Adamastor I

Do artigo sobre “Marinha de Guerra ” da Revista Ilustração de 1933 (1) retiro o seguinte:

O «ADAMASTOR» REGRESSA AO TEJO – Depois de quatro meses de viagem, regressou de Macau a Lisboa, o antigo e histórico cruzador «Adamastor». É uma relíquia da nossa marinha. Foi construído em 1890. Fez viagens a todas as nossas colónias e colaborou em 1916, com grande eficácia, no combate do rio Rovuma, no Niassa. Depois esteve no Oriente largos anos. Lá fez a sua última estação.

Adamastor II

O seu regresso foi um acontecimento. Bastantes anos andou longe da metrópole. As famílias dos tripulantes estiveram a bordo. Abraços de boas-vindas.

Adamastor III

Uma nota pitoresca o nosso repórter-fotografo conseguiu registar. A bordo, vieram do Oriente, inúmeras gaiolas com centenas de pássaros de variadas e exóticas côres. Penduradas no convez do barco, produziram um efeito curioso. Recordação que os marinheiros trouxeram. O «Adamastor» vai ser abatido ao efectivo. Cumpriu já o seu dever. A sua vida foi atribulada. Chegou a perder os lemes … e a andar aos «gig-gags». Entrou, no entanto, no Tejo e deve ser considerado uma relíquia da nossa marinha de guerra.”

(1)   “Ilustração”, n.º  9, 6 de Julho, 1933