Título e artigo retirado duma rubrica que Luís Gonzaga Gomes manteve durante alguns números da revista Mosaico, em 1952.

Pák-Ngâi Kun Iâm -白蟻觀音 (1) – Deusa de piedade roída por formigas brancas

Há muitos templos que não se podem dar ao luxo de ter ídolos de bronze sendo obrigados a contentarem-se se com imagens  feitas de madeira que, com o tempo, vão sendo roídos pelas formigas brancas.
Ora se uma divindade não é capaz de se proteger a si mesma, defendendo-se contra a destruição que lhe é causada pelos vorazes térmitas, como  é que ela pode proteger os mortais? Eis a razão porque se emprega a expressão pák-ngâi  Kun-Iâm para se referir ao indivíduo cujo posição não é capaz de defender a dos seus protegidos.
(1) 白蟻觀音mandarim pinyin: bái  yǐ guān yīn; cantonense jyutping: baak6 ngai5 gun1 jam1.