Catálogo MAIA CAPACapa do catálogo da exposição “MAIA Sob o Fascínio da China / Under the Spell of China”,da pintora Celeste Maia, em 1994.

Esta exposição da pintora, na sua fase figurativa (1980-2009),  esteve no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa (Portugal), no mês de Março de 1994.
Depois, esteve em Pequim (República Popular da China), Macau e Hong-Kong, respectivamente nos meses de Setembro, Outubro e Novembro do mesmo ano.
O seu trabalho interessou-me pois tinha algo de muito pessoal em que a figura humana somente se apercebia, por vezes apenas uns pés, roupas em desalinho, um prato com fruta, enfim as telas focavam essencialmente o quotidiano. E foi esse o trabalho que apresentámos na Fundação Calouste Gulbenkian em 1980.
Posteriormente, a figura humana desaparece por completo e foi com grande surpresa que pude apreciar as suas pinturas sobre a China e Macau em que retrata com extraordinária verdade não só usos e costumes dessas longínquas paragens do Extremo Oriente como as suas gentes.” (1)

Catálogo MAIA Mercado em MacauMercado em Macau, 1993

 “Em 1992 descobriu a China e começou a aprender mandarim pintando uma exposição sobre a “sua China” que correu o Oriente da Índia ao Japão passando pela Tailândia, China e Coreia. Teve oportunidades de descobrir a China que se lhe apresentou como uma “revelação monumental”. A China despertou-a para os amarelos brilhantes, os vermelhos fortes e os azuis estonteantes…” (2)

Catálogo MAIA Equilíbrio da SobrevivênciaO equilíbrio da sobrevivência, 1993

 “Em Macau, um condutor senta-se sob a capota do seu riquexó. Uma campainha nova brilha no guiador da bicicleta. Neste quadro Maia utiliza sombrias, embora a cobertura tenha, inesperadamente, um forro de listas coloridas. “Aquele condutor, de olhar provocante e pés gigantes, seguro no seu mundo. A presença portuguesa em Macau também ali continua, firme. A bela arquitectura colonial, resistindo à passagem do tempo e às mudanças que virão. O génio das duas culturas – Portuguesa e Chinesa – lado a lado, nas suas instituições e na sua gente” diz ela.” (3)

Celeste Maia, é natural de Moçambique (Nametil, Outubro de 1941) onde cresceu,  estudou em França (1962/63) e licenciou-se em Belas Artes na Universidade de Maryland nos Estados Unidos (1972/74), tendo recebido nessa Universidade o “MFA em 1974/76 e “Fellowship Grant” em 1975. Os seus quadros foram expostos na Europa, Ásia, América do Norte e Sul, onde Maia está representada em importantes colecções públicas e privadas. O seu livro, “As Festas Secretas”, publicado em 2000, representa uma retrospectiva da sua larga carreira. Três livros infantis, escritos e ilustrados por Maia, estão também publicados. (2)
Para mais informações desta pintora, ver em:
http://celestemaia.com/PT/pinturaPT.html
(1) José Sommer Ribeiro (Fundação Calouste Gulbenkian, Centro de Arte Moderna), no Preâmbulo do catálogo.
(2) Informações tiradas de:
http://www.gabitos.com/Mozambique/template.php?nm=1257313218
(3) Texto do crítico de arte e comissário de exposições internacionais, Jonathan Turner “Visões da China” , no mesmo catálogo.