Hoje 25 de Agosto de 1849, regista-se a tomada da fortaleza de Passaleão/Baishaling (1)

TA SSI YANG KUO Passaleão I O COMBATE DE PASSALEÃO (2)

 PASSALEÂO

Vinte e cinco de Agosto,
Mesquita
E trinta e dois Bravos
e fitam
A Pátria imorredoura.

Macau periga.
Quem vive?
– grita o sangue do Mártir
(Ferreira do Amaral)

Mesquita vela e sonha
-na mão a espada
a seiva de Viriato

E num golpe audaz,
fulgurante,
dispersa
a turba-multa dos chins
desordenados,
espavoridos
ante o milagre
do Heroísmo Português.

TA SSI YANG KUO Passaleão IIO COMBATE DE PASSALEÃO (2)

Porta do Cerco é padrão
Da lusa Soberania
(ergueram-no
braços possantes
de portugueses de antanho
e cimentaram-no
o sangue de Mártir
e o rasgo do Idólatra

E Passaleão simboliza
brônzeas estrofes
dum novo canto
de “Os Lusíadas”.

Elói Ribeiro In Clarim – 1950 (3)
(pseudónimo literário de Patrício Guterres, jornalista)

(1) 白沙嶺  – mandarim pinyin: bái shà líng; cantonense jyutping: baakl6 saa1 leng5 – tradução literal Pico da Areia Branca.
O macaense, 2.º tenente de Artilharia, Vicente Nicolau de Mesquita, à frente de 32 homens, tomou aos chineses o forte de Passaleão, fronteira às Portas do Cerco, vingando desta forma o traiçoeiro assassinato de João Maria Ferreira do Amaral e livrando a cidade do ataque projectado por milhares de chineses que a bloqueavam do lado do istmo (GOMES, L. G. – Efemérides da História de Macau).
Pedro Paulo do Rosário, soldado cafre, barbeiro do seu batalhão e Vitorino do Rosário foram os primeiros soldados a escalar o Forte de Passaleão, tomado por Vicente Nicolau de Mesquita em 25-08-1849. Quando viram um soldado preto no muro, os chineses fugiram espavoridos crendo ser o demónio.
Mais referências  a este incidente, ver em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/vicente-nicolau-de-mesquita/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/08/15/panoramas-de-macau-de-189/  
(2) Os dois quadros foram retirados de “Ta-Ssi-Yang-Kuo, Vol. I”.
São fotogravuras de P. Marinho de “ Fac-simile muto reduzido de quadros em aguarela do Barão do Cercal”
(3) Retirado de REIS, João C. – Trovas Macaenses. Macau 1992, 485 p + |9!