MOSAICO I-1, 1950 CAPAA revista mensal “Mosaico” era o porta-voz (órgão) do “Circulo Cultural de Macau” (C. C. M.), instituição criada em 5 de Agosto de 1950, pela Portaria  n.º 4808 do Governo da Província. A publicação era mensal, trilingue (português, chinês e inglês).
O primeiro número da revista tinha como director da secção portuguesa e editor, o Dr. José Marcos Batalha (licenciado em Medicina) mas em virtude de ter sido nomeado médico do Quadro dos Serviços de Saúde da Colónia de Macau, o Dr. Batalha foi abrangido pela determinação da Lei da Imprensa para as Colónias que então proibia, expressamente, os funcionários públicos de dirigirem qualquer periódico. Por este motivo, embora continuasse, como sócio do C.C.M. e colaborador da revista, foi substituído nas funções de Director da secção portuguesa, editor e também de Chefe da Secção de Imprensa, pelo Dr. António Nolasco da Silva (licenciado em Direito).
O director da secção inglesa era Maria R. Casimiro, e da secção chinesa, Luís Gonzaga Gomes. Por se tratar da sua apresentação, o primeiro número da revista tem 130 páginas mas o número seria reduzido a cerca dois terços nos números seguintes.
A redacção estava na Av. da República n. 4 e a revista era composta e impressa na Tipografia Soi Sang , no Pátio da Cabaia  n.º 15.
O 1.º número foi publicado em Setembro de 1950 e o último n.º 83-85, abrangendo Julho, Agosto e Setembro de 1957.

MOSAICO I-1, 1950 CONTRACAPACONTRA-CAPA

A tomada de posse dos primeiros  Corpos Gerentes do Círculo Cultural de Macau, para o ano de 1950, foi no dia 1 de Setembro de 1950, no Gabinete do palácio do Governo, à Praia Grande.

MOSAICO I-1, 1950 Tomada de posseO  Governador Presidente-Honorário do C. C. M., no uso da palavra na tomada de posse.

MOSAICO I-1, 1950 Corpos Gerentes de 1950

MOSAICO I-1, 1950 Corpos Gerentes de 1950 (II)Hernâni Anjos num artigo neste primeiro número “O que é o Círculo Cultural de Macau” (pp. 21-31)
“… Instituído em Macau, por Macau e para Macau, principalmente, o C.C.M. é um organismo que se destina, como é natural, aos macaenses, e, a par deles, a todos os portugueses, oriundos de qualquer parte do Império que, em Macau, com carácter definitivo ou temporário, fixem a sua residência. Há nesse organismo, também, idêntico lugar para indivíduos estrangeiros, ingleses e chineses, de preferência, o que não implica a não-admissão de cidadãos de qualquer nacionalidade, tudo única e exclusivamente no sentido de servir os fins para que o C. C. M. foi criado…

MOSAICO I-1, 1950 Condições de Assinatura