“Em 10 de Abril de 1586, por carta do vice-rei da Índia, D. Duarte de Menezes, conde de Tarouca, foi n´esta data, confirmada a Macau a denominação de «Cidade do nome de Deus na China» dando-se-lhe juntamente os mesmos privilégios que tinham sido concedidos à da santa Crus de Cochim, que eram os de Évora.
Brasão do Leal SenadoEm 1654, João de Souza Pereira, Governador de Macau (1650-1654), em nome d´El-Rei D. João IV, mandou colocar à entrada do edifício do Senado, este letreiro CIDADE DO NOME DE DEUS DE MACAU, NÃO HÀ OUTRA MAIS LEAL. (1)
Brasão da cidade Leal SenadoAlmas piedosas, num excesso de religiosidade descabida, acrescentaram-lhe um vocábulo; Cidade do Santo Nome de Deus, que se vê repetido em muitos escritos, mas sem razão de ser.(1)
O Coronel A. Guedes de Magalhães, no seu opúsculo Marcas Postais de Macau, p. 46, dá esta explicação das Armas da cidade:
Brasão Armas da Cidade«O escudo, no formato clássico português e terciado em mantel, contém:
No primeiro, em campo de prata, as cinco quinas de Portugal, de azul, carregadas cada uma de cinco besantes de prata em aspa, que há mais de oito séculos se distinguem na heráldica como símbolo de Portugal e aqui pretendem representar a unidade de todo o seu território.
No segundo, o símbolo característico da Província de Macau. Em lembrança do território em que se acha situada:
Em campo azul, um dragão de ouro armado e linguado de vermelho e realçado de negro, suportando nas garras uma das quinas de Portugal.
No terceiro, a representação do mar, sendo o campo de prata carregado de cinco faixas ondadas de verde, ligando as quinas de Portugal ao emblema simbólico de Macau.
A coroa mural  que assenta sobre o escudo, é de ouro, e constituída por cinco torres ligadas por quatro panos de muralha realçados de negro; as torres são carregadas sobre as portas por esferas armilares de vermelho e os panos da muralha com as ameias formadas por um escudete de prata com a Cruz de Cristo de vermelho.” (2)
(1) TEIXEIRA, Pe. M. – Macau e as suas Ilhas, Volume I., 1940
(2) TEIXEIRA, Pe. Manuel – Os Militares em Macau, 1976