Um pequeno opúsculo sobre o padroado português na China de A. Marques Pereira, imprimido em Lisboa (“impresso requisitado por um amigo”) pela Imprensa de J. G. de Sousa Neves, (Lisboa), em 1873.
o-padroado-portuguez-na-china-1873-iDedicado a
o-padroado-portuguez-na-china-1873-iiPublicação de três cartas que o autor enviou à imprensa portuguesa em 1872 sobre a «Questão do Padroado – escolha e confirmação do Bispo de Macau»
A 1.ª enviou-a em 19 de Fevereiro de 1872 ao «Diário de Notícias» que a publicou na edição do dia 20; Publicação na «Gazeta do Povo», no dia 27, do artigo “Notícias de Macau e Questão do Padroado (observações sobre este assunto publicado na «Correspondência de Portugal» no dia 29 de Janeiro)
2 ª carta do autor à «Gazeta do Povo» em 29 de Fevereiro de 1872; a «Gazeta do Povo» publicou-a em 12 de Março com o título “Macau – Questão do padroado
3 . ª carta do autor à «Gazeta do Povo»  em 1 de Abril de 1872.

O Papa Gregório XIII instituiu a diocese de Macau, espalhada pela província da China e pelas ilhas do Japão e de Macau e outras terras e ilhas adjacentes que é confiada aos monarcas portugueses (Bula «Super Spécula Militantis Ecclésiae» de 23-1-1576). As dioceses de Goa e Macau, por exemplo, foram criadas respectiva e unicamente em 1537 e 1575.
Por isso no final do século XVI o Padroado Português do Oriente já possuía bastantes católicos (em Macau 3000). A diocese de Macau (com as missões em Malaca – e a cristandade de S. Pedro, Singapura – e a comunidade cristã de S. José, China) passou a ser os «restos» do Padroado Português do Oriente, em 1776. A Concordata de 1857 (Pio IX:21-II) limitou o direito do Padroado à igreja primacial de Goa, à igreja arquiepiscopal de Cangranor e às igrejas episcopais de S. Tomé de Meliapor, Cochim e Malaca (exceptuando a ilha de Pulo-Penang) e Macau (incluindo a província de Cantão e as ilhas adjacentes e excluindo a província de Quam-si e a ilha de Hong-Kong).
Até que finalmente, em 21 de Fevereiro de 1857, é acordado o Tratado sobre o exercício dos direitos do Padroado, negociado pelo Núncio e pelo Ministro Rodrigo da Fonseca Magalhães. O Padroado mantém-se na Índia em Goa, Cangranor, Cochim, Meliapor e Malaca, e na China, em Macau, sendo limitadas territorialmente algumas das circunscrições destas dioceses A eficácia da Concordata foi limitada, permanecendo as dúvidas sobre os limites das dioceses e os conflitos de jurisdição. Por isso, em Maio de 1867, o embaixador português junto da Santa Sé manifestava a necessidade de uma mais razoável circunscrição das dioceses da índia. Leão XIII escreveu então ao rei D. Luís, em Janeiro de 1886, propondo uma solução. Malaca e Singapura passavam, de Goa, para a jurisdição da diocese de Macau.
PEREIRA, A. Marques – O Padroado Portuguez na China. Lisboa, Imprensa de J. G. de Sousa Neves, 1873, 36 p.
Este livro está acessível à leitura em:
https://books.google.pt/books?id=FwzpC-5fN6cC&pg=PT4&lpg=PT4&dq=Quest%C3%A3o+do+Padroado+em+Macau
Sobre este assunto, aconselho ainda a leitura de:
CRUZ, Manuel Braga da – O Padroado Português no Oriente em:
http://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/19255/1/V0330102-239-255.pdf
e
MARTINS, Manuel Gonçalves – O Padroado Português do Oriente e os Factores Exógenos em
https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/2705/1/NeD53_ManuelGon%C3%A7alvesMartins.pdf