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A Sociedade de Abastecimento de Águas (SAAM) trouxe até Macau, o grande pianista de renome mundial José Iturbi que na noite de 6 de Dezembro de 1953, deu no Teatro Oriental um Concerto de Piano. Entre a numerosa assistência, que enchia literalmente o referido teatro, estava o Governador, Almirante Joaquim Marques Esparteiro com a esposa e filhas e o seu pessoal de Gabinete.

O produto líquido do concerto, que teve o patrocínio de D. Laurinda Marques Esparteiro, reverteu para os fundos da construção do Colégio de D. Bosco (1) e, por isso, foi de louvar a iniciativa da SAAM.

Após o concerto, o Governador e Esposa conversam com José Iturbi

 O bissemanário «O Clarim», referindo-se ao Recital de piano de José Iturbi escreveu: “O concerto constituiu uma lição magistral de verdadeira arte, que ficará, de certo, registada nas efemérides desta cidade, como facto deveras singular, dificilmente igualável. A magia com os mais harmoniosos acordes se desprendiam do instrumento, desconsertava-nos perante a aparente imobilidade das mãos de Iturbi cujos dedos vibráteis pareciam concentrar em si todo o nervosismo da sua alma de artista.

A Dança Ritual do Fogo, que tantíssimas vezes se apresenta ao público, ouvimo-la quase como uma novidade, tal a beleza que o artista conseguiu equilibradamente imprimir aos contrastes de que esta peça está impregnada; até o efeito de órgão se pôde verificar nesta celebérrima obra de Falla.

Na Rapsódia Azul pudemos apreciar tôdos os efeitos que se podem tirar do piano, tal a gama de sentimentos que o autor da peça nela reuniu e que Iturbi fez viver através as cordas do piano “ (2)

José Iturbi Báguena (1895 – 1980) pianista, regente e maestro, espanhol, considerado um dos cinco mais importantes pianistas nos EUA na primeira metade do século XX (3)

Muito popular pela sua participação em filmes musicais de Hollywood, na década de 40. “Thousands Cheer” (1943), “Music for Millions” (1944), “Anchors Aweigh” (1945), “That Midnight Kiss”(1949), and “Three Daring Daughters” (1948) (4) . No filme biográfico do compositor Frédéric Chopin, “A Song to Remember”, (1945)  (5) as cenas ao piano do actor Cornell  que interpreta Chopin, as “mãos que tocam” são de José Iturbi. https://en.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Iturbi

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/colegio-d-bosco/

(2) Extraído de «MACAU B. I.», AnoI, n.º 9 de 15de Dezembro de 1953 p. 14

(3) https://www.amazon.com/Jose-Iturbi-Life-Piano-Technique/dp/9059727894

(4) https://www.imdb.com/video/vi1630781209?ref_=nm_rvd_vi_1

(5) https://www.youtube.com/watch?v=kf6e4eoudE8

Continuação da leitura do número especial do “Diário Popular” dedicado ao Ultramar Português, em 1961 (1)

Os artigos com referência mais específica a Macau estão nas páginas 5 a 21 na sessão “Índia, Macau e Timor” IMT.

Página 5 (IMT): uma pequena coluna sobre o governador Comandante Marques Esparteiro e dois artigos:

– “Uma Província que atesta em terras do extremo oriente”

– “O Comercio e a indústria tem excepcional importância e deles vive a população da cidade”

Na página 6 (IMT):

– “A Santa Casa da Misericórdia tem nobres tradições de intensa obra assistencial”

– “A pesca e a cultura do arroz constituem as principais actividades dos habitantes das ilhas da Taipa e de Coloane”

– “Comércio intenso com os territórios limítrofes”

Na página 7 (IMT):

– Usos e costumes da cidade do Santo Nome de Deus onde se conserva o que a China possui de mais típico

 – Macau terra de sonho

Nas páginas 8/9 (IMT)

– “A Polícia de Segurança Pública admiravelmente organizada vela pela população e desempenha um importante papel no equilíbrio político e no bem-estar da província”

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/10/20/noticia-de-20-de-outubro-de-1961-diario-popular-dedicado-ao-ultramar-portugues-i/

Devido ao surto da pneumonia causada pelo novo tipo de coronavírus, o Festival Internacional de Música de Macau (FIMM), originalmente agendado para 4 de Outubro de 2020, teve um formato diferente. (1)

Assim, com o tema “Para um Ano Especial”, o FIMM deste ano apresentou, a partir do dia 22 de Agosto, 9 programas num total de 20 espectáculos por grupos musicais locais, incluindo concertos, e outras actividades (1)

A propósito deste festival, apresento, um postal pertencendo à colecção de dez postais impressos na Tipografia Seng Si Lda (5.000 exemplares), emitidos pela Direcção dos Serviços de Turismo, em Fevereiro de 2006, publicitando “Eventos de Macau” (3). Sem outras indicações (autores? datas?) (2)

Verso do postal (15 cm x 10 cm)

(1) Outras actividades como “Desfrute da Música no Cinema: Exibição de Musicais”, o “Programa Piano de Rua” e o evento amigo do ambiente “Oficinas para Criação de Instrumentos Musicais”, etc., actividades que visam levar a música a todos os cantos da cidade, satisfazendo as necessidades dos residentes em termos de diversidade cultural, assim como de outros locais assolados pela pandemia. O FIMM deste ano apresentará vários concertos e actividades comunitárias gratuitas (Fonte: Instituto Cultural da RAEM)..https://www.gov.mo/pt/noticias/235656/)

 (2) Ver o último publicado (VII) em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/09/17/postais-da-direccao-dos-servicos-de-turismo-eventos-de-macau-vii-concurso-internacional-de-fogo-de-artificio-de-macau/

Programa / Catálogo com 12 folhas (5 folhas – 9 páginas em português, 5 folhas – 9 páginas em chinês e 2 folhas com anúncios em chinês), agrafadas, da “SEMANA DE CULTURA CHINESA”, realizada de 30 de Setembro a 8 de Outubro de 1985, e editada pelo Instituto Cultural, com a colaboração do sector publicitário e cultural da Firma Nam Kwong, Livraria Seng Kwong, Ma Man Kei, Chui Tak Kei e “Southern Film Co.”

CAPA: 25 cm x 24,2 cm

No dia 30 de Setembro foi a inauguração no Teatro Alegria, pelas 20.00 horas, com a apresentação do Grupo de Música e Dança de Cantão que actuaram também nesse teatro, com o mesmo programa, nos dias 1 e 2 de Outubro de 1985.

Henrique de Senna Fernandes deixou estes apontamentos da inauguração do balneário – restaurante «Costa de Jade» bem como o ambiente de Macau de 1929: (1)

“Nesse ano, há um notável empreendimento do incipiente turismo macaense. A inauguração, em 21 de Setembro, do Balneário-Restaurante “Costa de Jade”, na baía de Pac On, na Taipa, hoje desaparecida com o aterro da praceta que se abre no termo da Ponte Macau-Taipa. Foi uma inauguração com a presença de centenas de pessoas transportadas pela lancha-motor “Jade”, de propósito construída para esse fim, nas Oficinas Navais. O embarque em Macau fazia-se pelo cais de pedra que havia na curva de S. Francisco. O local do Balneário era aprazível, a água do mar muito limpa e ainda não contaminada pelo lodo, e a mata exuberante dos Sete Tanques ficava-lhe mesmo em cima, com o suave ruído das suas águas a correr.

Naquele Outono esplendoroso de 1929, dizem os coevos, foi moda ir à “Costa de Jade“. Organizaram-se festas, jantares à americana, animados pela orquestra de jazz de João Franco. E quanto casamento dali não surgiu, aos acordes inspirados de “I’ll See You in My Dreams” (2) e à voz de tenor da “Ora Sorriento“, (3) em noites de luar, a toalha de prata chispando ao largo, os juncos de velas todas abertas, deslizando em silêncio, embebidos nas incansáveis fainas da pesca!

Como sabiam divertir-se os nossos maiores! O optimismo reinante, a boa disposição e a vida fácil e barata desviavam as atenções de trágicas realidades. Os acontecimentos internacionais não pareciam tocar naquele mundo. A guerra civil na China, entre o Governo Central e os senhores da guerra (warlords) era encarada como coisa de somenos. Todos estavam habituados, desde pequenos, àquelas questiúnculas internas, a esse sangrento extravasar de ódios e ambições que depauperavam e enxovalhavam um grande país.

Por mais espantoso que isso possa parecer, não há nos jornais da época uma notícia acerca da Terça-Feira Negra de Outubro, (4) onde se deu o “crash” da Bolsa de Nova Iorque. Nem há notícia dos suicídios e da crise que este facto gerou, dando origem à Depressão. Hong Kong e Macau estavam muito longe, a prosperidade era uma coisa certa e não havia motivos para alarme.”

(1) FERNANDES, Henrique de Senna – Cinema em Macau III (1932-1936). Revista de Cultura, N.º 23 (II Série), Abril/ Junho 1995. Instituto Cultural de Macau, pp. 133-170. http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30018/1706

(2) “I’ll See You in My Dreams” canção de 1924 de Isham Jones, e letras de Gus Kahn, Originalmente gravada por Isham Jones com a orquestra de Ray Miller Orchestra. Tornou- se muito popular com muitas versões. Foi título de filme, em 1951, “I’ll See You in My Dreams”, musical biográfico de Gus Kahn.

Uma das versões por DORIS DAY em:

(3) Creio tratar-se de “Torna a Surriento”, canção popular napolitana gravada por muitos cantores tenores e não só (ouvir a versão inglesa por Elvis Presley “Surrender”, de 1961)

Versão de Luciano Pavarotti:

Versão de Elvis Presley:

(4) A Quinta-feira Negra (Black Thursday) refere-se ao dia 24 de outubro de 1929, quando ocorreu o «crash» da Bolsa de Valores de Nova Iorque. O «crash» desencadeou a uma crise econômica da história dos Estados Unidos, alastrando para outros países ocidentais, para uma Grande Depressão, que durou 12 anos.

A Companhia Filarmónica das “Sociedades Ministreis do Christy”, (1) deu um grande concerto no Teatro D. Pedro V no dia 3 de Setembro de 1864, espectáculo marcado para às 20h30 e ao preço de entrada de $1 (1 pataca)

Extraído de «TSYK», I-48 de 1 de Setembro de 1864, p.197
Extraído de «TSYK», I-48 de 1 de Setembro de 1864, p.199
Extraído de «TSYK», I-49 de 8 de Setembro de 1864, p. 202

Uma opinião/crítica em forma de “COMMUNICADO” surgiu, assinado «J. S.» , no «Boletim Governo de Macao»

Extraído do BGM X-36 de 5 de Setembro de 1864, p. 142
Capa da partitura dos menestréis de Christy Fonte:  Folha da partitura dos menestréis de Edwin Pearce Christy, capa de 1847. https://pt.qwe.wiki/wiki/Hokum

(1) “Minstrel show” (espetáculo de menestréis) (2) ou “minstrelsy” (cantoria) é nome pelo qual ficou conhecido um tipo de espetáculo teatral popular tipicamente americano e notavelmente baseado em ideais racistas perpetuados nos Estados Unidos e no mundo, que reunia quadros cômicos, variedades, dança e música, inicialmente com artistas brancos maquiados como negros com o rosto maquiado de preto (blackfaces), principalmente depois da Guerra Civil. No início dos anos 1830, o espetáculo consistia em breves quadros “entre-actos” cômicos burlescos. Na década seguinte, era um show completo. Em 1848, o jogral das “cara-pretas” se tornou uma arte nacional da época, com um formato como de uma ópera mas que se utilizava de temas populares para plateias em geral. Edwin Pearce Christy (3) fundou o “Christy’s Minstrels”, combinando canções refinadas dos “Ethiopian Serenaders” (trabalho do compositor de Christy, Stephen Foster) com a irreverência da “Virginia Minstrels”. A companhia Christy estabilizou as apresentações em três actos, estrutura que permaneceria nas décadas seguintes. Isso trouxe a respeitabilidade dos proprietários de teatro que se esforçavam para tornarem as casas de espetáculos mais calmas e quietas. https://pt.wikipedia.org/wiki/Minstrel_Show

(2) Menestrel: poeta, cantor e músico ambulante na idade média; depois artista, poeta ou músico que recita ou declama poemas ou canta. Nos espectáculos dos menestréis, citados anteriormente, eram cantores / declamadores brancos que se “pintavam” de negro.

 (3) Edwin Pearce Christy (1815 – 1862) foi um compositor, cantor, actor e produtor americano. Mais conhecido como EP Christy, foi o fundador do grupo menestrel de “Christy Minstrels”, cerca de 1836. Devido a reveses financeiros durante a Guerra Civil Americana, Christy atirou-se de uma  janela em sua casa em Nova York no dia 20 de Maio de 1862. Morreu no dia seguinte. O nome do grupo original, “Christy Minstrels”, foi registado para uso de uma nova companhia. https://en.wikipedia.org/wiki/Edwin_Pearce_Christy

 “A mesma Primavera (1934) trouxe também outro acontecimento, este, de grande importância para a vida cultural e artística de Macau – a aprovação dos estatutos da Academia dos Amadores de Teatro e Música. Daí por diante Macau tinha uma agremiação destinada especificamente para a arte musical e cénica. A Grande Tournée Teatral às Colónias, que partira em 1932, deixara raízes e havia grande entusiasmo entre certos amadores para a arte de representar. Isto, principalmente, porque ficara entre nós um dos actores, José de Arede Soveral, agora funcionário público, depois que bebera a “água do Lilau”.

1-09-1934 – Quanto à vida artística, preparava-se para a estreia das actividades da Academia de Amadores de Teatro e Música. Durante o verão, porque a agremiação ainda não possuía instalação própria, os ensaios realizavam-se na casa de Bernardino de Senna Fernandes, à Praia Grande. Em dias marcados da semana, enchiam-se as salas de sócios, em serões onde o sério se misturava com o bom humor e vontade de cumprir. Chamou-se sarau à estreia da Academia, que teve lugar no dia 1 de Setembro. Foi uma noite admirável e inesquecível de arte, contribuindo todos os participantes com o melhor do seu esforço para o êxito da empresa. Eram cerca de cinquenta os amadores. Houve uma parte cénica e outra musical. Na parte teatral apresentaram-se duas peças de um acto cada. Quanto à parte musical, houve solos de violino, canto e violoncelo, conjuntos corais e de orquestra, um trio que tocou o “Trio Opus 49” de Mendelssolm. Os amadores que se responsabilizaram pela parte cénica foram: Lucília de Campos Néry, Maria Helena de Menezes Ribeiro, José de Arede e Soveral, D. João de Vila Franca, Mário de Campos Néry, os irmãos José e Francisco de Carvalho e Rego, Henrique Teixeira Machado e Henrique de Serpa Pimentel.

A orquestra teve a seguinte composição: Regência – Bernardino de Senna Fernandes; piano – Maria de Natividade de Senna Fernandes; violinos – Joseph Pasquier, Luís Baptista, Alberto Barros Pereira, Francisco Freire Garcia, Carlos de Mello e Jorge Estorninho; violoncelos – Cipriano Bernardo e Evaristo Carvalho; flauta – Edmundo de Senna Fernandes; saxofone – Emídio Tavares; cornetins -Alberto Ângelo e Pedro Coelho; trombone – Jacinto Azinheira; contra-baixo – Lúcio Carion e bateria – Fernando de Albuquerque.

Os coros eram formados por: Arcádia Borges, Arminda Borges, Amália Rodrigues, Eduarda Amaral, Maria Helena de Menezes Ribeiro, Júlia Maria Garcia, Lília Mello, Lucília de Campos Néry, Maria Amália de Carvalho e Rego, Maria José Amaral e Renée de Senna Fernandes, Amadeu Borges, Cláudio Vaz, Eduardo da Silva, Francisco de Carvalho e Rego, José Freire Garcia, Henrique Teixeira Machado, Henrique de Serpa Pimentel, José de Arede e Soveral, José de Carvalho e Rego, D. João de Vila Franca, Luís Gonzaga Gomes, Mário de Campos Néry e Pedro Ângelo Jr.

Um dos números mais aclamados pela sensibilidade dos artistas foi o trio que tocou a obra de Mendelssolm. Esse trio era composto por Maria Amália de Carvalho e Rego (piano), Bernardino de Senna Fernandes (violino) e Cipriano Bernardo. O êxito foi um impulso para que os amadores continuassem na sua obra artística e educadora. Daí que, imediatamente, se prepararam para levar à cena, a primeira peça de fôlego do seu programa “O Poço do Bispo.”

FERNANDES, Henrique de Senna  – Cinema em Macau (1932-1936). Revista de Cultura N.º 23 (II Série) Abril/ Junho 1995. Instituto Cultural de Macau, pp. 133-170.

No campo da cultura musical, estiveram em Macau, as crianças do “Coro Infantil da Rádio NHK de Tóquio” (grupo feminino, com um único elemento masculino) que actuaram no dia 21 de Março de 1977, no Auditório Diocesano, interpretando clássicos e canções populares e eruditas japonesas. Participou neste espectáculo, os “Pequenos Cantores” do Colégio D. Bosco.

«Coro Infantil da Rádio NHK de Tóquio» e os «Pequenos Cantores» do Colégio D. Bosco uniram-se no palco do Teatro Diocesano, na execução dum canto japonês.
O «Coro Infantil», todo trajado com o quimono regional e tradicional, apresentando ao público o único elemento masculino do seu grupo que se integrou nesta digressão, na última parte do seu programa.

Aproveitaram a estadia para uma visita aos pontos turísticos da cidade e das ilhas

Algumas elementos do coro, no varadim da Ermida da Penha
A caravana das pequenas cantoras do «Coro Infantil da Rádio NHK de Tóquio» nas Ruínas de S. Paulo.

Extraído de «MBIT», n-º 1-2, 1977.

No dia 18 de Março de 1923, Leopoldo Godowsky, considerado, nessa época, o mais afamado pianista do mundo, deu um concerto no Teatro D. Pedro V. (1)

Leopold Godowsky, 1935

Leopold Godowsky (1870 — 1938) foi pianista, compositor e professor, polaco naturalizado americano desde 1891. Virtuoso no piano e violino desde os 5 anos, deu o primeiro concerto aos nove anos. Foi diretor da classe de piano do Conservatório de Chicago e a partir de 1909, diretor da Escola de Piano da Academia Imperial de Música de Viena. (2)

Deste compositor e pianista, disponíveis no Youtube:

Leopold Godowsky plays Chopin Ballade No. 1 in G minor Op. 23

Liszt La Campanella Godowsky Rec 1913

Leopold Godowski – Chopin’s Nocturne F-sharp Major, 1929

(1) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954)

(2) https://pt.wikipedia.org/wiki/Leopold_Godowsky https://www.classicalconnect.com/composer/Leopold-Godowsk

Mais uma colecção com 10 postais, intitulada “A Harmonia das Diferenças”  – fotografias do princípio aos meados do século XX (1902 -1950)  – com legendas em três línguas, publicada pelo Instituto Cultural do Governo da R. A. E. M / Arquivo Histórico de Macau, em 2015 (preço de venda, na altura, MOP 50.00).

INVÓLUCRO EXTERIOR DOBRÁVEL – cada lado: 21,8 cm x 15,3 cm x 0,4 cm

Nesta colecção de postais, “Macau – A Harmonia das Diferenças”, dos primeiros decénios de novecentos, uma ilustração da comédia humana em Macau, secularmente harmónica na diversidade étnico cultural: povo anónimo em actos públicos da cidade china e da cidade crsitã, personalidades de cococ e cartola, gentes das procissões, jovens universitários do interior, uma banda escolar chinesa de instrumentos ocidentais. Nada de “exótico” filtra os olhares: todos convivem na cidade aberta”.

INVÓLUCRO EXTERIOR DOBRÁVEL, parte interna

Todos os postais têm as seguintes dimensões: 20 cm x 14 cm.
O postal com a data mais antiga, 1902, é uma foto da “Orquestra Juvenil de Santa Cecília”

Orquestra Juvenil de Santa Cecília, c. 1902

NOTA 1: Uma das mais antigas orquestras com o nome de Santa Cecília é a “Orquestra da Academia Nacional de Santa Cecília (em italiano, Orchestra dell’Accademia Nazionale di Santa Cecilia), também conhecida como Orquestra de Santa Cecília, que tem sede em Roma, e foi fundada em 1908.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Orquestra_de_Santa_Cec%C3%ADlia
NOTA 2: Nesse ano, o bispo era D. João Paulino de Azevedo e Castro (1852-1918), bispo de Macau de 1902 a 1918, açoriano e um dos vultos religiosos na história missionária no Extremo Oriente. Do ponto de vista músico-cultural, foi um dos principais promotores da reforma sacro-musical através da formação de uma geração de sacerdotes imbuídos do espírito da restauração litúrgica.
A abertura do ano lectivo no Seminário de S. José, cujo reitor era António Maria Alves (reitor de 1902 a 1907), no dia 6 de Setembro de 1903,  foi aberta por um hino do próprio D. João Paulino e executada pelos alunos que participavam da orquestra do Seminário, regida pelo Pe. J. Lau.
http://www.revista.brasil-europa.eu/137/Musica-sacra-Macau.html

Verso do postal

NOTA 3: no “XV Festival Internacional de Música de Macau”, no dia 7 de Outubro de 1997, na Sé Catedral, homenageou-se a Santa Cecília, cantando a “Missa de Santa Cecília “, composta pelo compositor Francês Gounod, e interpretada pela Orquestra Sinfónica de Xangai, sob a batuta do maestro Patrick Fournillier, e por solistas internacionais.