Archives for category: Folhetos de propaganda

Folheto turístico, em português emitido pelo “Department of Tourism” (sic), de 16 páginas, dimensões: 29, 5 cm x 21 cm.
Publicação dos finais da década de 80 (século XX).
Com apontamentos sumários sobre Macau: história, geografia, governo e população, ligações com o exterior, dois mapas com indicações das visitas turísticas em Macau e nas ilhas, eventos, alojamento, gastronomia, espectáculos, comércio e diversões.

Folheto turístico “BEM VINDO A MACAU” emitido pela Direcção dos Serviços de Turismo em Maio de 1998, composto por três partes dobráveis (cada uma com cerca de 21 cm x 30 cm), muito semelhante quer na grafia quer no conteúdo ao folheto turístico do ano anterior (ver postagem de 28-04-2018) (1)
A diferença está na actualização dos dados estatísticos referentes ao ano de 1997, nomeadamente ao que se refere ao Aeroporto Internacional de Macau:
“ Em 1996 e 1997 o Aeroporto Internacional de Macau foi distinguido com a classificação do terceiro melhor aeroporto da Ásia. A pontuação mais alta incidiu rapidez e eficiência da assistência ao check-in e à bagagem, e ainda à adequação do desenho e imagem do Aeroporto. A pontuação mais fraca foi atribuída às facilidades das lojas francas que desde então sofreram uma considerável melhoria com introdução de novas lojas, quiosques da especialidade (de diversas marcas de renome mundial) e preços competitivos.
Em 1998 o Aeroporto Internacional de Macau continuou a melhorar a qualidade dos seus serviços prestando aos passageiros um atendimento ainda mais requintado”
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/04/28/folheto-turistico-da-direccao-dos-servicos-de-turismo-de-1997/

Folheto turístico “BEM VINDO A MACAU” emitido pela Direcção dos Serviços de Turismo em Maio de 1997, composto por três partes dobráveis (cada uma com cerca de 21 cm x 30 cm)

MACAU Cidade de Cultura

… Macau é desde há séculos, ponto de encontro privilegiado de viajantes e de culturas. Terra de comércio, Macau encontra na actividade turística a razão da própria identidade. Não espanta por isso que um território tão pequeno receba anualmente cerca de 8 milhões de visitantes. Macau é por si só, um destino exótico, multifacetado e único.
A interligação das culturas está bem patente na singular herança histórica: Templos do século XVI, Fortalezas do século XVII, Igrejas do século XVIII, Palácio do século XIX, jardins chineses e aldeias flutuantes de pescadores.
Todo este património cultural sobreviveu até aos nossos dias porque sempre fez parte do quotidiano de Macau. Conservando o charme romântico europeu. Macau é hoje um Território moderno e em franco progresso e com um produto turístico diversificado para oferecer aos seus visitantes. (…)
… O sector do Turismo ocupa lugar de relevo na economia de Macau contribuindo com 43 % para o produto Interno Bruto e empregando, directa e indirectamente 30% da população activa. No final de 1996 Macau dispunha de 104 unidades de alojamento e 8500 quartos oferecendo aos visitantes uma ampla escolha – desde simples pensões até hotéis de nível internacional, um dos quais disponde de campo de golfe… (…)
Com o Aeroporto Internacional de Macau e os ambiciosos projectos de infraestruturas entretanto concluídos (o Terminal Marítimo, o Complexo Portuário de Ká Hó e a nova ponte da Amizade), Macau assume-se cada vez mais como um destino final de lazer e cultura, local de Congressos e Incentivos e também ponto de passagem para outros locais da Ásia-Pacífico…(…)

Do panfleto turístico “Macau, Garden City ity of the Orient” (1) , retirei estes três anúncios de 1966 referentes aos hotéis mais modernos (na altura), com os comentários do autor do guia.


HOTEL MATSUYA – Brand spanking new, 1965. Terrace and rooms overlook the Outer Harbour and Pearl River”
HOTEL ESTORIL -Another 1965 model . Night club up-stairs, casino down. Take the lift (of course)”
HOTEL CARAVELA – 1965 model. Superb Outlook. Garden lounge. Picturesque
Anteriores referências a estes hotéis em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-matsuya/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-estoril/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-caravela/
(1)  https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/07/24/guia-turistico-macau-garden-city-of-the-orient-1966/

Panfleto de papel (39 cm x 21 cm) dobrável em três partes (13 cm x 21 cm) com instruções «COMO VOTAR» para as Eleições da Assembleia Legislativa de Macau de 1988 e impresso nos dois lados, em português e inglês.

Elaborado pela “Comissão Eleitoral Territorial” e “Composto e impresso na Imprensa Oficial de Macau
Nas eleições legislativas de 1988 (quarta legislatura) para as eleições por sufrágio directo (B.O. suplemento ao n.º 42 de 18-10-1988) participaram 20049 votantes (num total de 67604 eleitores recenseados; abstenção 70,29 %), dos quais 418 votaram em branco e 1150 foram declarados nulos.
A lista D (Associação Amizade Alexandre Ho) venceu estas eleições com 8246 (41,12%), conseguindo 3 deputados (Alexandre Ho, Leong Kam Chun e Wong Cheong Nam ou Wong Chan Nan); enquanto que a lista B (União Eleitoral), liderada mais uma vez por Carlos d’Assumpção, conseguiu 6298 votos (31,41%) e 3 deputados (Carlos d’Assumpção, Lao Kuoung Po e Leonel Alberto Alves).
Mesmo assim, Carlos d’Assumpção continuou no seu cargo de presidente da AL. Nesta legislatura, os deputados por sufrágio directo passaram a ser, pela primeira vez, maioritariamente pessoas de etnia chinesa, revelando assim a crescente participação dos chineses na vida política local.
Os deputados eleitos por sufrágio indirecto, em listas únicas, foram Ma Man Kei, Lau Cheok Vá, Pedro Segundo Pan San Macias aliás Peter Pan, Victor Ng e Susana Chou (representantes de ordem económica, num total de 59 associações e organismos inscritos); e Edmund Ho Hau-wah (representante dos interesses de ordem moral, cultural e assistencial, num total de 87 associações e organismos inscritos). Os deputados nomeados pelo Governador Carlos Melancia (1987-1991) foram Ana Maria Fortuna de Siqueira Basto Perez, Anabela Fátima Xavier Sales Ritchie, Joaquim Jorge Perestrelo Neto Valente, Philip Xavier e Rui António Craveiro Afonso. (1)
(1) https://pt.wikipedia.org/wiki/Assembleia_Legislativa_de_Macau

«Macau Garden City of the Orient», Vol 1, n.º 2 publicado em 1966, por «F. Rodrigues (Sucessores) Lda» e «Sociedade de Turismo e Diversões de Macau, SARL» e escrito por Geoffrey Powell. (1) Dimensões: 19 cm x 11,5 cm

Capa: dança do leão em frente do antigo Liceu Nacional Infante D. Henrique
Contracapa: publicidade da marca de tabaco: “Rothmans King Size

Introdução dos editores, “H. Rodrigues” e “The Sociedade de Turismo e Diversões de Macau, S.A.R.L.”

“We Are Proud of Macau !”

(1) Geoffrey Bruce St. Aubyn Powell, (1918-1989) fotógrafo, jornalista, realizador, documentarista e radialista australiano, veio pela primeira vez a Macau num trabalho para a Televisão ABC (Filipinas, Hong Kong e Macau) em 1960 e em 1962 deixou a Austrália para se instalar em Macau. Em 1963 trabalhou na Radio Hong Kong mas devido à sua pronúncia marcadamente australiana, o programa foi cancelado. Procurou então montar em 1962 uma estação de rádio em Macau, sem sucesso. Manteve colaboração com material televisivo para a ABC (Austrália). Em 1964, abriu uma empresa de turismo trabalhando para o Governo de Macau, na promoção do Grande Prémio de Macau.
Geoffrey Powell e Marya Glyn-Danie (2) encontravam-se em Macau, em 1966, trabalhando para o Centro de Informação e Turismo e estiveram incumbidos de organizar a campanha de publicidade do XIII Prémio de Macau, que teve lugar entre os dias 19 e 20 de Novembro de 1966. (3)
Geoffrey Powell casou em Macau em 1970. Em 1971 alargou  o seu negócio de promoção turística para outros países do sudeste asiático e fixou residência em Bankok (Tailândia) Durante todos esses anos manteve sempre a sua paixão pela fotografia, deixando um acerco fotográfico considerável (embora muito se perdeu)
http://www.photo-web.com.au/powell/doc/biography-1.pdf
(2) Marya Glyn-Daniel credenciada como auxiliar do operador de cinema, viveu o último semestre de 1966 em Macau (desde 11 de Agosto de 1966). Por isso presenciou os acontecimentos de «1.2.3». Fez a cobertura televisiva da conferência de imprensa do tenente-coronel Galvão de Figueiredo de 24 de Novembro de 1966. O então comandante da PSP de Macau atribuiu a ocorrência do incidente da ilha da Taipa do dia 15 de Novembro aos chineses e classificou-o como «um motim premeditado». Mas, enquanto a imprensa portuguesa de Macau, não noticiou a ocorrência de qualquer agitação durante a conferência, Marya defende que esta acabou apressadamente no meio de uma grande confusão quando o tenente-coronel Galvão de Figueiredo foi interpelado pela imprensa chinesa. Por outro lado, ela realizou também a cobertura televisiva da cerimónia de chegada a Macau do governador Nobre de Carvalho em 25 de Novembro. Marya Glyn-Daniel partiu de Macau no dia 6 de Dezembro, isto é, dois dias após os distúrbios dos dias 3 e 4 de Dezembro. (3)
Das suas memórias da estadia de Macau publicou 0 livro “The Macau Grand Prix and My Part in the Cultural Revolution in China”. Edição de Charnwood, Ginninderra Press, 1999, 232 páginas.

Provas do Grande Prémio de Macau (1966)

Outros livros publicados:
Gulf Country : a play in one act “ – drama. Publicado por Charnwood, Ginninderra, 2000.
Floating in Foyers Coralie Wood Lashes Out” – biografia. Publicado por Ginninderra Press, Australia (2006)
Hong Kong Lover.” – romance. Publicado por “Trafford Publishing” (2007)
The ball’s up: a play in one act”” – drama produzido em 2001. Publicado por Ginninderra Press 2007.
Colaborou como “location manager” do filme australiano “A Garden of Exotic Plants”(2014), dirigido por Ian Hart.
http://www.imdb.com/name/nm7027862/
(3) FERNANDES, Moisés Silva – análise do livro de Marya Glyn-Daniel “The Macau Grand Prix and My Part in the Cultural Revolution in China” em
http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223992811Y2cMV9qk8Jx83ZM7.

Publicação ordenada pelo Governo da Colónia para distribuir pelos quartéis “Soldados de Portugal!” que reproduz a alocução proferida pelo General Gomes da Costa na revista passada a todos as forças da Província de Macau, em 9 de Abril de 1923, na comemoração do 5.º aniversário da Batalha de Lys.
A BATALHA DO LYS
Soldados de Portugal!
Desde 30 de Janeiro de 1917, em que saí do Tejo à frente da 1.ª Brigada Portuguesa, nos achávamos, pràticamente, em guerra contra a Alemanha. Pouco mais de uma ano depois – a 9 de Abril de 1918 – tinha lugar o grande ataque alemão às tropas portuguesas, ao sul de Armentiéres, no vasto campo de Messines.
Mais de um ano havia que o inimigo se achava paralisado em frente do sector português, travando connosco repetidos combates; havia mais de um ano que nos mantínhamos no mesmo terreno apesar dos esforços do adversário para dêle nos desalojar… (…)
Como as vagas do Oceano, correndo encapeladas, umas após outras, engrossando sucessivamente, sucessivamente tomando mais corpo e mais violência, assim as vagas da infantaria alemã vão correndo, avançando, rolando impetuosas, com um fragor medonho, alagando todo o terreno, arrastando consigo os restos da guarnição portuguesa, indo espraiar-se por todo o terreno à retaguarda, até ao Lys. Os restos da Divisão Portuguesa que não foram esmagados pelo bombardeamento, conseguiram estabelecer-se à retaguarda daquele rio, e durante dias ali se mantiveram numa luta feroz, esperando os reforços, que a ofensiva de Somme forçara o Alto Comando a desviar para lá.
Mas o inimigo não passou !
Estava cumprida a missão que incumbia às tropas portuguesas naquele campo de batalha.
Sete mil e quinhentos homens, de entre os quais 327 oficiais, foi o preço por que pagamos a glória desta Batalha que se ficou chamado do Lys, por ter sido nas margens dêste rio que nos fixamos; 7:500 homens custou a Portugal esta vitória; 7:500 homens nos custou a última e uma das mais formidáveis ofensivas alemãs; ofensiva desesperada, ofensiva de quem se sente acabar, e luta com todo o desespero… (…) 
COSTA, General Gomes da – Soldados de Portugal!. Macau, Imprensa Oficial, 1923, 14 p., 18,5 cm x 13 cm.

Continuação na apresentação dos conjuntos referidos em (1): «Conjunto de 6 chávenas + pires de café – património histórico de Macau». Hoje, o referente à «Ermida da Penha»

copos-e-pires-de-cafe-ermida-da-penha-iCopo – «Ermida da Penha», na embalagem de esferovite, com plástico
copos-e-pires-de-cafe-ermida-da-penha-iiCopo de forma cilíndrica: 5 cm de diâmetro e 5,2 cm de altura
(asa lateral: 2 cm)
copos-e-pires-de-cafe-ermida-da-penha-iiiPires – diâmetro 12, 5 cm
(base: 7, 5 cm)

“PENHAPenha Hill is of peculiar attraction to many. T is famous for its century-old chapel, which itself replaced na old hermitage dating from the early days of the colony. Here will also found a replica of the Grotto of Lourdes, built by a former bishop of Macao, who had a special devotion to Our Lady of Lourdes, the miraculous cures at whose shrine in France are know throughout the world.
The beautiful bay of the famous Praia Grande seen from this vantage point is, probably, the most delightful scene about or in Macao. From the city heights beautiful views of the city of Macao can be obtained. The forts and churches rise above the surrounding chequerboards of roofs, and one wonders at the combination of Eastern and Western architecture.
(Retirado do panfleto turístico – “A Visitors´Handbook to Romantic Macao”, editado pela Direcção das Obras dos Portos, Macau, em 1928, 2.ª edição, 40 p.)
copos-e-pires-de-cafe-ermida-da-penha-iv(1)  https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/01/04/conjunto-de-6-chavenas-pires-de-cafe-patrimonio-historico-de-macau/

a-vistors-handbook-to-romantic-macao-capaFolheto turístico em inglês (41 páginas), “ A Visitor´s Hanbook to Romantic Macao”, publicado em 1928, pelo “The Publicity Office Port Works Department, Macao”. Impresso no “N. T. Fernandes e Filhos” (1). Este folheto de 1928 é da 2.ª edição (a 1.ª edição foi em 1927)
PREFACE TO SECOND EDITION
The active demand for this booklet has proved the need for such a publication, and the complete exhaustion of the first edition in less than two weeks has prompted the issue of a second edition, considerably added to with new sections and much further useful information.
The additionod a Bibliography as an appendix was suggested by that in the recently publishedResumo da Historia de Macauby Eudore de Colomban and Captain Jacinto N. Moura, and it is to be hoped that visitors will find Macao sufficiently interesting to make full use of the works enumerated in the short list to gain a better knowledge of “ Romantic Macao”
                                                                           THE PUBLISHERS
                                                                      Macao, 4th February, 1928

a-vistors-handbook-to-romantic-macao-1-a-pagina1-ª Página

Tópicos abordados: “The Charm of Old Macao”; “Topographical”; “Clmate”; “Historical”; “A Suggeste Itenerary”; “ Beautiful Macao”; “General Information”; “Harbour Works”; “Shipping”; “ Banking”; “ Hotels, & C.”; “Transport”; “ Commerce and Enterprise”; “ Industry and Crade”; “Buyers Guide”; “ Public Services”; “Bibliography”.

a-vistors-handbook-to-romantic-macao-mapa-1928MAPA DE MACAU E ILHA DA TAIPA (escala 1:80.000)

Na página 12, uma interessante sugestão de um percurso a pé por Macau pelos pontos turísticos principais, com a romanização para o inglês dos caracteres chineses desses locais.

a-vistors-handbook-to-romantic-macao-sugestao-de-itenerarioComeça na Avenida Almeida Ribeiro, passando pelo Jardim de São Francisco e Jardim de Vasco da Gama; subindo para a Colina da Guia, descendo para Flora, passando pela Montanha Russa e a Praia da Areia Preta (inexistente actualmente) até à Porta do Cerco. Depois, o Hipódromo (inexistente hoje) e o Templo Lin Fong. A seguir o Cemitério Protestante (antigo),  a Gruta de Camões e as Ruínas de S. Paulo. Depois a Sé Catedral e o Colégio de S. José, subindo para a Penha. Descida para a Santa Sancha e seguindo pela Avenida da República até ao Templo de Á Má, terminando o percurso pelo Porto Interior até à Avenida Almeida Ribeiro.

Continuação na apresentação dos conjuntos referidos em (1): «Conjunto de 6 chávenas + pires de café – património histórico de Macau». Hoje, o referente às «Portas do Cerco».

copos-e-pires-de-cafe-portas-do-cerco-iCopo – «Portas do Cerco», na embalagem de esferovite, com plástico
copos-e-pires-de-cafe-portas-do-cerco-iiCopo de forma cilíndrica: 5 cm de diâmetro e 5,2 cm de altura
(asa lateral: 2 cm)
copos-e-pires-de-cafe-portas-do-cerco-iiiPires – diâmetro 12, 5 cm
(base: 7, 5 cm)

THE PORTA DO CERCO is the Barrier Gate between  the Portuguese and the Chinese territoties. I tis situated at the northern extremity of Macao. As the road to i tis well kept it forms a good terminating point for one´s afternoon or evening motor car drive. It was erected in 1870, replacing one previously erected in 1573.”
(Retirado do panfleto turístico – “A Visitors´Handbook to Romantic Macao”, editado pela Direcção das Obras dos Portos, Macau, em 1928, 2.ª edição, 40 p.)
copos-e-pires-de-cafe-portas-do-cerco-iv
(1)  https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/01/04/conjunto-de-6-chavenas-pires-de-cafe-patrimonio-historico-de-macau/