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O “Professor A. Naftaly” em trânsito pelo território, proprietário de um ambulante “Museu Anatomico e Panorama” (em Macau, exposição na Rua do Almirante Sérgio, n.º 1 e 3) manifestou o desejo de vender “os especimens” que possui, em virtude do estado de saúde de sua esposa que não lhe permite continuar a percorrer outros países, como era sua intenção.

Extraído de «Echo Macaense», I-9 de 12 de Setembro de 1893 p. 3
Extraído de «Echo Macaense», I-9 de 12 de Setembro de 1893 p. 4

Quadros com aguarelas de George Vitalievich Smirnoff (1) de 1945 que estavam no então Museu Luís de Camões. (2)

“Igreja de St° António”. Aguarela, 1945. 22,4 x 28.3 cm.
“Igreja do Seminário de S. José e Casario Chinês”. Aguarela, 1945. 28,6 x 22.6 cm
“Igreja da Penha Vista do Porto Interior”. Aguarela, 1945, 22,5 x 28,6 cm.
Igreja de St° Agostinho Vista da Calçada do Gamboa”. Aguarela, 1945. 29 x 25,5 cm
“Igreja de S. Domingos”. Aguarela, 1945, 28,5 x 22,5 cm.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/george-smirnoff/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/museu-luis-de-camoes http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30026/1863

O suplemento Ilustrado do jornal «Notícias de Macau», de 23 de Dezembro de 1972, documenta a homenagem promovida no dia 18 de Novembro, no jardim da Flora, em memória de Alfredo Augusto d’Almeida, (1) cidadão macaense que, sempre comum perfil modesto, tanto pugnou pela preservação do património histórico, cultural da sua terra, com especial carinho pela flora e aspectos paisagísticos. Foi descerrado um busto deste dedicado funcionário do Leal Senado, esculpido por Oseo Acconci.” (2)
O busto colocado no corredor central do Jardim da Flora, moldado em gesso em 1971, tem uma inscrição em português e chinês

A
ALFREDO AUGUSTO DE ALMEIDA QUE EM VIDA
TANTO AMOR DEDICOU A ESTE JARDIM
1898-1971

(1) Alfredo Augusto de Almeida (21 de Janeiro de 1898 – 13 de Novembro de 1971) –Autodidacta,naturalista e botanista amador, funcionário municipal e público por muitos anos, trabalhou no Serviço de  Obras Públicas e ao serviço do Leal Senado, renovou e transformou o espaço verde do Jardim da Flora, introduzindo novas espécies de flores, árvores de fruto e até uma pequena fauna.
Foi devido ao seu interesse e entusiasmo pelas plantas e jardins que planeou muitos espaços públicos de Macau. Preservou e recuperou muitas pedras que tinham alguma ligação histórica à cidade que estavam para destruição mormente aqueles que foram sujeitos ao vandalismo no período «1-2-3» de 1966, preservadas nas paredes do Leal Senado e na Fortaleza do Monte.
Era Tetraneto do Primeiro Barão de Porto Alegre, Januário Agostinho de Almeida (1759 -1825), um dos comerciantes de ópio mais ricos de Macau nos inícios do século XIX.
Segundo o que refere Jorge Forjaz (3) «Alfredo Augusto de Almeida não herdou a fortuna dos seus antepassados e, por isso, foi toda a vida um humilde funcionário público e municipal. Mas herdou as suas virtudes, a sua grandeza de alma e um nobre coração.
Filho de Macau, da mais ilustre aristocracia macaense, este homem foi sempre leal e honesto, nobre e respeitador no trato social e amigo da sua terra como poucos. Os jardins de Macau devem-lhe muito e o da Flora deve-lhe quase tudo, inclusivamente a classificação científica de todas as plantas e animais que lá existiam.
O Museu Arqueológico da Fortaleza do Monte foi ele que o salvou, foi ele que o colocou ali.
Era um self made man, lia e consultava as autoridades em botânica e na arqueologia; por isso o Prof. Williams, de St. Francis Xavier College, perito em botânica, nunca vinha a Macau que não fosse a sua casa; o mesmo fez sempre o brigadeiro e historiador Sir Lindsay Ride, que tinha por ele o maior apreço; o então Governador Jaime Silvério Marques (1959-1962) correspondia-se frequentemente com este funcionário, a quem tanto apreciara e elogiara durante o seu Governo de Macau.
Em 1935, ele reconstruiu o jardim da Igreja de S. Lourenço, sob as indicações da Srª D. Laura Lobato.
Oseo Acconci, que tanto o estimava, moldou o seu busto, um mês antes da sua morte.». (3)
(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. 5, 1998
(3) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses , Volume I, 1996
Outra bibliografia consultada:
RIDE, Lindsay; RIDE, May; WORDIE, Jason –  The Voices of Macao Stones,1999.
ARAÚJO, Amadeu Gomes de – Diálogos em Bronze, Memórias de Macau, 2001-

Fotografia da capa – Ferreira de Castro na Porta do Cerco

Livro de 1998, com o título “Macau e a China”, (1) uma edição especial bilingue (em português e em chinês) da Câmara Municipal das Ilhas (por ocasião das comemorações do Dia das Ilhas) contendo parte do relato de viagem que o escritor Ferreira da Castro (2) efectuou entre 1939 e 1944 com a sua mulher, Elena Muriel, nomeadamente a passagem por Macau e China, publicada no Capítulo “China” do seu livro de viagem “ Volta ao Mundo” (nas pp 467 – 522. (3)
Com um pequeno prefácio (p. 5) de Joaquim Ribeiro Madeira de Carvalho (então Presidente da Câmara Municipal das Ilhas) e introdução/nota bibliográfica de Ricardo António Alves intitulada «Ferreira de Castro na “Cidade de Lilipute”».
A propósito de uma foto do escritor na Gruta de Camões (p. 13), escreve Ferreira de Castro: (pp. 36-37)
“Atravessamos os bairros novos e subimos a outra colina, a de Camões. No seu glauco sopé fecha-se um vetusto cemitério protestante, com as suas marmóreas sepulturas em forma de caixas quadrilongas. Nestas velhas tumbas encontram-se alguns dos primeiros europeus que morreram no Extremo-Oriente, sobretudo alguns magnates ingleses da famigerada Companhia das Índias, senhores que foram de milhentas traficâncias e de fabulosas riquezas, agora em repouso e olvido entre as bravas ervas que crescem em derredor de seus mausoléus. Poetas, missionários, nautas britânicos e esbeltas loiras de Albion dormem também, sob o sol da Ásia, na vizinhança dos feros homens que só o oiro adoravam. Uma indiscrição, um lagarto sobre as letras já a desvanecerem-se e o silêncio que vai dum extremo a outro do cemitério, como presença inexorável.
Mais acima da necrópole, topa-se um pequeno museu e, depois, entramos nas verdes sendas da colina de Camões. É um admirável parque, cheio de amáveis recantos, de árvores seculares, de flores, de chineses que meditam sobre os bancos, de pares que buscam as sombras e de crianças que brincam nas clareiras. Situado junto ao porto interior, o outeiro oferece belas perspectivas sobre os juncos ancorados, a Ilha Verde, no flanco da península, e as distantes montanhas de Chung-Shan. A única coisa feia é , justamente, a gruta onde o épico teria escrito parte dos “Lusíadas”. Dois penedos verticais, sobre eles um penedo horizontal, eis o sítio que se julga eleito por Camões para nele trabalhar. Sugestivo seria, sem dúvida, o lugar no tempo em que o poeta desempenhou, talvez, em Macau, o burocrático ofício de “Provedor dos defuntos e ausentes”..Mas, hoje, com um pobre busto de Camões entre as rochas e várias lápides portugueses e chinas em derredor, o que houve, aqui, de rude, de beleza selvagem, transformou-se numa espécie de fruste necrópole. “

Macau – A Gruta de Camões onde o poeta teria escrito parte de «Os Lusiadas»
Legenda e foto da p. 482 do livro “A Volta ao Mundo” (3)

(1) CASTRO, Ferreira de – Macau e a China. Câmara Municipal das Ilhas. Direcção da edição: António Aresta e Celina Veiga de Oliveira, 1998,115 p. ISBN972-8279-23-X (Versão Portuguesa)

Capa + contracapa

(2) Na contra-capa do livro: “No Romance português há um antes e um depois de Ferreira de Castro (1898-1974). Este escritor autodidacta, de origens camponesas humildes, nascido no litoral centro de Portugal, emigrado aos doze anos incompletos, em plena Amazónia (1911-1914) e, depois como afixador de cartazes, marinheiro e, por fim, jornalista em Belém (1914-1919), capital do estado brasileiro do Pará, em cuja biblioteca leu avidamente Camilo Castelo Branco e Eça de Queirós, Balzac e Zola, Nietzsche e Gorki; o literato que após o regresso ao seu país continuou no jornalismo, apenas como meio de sustento que lhe possibilitasse escrever os seus primeiros livros; o jovem Ferreira de Castro, aos trinta anos, com o livro Emigrantes (1928), mudou o rumo da ficção narrativa portuguesa, passando a ser uma das figuras de proa – ou a figura de proa – entre os finais dos anos vinte e a primeira metade da década de cinquenta” (Ricardo António Alves)
(3) CASTRO, Ferreira de – A Volta ao Mundo. Emprêsa Nacional de Publicidade, 1944, 678 p.
Anteriores referências a este escritor em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/01/05/leitura-a-volta-ao-mundo-ferreira-de-castro/

 Anúncio publicado no “The Canton Register”, n.º 21, Maio 26, 1835, em que a companhia “Macao Passage Boats” que fazia a ligação marítima entre Cantão e Macau publicitava os novos horários (a partir de 16 de Março de 1835) das partidas para e de Macau, nos dias indicados (“se o vento e o tempo permitissem”).
Preço: $15 patacas cada passageiro.
A chegada a Macau era pela Praia Grande por isso o passageiro era aconselhado a levar somente o necessário, como bagagem.
Nesse mesmo ano, em outro periódico “The Chinese Repository “(Vol IV – Out 1835) no seu “Art VII – Visits to Macao”, referia o seguinte:
Um “Guia Turístico” com referências muito pouco abonatórias para o Território: edifícios públicos velhos e decadentes, alguns em ruínas; muitos fortes e igrejas com referências ao clero numeroso; o colégio de S. José que já viu melhores dias; “Museu Britânico” (1) fechado;  a Gruta de Camões deserto …
No “Journal of Occurrences” do mesmo periódico “The Chinese Repository “(Vol IV , Aug 1835) , no artigo “Anchorage at Kumsing moon”, também fazia referência à  navegação dos barcos que navegavam entre Cantão e Macau, em todo o ano sem perigo de encalhar:
(1) Sobre este Museu Britânico em Macau, o primeiro museu na China, fundado por três membros da Companhia Inglesa das Índias em Macau, em 1829 e durou até 1834, altura em que terminou o monopólio comercial da Companhia das Índias britânica na China. Aconselho leitura das referências que se fizeram na imprensa de Macau aquando da apresentação da conferência “O primeiro Museu na China – O Museu Britânico de Macau (1829-1834)”, que o investigador Rogério Miguel Puga realizou na Fundação Rui Cunha, em 2012
http://ruicunha.org/frc/?p=1375&lang=pt-pt
http://www.cham.fcsh.unl.pt/ext/files/clipping/2012_Paragrafo.pdf
http://www.cham.fcsh.unl.pt/ext/files/clipping/2012_Hoje

Saco comercial de papel, tipo envelope, de 28 cm x 16 cm de dimensões, da Loja do Museu do Palácio / “Palace Museum Shop”, fundo vermelho com letras douradas. Adquirido em 2015.

Outro lado

A Loja pertence ao Museu de Arte de Macau, situada no 1.º piso.

Realizou-se em Macau, no Hospital Conde de S. Januário de 6 a 11 de Setembro de 1981, o “SYMPOSIUM ON TRANSCULTURAL PSYCHIATRY”, uma extensão asiática do “The VIII World Congress of Social Psychiatry”, com o alto patrocínio do Governador de Macau.
A Comissão Organizadora era constituída por médicos de Lisboa (A. G. Ferreira, H. Rodrigues da Silva, J. M. Machado Nunes e J. M. Caldas de Almeida) e uma Comissão Local formada por José da Paz Santos, Deolinda Martins e Jorge Alberto Hagedorn Rangel.
A Sessão de Abertura realizou-se no Domingo, dia 6 de Setembro, no Leal Senado às 18 horas.
As Sessões Plenárias, workshops, comunicações livres e Sessão de Encerramento realizaram-se no Hospital Conde de S. Januário.
As línguas oficiais do Simpósio foram o Português e o Inglês, com tradução simultânea na sala principal.

CAPA (21 cm x 15 cm) + CONTRACAPA

Um dos workshops «O MACAENSE E A SUA IDENTIDADE; A sua cultura subjectiva» realizou-se no Museu Luís de Camões , em três sessões, nos dias 8, 10 e 11., tendo como presidente da mesa Nuno Afonso Ribeiro. Intervieram, Charles R Boxer (GB), Carlos Estorninho (P), J. M. Machado Nunes (P), António Conceição Jr (P) , Maria Cecília Magalhães (P) e Silva Rego (P).
Os participantes e acompanhantes ficaram instalados nos Hotéis Lisboa, Sintra e Metrópole.
O jantar de encerramento foi no dia 11 pelas 20.00 a convite do Governador de Macau.
Foram oferecidas aos Congressistas pelo Secretário-Adjunto do Governo de Macau para o Turismo, Ensino e Cultura uma medalha do simpósio na forma de uma «sapeca», moeda chinesa que durante muito tempo circulou em Macau. O seu valor fiduciário é de 1/10 do avo e tem a particularidade de ter um orifício central de forma quadrada.
Os Correios de Macau emitiram um envelope e 6 selos comemorativos deste simpósio, com os seguintes valores: 15 avos, 40 avos, 50 avos, 60 avos, 1 pataca e 2,20 patacas. A autoria do desenho é de António Conceição Jr.

O tema proposto – Simpósio de Psiquiatria Transcultural – foi abordado pelo Artista segundo a perspectiva religiosa, marcante como símbolo de duas culturas. Tendo escolhido um formato vertical, aproveitou a escultura de uma divindade budista em «papier machée», que foi tratada em conotação com o fundo. Assim, à imagem serena do Arhat associa-se a sombra de uma cruz que se projecta sobre a parte central da escultura e que se completa pelo fundo.” (retirado do Programa)
No primeiro dia de emissão, 6 de Setembro, foi também oposto em toda a correspondência um carimbo comemorativo, tenho para isso funcionado um posto de correios no “hall” de entrada do Hospital Conde de S. Januário.
O Programa Social além das visitas aos locais de interesse turístico (incluindo o Museu «Luís de Camões») e às Instituições Assistenciais de Macau, os acompanhantes dos participantes tiveram um almoço “Iam Chá” oferecido pela esposa do Director dos Serviços de Saúde (dia 8), um passeio à região de Zhonshan (oferta do Banco do Oriente) (dia 9) e assistência às corridas de cavalos no Hipódromo da Ilha da Taipa (dia 10).
Durante os dias do simpósio, esteve uma exposição de artesanato de Macau no Hospital Conde de S. Januário, e outra, exposição colectiva de arte gráfica portuguesa contemporânea (organizada pela Galeria 111 de Lisboa), no «Museu Luís de Camões» onde estavam representados Bartolomeu Cid, René Bertholo, Carlos Botelho, Manuel Cargaleiro, Lourdes Castro, Costa Pinheiro, David de Almeida, Eduardo Luís, Victor Fortes, José de Guimarães, Maluda, Jorge Martins, Menez, Nadir Afonso, Eduardo Nery, Nikias, Palolo, Pomar e Vieira da Silva.

No dia 10 de Abril de 1987, o “Correios e Telecomunicações de Macau” (1) lançou uma emissão extraordinária filatélica sob o tema

PATRIMÓNIO ARTÍSTICO – MUSEU LUÍS DE CAMÕES – CERÂMICA DE SHEK WAN

um  sobrescrito (16 cm x 11,5 cm) e quatro selos com o design da autoria de António da Conceição Jr.
Os selos representam cada um deles:
CHOI SAN – Deus da fortuna
YI – deus do sol
CHUNG KUEI – Caçados de demónios
WÁ Tó – o médico.
Todos os quatro selos com o valor de $ 2.20 patacas cada.

Uma série de 16 selos da Litografia Maia –Porto n.º série 23408

PATRIMÓNIO ARTÍSTICO – MUSEU LUÍS DE CAMÕES – CERÂMICA DE SHEK WAN
A cerâmica de Shek Wan tem uma longa história.
Situada a cerca 20 Km a Sudoeste da cidade de Cantão, Shek Wan é banhada por um afluente do rio das Pérolas.Com o rio pela frente e as montanhas por detrás, a população dedicou-se ao comércio e ao artesanato pela inexistência de terras de cultivo.
A cerâmica de Shek Wan remonta ao Neolítico chinês, e é feita com matéria – prima local misturada com barro de Dong Guan. O barro de Shek Wan é muito rico em óxidos de ferro, prestando-se a cozeduras a baixa temperatura.
A nível de escultura em barro, é de referir que o advogado Manuel da Silva Mendes foi o primeiro europeu a considerar os escultores de Shek Wan como artistas que ultrapassaram o estatuto de populares. Uma das características que Silva Mendes apontou, na sua conferência no Grémio Militar sobre a cerâmica de Shek Wan, era o detalhe delicado do barro em detrimento do vidrado das esculturas em porcelana.
Com efeito, as obras de Shek Wan caracterizam-se precisamente por, pelo menos nas áreas correspondentes à pele das figuras, o barro estar à vista sem qualquer cobertura vidrada. O vestuário, esse caracteriza-se por um vidrado colorido, sendo contudo a coloração pouco exuberante.
É importante referir que o Museu Luís de Camões possui da cerâmica de Shek Wan a melhor colecção do mundo. A tradição e a mitologia desempenham um papel determinante na escultura de Shek Wan.
Estamos confrontados com uma expressão que bebe directamente da longa História Chinesa e que é, no barro, a transcrição de uma estética global.

António Conceição Júnior
Conservador do Museu Luís de Camões (2)

Pajela n.º 26 (tiragem 7.500 ex.) do “Correios e Telecomunicações de Macau” com informações em português, chinês e inglês
Dados Técnicos

(1) Portaria n.º 34/87/M: Emite e põe em circulação selos postais alusivos ao Património Artístico do Museu Luís de Camões – Cerâmica de Shek Wan.
(2) António Conceição Jr foi conservador do Museu de 1978 – 1997.
Anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-conceicao-junior/
NOTA: O Museu Luís de Camões instalado na Casa do Jardim da Gruta de Camões, chamada “ Casa Garden.” (hoje sede da Fundação Oriente) desde 1937, tinha “bronzes, objectos de barro tumulares, barros vidrados de Seák-Ván (Shiwan, em Foshan, algumas peças de celadão, uma ou outra peça em esmalte, uns poucos exemplares de jade, havendo numerosas aguarelas chinesas, mais de uma dezena de retratos de mandarins a óleo, sendo, contudo, raríssimas as peças em porcelana” (segundo refere Luís Gonzaga Gomes), comprados pelo Museu aos herdeiros de Manuel da Silva Mendes
Anteriores referências ao Museu Luís de Camões em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/museu-luis-de-camoes/

Notícia na imprensa estrangeira do grande incêndio da Igreja da Madre de Deus (S. Paulo), no dia 26 de Janeiro de 1835. (1) (2)

Igreja e Escadaria de S. Paulo (pormenor)
1834
George Chinnery (1774.1852)
Lápis e sépia sobre papel
POSTAL (18 cm x 12 cm) da Colecção Museu de Arte de Macau (MAM)

(1) «The Canton Register» Vol 8, n.º 5 , 1835.
(2) Ver referências anteriores da Igreja da Madre de Deus (S. Paulo), e Ruínas de S. Paulo, em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/igreja-da-madre-de-deus-s-paulo/
(3) Ver referências anteriores do pintor George Chinnery em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/george-chinnery/


Outro postal da Taipa, da colecção de oito postais (seis da Ilha da Taipa e dois da Ilha de Coloane) da década de 90 (século XX), com edição da Câmara Municipal das Ilhas. Indicações em português, chinês e inglês. Fotografia de Fong Kam Kuan (1)

Solares na Avenida da Praia, Taipa
氹仔龍環葡韻  (1)
Mansions in Praia Avenue – Taipa

A Avenida da Praia é um dos pontos turísticos mais apreciados na Ilha da Taipa. Este local é muito admirado e escolhido (na década de 90 do século XX) pelos noivos para tirarem as fotografias de casamento, tendo sido eleito também para algumas cenas dos filmes “ Amor e Dedinhos do Pé” e “A Trança Feitiçeira”. (2) (3)
Encontra-se nesta avenida, realçando no ponto de vista quer paisagístico quer arquitectónico, um conjunto de cinco vivendas, de cor verde claro, tendo todas elas um estilo elegante e sóbrio, apresentando uma convergência da cultura arquitecónica da China e da Europa.
Esta avenida está ladeada por várias árvores de S. José, de tronco grosso e alto, com folhas viçosas, e pelos candeeiros de rua.
Todas as vivendas foram construídas em 1921 e serviam aos funcionários superiores das Ilhas. Actualmente são edifícios classificados de interesse arquitectónico do território e transformados em espaços museológicos – Casa Vivo Macaense, Casa Criativa, Casa de Nostalgia, Galeria de Exposições e Casa de Recepções. Excepto esta última, estão abertas ao público desde 1999.
Existia ao longo desta Avenida uma praia que frequentava nas férias da década de 50 (século XX) nos passeios anuais  organizados pela Igreja – Catequese da Sé. Após a construção do istmo Taipa-Coloane, a praia progressivamente foi assoreada, tornando-se uma zona pantanosa devido ao impedimento da corrente da água.
Aí cresceu o Mangal da Taipa com a sua vegetação e as aves que nele abrigavam.
Artigo e fotos extraídos de “Roteiro das Ilhas – Ilha da Taipa”. CMI. 1996.
(1) Anteriores publicações em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/17/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-iii-mosteiro-de-pou-tai/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/10/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-ii-biblioteca-do-carmo/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/08/postal-da-ilha-da-taipa-da-decada-de-90-seculo-xx-i/
Anteriores referências à Avenida da Praia em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/avenida-da-praia-taipa/
(1) 仔龍環葡韻mandarim pīnyīn: dàng zai long huàn pú yùn; cantonense jyutping: tam5 zai2 lung4 waan4 pou4 wan5.
(2) “Amor e Dedinhos de Pé” filme de 1991, realizado por Luís Filipe Rocha com argumento do próprio e Luís Azaías Almada, baseado no romance homónimo de Henrique de Senna Fernandes e rodado em Macau.
https://www.youtube.com/watch?v=2rdtNGzp_UE
(3) “A Trança Feiticeira” ( The Bewitching Braid) realizado por Yuanyuan Cai, estreado em 1996, em mandarim e português, filmado em Macau e baseado no romance de Henrique de Senna Fernandes.
https://www.youtube.com/watch?v=ouRTm3Ev1rg