Onde que tu vai, Macau?
Qui de amanhã ocê tê?
Já não é de Portugau
Nã é de China tambê …
 
Ou-Mun, sim, é de China
Macau foi de português,
Mas agora, terá minha,
Onde que vou pôr meus pés?
 
Filho di Macau largado
Orfão de mãe viva, assim …
Meu povo chora càlado.
Que nã sabe ele-sa fim …
 
Filho de Macau largado
Qui de amanhã para mim?

Graciete Batalha (1)

(1) «Revista de Cultura» n.º 20 (II Série) Julho/Setembro 1994. ICM.
Referências anteriores à Professora Graciete Batalha, em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/graciete-batalha/