Archives for category: Património Histórico/Cultural de Macau

Uma colecção de 12 postais (dimensão do postal: 15 cm x 10,4 cm), no interior duma capa e contracapa (total: 23,2 cm x17,5 cm) intitulada “Património Arquitectónico de Macau / 澳門建築文物 / Architectural Heritage of Macau” contendo desenhos de Ung Vai Meng (do ano de 1983), editado pelo Instituto Cultural de Macau – Departamento do Património Cultural. Impressos na Tipografia Welfare Co-Macau .

Comprado na década de 90 na Livraria Portuguesa

Capa e contracapa
Verso (interior) da capa e contracapa

Apresento três postais desta colecção, desenhos das três mais antigas igrejas de Macau: Igreja de S. Lázaro (1); Igreja de S. Lourenço (2); Igreja de S. António (3)

Do manuscrito do Padre Fr. Jozé de Jesus Maria Arrabino (4)

«Em o seguinte anno de 1558 até o de 69, achando-se já aqui alguns Padres da Sagrada Companhia de Jesus (…) com sua boa assistência e idéa entrarão a formar duas ou três pequenas igrejas de S. Lázaro, S. Lourenço e S. António, e junto a esta (que há dúvidas em qual fosse a primeira) concorrerão para se fazer um comodo hospicio em que os ditos Padres podessem habitar, servindo-lhe de espiritual conçolação, pela indigência de sacerdotes e Ministros que havia, suposto que com brevidade concorreraõ …»

Igreja de S. Lázaro – 聖母堂 – St. Lazarus Church
Ung Vai Meng 4-05-1983
Igreja de S. Lourenço – 老愣佐堂 – St. Lawrence´s Church
Ung Vai Meng 11-05-1983
Igreja de S. António – 聖安多尼堂 – St. Anthony´s Church
Ung Vai Meng  data?

澳門建築文物 mandarim pīnyīn: ào mén jiàn  zhú wén wù; cantonense jyutping: ou3 mun4 gin3 zuk1 man4 mat6

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/igreja-de-s-lazaro-n-sra-da-esperanca/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/igreja-de-s-lourenco/

(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/igreja-de-s-antonio/

(4) «Asia Sinica, e Japonica: Macao conseguido, e perseguida» obra póstuma do Padre Fr Jozé de Jesus Maria Arrabino, escrito entre 1744 e 1745, livro IV, e I, p. 76 in TEIXEIRA, Padre Manuel – Macau e Sua Diocese I, 1940, p. 166.

Foto publicado no Suplemento do «Diário de Notícias” de 1980, “MACAU / 澳門 / OU MUN” (1) (2)

Construção de barcos dragão nos antigos estaleiros de Lai Chi Vun, na Estrada de Lai Chi Vun (3) classificado pelo Património Cultural de Macau, como “Bem Imóvel (SC003) ”

“A indústria de construção naval, que teve início no final da Dinastia Ming e princípio da Dinastia Qing, era uma das quatro principais indústrias tradicionais de Macau. Este sector teve desenvolvimento até à década de 1990 e teve um papel importante na economia de Macau do passado. Os estaleiros navais de Lai Chi Vun eram anteriormente denominados Lai Chi Van. Os estaleiros navais de Lai Chi Vun, propriamente ditos, foram construídos na década de 1950. De acordo com o Anuário Comercial e Industrial de Macau de 1965-1966, existiam seis estaleiros navais em Lai Chi Vun. Localizados ao longo de parte da linha costeira de Coloane, os Estaleiros Navais de Lai Chi Vun, que eram de volume semelhante entre si, e que foram construídos paralelos uns aos outros e com ligação directa à água, constituem um aglomerado de construções modulares que reflecte a perfeita harmonia entre o ambiente natural e o conjunto construído“(4).

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/07/21/leitura-macau-%E6%BE%B3%E9%96%80-ou-mun/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/03/13/fotos-de-macau-de-1980-i/

(3) “A Estrada de Lai Chi Vun tem início no cruzamento da Estrada de Seac Pai Van com a Estrada do Campo, a norte, e termina no Largo do Cais, a sul. A altaneira árvore de pagode (figueira de Bengala) na extremidade norte da via assinala o início da Povoação de Lai Chi Vun, cujo nome está associado à antiga abundância de árvores de lichia, bem como à sua baía em forma de tigela.” https://pt.wikipedia.org/wiki/Coloane

 (4) https://www.culturalheritage.mo/pt/detail/2635/1

Envelope (32 cm x 22,5 cm) do Instituto Cultural do Governo da R.A.E. de Macau a propósito de:

 澳門 世界遺 MACAU  PATRIMÓNIO MUNDIAL – MACAO  WORLD HERITAGE

Envelope
Verso do envelope

No seu interior, com a mesma temática, pagela (29,5 cm x 21 cm) dos Correios de Macau (PGL 074) emitida no dia 16 de Julho de 2005, data do lançamento /1.º dia de circulação de 4 selos, um bloco filatélico, um sobrescrito de 1.º dia formato C6 (16,2 cm x 11,4 cm) e 4 bilhetes postais. (1)

Capa + Contracapa

“Baseada no tema “O Centro Histórico de Macau”, esta colecção de selos foi concebida para ilustrar a identidade oriental-ocidental única de Macau. Fazendo uso da representação em banda desenhada de personagens portuguesas e chinesas, no contexto de monumentos históricos selecionados que incluem as Ruínas de S. Paulo, o Templo de A-Má, a Casa do mandarim, o Teatro D. Pedro V e a Igreja de S. José, estas ilustrações reflectem a história de Macau.

De um pequeno porto mercantil chinês nos seus primórdios, Macau tornou-se num povoado de raiz portuguesa, onde duas civilizações se encontraram e coexistiram durante mais de quatro séculos. Este encontro histórico marcou igualmente o início do intercâmbio cultural Oriente- Ocidente, patente nas crenças religiosas, nos estilos de vida e até as técnicas de construção, reflexos nítidos da coexistência harmoniosa das culturas ocidental e oriental num período de intercâmbio e simbiose. Esta tolerância e respeito pelo intercâmbio cultural consubstanciam o que tornou Macau e o seu património cultural tão único e precioso.” (2)

Interiores da capa e contracapa
Capa
Contracapa

Dados Técnicos – Design: Instituto Cultural (Victor Marreiros, Leong Chi Hang)

(1)

BO n.º 29 de 18-07-2995, p. 792

(2) Instituto Cultural do Governo da R.A.E. de Macau.

Do livro de Artur Levy Gomes, “Esboço da História de Macau 1511-1849”, editado pela Repartição Provincial dos Serviços de Economia e Estatística Geral (Secção da Propaganda e Turismo) de Macau, em 1975, já postado em 18-05-2018 (1) retiro as seguintes reproduções (mesmas fotografias também publicadas por outras fontes)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/05/18/leitura-esboco-da-historia-de-macau-1511-1849/

Mais outro marcador de livro (20 cm x 5,5 cm) semelhante aos dois já anteriormente publicados, em 15-06-2014 e 11-02-2015 (1). Emitido pela Direcção dos Serviços de Turismo de Macau, apresenta num lado, a promoção da “Livraria Turismo de Macau” do Centro de Promoção e Informação Turística de Macau, em Lisboa, com o título:

MACAU – Património Mundial – Centro Histórico de Macau

No verso, um “pensamento chinês”:

Passe algum tempo sozinho.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/06/15/marcador-de-livro-livraria-turismo-de-macau/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/02/11/marcador-de-livro-livraria-turismo-de-macau-ii

Reabriu no dia 10 de Março de 1982, o Arquivo Histórico de Macau, sob a direcção da Dra. Beatriz Basto das Silva, no edifício situado na Avenida Conselheiro Ferreira de Almeida, nº 91-93, após a cerimónia inaugural das novas instalações, presidida pelo Governador Almeida e Costa que salientou na ocasião o alcance cultural e a importância do Arquivo para a investigação do passado histórico do Território.

A assinalar a reabertura do Arquivo realizou-se uma exposição bibliográfico-documental, na qual estão patentes alguns dos exemplares raros da secção de livros de consulta reservada, entre os quais o «Nuovi Avisi dell´Indie de Portugalio» de 1580 – o seu mais antigo exemplar bibliográfico. (1) (2)

(1) Texto e fotos retirados de «Macau82 jornal do ano», GCS, 1982, p. 57-58.

(2) “Iniciada a sua formação há cerca de quatro anos, o Arquivo esteve instalado provisoriamente no edifício da na Biblioteca Sir Robert Ho Tung, onde a reorganização do seu património documental ficou sob a orientação, durante largos meses, do Padre António da Silva Rego. Constituída actualmente por sete fundos documentais. entre os quais os do Leal Senado e da Fazenda, que datam do século XVII – , a biblioteca do Arquivo inclui milhares de livros doados pela família do escritor Luís Gonzaga Gomes, entre os quais 600 obras chinesas (algumas raras) que permitem realizar um estudo comparativo da história de Macau. Por outro lado, o acervo do Arquivo integra ainda 150 mil documentos microfilmados provenientes de Hong Kong ou do Arquivo Histórico Ultramarino, em Portugal.” (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p. 427.)

Nesse terreno firme – a colina da Guia – argamassado com o suor de tantos valentes guerreiros e, por isso, mais consistentes, calcado com as rodas pesadas que deslocavam as grossas peças de artilharia, ajoelham anualmente novas fardas e novos cidadãos, envolvidos no sentimento patriótico e de devota homenagem da alma portuguesa, no dia 5 de Agosto, aos pés da Senhora das Neves. Vestida de seu gracioso manto azul, tapetado de estrelas doiradas, a todos recebe com o mesmo carinho de outrora, quando os marinheiros, singrando os mares para trazerem novas do reino distante, iam à sua capelinha cumprir os votos feitos em horas de tormenta e de aflição.

Foto de 1955

Cenário rico de natureza, mas também cenário abundante de recordações históricas e de terna devoção patriótica. Muitos calcorrearam os caminhos que conduziam ao cima da Guia; mas cremos que foi a Fé dos que subiram essas encostas em peregrinação que manteve desfraldada a bandeira lusa a flutuar ao vento mesmo ao lado da capelinha branca da Senhora.

No dia 5, logo pela manhãzinha, o sino velhinho, religiosamente conservado na pequena torre, fez ouvir a sua voz pela encosta e pela cidade, a despertar a população e a relembrar a data que mais uma vez se repetia.” (1)

Foto de 2005

A capela apresenta uma fachada simples, com um frontão triangular assente sobre pilastras pintadas de amarelo sobre um fundo branco. A nave mede 16 por 4,7 m e as suas grossas paredes suportam a abóbada interior. As paredes da capela estão ainda reforçadas por contrafortes ao longo do perímetro do edifício. Os frescos que hoje se vêm nas paredes e que estavam escondidos pelo caiado, foram recuperados em 1996. A sacristia situa-se do lado esquerdo e existe um pequeno coro-alto por cima da zona de entrada. O telhado está coberto com telhas cerâmicas tradicionais vermelhas. (2)

(1) Sem indicação de autor, MBI, III-41 de 15 de Agosto de 1955, pp. 8-10.

(2) http://www.wh.mo/pt/site/detail/25

Ver anteriores referências à Capela da Guia/Capela de Nossa Senhora das Neves, em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/01/10/1898-os-postais-do-jornal-unico-iv-pharol-da-guia/

Hoje e amanhã, em Macau, realizam-se as cerimónias religiosas do Nosso Senhor dos Passos.E a propósito desta devoção, na continuação da postagem de dez postais impressos na Tipografia Seng Si Lda (5.000 exemplares) e emitidos pela Direcção dos Serviços de Turismo, em Fevereiro de 2006, publicitando “Eventos de Macau” (1). publico o postal referente à procissão. Postal, sem outras indicações (autores? datas?)

A Procissão do Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos tem lugar anualmente no primeiro sábado e domingo da Quaresma e é parte da “Novena católica e da Festa em Honra do Senhor Bom Jesus dos Passos”.
A procissão conta com a participação do Bispo da Diocese de Macau, dos membros do clero e de um grande número de fiéis locais e estrangeiros, e é acompanhada pela Banda de Música das Forças de Segurança tocando a marcha fúnebre. Segue o caminho da “via dolorosa”, que representa o percurso de Jesus Cristo do Pretório ao Calvário referido na Bíblia. Actualmente, a procissão decorre ao longo de dois dias. Tem início na Igreja de Santo Agostinho e dirige-se à Igreja da Sé, fazendo o percurso inverso no segundo dia. Em designadas estações da “via sacra”, no percurso de regresso, uma mulher interpreta o papel de Verónica entoando um cântico triste enquanto um padre e os numerosos fiéis respondem com preces e cânticos, criando uma atmosfera de pesar. A procissão do Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos tem uma longa história em Macau. Remonta a 1708, sendo um evento religioso característico e representativo da cidade.
http://www.culturalheritage.mo/pt/detail/2464/1
“Foram os Agostinhos espanhóis, vindos das Filipinas, que em 1586 terão introduzido, em Macau, o culto da Paixão de Cristo, nomeadamente a procissão dos Passos. A procissão do Senhor do Passos em Macau transcende o seu significado religioso. Em 1717, com a saída dos Agostinhos para Goa, a procissão deixou de se realizar. Nos anos seguintes verificou-se carestia e falta de alimentos em Macau. A população chinesa atribuiu a situação ao facto de não se realizar a procissão, tendo requerido ao Procurador do Senado “que fizesse andar pelas ruas aquele homem de pau às costas”, assim lhe chamavam. E, mais prontificaram-se a arcar com todas as despesas. Estávamos em 1721, e o Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos continua a sair anualmente, pela fé de uns e a crendice de outros. No século XIX, na sequência da extinção das Ordens Religiosas, a igreja de Santo Agostinho é entregue à Confraria de Nosso Senhor do Bom Jesus dos Passos, que tinha sido fundada pelos Agostinhos portugueses quando chegaram a Macau. A Confraria toma posse da Igreja e das casas anexa em 1887.Confraria que é, ainda hoje, responsável pela realização desta procissão. (LOPES, Fernando Sales in
https://pontofinalmacau.wordpress.com/2013/02/15/a-grande-procissao-dos-macaenses/
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/01/29/postais-da-direccao-dos-servicos-de-turismo-eventos-de-macau-2006-i/
Anteriores referências neste blogue desta Festividade Religiosa, Património Cultural Intangível do território:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/08/06/leitura-restituicao-do-convento-de-santo-agostinho-e-o-2-o-cazo-milagroso-ii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/03/10/noticia-de-10-de-marco-de-2019-o-senhor-dos-passos-em-1955/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/03/25/noticia-de-25-de-marco-de-1708-tradicoes-que-se-continuam-ii-a-procissao-dos-senhor-dos-passos-ou-senhor-da-cruz-as-costas/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/03/04/noticias-de-4-e-5-de-marco-de-2017-tradicoes-que-se-continuam-a-procissao-do-senhor-dos-passos-i-fotos-de-1974/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/02/21/a-tradicional-procissao-do-senhor-dos-passos-1973/

“Chinese Marine Temple, Macao” (1)
Atribuído a  John Thomson 1870s – 1890s (2)

(1) https://artsandculture.google.com/asset/chinese-marine-temple-macao/XwHWkEfOobj4-w
(2) Ver referências anteriores em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/john-thomson/

Continuação da publicação dos postais de Macau digitalizados do «Jornal Único» de 1898 (1)
NOTA:Os chichés das vistas photographicoas foram tirados pelo photographo amador Carlos Cabral. Todos os trabalhos respeitantes a este «Jornal Único» foram executados em Macau
Extractos do artigo de A. Basto “O *Pagode da Barra”, publicado no «Jornal Único» pp. 43-49
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jornal-unico/
http://purl.pt/32511/3/html/index.html#/1