Roteiro do Ultramar Tempo Á -MáO templo da Deusa A-má

 “Parece ter sido construído nos princípios da dinastia Ming; a actual estrutura data do reinado de WanLi (萬曆 -1573-1621). Em 1828, os negociantes de Fuquiem (Fujian ou Hokkien 福建) e Taicho ofereceram mais de dez mil taéis de prata para a restauração do pagode da Barra. Este é o primeiro e principal pórtico que leva ao átrio e dali ao tempo dedicado a Neang-Má.” (1)
À entrada, dois leões de pedra, de fera expressão, terríficos e misteriosos, em esgares de ironia e crueldade como costumam ser estes leões mitológicos dos chineses, guardam, quais sentinelas, as portas do pagode (Jaime de Inso, em 1929)

 Roteiro do Ultramar Porta do CercoPorta do Cerco

 António Feliciano Marques Pereira, (2) informava que a primitiva Porta teria sido construída em 1573: «Macau fugiam a seus donos e iam praticar roubos nas povoações da ilha de Hian Chan (Heung-Shan, hoje Chong-Shan). Este facto deu motivo, em 1573,à construção da muralha e barreira do istmo, a que os nossos ficavam chamando «Porta do Cerco» e os chinas «Kuan-Chap» (關閘mandarim pinyin: guan zhá; cantonense jyutping: gwaan1 zaap6).
O actual arco da Porta do Cerco foi levantado para honrar a memória de Governador Ferreira do Amaral, a 31 de Outubro de 1871, durante o governo de António Sérgio de Sousa (1868-1872).

 Roteiro do Ultramar PenhaResidência episcopal da Penha em Macau

A residência episcopal e a Ermida de N. Sra. Da Penha de França, ficam no topo da colina da Penha. Mais abaixo, a Gruta de N. Sra. de Lourdes. A gruta foi construída em 1908, por iniciativa do D. João Paulino de Azevedo e Castro, bispo de Macau (1903-1918), que ali foi sepultado.
Segundo se lê numa lápide, na parede da direita da Igreja da Penha, esta Igreja foi «Construída em 1934-1935 em substituição da primitiva capela edificada em 1622 e reedificada  em 1837».” (1)

Fotogravuras do livro de
GONÇALVES, Manuel Henriques – Roteiro do Ultramar. Lisboa, 1958, 131 p.
(1) TEIXEIRA,  P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I. ICM, 1997, 667 p.
(2) PEREIRA,  A. Marques – As Alfândegas Chinesas de Macau. Macau, 1870, 166 p.