposa do Administrador do Concelho, D. Maria Leite Baracho, de seda verde; D. Amélia Pacheco, de grenadine branco com rendas pretas e cetim amarelo, D. Florentina Carneiro, vistosa na sua toilette de faile branco, enfeitado de cetim cor de rosa; D. Idalina Velez, impante de natural elegância (ainda chegamos a conhecê-la na sua triste decadência física e económica), de preto e brilhantes e todas as restantes trajadas com requintes de ajanotamento e no último tom, num verdadeiro alarde de luxo e sumptuosidade. De entre os cavalheiros destacavam-se o Governador de Hong Kong, sir Arthur Kennedy, o General Whitefield, seu ajudante d´ordem; Mr Pauncefote, Juiz da vizinha colónia; o Barão do Cercal, D. Pedro de Lencastre; Mr. Deacon, Cônsul de Portugal em Cantão; Herr Ebel, Cônsul da Prússia, D. Juan Ortiz, Cônsul da Espanha; Alexandre Menacho, Cônsul do Peru; Comendador Bernardino de Sena Fernandes, Cônsul do Sião; João dos Remédios, Cônsul de Portugal em Hong Kong, Lourenço Pereira Marques, Presidente do Leal Senado; Júlio Pereira Pinto Basto, Procurador dos Negócios Sínicos; H. A. Pereira Rodrigues, Superintendente da Emigração Chinesa; Capitão-de-fragata João Eduardo Scarnichia, Capitão do porto; Capitão-de-fragata Tomas de Vila Nova Ferrari, comandante da estação naval e da corveta “Duque de Palmela”; Francisco de Melo Baracho, Administrador do concelho; o tenente-coronel Jerónimo Pereira Leite, Comandante da Polícia e muitas outras individualidades. Este baile deu brado e, pelos tempos adiante, ainda se referia a ele com entusiasmo e saudosas recordações, na sociedade macaense, cujo modo de vida viria a ser profundamente perturbado com a crise económica que se avizinhava. “ (3)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/10/30/noticias-de-30-e-31-de-outubro-de-1872-soiree-musical-recepcao-e-iluminacao-para-assinalar-o-aniversario-natalicio-do-rei-d-luis-i/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/10/31/noticia-de-31-de-outubro-de-1872-leitura-a-vida-em-macau-no-ano-de-1872-iii/

(3) GOMES, Luís Gonzaga – Páginas da História de Macau, 2010, p.301.

Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», I- 6 de Novembro de 1872 p. 2 http://purl.pt/26918/1/PT/index.html

A reportagem continua na postagem seguinte.

Continuação da reportagem já postada no ano passado – 2019 (1) de Adam M´Cay publicada no jornal “The Sun”.

«The Sun, Vol. VI, Issue 1774, 21 October 1919», p. 6.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/10/21/noticia-de-21-de-outubro-de-1919-imperial-portugal-colony-of-macao-i/

“Nos dias 18 e 19 de Setembro de 1954, realizou-se, em Hong Kong, o III «Interport» de ténis entre Macau e Hong Kong, o qual foi ganho pelos tenistas macaenses que, com grande brilhantismo, alcançaram uma merecida vitória de 4 a 1.

A representação de Macau, confiada aos tenistas do velho e prestimoso Ténis Civil, portou-se à altura de honrar o desporto local, quer no campo da contenda, em que revelou a sua apreciada classe quer no convívio com os seus leais adversários de Hong Kong, tão fortes foram os seus desejos de contribuir para um estreitamento cada vez maior dos laços de amizade que unem bons desportistas e vizinhos. Foi disputada uma linda taça de prata oferecida pelo Leal Senado, a qual havia já sido ganha pela equipa de Hong Kong nos dois primeiros «Interports» e estava em riscos de ficar definitivamente em poder da mesma, dada a condição de três vitórias sucessivas previamente estabelecida, para a posse definitiva do troféu. Resolvidos a não permitir que tal acontecesse, os tenistas de Macau encheram-se de brio desta vez e foram a Hong Kong das mostras d seu valor, arrancando, por fim, uma vitória nítida e honrosa que lhes valeu regressarem juntamente coma «Taça Leal Senado». A série dos «Interports» de ténis entre Macau e Hong Kong , apesar de iniciada há apenas uns escassos meses, tem já conquistado para si um lugar de destaque na história dos intercâmbios desportivos que anualmente se realizam entre Macau e Hong Kong.

Infelizmente má impressão da foto em «MBI» (1)
Esqª p/ dta: Alexandrino Boyol, Humberto Rodrigues, Artur Canavarro, Artur de Melo e José Boyol

O primeiro «Interport» realizou-se em Macau, a 23 e 4 de Outubro de 1953, registando Hong Kong a sua primeira vitória, com o resultado de 3 a 2.. Para a realização do segundo «Interport», os tenistas de Macau deslocaram-se a Hong Kong , em 20 de Dezembro seguinte, tendo ali perdido novamente, pelo mesmo resultado 3 a 2. O sucesso alcançado agora no terceiro «Interport» pelos tenistas de Macau veio não só quebrar a sequência das sucessivas vitórias dos seus adversários como ainda salvar a má impressão deixada pelos velhos , mas ainda valorosos jogadores do Ténis Civil quando das duas primeiras competições. Eis os resultados dos jogos realizados  

Singulares-homens Artur Canavarro (Macau) venceu Roch Liang por 6-2 e 6-1; Eng.º Humberto Rodrigues (Macau) venceu Cheung Chau, por 6-0 e 6-1; Francis Ma (Hong Kong) venceu António de Melo, por 6-2 e 6-0

Pares-homens Eng.º Humberto Rodrigues e Alexandrino Boyol (Macau) venceram Joseph Hsu e Ernir Pereira, por 6-1, 1-6 e 8-6; Artur Canavarro e José Boyol (Macau) venceram Chung Wing Kuong e Cheng Tai Chi por 6-3 e 8-6.

(1) Artigo não assinado, publicado em «MBI», II. N.º 28 de 30 de Setembro de 1954, p.13/14

“ O vasto recinto da Piscina Municipal serviu de teatro, nos dias 5 e 6 de Setembro de 1953, a uma excelente exibição de esgrima, com a assistência de numeroso público. Participaram neste torneio-exibição uma equipa constituída por esgrimistas de Macau, outra de Hong Kong e outra ainda do Japão, todas elas proporcionando ao público local duas magníficas sessões.

Uma fase do torneio de esgrima

Com a cooperação dos esgrimistas de Hong Kong, os esgrimistas de Macau aproveitaram a estadia, na vizinha colónia britânica, dos ases japoneses, Sugo, Shirai e Omae, para a organização do torneio triangular que, estamos certos, muito deverá ter contribuído para o ressurgimento da esgrima em Macau. Menos treinada que as equipas de Hong Kong e do Japão, a equipa de Macau foi a que obteve menor número de vitórias. Contudo, o seu merecimento não foi menor que o das outras, porquanto todos os esgrimistas se portaram com igual desportivismo e estilo elegante.

Foram os seguintes os resultados: O Japão venceu Macau em florete, por 8 a 1 em sabre, por 7 a 2. Macau venceu o Japão em espada por 4 a 3. O Japão venceu Hong Kong em florete, por 7 a 2. Hong Kong venceu em espada por 7 a 2 e em sabre, por 5 a 4. Hong Kong venceu Macau em florete, por 8 a 1, em espada, por 5 a 4, e em sabre, por 5 a 4.

Os representantes do Japão recém as taças por eles ganhos

Os esgrimistas Sugo, Shirai e Omae representaram o Japão em todas as modalidades. Representaram Hong Kong em florete: o major Brewer; j. Osório e J. Tong; em espada Williams, Gros-Hodge e José Marçal e em sabre: o major Brewer, Grose-Hodge e J. Tong. Por Macau esgrimiram: engenheiro H. Rodrigues, capitão Pinheiro e alferes Ferreira em florete; capitão Júlio da Cruz, Fausto Branco e engenheiro H. Rodrigues, em espada; e capitão Júlio da Cruz, tenente Robin de Andrade e tenente Stone, em sabre.”

Reportagem não assinada no «MBI», I-3 de 15 de Setembro de 1953, p. 13

Sobrescrito de 1.º dia -11,4 cm x 16,2 cm (C6). Preço: 1, 5 pataca

No dia 28 de Agosto de 1986, os «Correios e Telecomunicações de Macau / CTT MACAU» emitiram e puseram em circulação selos postais alusivos à emissão “ Meios de Transportes”. (1) Trata-se de uma continuação da emissão de selos sob o tema “Meios de Transporte “ iniciado em 1984 com os “Barcos de Pesca” e terminado com os “Hidroaviões” (já publicados em anteriores postagens) (2)

As embarcações tradicionais chinesas utilizadas no transporte de passageiros entre Macau e os portos vizinhos, designavam-se genericamente por “TOU”, como qualquer embarcação de carreira, e eram construídas em madeira e de propulsão à vela. Algumas  dispunham também de uma roda da pás à popa , accionada pelos tripulantes por meio  de pedais. Os barcos de passageiros que demandam actualmente (1986) Macau são todos de propulsão a motor, e na sua maior parte fazem uso das mais modernas técnicas de sustentação dinâmica, que lhes permite reduzir do casco na água, e alcançar velocidades de cruzeiro muito elevada, com economia de combustível.” (3)

Os quatros selos desta emissão são nos valores de 10 avos (hidrofoil), 40 avos (hovermarine), 3,00 patacas (jetfoil) e 7,50 patacas (high speed ferry). Os desenhos são de  Ng Wai Kin

HYDROFOIL – é uma embarcação rápida propulsionada poe hélice, que utiliza uma técnica moderna de sustentação dinâmica. Navega à velocidade de cruzeiro de 33 nós, apoiando-se em estruturas rígidas, de formas finas, que mantêm o casco numa posição elevada em relação à superfície da água, quando em movimento rápido. O modelo em uso nas carreiras de Macau tem 30,4 m de comprimento, 5,8 m de boca e um calado que varia entre 4 m, quando parado, e 1,96m, quando em cruzeiro, e tem uma lotação de 126 passageiros, fazendo o percurso entre as duas cidades em aproximadamente 1 hora e 15 minutos. (3)

HOVERMARINE – é uma embarcação rápida, propulsionada por hélice, que navega sobre uma almofada de ar gerada pela moderna técnica de insuflação de ar no casco, especialmente adaptado, elevando-o acima da superfície da água. O modelo em uso nas carreiras de Macau é constituído em fibra de vidro reforçada, tem uma lotação de 200 passageiros e dispõe de dois motores diesel propulsores que lhe dão velocidade de cruzeiro de 36 nós, com autonomia para 200 milhas. Tem 27,2 m de comprimento, 10,2 m de boca e 1,4 m de calado quando em elevação. Faz o mesmo percurso em cerca de 1 hora. (3)

JETFOIL – é uma embarcação muito rápida que utiliza as modernas técnicas de propulsão por jacto de água e de sustentação dinâmica. Navega à velocidade de cruzeiro de42 nós, apoiando-se em estruturas rígidas, de formas finas que, quando em deslocamento rápido, mantém o casco numa posição elevada acima da superfície da água, a uma altura regulável, come estabilização automática. Tem uma lotação de 260 passageiros, cobrindo a distância entre Macau e Hong Kong em cerca de 50 minutos. As suas dimensões são: 27, 4 m de comprimento, 9,14 m de boca e 5,18 m de calado imobilizado que se reduz a 1,52 m à velocidade de cruzeiro. (3)

HIGH SPEED FERRY – é um navio convencional que atinge altas velocidades de cruzeiro para o seu tipo, devido à grande potência instalada: 12000BHP para uma tonelagem bruta de 1136 ton, atingindo uma velocidade de cruzeiro de 27 nós., fazendo o percurso entre Macau e Hong Kong em cerca 1 hora e 30 minutos. Tem uma lotação de 660 passageiros e as suas dimensões são: 57,79 m de comprimento, 10,20 m de boca e 2,66 m de calado (3)

Da folha lembrança n.º 22, sobrescrito do 1.º dia de circulação, com o seu motivo e a reprodução dos selos e da obliteração de 1.º dia.
Dados Técnicos

(1) Foram emitidos nesse dia, 4 postais com o mesmo motivo, ao preço de 60 avos.

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/10/09/noticia-de-9-de-outubro-de-1989-1-o-dia-de-circulacao-meios-de-transpor-tes-tradiconais-hidroavioes-ii/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/10/09/noticia-de-9-de-outubro-de-1989-1-o-dia-de-circulacao-meios-de-transpor-tes-tradiconais-hidroavioes/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/07/15/noticia-de-15-de-julho-de-1988-filatelia-meios-de-transportes-tradicionais-2o-grupo/

(3) SOARES, Comandante António Martins  ( Director dos Serviços da Marinha) in folha lembrança n.º 22 do C.T.T.

“Promovidos pela Delegação de Macau da Cruz Vermelha Portuguesa, de colaboração com a Associação de Futebol em Miniatura de Macau, realizaram-se, nos dias 21 e 22 de Agosto, no Campo Desportivo da Praia Grande (depois denominado Campo dos Operários), dois encontros de futebol em miniatura com o fim de angariar fundos para as obras de beneficência da referida Delegação. Deslocou-se a Macau, nessa altura, a equipa do Departamento de Comércio e Indústria de Hong Kong, ou à chinesa «Kong Seng», que aqui defrontou, no primeiro dia, contra o Grupo Desportivo «Negro-Rubro» e, no segundo, contra o «Leng I» Futebol Clube. Frente ao forte agrupamento do «Negro Rubro» a equipa do Departamento de Comércio e Indústria saiu derrotada por 6 a 2, patenteando o grupo local a sua indiscutível superioridade numa exibição que a todos agradou.

Os componentes dos grupos «Negro-Rubro» e «Kong Seng» com os seus dirigentes e o presidente da Delegação da Cruz Vermelha Portuguesa.

Constituída por jovens e franzinos jogadores, a equipa do «Negro Rubro» é ainda assim das melhores que Macau pode apresentar, sendo de salientar o seu grande espírito de luta e a excelente técnica do seu jogo combinado. O grupo visitante, sem dúvida, um dos melhores da vizinha colónia britânica, apesar dos seus esforços, pouco conseguiu frente a um adversário bem mais forte e enérgico. As bolas do grupo local foram marcados por Augusto Rocha (3), Rogério Assis (2),  e João Rocha (1). Chau Kit e Iong Lam forma os marcadores dos goals de Hong Kong.

No dia seguinte, 22 de Agosto, a equipa do Departamento de Comércio  e Indústria empatou com a equipa «Leng I» por 2 a 2, após uma exibição que, apesar de não ter sido melhor nem tão boa como a primeira, não deixou de agradar. Sio Mou Sam e Lok Man Vai marcaram as bolas do grupo local, tendo as de Hong Kong sido obtidas por intermédio de Iong Lam e Lei Kuong Hong. Extraído de «MBI» II-26 de 31 de Agosto de 1954. P. 13

NOTA: No ano de 1954 os Corpos Gerentes da Delegação de Macau da Cruz Vermelha Portuguesa, eram: Presidente: Dr. Alberto Pacheco Jorge; Vice-presidente: Dr Adolfo Adroaldo Jorge; Secretário: Joaquim Morais Alves; Tesoureiro: Francisco Xavier da Cruz Hagatong; Vogais: Dr. Fernando H. L. Maciel, Tenente Manuel Nunes Vieira, Lee Pou Lin, e Hermann Machado Monteiro.I

Do Grupo Desportivo «Negro-Rubro»: Presidente: Carlos Augusto Correia Pais de Assunção; Vice-presidente: Jorge Alberto Alves Estorninho; Secretário: Romeu Xavier; Tesoureiro: Luís Atanázio da Rocha; Vogais: Napoleão da Guia de Assis e Augusto Gonçalves e Director Desportivo: Manuel Dimas Pina.