Em 28 de Janeiro de 1871, foi arrematada em hasta pública, pelo chinês Kuan Chac, da loja Minam, no n.º 25 da Rua dos Prazeres, a iluminação pública desta cidade com 2.302 lanternas de azeite. (1)

A propósito foi precisamente, quarenta anos depois (1911), também neste dia, que foi inaugurado a iluminação eléctrica (Boletim Oficial n.º 6/1911), em Macau, concessionado à M.E.L.C.O. (The Macao Electric Company Limited).

O contrato da concessão do exclusivo para o fornecimento de energia eléctrica a Macau, tinha sido assinado a 20 de Janeiro de 1909,  com o sr. Charles Ricou (2) que passou (com autorização) essa concessão à M-E.L.C.O. (1911),  embora mantendo-se como principal accionista. (3)

Anúncio MELCO, 1950 PortuguêsAnúncio  em Português da M.E.L.C.O. , de 1950

A empresa M.E.L.C.O. , não só distribuída a energia eléctrica mas também vendia (a pronto pagamento ou a prestações) aparelhos eléctricos (fogões de cozinha, frigoríficos, irradiadores, ferro de engomar, etc), pelo menos até à década de 60.

Anúncio MELCO, 1950 InglêsAnúncio em inglês da M.E.L.C.O., de 1950

(1) GOMES, Luís Gonzaga – Efemérides da História de Macau. Notícias de Macau, 1954, 267 p.
(2) Charles E. W. Ricou foi Gerente (“Managing Director”) da M.E.L.C.O. de 1907 a 1915.
(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XX, Volume 4. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, 2.ª Edição, Macau, 1997, 454 p. (ISBN 972-8091-11-7)