Continuação da apresentação da colecção de 10 marcadores de livro, emitidos por “Comissão Territorial de Macau para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses”, sob o lema:  “TEMPLOS 廟宇” (1)

Mais um marcador com os: “Templos de Macau/ 澳門廟宇”(2)

Dum lado do marcador
Marcador de livro Lin FongMarcador de livro Lin Fong I

LIN FONG /蓮峰廟 (3)
Localizado no cruzamento da Avda. Almirante Lacerda com a Avda. Conselheiro Borja. Em tempos remotos no sopé de uma colina, depois chamada de Mong-Há, (4) e banhada pelas águas do delta, abrigasse uma pequena povoação de pescadores que ali fizeram um santuário. Mais tarde construíram um templo onde ficavam os mandarins quando pernoitavam em Macau, por isso a grandeza deste templo, que vale a pena visitar! No fundo de um tanque onde crescem folhas e flores de lótus, estão os cágados, símbolo da longevidade. Conta a lenda que há milhares de anos houve um imperador que foi enterrado com alguns daqueles animais. Decorridos anos quando o seu caixão foi retirado e aberto, foram encontrados os cágados ainda vivos e cheios de saúde!”

Marcador de livro Tou Tei

Marcador de livro Tou Tei I

T´OU TEI /土地廟  (5)

“O nome T´ou Tei significa templo dos Deuses Locais. Segundo a lenda, a sua construção deve-se aos moradores do Patane que se cotizaram para prestar homenagem a Lam Seng que foi considerado um grande benfeitor. Seu pai, acusado da prática de um crime, foi encarcerado, e a mãe, com o desgosto, morreu e Lam Seng decidiu enforcar-se. Três vezes tentou, três vezes a corda partiu. Foi então que aconselhado por um amigo, Lam Seng foi jogar para angariar dinheiro e pagar a libertação do pai. Lam Seng saiu vitorioso e os moradores de Patane elegeram-no deus local do Bairro do Patane e mandaram construir este templo no Largo do Pagode de Patane que fica no sopé do montículo do Patane sobre o qual floresce o Jardim da Gruta de Camões.”

(1) Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/templos-chineses/
(2) 澳門廟宇  – mandarim pinyin: Ào men miào yù; cantonense jyutping: Ou3 mun4 miu jyu5.
(3) 蓮峰廟  – mandarim pinyin: lián feng miáo; cantonense jyutping: lin4 fung4 miu6.
Sobre este templo ver ainda em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/02/04/lugares-de-outrora-rochedo-da-estrada-do-arco/
(4) “Outrora Mong Há não era o que é hoje. Havia apenas umas várzeas, onde espreitavam aqui e além palhotas de agricultores e um estendal de sepulturas do outro lado. Um campo de hortaliça e um campo santo. E quando, em 1828, os ingleses da Companhia das Índias Orientais aqui residentes quiseram rasgar um caminho por onde pudessem cavalgar e espairecer, baixou uma chapa, a 8 de Março desse ando do mandarim de Heong-Shan, em que ordenava ao procurador do Senado que intimasse aos ingleses que suspendessem a construção da estrada que, a expensas suas, estavam abrindo no Campo de Mong Há, e lhes proibisse passearem nela a cavalo, pois que tais arranjos e passeios afectavam as sepulturas dos chineses. (à volta de 700 sepulturas). (TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Vol I)
(5) 土地廟mandarim pinyin: tú dì  miào;  cantonense jyutping: tou2 dei6  miu6.
Outra versão da lenda e o Bairro de Patane, ver em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/templo-tou-teipatane/