Em criança (na escola primária) ouvia-se muito este termo «AMB»

Se bem que não no verdadeiro sentido dado no “Maquista Chapado” (1) e “Glossário do Dialecto Macaense” (2), empregava-se mais no sentido de «BATER»

Nâ ambâ eu – Não me batas
Minino ambâ eu – O menino (no sentido de criança mais velha) bateu-me.
Pedro ambâ João – Pedro bateu no João

(1) AMBÂ – abusar da fraqueza, da ignorância, da inocência, ou da boa-fé de alguém, em proveito próprio.

Vôs nê bôm ambâ ela! – não abuses dela, não a intimides!

FERNANDES, Miguel Senna; BAXTER, Alan Norman – Maquista Chapado. Instituto Internacional de Macau, 2001, 234 p. ISBN 99937-45-00-6

(2) AMBÁ – enganar, intrujar, abusar, em proveito próprio, da fraqueza ou ignorância de outrem

Ambá garoto – servir-se do trabalho duma criança sem pagar o devido.

Segundo Graciete Batalha, o termo terá vindo do inglês «humbug» – fraude, engano, enganar, mistificar. Sendo a pronúncia das consoantes finais muito fraca no macaense, é muito difícil distinguir um |g| dum |k| finais, podendo qualquer desses sons ser suprimido na forma |ãbá|. Por outro lado, o malaio «ambek»  – “taking over, taking and retaining” (Wilkinson) parece também um étimo possível.
BATALHA, Graciete Nogueira – Glossário do Dialecto Macaense. Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra/Instituto de Estudos Românicos, Coimbra, 1977, 338 p.