MOSAICO I-3 Pagode da Barra (I)Foto I

“Incrustado na falda do pequeno cerro que se ergue na volta meridional da península e protegido pela frondosa ramaria de pujantes espécies tropicais enraizadas entre as fendas de plutónicas moles de granito, encontra-se um conjunto de exóticos pavilhões – capelas e santuários – distribuídas em socalcos, e que formam o conhecido Ma-Kok-Miu, ou seja o Templo da Barra, consagrada à T´in-Hau, a Soberana do Céu, cuja festividade é celebrada todos os anos no dia 23 da 3.ª lua.” (1)

 MOSAICO I-3 Pagode da Barra (II)Foto II

 “Num rochedo, que não arrancaram do adro e que empresta certa graça ao misterioso recinto, foi toscamente entalhado o desenho dum barco, curioso exemplo de glíptica local, que representa, segundo conta a lenda, uma embarcação de Fôk-Kin (foram os mareantes dessa província os primeiros colonizadores da antiga Hou-Keang que hoje se chama Ou-Mun, ou Macau), a qual fora milagrosamente salva por T´i-Hau, durante uma furiosa tempestade, conseguindo aportar incólume ao ancoradouro da ponta da Barra, motivo por que os marítimos chineses a tomaram para sua padroeira.” (1)

 MOSAICO I-3 Pagode da Barra (III)Foto III

MOSAICO I-3 Pagode da Barra (IV)Foto IV

 “Foto III-IV: Com o rijo granito conseguiram desconhecidos artistas nativos produzir verdadeiras obras-primas que ornam todo o templo. São frisos que representam cenas em que aparecem fabulosos animais da mitologia chinesa ou alegorias históricas figurando meritórias acções praticadas em épocas remotas e que ou servem de lição de moral ou são destinadas a chamar ao cumprimento dos seus deveres os devotos que frequentam esse templo.” (1)

 MOSAICO I-3 Pagode da Barra (V)Foto V

 “Nesse conjunto arquitectónico que forma o Templo da Barra, de linhas elegantes e harmoniosas, não podem escapará admiração do visitante a delicadeza dos relevos e a exuberante imaginação que presidiu à composição das cenas dos hipertírios que encimam os pórticos e dos frisos que desenrolam no alto e ao longo das paredes, logo abaixo da cornija lavrada e protegida por beirais de faiança polícroma.” (1)

Fotos e comentários retirados de
MACAU, os seus templos chineses e as suas lendárias tradições. Reportagem fotográfica de José Neves Catela e comentários de Luís Gonzaga Gomes in MOSAICO, VOL I, n.º 3, 1950.