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Anúncio do Banco Comercial de Macau, de 1993, publicado num boletim do território (1)

O tempo não pára,
nós também não

時日邁進mandarim pīnyīn: běn xíng yǔ shí rì mài jìn; cantonense jyutping: bat1 haang4 jyu4 si4  jat6 maai6 zeon3

(1) Boletim Informativo da P.S.P., 2.º Trimestre 1993 N.º9
https://www.fsm.gov.mo/psp/cht/revista%20da%20psp/pdf/09.pdf 


Capa de cartolina (branco/amarelado) do Banco Comercial de Macau (31 cm x 22,5 cm; lombada de 0,4 cm) com o logótipo do mesmo.
Possivelmente da década de 90 (século XX)

carteira-de-fosforos-banco-comercial-de-macau-iOutra carteira de fósforo do Banco Comercial de Macau (a anterior foi publicada em 19-09-2016) (1)
carteira-de-fosforos-banco-comercial-de-macau-iiCarteira de fósforos (dimensões: 9,5 cm x 7,5 cm), dobrável: num lado 7,5 cm x 4 cm e no outro 7,5 cm x 5,5 cm incluindo o topo com 0,5 cm.
De cor acastanhada com as letras em castanho mais escuro.
Do lado menor, logotipo do banco no centro e:

BANCO COMERCIAL DE MACAU

carteira-de-fosforos-banco-comercial-de-macau-iiiDo outro lado (maior), o logotipo do banco no centro e:

澳門商業銀行

carteira-de-fosforos-banco-comercial-de-macau-ivNo seu interior superior as informações em português e chinês.
A “cabeça” dos fósforos de cor vermelha.
carteira-de-fosforos-banco-comercial-de-macau-vSEDE: Rua da Praia Grande, 16
AGÊNCIAS: Taipa, Coloane, Sidónio Pais, S. Paulo e Almirante Lacerda
P. O. Box 545; TEL: 82711
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/09/17/carteira-de-fosforos-banco-comercial-de-macau/

cx-fosforo-bcm-1979-iCarteira de fósforos (dimensão total 13,3 cm x 6,6 cm ) dobrável (num lado 6,8 cm x 6,5  cm;  e no outro 6,5 cm x 6,5 cm incluindo o topo de 0,6 cm de largura).
cx-fosforo-bcm-1979-iicx-fosforo-bcm-1979-iiiDe cor “prateada” (o exemplar que apresento com manchas e usada) tem no seu interior, inferior aos fósforos (pretos com as cabeças de cor azul) a indicação de

Banco Comercial De Macau
澳門商業銀行

com o logótipo do banco no canto esquerdo
cx-fosforo-bcm-1979-ivA caixa de fósforo é do ano de 1979, pois no seu interior apresenta o calendário para esse ano (em inglês).
cx-fosforo-bcm-1979-vSobre o BCM, ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/banco-comercial-de-macau/

Calendário de bolso de 9 cm x 5,6 cm , de 1987, intitulado

EDIFÍCIO BCM
澳門商業銀行 大廈

CALENDÁRIO 1987 - BCMO novo edifício da BCM já nesse ano estava em construção (1) e ficaria na mesma  Rua da Praia Grande, mas no número 22.
CALENDÁRIO 1987 - BCM versoNeste calendário, a sede do BCM encontrava-se ainda na Rua da Praia Grande n.º 16.
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/10/21/calendario-banco-comercial-de-macau-de-1988/
Ver anteriores referências ao Banco Comercial de Macau em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/banco-comercial-de-macau/

BCM 1988Calendário, com as dimensões: 9 cm x 5,5 cm, do Banco Comercial de Macau, referente ao ano 1988.

BCM 1988 versoBANCO COMERCIAL DE MACAU
Rua de Praia Grande, 22 – Macau * Tel: 569622
澳門商業銀行  澳門南灣街 二十二號  電話: 569622

O Banco Comercial de Macau SARL, nesse ano (1988), na sequência da falência do Banco do Oriente SARL (1), por Portaria n.º 91/88/M de 23 de Maio, foi autorizado a transferir a sua sede para Portugal. Posteriormente, em 1998, por cessação da actividade do Banco Comercial de Macau, S.A., com sede no Porto, foram salvaguardados os interesses relativos àquela instituição bancária através do Banco Comercial de Macau (Ásia), S.A.R.L., com sede em Macau (Portaria n.º 76/98/M de 6 de Abril). Actualmente o endereço da sede do Banco Comercial de Macau, conhecido como “BCM Bank” é : Avenida da Praia Grande, n.º 572, Macau.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/banco-do-oriente/

calendarios-banco-oriente-1984-1986-1987

Três calendários de bolso (dimensões: 10,2 cm x7 cm) do Banco de Oriente, S. A. R. L. com a mesma grafia num dos lados. A sede do Banco do Oriente ficava no rés-do-chão do edifício do Hotel Sintra, na Avenida da Amizade. O Banco do Oriente iniciou actividades no ano de 1980 e entrou em falência técnica em final de 1984; dissolvida em 1988 (Portaria n.º 91/88/M de 23 de Maio – B.O. n.º 21/1988), cindindo o seu património em duas partes e a fusão de cada uma delas com a sucursal local do Banco Totta & Açores e com o Banco Comercial de Macau. (1)
calendarios-banco-oriente-1984-1986-1987-conjuntoOs calendários que estão no verso são dos anos 1984, 1986 e 1987.
calendarios-banco-oriente-1984-1986-1987-conjunto-versoEm 1984, o banco tinha 6 dependências; em 1986 e 1987, tinha sete dependências (a última dependência a abrir estava na Rua da Palha)
(1) Sobre o Banco do Oriente ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/banco-do-oriente/

Um anúncio do Banco Nacional Ultramarino (BNU), de 1922 publicado num jornal em Portugal.
banco-nacional-ultramarino-em-1922-imprensa-portuguesaO Banco Nacional Ultramarino (BNU) foi criado em Lisboa por Carta de Lei de 16 de Maio de 1864, sendo seu fundador Francisco de Oliveira Chamiço. Instalou a sua primeira Sede no Largo das Duas Igrejas, hoje Largo do Chiado, a segunda na Rua Augusta e a terceira, a partir de 1989, na Avenida de 5 de Outubro. Criado como Banco Emissor para as ex-colónias portuguesas exerceu também funções de Banco de Fomento e Comercial no país e no estrangeiro.
O BNU instalou sucessivamente sucursais e agências – Angola e Cabo Verde (1865), S. Tomé (1868), Moçambique (1877), Guiné (1903), Macau (1902), Índia (1868) e Timor (1912). Depois da abertura das Agências nas ex-colónias de África e do Oriente, o BNU deu inicio, a partir de 1917, à segunda fase da sua expansão, com a implementação de uma rede de Agências no Continente, Madeira e Açores, tendo constituído uma das maiores redes bancárias portuguesas.
No século XX, o BNU foi um dos primeiros bancos portugueses presentes nas principais praças financeiras mundiais através de Filiais, Agências, escritórios de representação e correspondentes. Neste anúncio de 1922, estão mencionados sete agências no estrangeiro:
PARIS – abertura de uma Agência em 1919 (convertida posteriormente, em 1929, no «Banque Franco Portugais e d’Outre-Mer».
LONDON –– abertura de uma Agência em Londres em 1919 (posteriormente em 1929.  transformou-se no «Anglo Portuguese Colonial & Overseas Bank».
NEW YORK –   abertura de uma agência em Nova Iorque, em 1920 – a qual deu lugar em 1924 ao «Trust Company of North America».
RIO DE JANEIRO – abertura da uma filial no Rio de Janeiro, em 1913.
BOMBAY  (Índia) – abertura de uma dependência em Bombaím (antiga Índia Inglesa), em 1921, encerrada em 1952. Em 1998, inaugurou um escritório de representação em Mumbai (Bombaím), com extensão em Pangim.
KINSHASA (Congo Belga) – abertura de uma dependência em Kinshasa, em 1919, o qual passou para o Banco de Angola em 1926.
HONG-KONG – nomeação do primeiro correspondente em Hong-Kong em 1904 e em 1984, abertura de um escritório de representação. (1) (2)
(1) https://www.cgd.pt/Institucional/Patrimonio-Historico-CGD/Historia/Pages/Historia-BNU.aspx
O escritório de representação em Hong Kong actualmente está em:
8/F, World Wide House, 19 Des Voeux Road Central
德輔道中19號環球大廈8/F
Hong Kong Island, Central

Mais envelopes vermelhos (1) de outras duas entidades bancárias de Macau, distribuídos aquando da celebração do Ano Novo Chinês referente ao ano de dragão (1988, 2000, 2012)

O primeiro “Lai Si” é do Banco Comercial de Macau – 澳門商業銀行

LAI SI - BCM Ano DragãoNo verso, sem qualquer imagem.

LAI SI - BCM Ano Dragão versoO “Lai Si” seguinte é do Banco Luso Internacional

LAI SI - Banco Luso Ano DragãoNo verso, a indicação do banco: 國際銀行 Luso International Banking Limited

LAI SI - Banco Luso Ano Dragão verso(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/11/09/macau-e-o-dragao-xxxi-envelopes-vermelhos

Em anterior “post” de 07/11/2013, referi a esta Exposição  (1), que foi inaugurada a 7 de Novembro de 1926, num terreno entre as Avenidas Coronel Mesquita, Horta e Costa e Ferreira d´Almeida.
Volto a esta notícia com mais elementos.

MACAU n.º 5-1987 Expo Feira Ind 1926 MAPAMapa da localização da Exposição Industrial e Feira de Macau

 De 7 de Novembro a 12 de Dezembro de 1926, Macau assiste à “Exposição Industrial e Feira de Macau”, ideia do Dr. Rodrigo Rodrigues, (2) já de 1923, mas que por vicissitudes várias só permitiram a sua concretização nessa data.
Estava nessa altura como Governador interino o Almirante Hugo de Lacerda. (3) Em 26 de Junho de 1926 foi nomeada a comissão especificamente encarregada da organização da Exposição industrial (4).

MACAU n.º 5-1987 Expo Feira Ind 1926 C.O.Foto dos Membros da Comissão Organizadora.
No medalhão desta foto, o Almirante Hugo de Lacerda (Ver actualização no final)

Para a atribuição dos prémios (5) e diplomas constitui-se um júri que integrou: almirante Hugo de Lacerda (Governador interino), o eng. João Carlos Alves (Presidente da Comissão da Exposição e Director das Obras dos Portos), Manuel Monteiro Lopes (gerente do B. N.U.), o capitão de fragata Gregório Fernandes, o Pe. Manuel Pita, o dr. Manuel da Silva Mendes e o Dr. Telo de Azevedo Gomes.
A comissão organizadora iniciou os trabalhos com uma intensa actividade de propaganda de Macau e da Feira, tendo sido distribuídos 10 000 prospectos fora de Macau e 15 000 em Macau.
Em Setembro desse mesmo ano, um forte tufão destruiu parte das construções até aí realizadas.
Os artigos que foram apresentados nesta Exposição Industrial, eram da maior diversidade conforme os expositores constante do quadro seguinte.

MACAU n.º 5-1987 Expo Feira Ind 1926 TABELA COMERCIANTES

Além da feira, muitas outras actividades foram realizadas nesse período: jogos desportivos, gincanas de automóveis, batuques e danças guerreiras das tropas africanas e de Timor, serenata pelos estudantes do Liceu, etc.

MACAU n.º 5-1987 Expo Feira Ind 1926 RODA ELECTRICAFotografia do lago natural (iluminado de noite)
onde se “vê” a «roda eléctrica – Ferry-Weel»

Com uma estimativa da despesa entre 30 000 e 50 000 patacas, a Comissão organizadora teve a contribuição de 15 000 patacas (o Governo contribuiu directamente com 3 000 e o restante 12 000 saiu da verba das Obras dos Portos- verba de Propaganda que estava a seu cargo).
A receita total atingiu a importância de 26 612, 66 patacas e a despesa feita foi de 25 865,96 patacas, havendo um saldo positivo de 746,70 patacas que a Comissão da Exposição resolveu destinar ao “Museu Etnográfico Luís de Camões” (criada logo depois de exposição para albergar muito do material desta organização.(6)

MACAU n.º 5-1987 Expo Feira Ind 1926 PAVILHAO IPavilhão de Portugal-Oriente Ltda.

MACAU n.º 5-1987 Expo Feira Ind 1926 PAVILHAO IIPavilhão da China «Merchants Tobacco Co. Ltd.»

MACAU n.º 5-1987 Expo Feira Ind 1926 PAVILHAO IIIPavilhão da «The Goat & Copasses»

MACAU n.º 5-1987 Expo Feira Ind 1926 PAVILHAO IVPavilhão da Livraria Portugália

(1) Ver “Notícia de 7 de Novembro de 1926 – Exposição Industrial e Feira de Macau em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/exposicao-industrial-e-feira-de-macau/ 
(2) Rodrigo José Rodrigues, capitão-médico, governador de Macau de 5 de Janeiro de 1923 a 16 de Julho de 1924.
(3) Em 22-07-1926, foi exonerado o Governador Manuel Firmino de Almeida Maia Magalhães e nomeado, em seu lugar, Artur Tamagnini de Sousa Barbosa. Nessa data, nomeação, a título interino, do Almirante Hugo de Lacerda Castelo Branco, para o cargo, até chegar o proprietário. (GOMES, L.G. – Efemérides da História de Macau). A exoneração do governador terá sido em consequência da mudança política em Portugal com a Revolução Militar de 28-05-1926 e posterior ditadura do Marechal Gomes da Costa.
(4) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4.
(5) “«Choi Heng», a principal firma de Macau a trabalhar em cobre obteve o diploma de ouro na Exposição Industrial e Feira de Macau. Os seus artigos vão principalmente para a América.” (4)
(6) O Museu Comercial e Etnográfico «Luís de Camões» foi criado em 1926 (Portaria n.º 221 de 5 de Novembro de 1926), pelo Governador interino, Almirante Hugo de Lacerda. Ver referência a este Museu em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/12/12/noticia-de-12-de-dezembro-de-1936-museu-luis-de-camoes/

Informações e fotografias recolhidas de ALVES, João Carlos; PIRES, João Barbosa – Macau e a sua Primeira Exposição Industrial e Feira. Com uma breve notícia do Porto. Macau, 1927. Tip. Mercantil da N. T. Fernandes e Filhos, 39 pp., 23 cm.

ACTUALIZAÇÃO em 24-12-2015: a COMISSÃO Promotora da Exposição Industrial e Feira de Macau era constituída por:
Presidente Honorário – Exa. o Governador, Almirante Hugo Carvalho de Lacerda Castel Branco
Presidente –
Engenheiro João Carlos Alves – Director das Obras dos Portos (Interino)
Vogais –
Manuel Monteiro Lopes – Gerente da Agência do Banco Nacional Ultramarino
Comendador Lou-Lim-Ioc
João Gregório Fernandes – Capitão de Fragata (reformado)
Major Victor de Lacerda – Chefe da 2.ª Secção das Obras dos Portos
José Maria Lopes – Capitão-Tenente
Henrique Nolasco da Silva – Advogado
Frederic G. Gellion – Gerente de “Macao Electric Lighting Co. Ltd.”
Fong-Choc-Lam – Capitalista
José Vicente Jorge – Chefe da Repartição do Expediente Sínico (aposentado)
António Maria da  Silva – Sub-Chefe da Repartição do Expediente Sínico (interino)
Artur António Tristão Borges – Escrivão da Capitania dos Portos
P.e Manuel José Pitta – Missionário do Padroado do Oriente
Hu-Cheong – Capitalista
Cap. Afonso da Veiga Cardoso – Administrador do Concelho
Ten. Gaudêncio da Conceição – Comandante do Corpo de Salvação Pública
Secretário –
João Barbosa Pires – Chefe de Propaganda das Obras dos Portos

e a composição do COMISSARIADO da Exposição Industrial e Feira de Macau, era:
Presidente – Rev. P.e Manuel José Pitta
Vogais –
Henrique Nolasco da Silva – Advogado e proprietário
Artur A. Tristão Borges – Escrivão da Capitania dos Portos
Major Victor de Lacerda – Chefe da 2.ª Secção das Obras dos Portos
Afonso de Veiga Cardoso – Administrador do Concelho e Comissário de Polícia
Gaudêncio da Conceição – Comandante do Corpo de Salvação Pública da Polícia  de Segurança
Secretário – João Barbosa Pires – Chefe da Propaganda das Obras dos Portos