O semanário “O Domingo Ilustrado” (1) publicado em Portugal, datado de Fevereiro de 1925, apresentava na sua primeira página um desenho (2) para ilustrar os acontecimentos que tiveram lugar em Macau, no dia 13 de Dezembro de 1924, (3), intitulando-o:

A grande chacina de Macau

“Em pleno areal de Cka – Hó, (Ká-Hó) um posto numa ilha (Coloane) de um kilómetro quadrado, os presos insubordinaram-se, assassinando com as ferramentas do trabalho os soldados portugueses (duas praças africanas).  Depois correram ao quartel e mataram o sargento comandante, ferindo mais praças. Por fim, no meio da carnificina ficaram abatidos cinco dos revoltados e todos os soldados feridos e mortos”

(1) “O DOMINGO ILUSTRADO semanário editado regularmente, em Lisboa, entre Janeiro de 1925 e Dezembro de 1927. A sua curta existência coincide com um período de grande perturbação política e social, que muitos autores consideram mesmo de guerra civil latente, e que conduzirá à Ditadura Militar, instaurada pelo golpe militar de 28 de Maio de 1926.
http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/FichasHistoricas/DomingoI.pdf
(2) “Reconstituição sobre documentos e fotos fornecidos na Sociedade de Geografia, por um oficial que já comandou este posto
(3) Já relatado em anterior postagem:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/12/13/noticia-de-13-de-dezembro-de-1924/
Seis prisioneiros chineses que estavam trabalhando na construção duma estrada na Ilha de Coloane, tentaram evadir, agredindo de surpresa e barbaramente duas praças africanas que os estavam vigiando e, depois de as terem desarmado, dirigiram-se ao quartel, onde mataram o 1.º Sargento Manuel Ferreira da Silva que comandava o posto militar da povoação de Ká-Hó, sendo depois mortos cinco e capturado um.” (GOMES, Luís Gonzaga – Efemérides da História de Macau. Notícias de Macau, 1954, 267 p.)