Pelas 15.00 horas a fortaleza do Monte deu o sinal de fogo no Bazar . O incêndio manifestou-se com rapidez, na rua da Barca de Lenha, num lugar apertadíssimo, onde só existiam estâncias de lenha, carvão e madeira, e alastrou-se até Pun-Pin-Uâi. O incêndio desenvolveu-se com grande intensidade, ameaçando devorar as casas das ruas próximas, mas, por felicidade, o vento rondou de norte para nordeste e leste-nordeste, abonançando, consideravelmente, além de que, sendo preiamar, houve água em abundância, sendo possível isolar-se o foco das chamas, ficando o incêndio extinto às 21.00 horas. O fogo foi causado por um descuido numa loja de colchoeiro e arderam-se 57 prédios, sendo destruídas 4 casas por meio de cortes. Das vítimas houve apenas uma rapariga de 10 anos e um criança recém-nascida. Depois do grande incêndio do Bazar, em 1856, foi este um dos maiores que se deu na cidade.” (1)

Nesse tempo, era a própria população (moradores, pessoal das fábricas e das lojas) que combatia os incêndios, existindo lugares próprios para guardar os utensílios para combate de incêndios. Por isso era feito o aviso através das salvas dos canhões da Fortaleza do Monte Só em 1883 apareceu o primeiro Regulamento dos serviços de incêndios (e dos Bombeiros). Voltarei a este tema numa próxima postagem.

Sinais de tufãoLembro, conforme meu post de 18 de Abril de 2012, (2)  “Sinais feitos na fortaleza do Monte” que até à década de 60, ainda se procedia na Fortaleza do Monte, a colocação de sinais (símbolos de dia e luzes à noite) para sinalizar o local do incêndio (sempre precedidos de toques dados pela mesma fortaleza).

Como poderá ver pela tabela, o Bazar correspondia ao nº 2.
(1) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau. Notícias de Macau, 1954, 267 p.
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/04/18/sinais-de-incendio-na-fortaleza-do-monte/