Poema/letra de José dos Santos Ferreira (1) para a melodia “Lisboa Antiga” (2)

Macau sã terá galánte
Di quanto-cento papiaçam,
Tánto nhu-nhum qui cholido,
Têm nho-nhónha tentação;
Macau sã terá galánte,
Têm ora inchido di consumiçam

CORO
Uví, nho-nhónha,,
Más bom sã nôs vai divertí,
Usá ´nga saia míni, míni,
Dessá  ilôtro … bispá;
Qui pôde, tud´ora vai malinguá,
Sentá na casa murúm qui murúm,
Pa rabujá nhu-nhúm.
 
Macau já fica qui jóvi,
Co laia-laia inventaçam,
Na rua nad´olá buraco,
Na casa têm televisám;
Macau já fica qui jóvi,
Pulá macaco
Qui quebrá su chám.

CORO:
Uvi, nho-nhónha (etc)

Macau, já fica janota,
Um-cento Bánco ta abrí,
Na meo di mar têm unga pónti,
Casarám ta ergui;
Macau já têm su pelota, Têm unga fónti
Pa nôs diverti.

CORO:
Uvi, nho-nhónha (etc)

Canção “Lisboa Antiga

Lisboa, velha cidade,
Cheia de encanto e beleza!
Sempre a sorrir tão formosa,
E no vestir sempre airosa.
O branco véu da saudade
Cobre o teu rosto linda princesa!

Olhai, senhores, esta Lisboa d’outras eras,
Dos cinco réis, das esperas e das toiradas reais!
Das festas, das seculares procissões,
Dos populares pregões matinais que já não voltam mais!

Lisboa, velha cidade,
Cheia de encanto e beleza!
Sempre a sorrir tão formosa,
E no vestir sempre airosa.
O branco véu da saudade
Cobre o teu rosto linda princesa!
 
Olhai, senhores, esta Lisboa d’outras eras,
Dos cinco réis, das esperas e das toiradas reais!
Das festas, das seculares procissões,
Dos populares pregões matinais que já não voltam mais!

Versão de Hermínia Silva (1958)
https://www.youtube.com/watch?v=ClEt3wuRW6g
Versão de Amália Rodrigues de 1953 ?
https://www.youtube.com/watch?v=P-T2orgTBcE
Versão de Carlos Galhardo (1956)
https://www.youtube.com/watch?v=irFTDw0QRFc
Versão de Gloria Lasso de 1957
https://www.youtube.com/watch?v=iJtsWxi12As
Versão de Ray Conniff de 1961:
https://www.youtube.com/watch?v=iXpM85Mdxxs
(1) FERREIRA, José dos Santos – Qui-Nova Chencho. Impresso na Tipografia da Missão do Padroado, Macau, 1973, 210 p. p. 108.
(2) “LISBOA ANTIGA” – música de Raul Portela (1889-1942) e letra de José Galhardo e Amadeu do Vale. Estreado por Hermínia Silva em 1932, na revista “Pirilau” no Teatro Politema. A versão de Amália Rodrigues e a sua inclusão na banda sonora do filme “Lisbon” (3) contribuíram para o sucesso internacional. A versão instrumental de “Lisboa antiga” (“Lisbon Antigua“) foi número um nos E.U.A., na versão de Nelson Riddle em 23 de Fevereiro de 1956 e aí se manteve durante quatro semanas, tendo no total ficado 24 semanas no Top.
http://portugal-mundo.blogspot.pt/2009/02/sucesso-internacional-de-lisboa-antiga.html
(3) Ver anterior referência a este filme “Lisbon” em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/11/14/folheto-de-cinema-teatro-vitoria-ix-lisbon/