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No dia 15 de Julho de 1988, os «Correios e Telecomunicações de Macau / CTT MACAU» emitiram e puseram em circulação selos postais alusivos à emissão extraordinária Meios de Transportes Tradicionais – 2. º Grupo“ e um bloco filatélico. Trata-se de uma continuação da emissão de selos sob o tema “Meios de Transporte “ iniciado em 1984 com os “Barcos de Pesca” e terminado com os “Hidroaviões” (estes já publicados em anteriores postagens (1) (2)

Os quatros selos desta emissão são nos valores de 20 avos (bicicletas), 50 avos (motociclos) 3,30 patacas (automóvel) e 5 patacas (automóvel) (3)

Os desenhos são de  Ng Wai Kin

“Os primeiros automóveis começaram a circular em Macau nos anos 20. Decorridos dez anos não haveria no Território, mais do que uma escassa dezena de carros; o carro do Governador e os de algumas famílias mais abastadas. Com o decorrer do tempo, porém, o automóvel começou a generalizar-se e, em cada ano que passava, a sua expansão ia sendo cada vez maior. De facto, após os anos 50, o automóvel começa a ser uma presença efectiva no ambiente da cidade. Contudo, a sua circulação permitiu ainda, até finais da década de 70, a circulação regular de meios de transporte tradicionais, nomeadamente o triciclo e a bicicleta.

Nos anos 80, acompanhando o rápido crescimento económico e populacional do Território, o automóvel acabou por conquistar todo o espaço disponível da cidade. Hoje o transporte motorizado automóveis, motociclos e ciclomotores, é um hábito generalizado numa população que ronda o meio milhão de habitantes, vivendo, a maior parte, num espaço exíguo, a península de Macau, ocupada inteiramente pela cidade do mesmo nome, com uma área de pouco mais de 6 km2! “ (4)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/10/09/noticia-de-9-de-outubro-de-1989-1-o-dia-de-circulacao-meios-de-transpor-tes-tradiconais-hidroavioes/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/10/09/noticia-de-9-de-outubro-de-1989-1-o-dia-de-circulacao-meios-de-transpor-tes-tradiconais-hidroavioes-ii/

(3) Portaria n.º 115/88/M – Emite e põe em circulação selos postais alusivos à emissão extraordinária «Meios de transporte terrestres».

(4) Texto de Jorge Cavalheiro in “Da Sampana ao Jactoplanador, Da Cadeirinha ao Automóvel”. Edição da Direcção dos Serviços de Correios e Telecomunicações de Macau, 1990, 114 p.

Possuo um envelope comemorativo intitulado “IV CENTENÁRIO DA MORTE DE LUÍS DE CAMÕES” que os “CTT” de Macau deveria ter posto em circulação no dia 10 de Junho de 1980, precisamente para recordar os quatro séculos sobre a morte de Luís de Camões (1)

Não sei por que razão, embora pronto, não foi posto em circulação pelo que o envelope tem dois carimbos dizendo “ANULADO”.

Envelope (21,5 cm x 10, 5 cm)

Os quatro selos no valor de 10 avos, 30 avos, 1 pataca e 3 patacas, (iguais no design – busto de Camões e por trás, uma paisagem em que um junco chinês navega para o Porto Interior pela Ponte Nobre de Carvalho) desta comemoração foram somente lançados um ano depois, a 10 de Junho de 1981. (2)

 (1) Luís de Camões faleceu a 10 de Junho de 1580, aos 56 anos de idade. Em Portugal, comemorou-se durante todo o ano de 1980, e com início em I de Janeiro, o “IV Centenário da Morte de Luís de Camões”, com um programa diversificado (os selos com o busto de Camões foram postos em circulação a 9 de Junho de 1980) para enaltecer o génio criador como o maior de entre os poetas portugueses e um dos maiores vultos da literatura universal.

Ainda nesse ano (1980), em Portugal, foi emitido uma medalha comemorativa do 4º centenário da morte de Luís de Camões da autoria de Sousa Machado em que no anverso reproduz “Camões na gruta de Macau”, uma pintura a óleo sobre tela do pintor português Francisco Augusto Metrass realizada em 1853 (3)

Reverso: Entre dois ramos, que se cruzam em baixo e estão atados por uma fita, a inscrição em quatro linhas horizontais “MACAU – 1980 / IV CENTENÁRIO DA MORTE / DE / LUIS DE CAMÕES”. PERNAS, Carlos A. – Camões na gruta de Macau in https://medalhasportuguesas.wordpress.com/2019/09/05/camoes-na-gruta-de-macau/

 (2) Portaria n.º 83/81/M: Emite e põe em circulação selos postais comemorativos do IV Centenário da morte de Luís de Camões. (Boletim Oficial de Macau, n.º 23 de 6 de Junho de 1981, pp. 815-816

(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/08/04/macau-e-a-gruta-de-camoes-xxxi-francisco-augusto-metrass/

Continuação da história da Deusa da Ma Chou (A MÁ), iniciada nas postagens anteriores (1) e na sequência da  emissão dos selos da colecção “Lendas e Mitos VDeuses da Ma Chou”,no dia 23 de Abril de 1998, pelo “CTT – Correios e Telecomunicações de Macau”.

O NASCIMENTO DE MO NIANG

“Antes do seu nascimento, na Era de Jian Long Yuan da Dinastia Song (ano de 960), consta que a sua mãe sonhou uma vez que Bodhisattva Guanyin lhe tinha dado uma pílula e que, logo depois de a ter tomado, um relâmpago vermelho vindo fo Noroeste entrou em casa, produzindo uma luz muito brilhante e deixando no ar um perfume especial. Em breve, a mãe deu à luz um bebé do sexo feminino e, porque este não havia chorado, deu-lhe o nome de Mo Niang.” (2)

O AMULETO DE COBRE OFERECIDO PELO GÉNIO

“Mo Niang, desde muito pequena mostrou ser muito inteligente. Na escola, com apenas oito anos, bastava-lhe uma leitura para nunca mais se esquecer do que tinha lido. Um dia, Mo Niang e uma companheira foram passear por um jardim. Quando estavam a apreciar um poço de água tão cristalina como um espelho, subiu de repente um génio do fundo do poço e entregou um amuleto de cobre a Mo Niang, desaparecendo rapidamente nas nuvens. É esta a lenda muito conhecida “ O amuleto de Cobre oferecido pelo génio” (2)

A ASCENSÃO DA DEUSA

Do amuleto de cobre dado pelo génio, Mo Niang aprendeu a fazer magia e tornou-se uma figura muito amada e respeitada pelos seus conterrâneos, visto que auxiliava os aldeões a afastar o mal e a eliminar os desastres. No ano em que Mo Niang completou vinte e oito anos de idade, subiu a uma montanha no dia do Culto dos Antepassados e ascendeu ao céu.” (2)

A PRESENÇA DA RAINHA DO CÉU

De ali em diante, Mo Niang faz sentir a sua presença, de vez em quando, sobre o mar, salvando pessoas em perigo e servindo de guia na navegação dos barcos.” (2)

(1) nenotavaiconta

(2) Deuses da Ma Chou, O Primeiro Conjunto de Selos de Macau, em Prata. CTT,1998

Na sequência das postagens anteriores (1) – emissão dos selos da colecção “Lendas e Mitos VDeuses da Ma Chou”,no dia 23 de Abril de 1998, pelo “CTT – Correios e Telecomunicações de Macau”, apresento os quatro selos em offset e de prata (primeiro conjunto de selos de Macau, em prata).

O design desta emissão, composta por quatros selos, representa «O nascimento de Mo Niang»; «O amuleto de cobre oferecido pelo génio»; «A ascensão da deusa» bem como «A presença da rainha do céu». Os desenhos representam Ma Chou como uma jovem, linna, elegante e distinta, no estilo dominante das Dinastias Tang e Song” (2)

Exemplar n.º API2947 – Autorizado pelos CTT
Quatro selos no valor (cada) de 4 patacas; dimensão: 30 mm x 40 mm Desenho: Poon Kam Ling
Quatro selos de prata (qualidade Ag 999); dimensão: 30 mm x 40 mm; peso: 8 g (quatro selos) Desenho: Poon Kam Ling

Deusa da MA CHOU (A MÁ)

“Na mitologia milenária chinesa Ma Chou (A MÁ) ou Tin Hau (Rainha do Céu, é a Deusa protectora do mar, estando a sua figura consagrada no Templo A MÁ e nos mais de vinte templos existentes em Macau. É igualmente venerada pelas comunidades chinesas espalhadas em vinte países e regiões do mundo, designadamente em Taiwan, onde existem mais de 800 templos do género. O templo original dedicado a Ma Chou fica situado em Meizhou no Distrito de Putian, na Província de Fujian, onde esta deusa nasceu e ascendeu ao céu… (…)”………………………continua (2)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/04/23/noticia-de-23-de-abril-de-1998-filatelia-lendas-e-mitos-v-deuses-da-ma-chou-i/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/04/24/filatelia-lendas-e-mitos-v-deuses-da-ma-chou-ii/

(2) Deuses da Ma Chou, O Primeiro Conjunto de Selos de Macau, em Prata. CTT,1998

Foi posto em circulação pelos Serviços de Correios e Telecomunicações de Macau, a partir do dia 29 de Abril de 1997, uma emissão extraordinária de quatro selos designada «媽閣廟 – Templo de A Má», (1) no valor de $ 3.50 patacas cada um e de um bloco com o selo no valor de $8,00 (2)

“COMPLETE SET” 4 selos diferentes (provavelmente retirados de uma folha miniatura de 16 selos (4×4)
“Inner Harbor of Macao and Ma Kok Temple, 1788.
John Webber (1752-1793), Macao, China,
Peabody Essex Museum 2006 Photo Sexton-Dykes “(3)

Este quadro embora datado de 1788, foi feito em desenho, em finais do século XVIII, por John Webber (1751 – 1793) que participou na 3.ª expedição à volta do Pacífico comandada por James Cook (morto pelos nativos, em 1789, no Havai). John Webber regressou a Inglaterra em 1780. Durante a expedição produziu imenso material quer escrito/rascunhos quer em esboços/desenhos (em pastel, lápis de cor e aguarelas) que após o seu regresso, serviram de base para os seus quadros (completados/gravados/ coloridos) publicados após 1784 (4)

(1) Das várias versões sobre a edificação do Templo Chinês da Barra, que parece ter sido construído nos princípios da dinastia Ming (actual estrutura base datada do reinado de Wan Li – 萬曆 (1573-1621), transcrevo a versão mais popular, descrita pelo Padre Teixeira (1) 

“Um dia, uma donzela de Fukien (Fujian 福建)quis embarcar num dos juncos que estavam de abalada para o sul. Mas todos lhe recusaram a passagem, visto ela não ter dinheiro. Todos? Não. O mais pobre junco compadeceu da donzela e ofereceu-se a transportá-la gratuitamente para Cantão. No caminho, rebentou uma tempestade e todos os barcos se afundaram, excepto um. É que a donzela tomou o leme e guiou esse barco a um porto de refúgio. Ao desembarcar, ela subiu a um rochedo e não mais foi vista. Os barqueiros ficaram convencidos de que era a deusa Neang Má, que os havia salvo da tormenta e os conduzira a esse porto. Erigiram ali um templo em honra de Neang Má, o qual se chamou Ma-Kok-Miu (Templo do Promontório de Má), ou Má-Chu-Kok, sendo Má abreviatura de Neang-Má. TEIXEIRA, Pe. Manuel – Templo Chinês da Barra Ma-Kuok-Miu. Edição do Centro de Informação e Turismo, 1979 p. 10 

(2) Portaria n.º91/97/M – B. O. n.º 17 de 28 de Abril de 1997

(3) https://visualizingcultures.mit.edu/rise_fall_canton_04/gallery_places/pages/cwM_1788_M10471_MaKok.htm

(4) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/john-webber/

Na continuação da notícia de 18 de Abril de 1991 (1) – lançamento pelos Correios e Telecomunicações de Macau, (C. T. M.) de um sobrescrito de 1. º dia de circulação, quatro selos e obliteração de 1.º dia com o motivo: «Conchas da Região», apresento hoje a pagela e os quatro selos (estes sem obliteração) dentro de um envelope (15,8 cm x 12 cm), transparente, dos Correios e Telecomunicações de Macau (sector da filatelia, Largo do Senado, Macau).

Os desenhos bem como a descrição das conchas são da autoria de Leonel Barros. Os quatro selos (4 cm x 3 cm) com o mesmo valor: 3 patacas.

1 – Harpa harpa – Harpa nobre – Swollen Harp

Estas conchas vivem em águas profundas a 200 metros de profundidade. Totalmente carnívoras, no entanto, há ocasiões em que se alimentam também de corais mortos. Muito abundante no Mar da Chinaa 100 ilhas de Macau

2 – Tonna zonata – Concha abajú – Oil Lamp Cone

Concha circular, grande, de côr acastanhada. Alimenta-se de crustáceos, equinodermes, conchas bivalves e peixes.- Vivem em grandes profundidades e são muito abundantes na ilha de Ainão. Foram até hoje encontradas 25 variedades.

3 – Chicoreus rosarius – Concha fusiforme – Rosary Shell

Concha de tamanho médio, a maioria dos espinhos são recurvados. Muito vulgar na região do Indo-Pacífico até próximo do Japão. Todas as conchas desta família (muricídeos) possuem formas irregulares. Vivem em águas pouco profundas (20 metros) e são totalmente carnívoras. Certas espécies desta família, quando perturbadas expelem um pigmento arroxado que os antigos egípcios utilizvam na tinturaria . oO opérculo é muito mais escuro do que o corpo.

4 – Murex pécten – Concha esqueleto – Skeleton Shell

Pertence também à família dos muricídeos. Corpo coberto de espinhos, uns mais compridos e outros mais curtos. O opérculo tem a forma elíptica e de côr castanho-escuro. Vive também em águas pouco profundas (20 a 30 m). No Japão algumas variedades desta família são encontradas nas ostreiras, principalmente em Hokaido.

Pagela n.º 55 – Correios e Telecomunicações de Macau – Tiragem: 8.500 ex.
Dados Técnicos

Na sequência da postagem anterior – emissão dos selos da colecção “Lendas e Mitos VDeuses da Ma Chou”,no dia 23 de Abril de 1998, pelo “CTT – Correios e Telecomunicações de Macau”, (1) apresento o Bloco Filatélico n.º 0480007, com um selo de $ 10,00 (dez patacas) em que foram emitidos 1 800 000 exemplares.

Bloco filatélico – Desenho de Poon Kam Ling

Ao longo dos tempos, o nome da Deusa A MÁ e o nome da Cidade de Macau têm sido conhecidos simultâneamente e, por sua vez, MACAU é o nome português da Cidade a que chamamos em chinês «Porto da Deusa A MÁ». Há mais de 5 séculos que a figura da Deusa A MÁ têm sido venerada pelos numerosos pescadores que construíram o Templo A MÁ para o seu culto, continuando ainda hoje, a manter em permanente queima, incenso e pivetes, em sua homenagem.” (2)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/04/23/noticia-de-23-de-abril-de-1998-filatelia-lendas-e-mitos-v-deuses-da-ma-chou-i/

(2) Deuses da Ma Chou, O Primeiro Conjunto de Selos de Macau, em Prata. CTT, 1998

No dia 23 de Abril de 1998, (1) os “CTT – Correios e Telecomunicações de Macau” emitiram uma colecção de quatro selos (cada um no valor de 4 patacas), outros quatro selos, idênticos aos anteriores, mas em prata (o primeiro conjunto de selos de Macau, em prata) e um Bloco Filatélico (contendo um selo de $ 10,00), intitulada “Deuses da Ma Chou”, o 5.º da temática “Lendas e Mitos” (2)

Também nesta data, foi posto à venda, o livro filatélico com as explicações históricas e técnicas dos selos da Deusa A MÁ. Apresento hoje, o invólucro exterior, a capa e contracapa do livro. (3)

Invólucro exterior
Invólucro exterior

Não se sabe ao certo a origem do nome de Macau mas muito provavelmente provém dos nomes da Deusa A MÁ. Para assinalar o grande acontecimento histórico da assumpção da Administração de Maca para a República Popular da China, produzimos o 1.º conjunto de selos em prata com os Deuses da Ma Chou que consagram a Deusa A Má e o templo com o mesmo nome. É uma colecção de muito interesse que perdurará para sempre.” (3)

Capa do livro
Contracapa
Contracapa
Autora dos selos e da ilustração da capa: Poon Kam Ling. Ilustrações de: Ng Wai Kin

(1) Portaria n.º 84/98/M de 13 de Abril

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/05/09/noticia-de-9-de-maio-de-1994-filatelia-lendas-e-mitos/

(3) Deuses da Ma Chou, O Primeiro Conjunto de Selos de Macau, em Prata. CTT,1998. Tiragem autorizada: 7 000; Preço de venda ao público: MOP $ 199,00

Lançamento pelos Correios e Telecomunicações de Macau, em 18 de Abril de 1991, de um sobrescrito de 1. º dia de circulação,quatro selos e obliteração de 1.º dia, todos com o mesmo motivo: «Conchas da Região» Os desenhos bem como a descrição das conchas cujos exemplares constam nos selos, são da autoria de Leonel Barros

Os quatro selos (4 cm x 3cm) com o mesmo valor: 3 patacas. (1)

Este envelope (16,2 cm x 11,4 cm) com a «CONCHA TRAPÉZIO – Pleuroploca trapezium»

CONCHAS DA REGIÂO

Os homens primitivos, utilizavam as conchas como ornamento de protecção contra os maus espíritos, sendo o molusco utilizado na alimentação. As conchas que possuem superfície polida e brilhante, o que geralmente acontece com a família das Cypracidae, eram muito procuradas devido ao seu tamanho reduzido quando jovens, tendo sido utilizadas como moeda, ma antiguidade, até ao aparecimento do cobre na dinastia Ching. Ainda hoje muitos dos pescadores trazem-nas penduradas ao pescoço como amuleto com o fim de conseguirem bom pescado, enquanto que os camponeses enterram essas conchas debaixo da terra com o fim de conseguirem boas colheitas.

As conchas marinhas são verdadeiras joias do mar. São lindas e cada espécie é distintamente diferente. A maior zona zoogeográfica marinha que se conhece abrange o Oceano Índico e o Oceano Pacífico, onde se situam a Polinésia e Melanésia, a Malásia, o Arquipélago da Indonésia, as Filipinas, as Ilhas Havaianas, o Golfo de Bengala e o Golfo de Omam. Todo este aglomerado de ilhas são banhadas por águas mornas tropicais que formam a corrente marítima de Kuroshio.Essas águas cristalinas oferecem à vida marinha tropical boa alimentação e boas condições de vida do que resulta a presença de uma grande variedade de conchas – univalves e bivalves – todas elas possuindo feitios e cores variadíssimas.

Existem cerca de cento e cinquenta mil variedades de conchas marinhas algumas delas hermafroditas divididas em sete classes. maioria destes animais não vivem mais do que sete anos, não obstante, alguns, os maiores, pesando cerca de trezentos ou mais quilos, vivem cerca de setenta anos.

As que apresentamos aqui na presente colecção de selos são as que existem na região do Indo-Pacífico zona em que o Território de Macau está inserido. Leonel Barros

(1) A descrição das conchas cujos exemplares constam nos selos, e a pagela n.º 55 desta temática, será para uma posterior postagem.

地區貝殼mandarim pīnyīn: dì qū bèi ké; cantonense jyutping: dei6 keoi1 bui3 hok3

Portaria n.º 70/91/M – Emite e põe em circulação selos postais alusivos à emissão extraordinária «Conchas da Região (B. O. 3.º supl., n.º 15 de 18-04-1991)
Para completar o que possuo dentro da filatelia no que respeita a «Profissões Típicas», colecção lançada pelos Correios e Telecomunicações de Macau em 1 de Março de 1991 que apresentei anteriormente quer a pagela com a descrição das profissões retratadas (amolador de facas; vendedor de bonecos de farinha; barbeiro ambulante; adivinho) pelo Dr. Henrique de Senna Fernandes (1) quer os quatro postais (emissão especial dos CTT) da mesma temática, (2) apresento hoje, o sobrescrito, os quatro selos e a obliteração comemorativa (amolador de facas) do 1.º dia de circulação, no dia 1 de Março de 1991.
Sobrescrito – 16,2 cm x 11, 4 cm (preço 2,50 patacas)

Os selos (4 cm x 3 cm) são:
80 avos – O amolador de facas
1,70 patacas – O vendedor de bonecos de farinha
3,50 patacas . O barbeiro ambulante
4,20 patacas – O adivinho
O desenho é de Emílio Cervantes e a impressão foi no “Lito Nacional” do Porto
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/03/01/noticia-de-1-de-marco-de-1991-filatelia-profissoes-tipicas-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/03/05/filatelia-profissoes-tipicas-ii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/03/07/filatelia-profissoes-tipicas-iii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/03/12/filatelia-profissoes-tipicas-iv/
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/11/25/postal-profissoes-tipicas-i-amolador-de-facas-e-tesouras/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/11/28/postal-profissoes-tipicas-ii-vendedor-de-bonecos-de-farinha/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/12/02/postal-profissoes-tipicas-iii-barbeiro-ambulante/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/12/10/postal-profissoes-tipicas-iv-adivinho/