António Patrício, escritor e diplomata, faleceu em Macau, a 4 de Junho de 1930.(1)

Não teve tempo de escrever a poesia
Que poderia começar: Em Macau, um Estio…
Estava aqui havia um dia.
Era-lhe tudo, ainda, uma mancha, um vazio.

Talvez quisesse ver, sentir, mais do que a mancha
(Em seda baça, ténues tons esquivos),
Porém, o coração, em Santa Sancha,
Fechou-lhe, pra Macau, os olhos sensitivos.

Cantor do mar e da morte
Que os seus versos souberam envolver, respirar,
Teve a suprema sorte
De achar a morte frente ao mar.

António Manuel Couto Viana (2)

(1) Sobre António Patrício, ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/06/04/noticia-de-4-de-junho-de-1930-falecimento-de-antonio-patricio/
(2) Retirado do blogue:
http://www.jornaldepoesia.jor.br/couto08.html
Referências anteriores do poeta António M. Couto Viana em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-couto-viana/