“Foi a memória dêste heróico Governador que a 1.ª Exposição Colonial Portuguesa – Pôrto 1934 – escolheu para singelamente homenagear em «O DIA DE MACAU»” (1)
E para “rememorar” este Capitão de Mar e Guerra, a 1.ª Exposição Colonial Portuguesa, editou um pequeno opúsculo, que apresento. (2)
“……..  Os mandarins não lhe perdoam.
            Na sombra, premedita-se o crime e a traição e, na tarde de 22 de Agosto de 1849, quando Amaral passeava a cavalo nas imediações das portas da cidade, deteve-o um grupo de chino. Um dêles pretendia entregar-lhe um memorial. O Governador larga as redeas e estendeu, para o receber, o único braço que possuía.        
            Em vez do memorial, recebeu traiçoeiramente uma cutilada que o derrubou do cavalo.
            O crime completou-se e os assassinos internaram-se a seguir no território chinês levando consigo a cabeça e o braço do heróico Governador, que , dois anos antes, em 1847, aludindo a falta de recursos da Colónia, numa extranha previsão escrevia:
“Eu respondo com a minha cabeça que hei-de  cumprir e fazer cumprir tudo o que humanamente   seja possivel e me seja ordenado pelo Governo, mas sem dinheiro e sem crédito é exigir mais do que pôde um homem de um braço só”
(1) “O DIA DE MACAU” foi comemorado no dia 30 de Agosto de 1934, durante a 1.ª Exposição Colonial Portuguesa, realizada no Porto. Sobre esta Exposição, tentarei abordá-lo no dia 30 de Agosto.
(2) S/nome do  autor  –  Capitão de Mar e Guerra, João Maria Ferreira do Amaral, Governador de Macau –  Abril de 1846 a Agosto de 1849.  Edição da 1.ª Exposição Colonial Portuguesa, Litografia Nacional, Porto, 1934, 8 p. (25,6 cm x  20 cm)